Arquivo da categoria: Good Old Pixels

O poder dos Jogos Clássicos!

Como você se sente quando tem a possibilidade de jogar um jogo que gostava muito quando era criança? E se for no console original em que aquele jogo foi lançado? Nada de emuladores, roms e afins. Um cartucho e um console “dazantiga”!

Talvez, no meu caso, essa seja uma das melhores sensações quando o assunto é videogame. Nada como pegar um console velho e empoeirado e fazê-lo rodar os clássicos da minha infância… Super Mario Bros. 3, Rock n Roll Racing, Super Mario World, Megaman 2, Super Contra… são tantos os jogos que fica bem difícil de escolher o que jogar.

Mas… e quando uma empresa decide que um dos seus jogos favoritos vai ter um remake HD e vai sair para os consoles atuais? Como você se sente? Será que isso é uma coisa boa? Será que o clássico vai se manter e você vai se sentir satisfeito com o que está jogando?

Ducktales do Nintendinho… NOSTALGIA!

Ducktales! Uhú… são os caçadores de aventura… uhú! Musiquinha que todo mundo que nasceu nos anos 80 conhece, certo? O jogo de NES? Nem todo mundo jogou, mas mesmo quem não jogou ouviu falar muito bem desse GRANDE CLÁSSICO do Nintendinho. Era um jogo extremamente difícil… em uma época sem save games, esse jogo também não contava com os famosos passwords e era necessário terminá-lo em “uma só sentada”. Conseguir uma vida extra era quase um milagre e em alguns lugares era bem difícil passar sem perder energia ou até mesmo sem perder uma vida!

O jogo novo vai na mesma pegada, bastante difícil em algumas partes (hoje ainda é possível escolher o nível de dificuldade) e com uma grande necessidade de acertar os pulos e o timing dos inimigos. Estou curtindo bastante o jogo embora ainda não tenha jogado o jogo todo. É nostálgico poder escolher entre Amazônia, Transilvânia e a Lua como fases de jogo… muito nostálgico!

Hoje as coisas são muito melhores… será?

Agora a hype vai toda para o novo Castle of Illusion que já foi anunciado há algum tempo e deve sair ainda em setembro desse ano. Se for no mesmo ritmo de Ducktales… os saudosistas estão muito bem servidos!

E como não poderia deixar passar…

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Os velhos tempos: Streets of Rage

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Em 1991 o Mega Drive estava a todo vapor no início da guerra dos consoles da geração 16 bits. O gênero do momento na época era o beat em up. Alavancado por sucessos anteriores como Double Dragon (um dos precursores) e o consagradíssimo (e meu jogo do gênero favorito ever) Tartarugas Ninja no arcade, a coisa bombava pra tudo que era lado, todo mundo queria lançar o seu. A Sega mesmo já tinha um game do gênero mas na ambientação medieval fantasiosa (Golden Axe), sobrando então pra Streets of Rage com a ambientação de briga de rua (como alguns amigos chamavam o jogo ou o gênero na época).

A Sega tinha esmero com detalhes, repare o poste em primeiro plano

A Sega tinha esmero com detalhes, repare o poste em primeiro plano

Eu nunca tive um console Sega, então só me restava jogar nas casas dos amigos, ao menos até a era dos emuladores, e Streets of Rage é um dos jogos que guardo com todo o carinho na memória. Os que me conhecem sabem o quanto sou fanboy do gênero beat em up, me divirto fácil com jogos de qualidade duvidosa, salvo Double Dragon 2 (em 3d renovado, não o clássico) lançado há alguns meses na Live, que é a tristeza em forma de jogo.

A história do game não tem muito mistério, é o básico dos jogos de briga de rua: As gangues e a máfia dominam as grandes cidades, um grupo (no caso de SoR, de policiais) revoltados com isso decidem resolver a parada na base da bica e dos paranauê na fuça. Apesar da trama manjada, Streets of Rage trazia umas inovações bacanas no gênero, a começar por ter uma mulher como personagem jogável. Aí você pode até dizer “mas a Sega já fez isso antes em Golden Axe”, ok, fez isso mesmo e foi uma novidade, mas na área de temas urbanos completamente dominado por artistas marciais truculentos, prefeitos, e até tartarugas mutantes, ela foi uma das primeiras a explorar isso. Além de mulher, tenho a impressão que SoR também foi um dos primeiros a acrescentar um personagem negro no gênero. Na jogabilidade, SoR trouxe também um terceiro botão que utilizava o “ataque especial”, que consistia em chamar reforços da polícia pra mandar bala nos inimigos da tela.

