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Você já ouviu falar do OpenBoR?

Quinta-feira passada estou eu fuçando na internet doido pra achar algum fangame de Tartarugas Ninja, no mesmo esquema do que fizeram com Streets of Rage Remake. Achei enfim um site wiki em que tinha a informação de alguns jogos, em especial um chamado Wrath of The Shredder, um jogo que mesclava os antigos arcades com os de NES e mais algumas coisas do jogo de Game Boy Advance. Se fosse bem produzido, seria tudo o que eu queria. O link para baixar estava quebrado, mas nada que um google não resolva. Achei ele em outros links e consegui baixar.

O jogo era realmente bacana, mas segundo as infos que li, ele estava incompleto, o que percebi logo de cara, já que só era possível jogar com Leonardo ou Donatello. Nos muitos links que achei, os comentários sempre apontavam pra um tal fórum chamado LavaLit (EDIT: O Lavalit agora passou a ser Chrono Crash), aí percebi que o autor do fangame já não era encontrado a muito tempo, mas o melhor é que descobri que um grupo russo chegou a implementar o projeto inacabado do jogo, lançando com o nome de TMNT: Red Sky Battle, e agora com os 4 tartarugas e opção pra 4 personagens.

Um TMNT mesclando o melhor dos vários jogos da série? Do Want!

Pois bem, aonde entra o tal OpenBoR na história, você deve estar se perguntando. Chego lá já. Será que você lembraria de um game que saiu vendendo em bancas de revista há pelo menos uns 7 anos, chamado Beats of Rage? Era um jogo curioso, na caixa dizia ser possível jogar no PC, Dreamcast, PS2, PSP e o escambal. Nas fotos, você percebia que se tratava de um Beat ‘em Up com sprites de personagens da série King of Fighters. Quando entrei no LavaLit, descobri que ele era um fórum específico do OpenBoR, no qual eu via muita gente citando o Beats of Rage. Procurei então no google sobre ele, e o site da empresa que “produziu” o game dizia que ele não era mais vendido, mas que tanto a plataforma de desenvolvimento dele, como o jogo em si, estava disponível no fórum oficial deles, que é o LavaLit, e bem, OpenBoR você já deve ter sacado que significa Open Beats of Rage, né?

Lembro de depois disso, na época, eu ver alguns jogos baseados em outros games famosos, feitos por fãs, essa foi a hora que fiquei doido pra ver o que teria de interessante no fórum. Encontrei alguns jogos muito bacanas e outros nem tanto. Um dos melhores games que peguei pro OpenBoR foi  Marvel First Alliance. Cara, que jogo bacana, o maluco colocou uma k-r@lh@d@ de personagens do universo Marvel em um jogo com história própria. Você começa o game usando apenas os 6 Vingadores presentes no filme, mas conforme vai passando de fase, ele vai abrindo mais personagens tais como o Motoqueiro Fantasma, o Demolidor, Elektra, vários X-Men, Miss Marvel, Justiceiro e uma renca mais. Os sprites de muitos dos personagens são tirados ou inspirados em outros jogos. A dificuldade  aumenta de acordo com a fase, mas pra mim, nada se compara a última fase. É inimigo que não acaba mais e um último chefe que parece ter sido feito na base do sarcasmo, com um golpe que tira tua hp e enche a dele.

Noturno é apenas um dos muitos X-Men e demais personagens Marvel no game.

Mas de longe, o melhor game que peguei foi Dungeons & Dragons: Knights & Dragons – The Endless Quest. Game inspirado na série de RPG e com sprites de King Of The Dragons e Knights of The Round, ambos da CAPCOM e para o SNES, e bem semelhantes ao esquema D&D de evoluir. O que o game teria de melhor? É simples, além de bem feitinho, o game se utiliza do mapa do reino de Karameikos (jogadores do RPG provavelmente conhecem esse nome), e as missões são escolhidas, ao invés de avançadas. A cada missão, uma pequena quest. As fases se dividem por cores pelo nível de dificuldade, algumas missões são liberadas apenas cumprindo outras. As cidades podem ser visitadas para recuperar energia e mudar seu personagem, que também passam de nível, e cumprindo determinados tipos de missão, mudam de classe. Deu pra perceber o quão dedicado o autor foi pra produzir o jogo né?

O melhor jogo que peguei até agora pra plataforma.

Muitos jogos baseados em outras séries de games, desenhos animados ou filmes podem ser encontrados no fórum. Sobre a parte de criação de jogos, confesso que não pesquisei bulhufas porque não me interessou, só tive vontade de jogar mesmo, mas aos que quiserem se aventurar na produção de um beat ‘em up, aconselho a procurar no LavaLit as ferramentas e também o apoio dos membros.


5 jogos para jogar em maus momentos

Aproveitando uma fase difícil que estou passando pra transformar em algo produtivo, tive a ideia desse post. O propósito é se entreter com algo que deixe sua mente descansando e concentrado apenas em alguma função, liberando até um pouco de agressividade nos pixels pra não liberar na vida real, então vamos lá.

Samurai Dishwasher (live arcade)

Apesar da dificuldade do jogo, que pode ser pior por te deixar mais puto, fatiar hordas e mais hordas de bichos escro$%& é um prazer inenarrável, te fazendo até rir de algumas ocasiões. Você é um lavador de pratos que aprendeu a arte milenar deles e foi morto sem saber o porque, mas volta dos mortos querendo vingança. Tem algo mais perfeito pro seu “momento fundo do poço”? Como falei, só controle a dificuldade do jogo, porque senão é capaz do jogo te deixar é mais puto por estar mais morrendo do que matando.

