Os velhos tempos: Castlevania 3: Dracula’s Curse (NES)

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Wallachia, 1476, a região da Romênia e outros territórios próximos sofrem de um terrível mal providenciado por criaturas demoníacas. A razão dessa manifestação incomum se chama Drácula, vampiro senhor das trevas que pretende jogar o mundo no caos.  Dentre os povos assolados diz uma história que sempre que Drácula aparece, a família Belmont surge para impedir o vampiro, mas os Belmonts foram expulsos da região por medo de seus poderes incomuns pelos próprios moradores. Ainda que atrasado e quando a put@ri@ já tá instaurada, Trevor Belmont se predispõe a salvar o povo que botou ele pra correr em busca do bem maior, e do dever do sangue Belmont.

Assim é a prévia do enredo de Castlevania 3: Dracula’s Curse, título que tem história anterior aos 2 jogos protagonizados por Simon Belmont. A Konami parecia estar inspirada quando começou o desenvolvimento desse jogo, depois de muito criticada com o (pré metroidvania?) incomum Castlevania 2: Simon’s Quest. Cv3 utilizou o máximo que o nintendinho podia oferecer, e ainda colocou um ritmo frenético, caminhos alternativos, e o melhor, personagens jogáveis secundários que você salvaria ao longo do jogo.

A trilha sonora do jogo era tão foda que cantarolo boa parte das músicas do jogo até hoje sem precisar reouvir de tanto que joguei na época. A mecânica do jogo seguindo o ritmo que o primeiro tinha era muito boa. A sacada dos caminhos alternativos então foi uma ideia fodona, você escolhe logo na segunda fase ir pela torre do relógio, chegando ao topo enfrenta um chefe que, ao derrotá-lo, te libera o primeiro personagem extra do jogo, Grant Danasty, um pirata cuja família inteira foi morta por Drácula. Terminando a fase, a torre começa a entrar em colapso, e o caminho mais curto para o castelo acaba de se tornar impossível, o que fazer então? Volta a fase toda pra seguir pelo outro caminho.

Escolhendo Grant, de cara você percebe a diferença para Trevor. O pirata usa uma faca como arma, mais curta que o chicote, mas mais rápido, além de usar machados como sub arma, e o principal: Grant gruda pelas paredes ao melhor estilo Homem-Aranha. Além do ajudante de Barba-Ruiva, CV3 tem ainda Sypha Belnades, uma feiticeira que usa o poder dos elementos, e Alucard, o filhotinho do coisa ruim que se revoltou contra o papai do mau, o vampirinho camarada se tornou bem mais conhecido pelo bem sucedido e bem produzido Symphony of The Night anos depois. A grande parte ruim de você ir atrás dos outros personagens é que para adicionar um, você precisa perder o outro, não era possível ficar com os 4 personagens juntos, uma pena.

Castlevania 3 tinha uma dificuldade absurda com monstros que tiravam um grande naco de energia ao apenas encostar, além de uns trechos estilo Ninja Gaiden, que você pula para a plataforma seguinte e só no meio do pulo surge o inimigo que te acerta, fazendo com que você caia no buraco e morra. Felizmente, o jogo tinha também um sistema de password, o que te ajuda (um pouco) a avançar nas 9 fases do jogo.

Eu perdi as contas de quantas vezes eu o peguei  na locadora. Joguei ele muito mais do que o primeiro ou o segundo, inclusive,  joguei ele antes ddos anteriores, então até estranhei a primeira vez que joguei como Simon. Até hoje tenho CV3 como meu Castlevania favorito, sei que Dracula X (Rondo of Blood) tem tudo que ele tem e mais o visual mais refinado, mas não tive o mesmo feeling com ele. Adoro Lords of Shadow assim como todos os Metroidvanias também, mas sinto muita falta de um Castlevania com o feeling dos primeiros títulos em esquema de passar de fase.

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