Se você se deparar com uma versão escrita "Bare Knuckle" não se assuste, é só o nome do jogo no Japão

Adam pronto pra sentar bica

Nos comandos o game tinha seu pequeno diferencial também, enquanto em Double Dragon, você sentava joelhadas na cara dos inimigos quando estes estavam atordoados, em Streets of Rage era possível dar uns sopapos, pular pra de trás do inimigo e sentar um golpe de judô dando uma ponte no inimigo e estourando a cara dele no chão.

Se você se deparar com essa capa, não estranhe, Bare Knuckle é o nome da versão japonesa

Se você se deparar com essa capa, não estranhe, Bare Knuckle é o nome da versão japonesa

O jogo era foda, mas ao menos pra mim, a cereja do bolo era a conceituada trilha sonora. Yuzo Koshiro se inspirou em um monte de coisas que era pop na época, tal qual Sadeness, da(o) Enigma, ou Pump Up the Jam, do Technotronic, e foi uma das melhores ideias que ele teve. A trilha é marcante e volta e meia me pego lembrando dela, como não o faço com várias de outros jogos que curto até mais.

Se você cometeu a blasfêmia de nunca ter jogado esse clássico, se mata… mentira, vai só atrás do jogo, tem sempre promoções de Sega Classics pra tudo que é console, inclusive pra Steam, com a trilogia SoR. Mas pra ter uma experiência realmente foda e nova com o game, faça o favor de ir atrás do Streets of Rage Remake. “O que é isso” você pergunta? É só um projeto de fãs que durou em torno de 8 anos e que reuniu tudo dos 3 jogos e mais algumas coisas extras fazendo um jogo completamente novo com isso. Você tem opções de caminho a trilhar no início e em algumas fases, conforme vai zerando ganha pontos para liberar mais personagens ou modos de jogo, e por aí vai. A Sega demorou em não ter apadrinhado os caras e lançado isso oficialmente, mas infelizmente foi o contrário, eles resolveram ameaçar com processo os caras do projeto se não retirassem o jogo de circulação. Dando uma googleada não deve ser difícil achar, mas de qualquer forma, jogue os originais da Sega.

assinatura pnmp


A versão mais X-crot@ de Double Dragon

Lá vem velharia, e dessa vez, pra mim, foi uma velharia nova. Já joguei tudo que é edição de Double Dragon, arcade, nes, master system, mega drive, game boy, game boy advance, iphone, xbox, é só dizer. Com exceção da versão do Zeebo, que nunca nem cheguei perto, e parece ser o mais bacana dos (poucos) jogos lançados pro aparelho, joguei de tudo um pouco.

Ontem tive a chance de finalmente pôr as mãos em uma versão que eu só fui ouvir falar que existia agora na geração internet e youtube, que é a do Atari 2600 (o Atari teve várias versões, a que popularizou no Brasil foi o 2600). Cara que coisa mais bizarra, não é só pelo aparelho em si que não possibilita muito, mas já começa pela caixa do jogo. Curte isso:

A capa não é ruim, a arte segue o estilo visual que quadrinhistas usavam na época, mas pra hoje, é completamente datada, com esse billy e jimmy com cara de trintões, e os maluco atrás se aproveitando da Marion.

Velho, o que é essa capa? Sim, ela segue o estilo visual popular dos quadrinhos da década de 80, mas entre ela, e a usada no Nintendo e outras versões, é N vezes, sou mais a segunda opção fácil.

Não é fantástica, mas é menos datada e mais estilosa

Mas tudo bem, o valor retrô da capa do Atari tem seu charme, dá um poster bem bacana até. Agora vire ao contrário, e veja a mensagem de contracapa.

