DLC’s Jedis x Sith

Ontem eu comentei sobre algumas vantagens dessa era digital onde você compra jogos virtualmente, hoje pretendo pincelar um pouco sobre outra coisa que essa geração desenvolveu: DLC’s (downloadable Contents), ou conteúdos baixáveis.

Os dlc’s vem como opções pra você poder continuar os jogos que você gosta. Isso pode ser como missões que expandem a história do jogo, ou modos de jogo extra que você não tinha ao lançar o jogo.

Acho que a maioria das pessoas que vem acompanhar aqui provavelmente serão de gente que já conhecem do assunto, mas tive que pincelar essa pequena introdução pros noobs.

Na teoria, o que eu falei acima parece uma coisa bacana, mas o que tem visto, nem sempre é verdade. É fato que nós temos alguns dlc’s como as atualizações de GT5 que vieram pra melhorar o jogo, e principalmente, oferecidos de graça. Esses dlc’s acrescentaram alguns carros novos, modificou algumas coisas que os gamers sentiam falta tem um tempo, incluiram novos modos de jogo. Enfim, o jogo ficou ainda mais bacana.

Mas nessa geração, com oportunidade de crescer o olho em cima dos ganhos, pra cada bom dlc desse tipo do GT5 que aparece, parecem ter mais uns 3000 dlc’s oportunistas. Para alguns jogos, o que tem acontecido é que muitos jogos parecem sair incompletos, para que possa fazer um pezinho de meia extra com a venda de conteúdo baixável que “modifica” a experiência de jogo. Ontem eu citei a Capcom a respeito da put#%$ em relação ao MvC3 e UMvC3, e ela é uma das que tiram bom proveito (dinheiro) nessa geração. Em Resident Evil 5, pouco depois do lançamento do jogo, a Capcom lançou como primeiro conteúdo baixável, o modo versus. O negócio era tão cara de pau que o download tinha apenas 1 mega e meio, ou seja, o modo versus já estava no jogo, você só pagava pra “liberar” pra você.

A Capcom não é exclusivista desse tipo de “manha” pra fazer mais dinheiro. A EA nos últimos anos mudou uma “coisinha de nada” nos seus jogos de esporte. Se você compra o jogo, você tem direito ao modo online no seu aparelho. Se você emprestar o jogo, ou quiser posteriormente vender, o modo online não vai junto. A pessoa que pegar o jogo tem que pagar pra usar o online dele, ou seja, é uma coçadinha de leve no seu toba pra tirar um dinheiro a mais do mercado de usados que “atrapalha” a indústria dos games.

Mas lançar conteúdo pago aos kilos não é necessariamente uma coisa tão oportunista, no sentido negativo da palavra, como parece ser. O pessoal da Harmonix toda terça lança conteúdo novo para seus Rock Bands. Essas músicas são pagas, como tem que ser por conta de direitos autorais das canções e tudo mais, mas é um conteúdo que tá sempre acrescentando na hora de você brincar de músico. Eu mesmo tenho mais conteúdo baixável de Rock Band do que músicas que vem com os jogos.

Os Dlc’s são uma ideia bacana , mas o que nós jogadores estamos tendo que aprender nessa geração é a não ser otário aceitando a todos os oportunismos da indústria, porque de onde eles puderem tirar dinheiro, eles vão. E isso não é necessariamente errado, mas não é bacana também.

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