Eu tô vivo e tô muito bem ( Impressões de I’m Alive)

Semana passada finalmente chegou o dia do lançamento do tão falado I’m Alive, da Ubisoft. Testei apenas a versão de avaliação. Longe de ser um título campeão de vendas, o jogo desenvolvido pela Ubisoft Shangai não chega perto de títulos de nome como Assassin’s Creed ou Call of Duty, mas também não faz feio. É um dos títulos arcade mais bonitos que já testei.

I’m Alive conta a história de um homem que, 1 ano após “O Evento” (assim chamado o caos que gerou terremotos, tempestades de areia, escassez de água e o escambal), consegue chegar de volta a cidade fictícia de Haventon, e procura por sua esposa e filha.

A jogabilidade não diferencia muito do que já jogamos em títulos de ação. Umas boas sequências de escaladas e equilibrismos ao maior estilo Prince of Persia ou Assassin’s Creed, ou mesmo Shadow of  The Colossus, tendo como dificuldade uma barra de resistência que vai se desgastando conforme você vai escalando e se equilibrando. Não dê folga para o protagonista e você cai de lá de cima. Esgotando a sua barra, você tem ainda um tempo de esforço extra, no qual você vai apertando RT (ou R2) para completar o trecho de equilibrismo, gastando seu nível de resistência final. Com um gole de água, ou um pouco de comida você recupera o nível máximo perdido.

Pra um jogo live arcade/PSN, I'm Alive é muito bonito, entretanto peca na falta de alguns detalhes, como o seu próprio reflexo ao andar sobre poças de água

Nos trechos de interação com as pessoas é sempre uma incógnita. Alguns indivíduos só querem que você não se aproxime, outros vão te atacar, e alguns só precisam de uma ajuda ou não. Com os que te atacam é bom prestar atenção, se o cara vem apenas com um facão, aponte sua arma pra ele ainda que esteja descarregada. Com o botão X (quadrado no PS3), você manda o cara se afastar, estando ele perto de um buraco ou penhasco, chegue perto e aperte X de novo e você senta a bica mandando o cara pra casa do c@r@lho ao melhor estilo “This is Sparta”. Agora se o caboco estiver armado com uma pistola também e você tiver sem balas, pode correr meu filho porque o bicho vai pegar.

Blasphemy? Madness? This is SPARTA!!!!

Minha opinião:

Eu estava esperando esse jogo com uma certa ansiedade, o tema de sobrevivência pós apocalíptica é um que sempre me agradou em filmes, não seria diferente em outras mídias como os games. Sendo apenas um jogo de sobrevivência, é o suficiente pra causar meu interesse, mas não o suficiente pra garantir um bom jogo, no qual eu não acho que seja inteiramente o caso de I’m Alive. É verdade que joguei apenas uma pequena demo, não dando pra aprofundar muito no gosto pelo enredo e pelo resto do jogo, nem testar dificuldades, etc. Entretanto eu acho que talvez a falta de um projeto com mais recursos, e talvez uma equipe mais de ponta, foram primordiais pra queimar uma ótima ideia em um jogo que acabou sendo de médio pra bom. No fim eu acho que vale os 15 dólares (ou 1200 MS Points) como um jogo arcade de baixo orçamento e que diverte, mas se fosse um jogo de mídia, com ares de superprodução, jamais pagaria nele por esse produto final que foi apresentado. De qualquer forma, continuo esperando um PUTA título de sobrevivência para o futuro, porque não foi com I’m Alive que consegui isso.

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