Parece até uma hq da Marvel nos 80

“Os Black Warriors sequestraram a sua melhor garota…” Oh Wait, é isso mesmo que eu li? Sim, você é um cafetão, ou pelo menos tem várias mulheres em Double Dragon, e porr@ quem são os Black Warriors pra te levar a tua melhor gata assim? Se liguem seus otários, ninguem leva minhas put@s embora e fica de boa não, como farei com apenas 3 agora?

Deixando de lado a pequena história com a capa, vem a parte principal, o jogo. Eita lindeza visual, na boa, deve ser o jogo com cenário mais “complexo” do Atari, e nem tô sendo sarcástico, você tem o piso, os personagens, e o fundo com alguns poucos elementos, é mais que um Pitfall da vida, hehe. Teoricamente, o jogo deveria ser de ação andando lateralmente, mas imagino que por questões de potencial do console, isso não acontece, você aparece em um cenário, os inimigos vem, você mata, a tela some e te joga pra uma tela seguinte com mais inimigos e por aí vai.

O quadrado verde aí é você viu, ele muda de cor conforme muda a tela

Em questão de jogabilidade, essa foi minha primeira curiosidade ao ligar o jogo, o Atari só tem um botão, e Double Dragon se fazia de N tipos de combinações diferentes com os 2 botões nas demais versões, pra gerar os diferentes tipos de golpe que o jogo tem. Apertando o botão, você soca, o botão mais seta pra baixo você chuta, pra cima dá uma voadora, na diagonal, uma cotovelada, e é isso apenas de ataques. Não pense que por isso tua vida vai ser fácil não, eu não consegui passar da segunda tela (leia bem, eu disse tela, não fase, o jogo muda de telas pra avançar) e tomei Game Over, e não existe continue, isso é artigo de luxo de quem joga videogame da geração Nintendo em diante.

Chegue perto pra ver se não te enfio uma bica na fuça. Na verdade enfio não, é foda!

Por conta disso, 20 minutos foi o máximo de tempo que consegui dedicar ao jogo até decidir matar a saudade de Enduro. O jogo é difícil, os golpes não encaixam bem, mas com certeza eu teria adorado jogar isso quando criança na época. E não pense que foi pouco, não dava  5 minutos de jogatina morrer na segunda tela, hehe. Shame on me

PS: No Gamefaqs hoje eu fui dar uma olhada pra saber se alguém um dia conseguiu ir muito mais longe do que eu, e descobri que tem uma manha ficando no canto esquerdo da tela que os inimigos não te atacam. Nem testei ainda, mas assim é fácil terminar o jogo, e sem graça também.


Os velhos tempos: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

Quem viveu a era 8 bits, ou pelo menos que jogou mesmo depois em um Master System, pode dizer que não jogou ou curtiu Alex Kidd? Deve ser o título mais famoso do aparelho no Brasil.

Eu nunca tive um Master System, jogava na casa dos amigos, então meu contato com Alex Kidd foi até um pouco menor, mas isso não me impediu de passar horas revezando o controle com a turma. O jogo era difícil pacas, pensa num game que só consegui ver o final já na era Youtube.

In Miracle World era um jogo de plataforma side scroll como muitos da sua era, mas o jogo tinha sua própria identidade. Alex Kidd é príncipe do reino de Radaxian, cuja família foi sequestrada e o reino tomado pelo vilão Janken. Para salvar sua família, Alex Kidd conta com diversos itens que vai ganhando, ou comprando nas lojas durante as fases. Moto, ciclocóptero (chamo assim porque é um misto de helicóptero movido a pedaladas), ou lanchas, e outros equipamentos mais, tudo pra conseguir seu bolinho de arroz, ou sanduíche em algumas versões no final da fase (ele comia um sempre que chegava no fim de uma fase), e completar seu objetivo. Além disso, Alex sentava o murrão (literalmente), nos inimigos.

Os chefes do jogo eram um caso a parte. Tá acostumado a chegar no fim e pintar uma criatura gigante  em que você vai bater muito pra poder passar? Pois é, Alex não fazia isso não, rolava tudo através de uma pequena disputa de Jo Ken Po, ou pedra, papel e tesoura. Em uma melhor de 3, se você se desse mal, morreu e vamo pro “duelo fatal” de novo, se você passou, beleza, segue teu rumo. Esse desafio era um tanto engraçado, se por um lado as vezes você passava fácil pela fase sem se arriscar muito quando dava a sorte da disputa ser fácil. Por outro, você podia ter se ralado todo, estar na última vida, e por conta da mesma sorte, se ferrar com más escolhas e tomar um Game Over. Isso tudo deixava o jogo mais interessante, em uma época em que você não desligava o videogame por estar a mais de 2 horas perdendo sempre na mesma fase, tendo que recomeçar tudo de novo.

