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O trintão mais foda do pedaço: Parabéns Famicom (NES, pro ocidente)

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

Na última segunda feira 15, o videogame mais saudoso da nossa história gamer completou 30 anos. Responsável por ter salvado a indústria dos games que estava em queda, o console foi também reconhecido pelo nascimento de diversas franquias que conhecemos e amamos até hoje. Foi no Nintendinho que o conceito de jogo com história (ainda que boba) e um final, ganhou forma nos consoles.

Para quem não conhece, Famicom é a abreviação de Family Computer, e é o nome que o NES (Nintendo Entertainment System) recebeu no Japão. Para nós do ocidente, só conhecemos o game por meio do NES quase 2 anos depois (e se considerar a realidade “brazilis”, 6 ou 7 anos depois do Famicom), mas essa foi quando chegou a verdadeira era de ouro do console.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

E a realidade Brazilis?

Para nós que estamos abaixo da linha do Equador, a realidade foi um pouquinho diferente. Se você tem por volta de 30 anos, deve se lembrar provavelmente não do NES, mas de consoles como o Hi-Top Game, o Turbo Game, o Phantom System, o Bit System, o Dynavision 2 ou 3, e por aí vai. Isso aconteceu por conta das leis de proteção ao mercado interno brasileiro, que proibia a importação de computadores e aparelhos eletrônicos diversos, caso dos videogames. Acabou que diversas empresas nacionais importaram peças e relançaram o Nes no Brasil com outros nomes, e por isso quase ou nenhum amigo seu teve um Nintendo original. Ou quase nenhum… o Player 2 conheceu um desses caras!

Particularmente eu (PnMP) nunca joguei em um Nintendinho original (o P2 sim), mas se você avaliar alguns clones, eles eram até melhores do que ele. O Bit System por exemplo, tinha o mesmo design com a gavetinha que empurrava a fita pra baixo, porém o controle dele, além dos botões normais, tinha A e B turbo também. O Top Game tinha entrada tanto para 60 (padrão japonês) quanto para 72 (padrão americano) pinos, o que já te poupava gastar com adaptador.

Bit System e seu controle com botões normais e turbo

Bit System e seu controle com botões normais e turbo.

Mas são os games que importam!

Somos saudosos com todos os consoles, alguns mais e outros menos, mas não tem um que seja tão nostálgico para nós quanto o Nintendinho. Apesar de tudo que o SNES foi, não existem jogos que queríamos mais rejogar do que os da era 8bits. Foi um período de muita experimentação, já que o console tinha tantos limites gráficos e de desempenho. Se você jogar Strider do NES, perceberá um mundo de diferença para sua versão mais popular no Arcade ou Mega Drive. Era outro game com elementos de exploração, pegue item x em tal lugar, viaje para outro para abrir porta y, e por aí vai. Sem falar nas franquias consagradas, Mega Man pode ter sido popular no Snes ou PS1, mas sua consagração são os 6 jogos do Nintendinho. Ninja Gaiden se reinventou perfeitamente bem no Xbox e posteriores, mas a trilogia original dos 8 bits ainda é imbatível. Isso sem falar de games que infelizmente morreram na própria geração como Totally Rad, Shadow of the Ninja ou Yo! Noid.

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo Noid no Nes. Side scroller fantástico

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo! Noid no Nes. Side scroller fantástico.

Opinião e história PnMP:

Tenho orgulho de dizer entre os amigos que sou o único da minha rua que havia zerado o primeiro Tartarugas Ninja no próprio console. Enquanto todos paravam na terceira fase (a que você usa o carro e o mapa é gigante), eu consegui achar o caminho para o final da fase, e nunca esqueci até hoje onde ir. Tartarugas Ninja também me proporcionou a alegria de finalmente jogar com um amigo (fora dos fliperamas, claro) junto quando lançaram o segundo game, baseado no fliperama. Infelizmente não tive o mesmo orgulho de poder esnobar na cara dos amigos que terminei Battletoads, pois essa era uma meta impossível e só alcançável por algum Deus dos Videogames ou coisa do tipo, ao menos não sem ser uma versão pirata que renovava as vidas do jogador. O mesmo se aplicava a Double Dragon 3.

Só preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase

Só é preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase.

Meus pais bem que tentaram medir meu vício. Nessa época eu só podia jogar aos finais de semana e ainda tinha que pedir pra eles, e não podia jogar o dia todo. Mas felizmente eu podia jogar na casa dos amigos, e embora não fosse a mesma coisa, afinal em jogos de 1 eu tinha que olhar eles jogarem tudo pra depois ter uma chance de jogar, já aliviava bastante, e ao mesmo tempo aprendia os macetes pra quando fosse a minha vez. Mas enfim, foi em vão (ou não) a ação dos meus pais, continuo hoje jogando bastante, embora ache que se não tivesse esse freio deles, talvez jogasse até mais. Então hoje pra mim eventos sociais com as pessoas que amo > jogar videogame. Eu provavelmente estou esquecendo ainda de muitas histórias sobre meu antigo Phantom System, mas ainda lembro da sensação de “que foda” ao jogar Mega Man IV a primeira vez e enfrentar um vilão que não fosse o Dr Willy, pra no final descobrir que tem 2 castelos e o Willy era sim o vilão, ou finalmente ter conseguido avançar em Castlevania 2 (o mais tosco, mas ainda me divertia com ele) poque estava com um guia que me dizia onde ir, em épocas de conhecimento 0 de inglês.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Opinião e história Player 2:

