É amanhã! Infinity Blade 2

A Epic Games é uma das empresas, junto com Bioware e Blizzard, mais fodas do mercado. Os caras surpreendem e agradam, não interessa a plataforma. Pensado a princípio para ser um jogo no Kinect, Infinity Blade é de longe o melhor jogo que tive o prazer de testar no iPhone, e não espero nada diferente de  IB2. Costumo pensar que a proposta do mundo de IB é um pouco parecida com a de Demons/Dark Souls, da From Software. Claro que os jogos são bem diferentes e tudo mais, mas ambos tem aquele “Q” de “esse mundo é uma merda, tu ta no meio dela e se vire pra sobreviver no meio disso tudo”, sem muito nhem nhem nhem nem c* doce (proibido pros diabéticos de frescura).

Infinity Blade 1 era um jogo direto, você avista um castelo ao horizonte e resolve acabar com o Deus Rei (God King), ou ditador local que mora por lá e pegar pra você a Infinity Blade. Os inimigos vão surgindo para duelos e não tem nem conversa, só a troca de olhares e já começam a se ajeitar pra peleja de facas (ou espadas, ou machados, ou marretas…). No fim, você enfrenta o chefe do castelo pra tentar tomar a Infinty Blade, uma espada com poderes. Se você derrotar o chefe, você vê uma cena em que o chefão diz que você ferrou tudo e os invasores vão acabar com esse mundo. Se você perde, sua alma é sugada, e o chefão diz para seu lacaio que manipule a situação de forma que o herdeiro do seu personagem se sinta desafiado a vingar a morte do pai, e ai o jogo recomeça 17,18,19 anos depois do último personagem, só que você já começa com o nível, os equipamentos e o dinheiro que seu pai tinha quando morreu, e por aí vai.

Pelo que li, Infinity Blade 2 pega tudo isso que o primeiro tinha de bom e amplia, a começar pelo fato de que agora resolveram desenvolver uma narrativa  ao longo do jogo todo. Por conta disso, agora sabemos que o protagonista se chama Syris e que ao longo do jogo, vamos conhecendo um pouco do passado do personagem e porque ele e seus antecedentes estavam fadados a enfrentar o Deus Rei. Caminhos alternativos também ganharam seu espaço, em oposição ao ritmo quase linear, com poucas variações de caminho que o primeiro jogo tinha.

O esquema de combate do primeiro jogo era fantástico, você tem uma espada na mão direita e um escudo na esquerda, risque a tela no sentido que quiser, e esse será o rumo do seu golpe. Mas pra se dar bem, você tem que defender os ataques do seu inimigo, sempre na direção oposta a que o golpe está vindo. Você pode apertar o botão de escudo para se defender também, mas isso vai acabando com a resistência dele, até quebrar. IB2 agora te permite usar armas de duas mãos, ou segurar armas em cada mão, e isso muda bastante a jogabilidade, porque você passa a ser mais agressivo, mas ao mesmo tempo, mais vulnerável aos ataques inimigos.

Guarde uns trocados para amanhã quando sair IB2, se você curte alguns jogos diferentes no iPhone/pad/pod, esse é o que mais vale pela jogabilidade, e pela beleza. Jogar no aparelho dos conhecidos eu irei!

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