A trilha sonora do jogo era um caso a parte, quero ver quem que jogou ele insanamente não lembra das músicas se ouvir ao menos um pequeno trecho, isso se não lembrar sem ouvir.

Infelizmente, o personagem não conseguiu manter o mesmo nível nos jogos seguintes, Shinobi World e The Enchanted Castle são até divertidos, mas não elevaram o personagem novamente ao patamar que deveria, como “concorrente” de Mario, da Nintendo. Títulos como Lost Stars e High Tech World ajudaram a ferrar um pouco com o personagem, pelas bombas que são os 2 jogos, e ele acabou perdendo espaço pro Sonic (a Big boss tem um certo asco dele até hoje por ter roubado esse espaço do Alex).

Anos depois, ao menos em coletâneas de personagens, a Sega se lembrou dele, colocando como personagem em Sega Superstars Tennis e Sonic & Sega All-Stars Racing. Torço muito pra que o personagem ganhe um título revival um dia, trazendo junto a mesma empolgação que tinha quando criança.


Os velhos tempos: Castlevania 3: Dracula’s Curse (NES)

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Wallachia, 1476, a região da Romênia e outros territórios próximos sofrem de um terrível mal providenciado por criaturas demoníacas. A razão dessa manifestação incomum se chama Drácula, vampiro senhor das trevas que pretende jogar o mundo no caos.  Dentre os povos assolados diz uma história que sempre que Drácula aparece, a família Belmont surge para impedir o vampiro, mas os Belmonts foram expulsos da região por medo de seus poderes incomuns pelos próprios moradores. Ainda que atrasado e quando a put@ri@ já tá instaurada, Trevor Belmont se predispõe a salvar o povo que botou ele pra correr em busca do bem maior, e do dever do sangue Belmont.

Assim é a prévia do enredo de Castlevania 3: Dracula’s Curse, título que tem história anterior aos 2 jogos protagonizados por Simon Belmont. A Konami parecia estar inspirada quando começou o desenvolvimento desse jogo, depois de muito criticada com o (pré metroidvania?) incomum Castlevania 2: Simon’s Quest. Cv3 utilizou o máximo que o nintendinho podia oferecer, e ainda colocou um ritmo frenético, caminhos alternativos, e o melhor, personagens jogáveis secundários que você salvaria ao longo do jogo.

A trilha sonora do jogo era tão foda que cantarolo boa parte das músicas do jogo até hoje sem precisar reouvir de tanto que joguei na época. A mecânica do jogo seguindo o ritmo que o primeiro tinha era muito boa. A sacada dos caminhos alternativos então foi uma ideia fodona, você escolhe logo na segunda fase ir pela torre do relógio, chegando ao topo enfrenta um chefe que, ao derrotá-lo, te libera o primeiro personagem extra do jogo, Grant Danasty, um pirata cuja família inteira foi morta por Drácula. Terminando a fase, a torre começa a entrar em colapso, e o caminho mais curto para o castelo acaba de se tornar impossível, o que fazer então? Volta a fase toda pra seguir pelo outro caminho.

Escolhendo Grant, de cara você percebe a diferença para Trevor. O pirata usa uma faca como arma, mais curta que o chicote, mas mais rápido, além de usar machados como sub arma, e o principal: Grant gruda pelas paredes ao melhor estilo Homem-Aranha. Além do ajudante de Barba-Ruiva, CV3 tem ainda Sypha Belnades, uma feiticeira que usa o poder dos elementos, e Alucard, o filhotinho do coisa ruim que se revoltou contra o papai do mau, o vampirinho camarada se tornou bem mais conhecido pelo bem sucedido e bem produzido Symphony of The Night anos depois. A grande parte ruim de você ir atrás dos outros personagens é que para adicionar um, você precisa perder o outro, não era possível ficar com os 4 personagens juntos, uma pena.