A Era de Ouro dos videogames. Não consigo definir a geração 8-bits sem pensar nisso. Os jogos estavam todos em fase de criação, experimentação… era um mundo novo, um mundo onde os quadrados de outrora se juntavam e formavam figuras novas como encanadores bigodudos, robôs azuis e diversas outras coisas. A imaginação ainda se fazia necessária, mas não era mais o principal ingrediente de um jogo como era nas épocas do Atari, Odissey e Telejogo.

Eu tive um clone. O mais famoso deles no Brasil, o Phantom System. Ele tinha o corpo do Atari 5200, o controle do Mega Drive e rodava jogos de Nintendinho. Momento único lembrar do aniversário em que ganhei o console com Ghostbusters na caixa (e por incrível que pareça eu terminei esse jogo duas vezes!).

Logo vieram outros jogos, a maioria pirata mas ninguém sabia o que era pirataria no Brasil (tem gente que não sabe até hoje) e os jogos eram distribuídos livremente em lojas de magazine, supermercados e uma infinidade de outros lugares… TUDO ERA PIRATA! O Brasil vivia a já falada época da Lei de Reserva de Mercado onde produtos de outros países não podiam ser importados… então tudo era copiado aqui e vendido sem pagar nenhum royaltie para quem realmente tinha feito todo o trabalho. Talvez seja essa a herança da pirataria que carregamos até hoje.

Meus jogos favoritos eram Ducktales, Chip n Dale, Castlevania, Super Mario Bros. 3 (que fez com que eu e meu irmão ficássemos 48 horas com o console ligado para passar por TODAS as fases), todos os Megamans… só clássicos. Mas claro que existiam as pérolas que ninguém conhecia ou tinha jogado… caso de Muscle, Road Fighter e Rush n Attack.

Em casa tínhamos regras para jogar. Durante a semana, no máximo 2 horas de jogo e nos fins de semana era liberado. Claro que nunca jogávamos as duas horas diárias durante a semana e que jogávamos as 48 horas do fim de semana… sempre! A casa vivia cheia de amigos que traziam jogos, comida e refrigerante. Lembro-me de ter 8 ou 9 amigos em casa uma vez para um campeonato de Goal!, da Jaleco. Era espetacular! Tinha narração, torcida e gritaria… era o futebol virtual invadindo a minha casa pela primeira vez. E graças ao Nes.

Posso dizer que vivi a melhor parte dos videogames e que, também, vivo a maior parte dele. Sou jogador até hoje e saudosista pra sempre. Nintendinho, você me fez uma pessoa melhor, obrigado!

E pra finalizar aqui vai uma lista de coisas que você deveria jogar no NES, independente de ordem, mas saiba que ainda assim estaremos cometendo algum erro e, certamente, esquecendo de citar algumas coisas muito boas que passaram pelo Nintendinho:

  • Ninja Gaiden (os 3)
  • Double Dragon (os 3)
  • Super Mario Bros (os 3)
  • Tartarugas Ninja (os 3, embora o primeiro seja o mais diferente e talvez mal quisto deles)
  • Yo Noid
  • Shadow of The Ninja
  • Road Fighter
  • Strider
  • Mega Man (os 6)
  • Castlevania (1 e 3, o 2 vá por sua conta e risco)
  • Tiger Heli
  • Kung Fu
  • Contra e Super C
  • Blades of Steel
  • Gradius 1 e 2
  • Capitão América e os vingadores
  • Power Blade (1 e 2)
  • Ducktales
  • Totally Rad
  • Rygar
  • Mike Tyson’s Punch Out
  • River City Ramsom
  • Battletoads
  • Darkwing Duck
  • Batman

Esses vídeos não são nossos, mas tem uma lista bacana de jogos do NES.

Parabéns Nintendinho, você ainda é o NOSSO console favorito ever!

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O Nintendinho que nunca existiu

Este post é uma tradução e adaptação de outro post do Dueling Analogs, achei bacana a proposta dele.

E se o NES pudesse liberar toda a sua paleta de cores sem limite algum? Será que teria alterado a vida próspera do aparelho? Ofuscaria um pouco a geração 16-bits? Nem tem como a gente saber, mas é uma ideia curiosa a se pensar.

Cê sabe o que é isso aqui?

NES Color Palette

NES Color Palette

Essa é a paleta de cores total do Nintendinho 8-bits. Tecnicamente ela tinha 64 cores, mas 9 delas são pretas e tem ainda 2 tons de cinza que parecem muito iguais a outras cores… então vamos dizer que ele tinha uma paleta não oficial de 54 cores.

