Game On, eu queria morar lá – Parte 2

A segunda parte que visitei foi a sessão de história dos videogames. Essa não mudava muita da anterior no sentido interação do público com os jogos, apenas era voltada a mostrar os aparelhos das diversas gerações. Logo na entrada você dá de cara com 2 máquinas bem esquisitonas dos primórdios dos jogos eletrônicos.

Essa área foi bem mais atrativa para o pessoal da velha guarda dos games. Foi interessante ver de perto finalmente aparelhos como Vectrex, Amiga, ou Commodore 64, entre outros. O Pong todo mundo ouve falar de longa data, é um clássico, mas muitos ali eu não tinha nem conhecimento até surgir a internet.

Foi divertido e curioso ver as crianças nessa sessão. Uma coisa é jogarem minigames, onde a distância não é tão grande, já que até pouco tempo atrás, jogos de celular eram tosquinhos, mas com esses consoles antigaços a coisa muda de figura, os pequenos mais velhos não tinham muito saco pra jogar essas “velharias feias e esquisitas” como os novinhos, ou os adultos.

Além de conhecer Warning Forever e jogar Dragon’s Lair, minha terceira satisfação da exposição foi poder ver pela primeira vez de perto e jogar um PC Engine. Tudo bem que não era um Castlevania: Rondo of Blood ou Valis, era apenas Street Fighter 1, que eu já joguei em fliperama, mas era um PC Engine, e isso me deixou feliz que nem tarado na zon@ cheio da grana. Foi uma satisfação que compartilhei com um amigo que foi comigo, ele ficou tão feliz quanto eu.

Velhos conhecidos como o Atari, ou o Nintendo e o Odissey eu vi por lá, não foi tanta surpresa. Mas a surpresa pra mim ficou por conta de um comercial do mesmo Odissey do início de 80. A estética do comercial, das roupas, os “efeitos especiais” eram bem bacanas e nostálgicas.  O Odissey 2 chegou a ser lançado no Brasil com o nome do primeiro, e teve até alguns “jogos nacionais” como Didi na Mina Encantada.

Sendo uma área voltada pra história dos consoles, não podia faltar de forma alguma os famosos arcades. Se na área da cultura gamer eu senti falta de máquinas assim, na parte de história dos games estava lotado. Tinha máquina de tudo que era jeito, Pac Man, Galaga, Galaxian, Space Invaders, os tradicionais e populares jogos de luta, como Virtua Fighter e tudo mais. Tinha uma máquina de Star Wars da era do Atari muito bacana também, mas em se tratando de história dos games e máquinas arcade, senti falta de alguma estilo Beat ‘em Up, como Tartarugas Ninja ou Final Fight, que formavam filas, e também de alguns de carro como Daytona, que até hoje em alguns shoppings as 4 cabines ficam cheias.

O mais bizarro dos arcades que vi por lá eram uns bem antigaços da década de 70 chamados Computer Space. Engraçado e divertido como a época influencia no design dos aparelhos, essas máquinas pareciam recém saídas de cenários de Perdidos no Espaço, ou Jornada nas Estrelas. Se eu visse uma na rua, acho que dificilmente diria que era um arcade. Uma pena que estavam desligadas, não sei se porque estragou ou se já eram assim, mas queria ter visto funcionando pessoalmente.

Conclusão

Essa foi a minha experiência no Game On, passei mais de 4 horas na exposição e vou te dizer, fiquei pouco. Tirei muitas fotos, vi o movimento, os detalhes do evento e tudo mais, mas jogar mesmo, não joguei metade do que queria. Parte porque senti falta de alguns jogos icônicos de muitos dos aparelhos da exposição, e parte por falta de tempo mesmo por conta das fotos para a cobertura da exposição pro Blog. Me senti uma criança de novo no meio daquele montão de coisa nova e antiga que tanto me divertiu e diverte até hoje, queria que fosse a minha casa. Uma pena já ter acabado, espero que volte um dia.

Como postei na parte 1, a galeria de imagens pode ser vista no Flickr do Pega no Meu Pixel

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Uma resposta para “Game On, eu queria morar lá – Parte 2

  • Toni

    Celso disse:Cara, eu concordo com vocea em relae7e3o aos oruttiais. Acho que realmente os oruttiais que tem hoje em dia se3o exagerados, mesmo com os controles dos consoles tendo cada vez mais botf5es eles acabam mesmo chamando o gamer de imbecil.Agora, em relae7e3o ao nedvel de facilidade cabe ficar um pouco mais atento. Isso ne3o e9 algo ruim, pelo contre1rio.O que mudou ao longo do tempo foi a filosofia das empresas em relae7e3o a fune7e3o dos games. Ne3o se ve hoje como um desafio e sim como entreterimento. Por exemplo, God of War, cara esse jogo tem ve1rios nedveis de dificuldade e e9 o nedvel mais alto aquele que vai exigir que o jogador esteja acostumado realmente com o jogo.Antes, mesmo vocea sendo ja viciado no jogo o nedvel mais dedficil era muito dedficil.Hoje quem joga GOW zera ele do nedvel mais baixo ao nedvel mais alto.E mesmo quem joga no nedvel mais dificil ne3o encontra uma dificuldade absurda comum nos jogos antigos. Isso porque hoje em dia existe uma coisa chamada jogabilidade. O jogo ne3o precisa te estressar e te deixar de saco cheio ate9 vocea tacar o videogame na parede de raiva.Ele te entretem e faz vocea viciar no jogo e querer zerar ele 30 vezes. A filosofia dos games evoluiu.

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