Castlevania 3 tinha uma dificuldade absurda com monstros que tiravam um grande naco de energia ao apenas encostar, além de uns trechos estilo Ninja Gaiden, que você pula para a plataforma seguinte e só no meio do pulo surge o inimigo que te acerta, fazendo com que você caia no buraco e morra. Felizmente, o jogo tinha também um sistema de password, o que te ajuda (um pouco) a avançar nas 9 fases do jogo.

Eu perdi as contas de quantas vezes eu o peguei  na locadora. Joguei ele muito mais do que o primeiro ou o segundo, inclusive,  joguei ele antes ddos anteriores, então até estranhei a primeira vez que joguei como Simon. Até hoje tenho CV3 como meu Castlevania favorito, sei que Dracula X (Rondo of Blood) tem tudo que ele tem e mais o visual mais refinado, mas não tive o mesmo feeling com ele. Adoro Lords of Shadow assim como todos os Metroidvanias também, mas sinto muita falta de um Castlevania com o feeling dos primeiros títulos em esquema de passar de fase.

<Fanboy assumido de Castlevania detected mode off>


Os velhos tempos: X-Men 2 – Clone Wars (Mega Drive/Genesis)

O ano era 1995 e os X-Men eram os heróis da década, parte pelo boom dos quadrinhos na época, parte pelo desenho animado de 92, responsável por uma geração de muleques que começaram a acompanhar as aventuras dos heróis (eu incluso). A Capcom tinha lançado no ano anterior um dos melhores jogos baseados nos personagens, e também um dos bons jogos de SNES (pelo menos um dos destaques da geração). A própria Sega já tinha sido feliz com um jogo divertido de X-Men de 1993. Eu só fui jogar mesmo em 98. Nunca tive um Mega Drive, mas um amigo que eu não via fazia quase um ano tinha alugado o jogo e fui com mais outro amigo visitá-lo, jogamos muito, o resultado é que depois disso ainda aluguei ele com esse outro amigo de novo e só com isso e mais umas manhas, que vergonha, conseguimos terminar. Esse jogo me traz muito boas lembranças.

A capa não era das melhores, mas o jogo. E apesar de estarem na capa, Jean Grey, Bishop e Tempestade não são personagens jogáveis

A base do enredo é de referência total à saga Aliança Falange (Phalanx Convenant, no original), onde uma raça alienígena com características tecno orgânicas que possui consciência coletiva ameaça adicionar os habitantes do planeta à sua espécie. No meio disso tudo ficam os X-Men, que são um impecilho para a aliança, já que eles não conseguem ainda mesclar mutantes a espécie.

A Sega trabalhou bem a linguagem de quadrinhos no jogo, você põe o cartucho, aperta power, logo de cara já começa com um dos personagens (Gambit, Noturno, Psylocke, Ciclope, Fera ou Wolverine, e posteriormente Magneto) em missão em um cenário de nevasca, você já começa controlando, sem saber PN do que aconteceu, se pegou uma cópia pirata em que caparam a abertura nem nada, assim que você completa a primeira missão entra a história explicando que você estava em missão investigando algo e só então entram a marca da Sega, da Marvel, o título do jogo, etc. O feeling de “que porr@ é essa que tá rolando?” é o mesmo da saga nos quadrinhos, já que a assimilação da Falange na história é feita de forma furtiva, com os personagens sem saber o que está acontecendo, só achando que tem algo estranho.

Ao longo do jogo você enfrenta diversos inimigos conhecidos do universo dos mutantes, sendo um deles, o Magneto, que acaba se unindo a você em sua missão, já que o planeta inteiro está ameaçado. Sentinelas, Exodus, Tusk e mesmo Apocalipse dão o ar da (des)graça nas diversas missões do jogo.