Bem, 54 cores não parece lá grandes coisas, especialmente quando você compara com as 32.768 cores diferentes disponíveis no Super Nintendo, ou até mesmo com as 512 do Mega Drive. Mas paleta de cores nem era o problema principal de como os sprites apareciam no NES, seu verdadeiro limite é não poder usar toda a sua paleta de cores ao mesmo tempo.

O NES tinha sprites de 4 cores, sendo uma dessas cores sempre transparente. Então, a menos que você estivesse usando o fundo para passar outra cor pelas camadas dos sprites em cima dela, como eles faziam com o rosto do Mega Man, você estava limitado a apenas 3 cores. Mas e se você não tivesse esse limite?

Isso é o que eu quero demonstrar com os exemplos abaixo. Repare que todas as cores usadas nesses exemplos estão disponíveis no Nintendinho, e eu tentei não alterar a intenção original dos sprites, só dar a eles cores e/ou sombreamentos adicionais.


Super Mario Bros. 3 sprites

Super Mario Bros. 3 – Mario


Mega Man NES Sprites

Mega Man 1-6 – Mega Man


Legend of Zelda - Link NES Sprites

Legend of Zelda – Link


Metroid - Samus Aran NES Sprites

Metroid – Samus Aran


Castlevania - Simon Belmont Spites NES

Castlevania – Simon Belmont

Só pra explicar, eu não estou dizendo que o  o que foi lançado no NES não era impressionante, só sugerindo que poderia ter sido ainda mais foda se os desenvolvedores pudessem usar toda sua paleta de cores a qualquer hora.

NES Sprites Standard and Full Colors

Standard and Full Color

Agora um complemento do Pega no Meu Pixel:
Velho, isso seria fantástico, de certa forma, o Super Mario Crossover quase faz isso daí ao colocar sprites de versões SNES por cima do jogo.
PS: Esse aqui embaixo fui eu brincando com a paleta de cores total do NES no Leonardo, de Tartarugas Ninja 2: The Arcade Game
 

Doido pra algum fã lançar uma fanmade desses jogos clássicos do nes com visual "HD"

Raph de TMNT 1 "HD"

Destruidor de TMNT 3 em "HD"


Presença 10

É a jornada marcando presença em 8 bits


Jogo de mundo aberto em 8bits marcado para Maio

Brian Provinciano começou, a quase uma década atrás, a produzir um clone 8bits de GTA. O desenvolvimento do jogo se tornou tão cheio de novas ideias que ele resolveu esquecer a parte de “clone” para desenvolver algo próprio, o resultado é Retro City Rampage. O jogo pega referências em vários títulos clássicos da era NES, com missões de tudo que é estilo. Para o  pessoal que acompanha a produção de longa data, falta muito pouco para poder apreciar o produto final.

Provinciano determinou que o jogo sai em Maio para PC, Wiiware e Xbox Live Arcade. Ainda estão nos planos o lançamento para Playstation 3 e PS Vita. Quem comprar antecipadamente a versão para PC tem um descontinho e sai por 15 dólares, além de ganhar a trilha sonora do jogo e mais cartucho, adesivos e caixa fazendo referência aos modelos do antigo NES. Uma peça de colecionador bem fodona e ficará ótimo na prateleira.

Quer saber mais informações do jogo? Dá uma olhada no site.


Presença 9

Teenage Mutant Ninja Pixels, joguei muito nos 8 e 16bits


Lançado o jogo mais foda do ano!

Um novo Call of Duty? Castlevania: Lords of Shadow 2? Halo 4? God of War 4?

Porr@ nenhuma, o título mais bengala all the times desde a criação do universo é Abobo’s Big Adventure!!!!

Eu já havia comentado em outro post sobre ele, e agora venho avisar a todo mundo que suas vidas já podem sair do marasmo porque já lançaram o game!

Divertido e gaiato pacas o jogo faz sátira a uma porrada de outros títulos clássicos da era NES. Algumas homenagens até por fora. Na primeira fase, um dos inimigos, tem o nome de Bubba Hanks, e o sprite usado foi o do Roper, do próprio Double Dragon, fiquei horas rindo da referência besta a Forrest Gump, já que o sprite lembra muito o melhor amigo do personagem do Tom. Encontrar uma sereia no mar e decidir “cruzar” com ela tambem foi bacana, me gerou três merbobos (mistura de mermaid – sereia –  com Abobo)

O ponto fraco do jogo? É em flash, o que significa que pra usa joystick você tem que pegar aqueles programas como o Joy 2 Key que faz os botões do controle simularem botões do teclado. Acho isso uma bosta, e espero que lancem um dia uma versão instalável do jogo.

Abobo’s Big Adventure é de longe a maior homenagem que poderiam fazer a geração NES de jogos, e você será uma mula se não perder horas de sua vida com ele!

Vai lá jogar, Bitch


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