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Os velhos tempos: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

Quem viveu a era 8 bits, ou pelo menos que jogou mesmo depois em um Master System, pode dizer que não jogou ou curtiu Alex Kidd? Deve ser o título mais famoso do aparelho no Brasil.

Eu nunca tive um Master System, jogava na casa dos amigos, então meu contato com Alex Kidd foi até um pouco menor, mas isso não me impediu de passar horas revezando o controle com a turma. O jogo era difícil pacas, pensa num game que só consegui ver o final já na era Youtube.

In Miracle World era um jogo de plataforma side scroll como muitos da sua era, mas o jogo tinha sua própria identidade. Alex Kidd é príncipe do reino de Radaxian, cuja família foi sequestrada e o reino tomado pelo vilão Janken. Para salvar sua família, Alex Kidd conta com diversos itens que vai ganhando, ou comprando nas lojas durante as fases. Moto, ciclocóptero (chamo assim porque é um misto de helicóptero movido a pedaladas), ou lanchas, e outros equipamentos mais, tudo pra conseguir seu bolinho de arroz, ou sanduíche em algumas versões no final da fase (ele comia um sempre que chegava no fim de uma fase), e completar seu objetivo. Além disso, Alex sentava o murrão (literalmente), nos inimigos.

Os chefes do jogo eram um caso a parte. Tá acostumado a chegar no fim e pintar uma criatura gigante  em que você vai bater muito pra poder passar? Pois é, Alex não fazia isso não, rolava tudo através de uma pequena disputa de Jo Ken Po, ou pedra, papel e tesoura. Em uma melhor de 3, se você se desse mal, morreu e vamo pro “duelo fatal” de novo, se você passou, beleza, segue teu rumo. Esse desafio era um tanto engraçado, se por um lado as vezes você passava fácil pela fase sem se arriscar muito quando dava a sorte da disputa ser fácil. Por outro, você podia ter se ralado todo, estar na última vida, e por conta da mesma sorte, se ferrar com más escolhas e tomar um Game Over. Isso tudo deixava o jogo mais interessante, em uma época em que você não desligava o videogame por estar a mais de 2 horas perdendo sempre na mesma fase, tendo que recomeçar tudo de novo.

A trilha sonora do jogo era um caso a parte, quero ver quem que jogou ele insanamente não lembra das músicas se ouvir ao menos um pequeno trecho, isso se não lembrar sem ouvir.

Infelizmente, o personagem não conseguiu manter o mesmo nível nos jogos seguintes, Shinobi World e The Enchanted Castle são até divertidos, mas não elevaram o personagem novamente ao patamar que deveria, como “concorrente” de Mario, da Nintendo. Títulos como Lost Stars e High Tech World ajudaram a ferrar um pouco com o personagem, pelas bombas que são os 2 jogos, e ele acabou perdendo espaço pro Sonic (a Big boss tem um certo asco dele até hoje por ter roubado esse espaço do Alex).

Anos depois, ao menos em coletâneas de personagens, a Sega se lembrou dele, colocando como personagem em Sega Superstars Tennis e Sonic & Sega All-Stars Racing. Torço muito pra que o personagem ganhe um título revival um dia, trazendo junto a mesma empolgação que tinha quando criança.


Tributo ao verdadeiro mascote da Sega

Arte por Dave Roman


É pra amar mesmo…

Eu to aqui, dedicado tirando o atraso do blog, com fúria nos dedos escrevendo os posts, quando olho pra big boss, e do lado dela, isso:

– O que é isso?

– O que?

– Essa maletinha rosa ai do seu lado.

-É minha maletinha que tenho desde infância ué!

– E esse adesivo do Alex Kidd ai?

– Me deixa, tá!

 

Aí eu pergunto, não é linda? Eu falo da big boss, mas não é pra você concordar não, senão apanha!


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