Graficamente o jogo é inferior ao concorrente mutante da Capcom pro SNES do ano anterior, entretanto, é um dos jogos mais bonitos que joguei no Mega Drive, e um dos mais divertidos também. O melhor é poder jogar de 2, muito embora sejam sofríveis algumas missões pelo fato de não dividir a tela, e pela taxa de frames que cai um pouco em algumas cenas. O jogo também é difícil pacas, ele tem muitas vidas, mas conforme você vê a quantidade de missões, e muitas vezes, a dificuldade de algumas delas, você vai descobrir que o número de vidas é pouco. Só te digo uma fase como exemplo: a de fuga da base das Sentinelas explodindo, em que você tem tempo para sair, se estiver jogando de 2 então…

É isso pessoal, tirem a poeira do seu Mega Drive, ou comprem um pelo Ebay e peguem o jogo, eu posso ser fanboy dos X-Men, mas não acho um jogo bom somente por ter os personagens (eu estou olhando pra você, X-Men Des Bostiny)


Ninjas urbanos

Imagine a cena: você mora numa grande metrópole e está andando pela rua, seguindo sua vida, indo pro trabalho, ou pra casa da sua namorada e não mais que de repente voando do beco um maluco fortemente armado é arremessado e se estatela na parede do outro lado da rua. Do mesmo beco sai um figura muito rápido trajando roupa preta, com uma balaclava oriental e uma espada na mão. O maluco cheio de armas atira feito um louco nele, mas o cara da roupa preta se esquiva das balas correndo pra cima dele e o parte ao meio, promovendo uma verdadeira pixação em cima da arte dos gêmeos que estava no muro da parede atrás dele. Sem tempo pra descansar, um helicóptero surge lançando foguetes e metralhando o cara da balaclava, que começa a pular pelos prédios feito o Maranha (Homem Aranha).

Não, esse não é um trecho da versão estendida de Ninja Assassino, nem muito menos uma cena do próximo filme do Maranha, afinal, ele não usa espada, nem mata as pessoas (pelo menos não por vontade própria). Eu estou falando de ninjas urbanos. Essa temática sempre me agradou desde os idos de 80 e alguma coisa com filmes, como american ninja, e outras trasheiras mais da sessão da tarde.

O cenário dos games sempre foi uma área farta pra esse tipo de tema. Como o que importa é a jogabilidade e a diversão que isso te proporciona, você não precisa de um roteiro elaborado e bem contado pra curtir um jogo. Até porque se você joga somente por história de um jogo de ação, empolgando como se estivesse assistindo um Dogville, ou um Poderoso Chefão, se morre, que é um bem que você faz à humanidade.

Uma das minhas séries de jogos favoritas de todos os tempos é Ninja Gaiden, e provavelmente a mais popular do estilo também. Claro que você não tinha essa sensação toda que descrevi no início do post, na época, mas ainda tinha a sensação bacana do ninja que percorria por prédios e armazéns matando inimigos e monstros que imploravam pra você mostrar sua técnica de fazer sushi com eles.

Ninja Gaiden levava a sério o fato de te transformar em um ninja, porque só assim pra você conseguir terminar o jogo de tão difícil que é. E mesmo nos títulos mais recentes, a dificuldade é absurda. Meu controle escapou algumas vezes por muito pouco de ter voado na parede, depois de mais de 1 hora no mesmo chefe tentando matá-lo. A série ficou por eras sendo lembrado apenas por quem jogava os antigos títulos, até a Tecmo resolver trazer de volta o personagem no Xbox. E que jogo, os Ninja Gaiden das gerações mais recentes reinventaram a série, aproveitando o que podia dos primeiros, mas trazendo pra realidade dos jogos em 3D. O resultado foram 2 put@ jogos estilosos, únicos, divertidos e difíceis pra car@%$#&. A Tecmo ousou tanto na renovação da série que lançou um título que utiliza apenas a caneta stylus e um botão para defesa no Nintendo DS, e o jogo é igualmente bom. Mais um título de Ninja Gaiden está em produção, e dessa vez, segundo os produtores, é um reboot da série, ele não tem ligação alguma com os títulos anteriores, pensa se já não estou doido pra jogar.

No antigo Nintendo 8 bits tinha um título que poderia muito ter sido o rival de Ninja Gaiden ao longo das gerações, mas ao contrário, acabaram quase virando chapas. Shadow of the Ninja te permitia jogar com 2 pessoas, e isso era bem legal. O tema era o padrão desse tipo: um grande Caboclo do mal surgiu e quer dominar geral, e cabe a 2 ninjas impedir que tudo vire trevas. E assim Hayate e Kaede saem pra salvar o mundo. O jogo também era side scroll como ninja gaiden, mas se diferenciava no esquema de armas e movimentação. Ao longo das fases, você pegava um upgrade pra espada, que fazia ela acertar de um pouco mais longe, ou uma corrente com gancho na ponta, que você podia lançar pra frente, na diagonal, ou pra cima. Também tinha bombas e shurikens, afinal, não existe ninja sem shuriken.

O grande lance do jogo não ter se tornado um rival de Ninja Gaiden, é porque ele ficou por aí mesmo, estava até em produção um título para o gameboy, mas acabou que o título saiu como Ninja Gaiden Shadow, não sei se porque a Natsume, desenvolvedora do jogo, foi comprada, ou se por parceria com a Tecmo ou qualquer outra coisa.

A Sega não deixou por menos em relação a ninjas. Shinobi é uma série que não deixa em nada a dever pra qualquer concorrente. E ainda tem identidade própria forte. Apesar do personagem utilizar espadas e outros apetrechos ninjas, a arma mais utilizada em boa parte dos jogos da série é a  shuriken. O jogo fez tanto sucesso que até o Alex Kidd, antigo mascote da Sega, teve um jogo ambientado no mundo de Shinobi.

O forte da série foram os títulos para Mega Drive. Shinobi 2 e 3 são espetaculares, com direito a sequência correndo em cima de cavalos, se dependurando em ferros pelo teto, pulando de parede em parede, e por aí vai. É um jogo de ação com A maiúsculo. Tanto que gerou até títulos por fora, como Shadow Dancer, um put@ jogo de ninja em que você ainda tem um cachorro como auxiliar.

A série perdeu força depois da geração 16 bits, mas ainda assim, deu uma boa renovada no Playstation 2. O personagem se tornou mais sanguinário, literalmente. Isso acontece porque a espada do personagem do jogo é amaldiçoada e bebe o seu sangue se você não matar ninguem. O jogo é bom pacas, e uma pena não ter tido uma recepção tão forte, nem talvez desenvolvido melhor a ideia em possíveis shinobi posteriores. Mas um novo título está em produção pro 3DS, e espero muito que ele seja bom como os da geração master/mega drive.

Nem só de Demon’s e Dark Souls vive a FromSoftware. Muito antes desses 2 puta títulos medievais e difíceis que só a carrapeta, a empresa se aventurou pelos caminhos dos ninjas urbanos. Ninja Blade foi um título exclusivo para plataformas Microsoft (Xbox 360 e windows), e tentou beber bem das fontes de Shinobi e Ninja Gaiden. Criou sua própria cara também, mas pecou em algumas coisas. O jogo é um tanto repetititvo, com missões as vezes muito longas. Mas mesmo assim, é um bom título. Seria bom se a FromSoftware resolvesse levar a ideia de Dark Souls e trabalhar em uma realidade de ninjas. Gostaria de usar um personagem assim ao inves de um cavaleiro, em um jogo no mesmo estilo de vez em quando.

a) O post está enorme – eu sei. b) e poderia ser dividido em 2 partes  – eu sei.

Eu só não sabia aonde dividir. Pensei em falar dos antigos e novos títulos em separado, mas não faria sentido dividir shinobi e ninja gaiden em 2 partes, então, foi mal, mas usando técnicas ninjas, você consegue ler rapidinho.

Outros títulos Ninja, alguns não necessariamente são urbanos e os que tiverem asterisco, eu recomendo

  • Ninja Crusaders (nes)
  • Wrath of Black Manta (nes) *
  • Teenage Mutant Ninja Turtles, As Tartarugas ninja (várias plataformas e títulos) *
  • Tenchu (várias plataformas e títulos) *
  • Shinobido (Ps2, PSP e um novo no PS Vita)
  • Zen: The Intergalactic Ninja (Nes)
  • Ninja Five-O (GBA)
  • Goemon, The Legend of The Mystical Ninja (várias plataformas e títulos) *
  • I-Ninja (PS2) *
  • Bad Dudes vs Dragon Ninja (Nes, arcade e outras plataformas da época) *
  • Mini Ninjas (DS, X360, PS3, WIndows, mac)
  • Naruto (vários jogos e plataformas)
  • The Legend of Kage (Arcade e Nes e recentemente um título novo no DS) *

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