Gears of War – Qualquer um da série (1-PC e X360, 2 e 3 – X360)

Quem tem acompanhado meus posts de impressões sobre Gears 3 tem uma noção do tanto que é aliviante destruir hordas e mais hordas de bizarrices que insistem em te encher o saco. Uma metralhadora com uma motossera na ponta, não tem arma mais perfeita pra se criar pra um jogo em que você só quer se divertir eliminando pixels (que no caso nem é pixel, é cg,hehe) xaropes pela frente.

Tartarugas Ninja Arcade (um bocado de plataforma)

Esse jogo é apenas uma representação de um gênero que é bom pra isso, qualquer outro Beat ‘em Up, ou como eu costumo chamar, “andar e bater”, se encaixaria perfeitamente na função. A história: um vilão xarope (no caso, o Destruidor) resolveu se meter na tua vida, seja te desafiando, ou querendo se meter a besta com o mundo, e cabe a você zuar com os planos dele e acabar com uma horda descerebrada de imbecis que aparecem pela tela pra te atrapalhar, receita perfeita, é ou não é?

Call of Duty (vários títulos e pra tudo que é plataforma da geração ps2 pra cá)

Jogos de tiro em primeira pessoa, os mais populares dos títulos descerebrados pra liberar tensão. Acrescente a isso um modo multiplayer pra muitos jogadores, com direito a zoações pelo headset e você tem um jogo aliviador de tensão perfeito. Você vai dormir até um pouco mais leve, e quem sabe até para de acordar mais cedo do que deveria, como estava fazendo, preocupado com mil coisas ao mesmo tempo.

God of War – a série (PS2,PSP,PS3)

O título mais perfeito de todos para o propósito, centenas de criaturas mitológicas e deuses contra você, e você tá puto o tempo todo sendo atormentado por pesadelos de erros passados e de deuses se metendo na sua vida. O que você iria querer mais? Você é tão foda que mata com requintes de tortura os deuses do Olimpo que resolveram ferrar contigo. Sobra até pros titãs que também queriam te usar.

E é isso pessoal, produzindo algo útil com um momento ruim que passo. Lembrando sempre que deixe suas agressividades pra gastar no videogame, e se por acaso perceber que está ficando mais agressivo que o normal, deixe o aparelho um pouco de lado e vá desestressar com outra coisa. Sou a favor de jogos violentos (assim como dos filmes, livros, séries, ou qualquer outro entretenimento) como válvula de escape, nunca como influência negativa pra você cruzar a barreira do real/ficção, e principalmente, sempre levando em consideração a idade adequada pra esse tipo de entretenimento. Pareça brutal o que for os jogos, sou contra violência no mundo real.


Os velhos tempos: Double Dragon 2 (NES)

Double Dragon 2 – The Revenge

Desde moleque um dos meus estilos de jogos favoritos são os de Beat ‘em Up (sempre chamei de andar e bater). Adorava aquele esquema de “eu e um(s) amigo(s) contra o mundo”. Passava horas matando gangues de rua, monstros espaciais, mutantes esquisitos e o que mais pintasse na tela se achando o foda e implorando pra tomar um pau. Tartarugas Ninja, Final Fight, Simpsons, X-Men, Golden Axe, Streets of Rage, enfim, uma lista interminável. Mas um dos que me marcou na era 8 bits foi a série Double Dragon. A premissa de todos os jogos da série  era você, junto do seu irmão, sentar o pau numa rapaziada marota pra salvar (db1)/vingar (db2)/salvar de novo (db3 e super) sua namorada, com direito a um duelo entre você e seu irmão pela mão da garota no fim, pelo menos do primeiro jogo.

Double Dragon 2 teve muitas versões pra cada formato que saiu, mas o que ficou como um dos meus favoritos de todos os tempos foi a versão de Nintendo 8bits. Enquanto a versão arcade e outras versões de console apenas adaptadas do arcarde se prendiam ao formato do seu antecessor, a versão do NES trouxe um enredo único, com golpes e cenários próprios. De fato, a única coisa que achei mais bacana no arcade do que no NES é porque os personagens não se mantiveram com azul e vermelho. Billy e Jimmy Lee usavam roupas preta e branca respectivamente, batendo bem com a ideia de vingança pela morte de Marian no início do jogo.

Aliás, isso era bem bacana em DD2. Você está surrando aquela cambada de corno pra se vingar pela morte da Marian, não para salvá-la. Claro que até nisso a versão do NES se diferenciou, você de fato está lutando pra se vingar pela morte dela, mas após vencer o último chefe, ele fala de uma profecia na qual 2 dragões subiriam aos céus enquanto um anjo desceria a terra, e com isso, Marian volta a vida. Teve um elemento místico no jogo, que ficou até engraçado, pra um jogo de porrada de rua, mas bem, pra um menino de 7 anos era uma história mais do que foda.

Eu perdi as contas de quantas vezes joguei isso quando era garoto. O jogo tinha uma peculiaridade que era te forçar a ser bom. Ele tinha 3 níveis de dificuldade, mas você só pode jogar até o fim e ver o final completo se você jogar no nível mais difícil. Até hoje eu me desafio pra tentar terminar o jogo como fazia quando moleque, mas o máximo que consigo hoje é chegar até o estágio dos espinhos no chão que some. Entrei pro grupo dos gamers noobs atuais que não consegue mais jogar um jogo relativamente pequeno, como esses antigos, por mais de 3 horas seguidas, perdendo no mesmo ponto sempre e recomeçando até aprender a passar.

Eu gostava tanto de Double Dragon 2, e a série teve tantas versões diferentes, que tive até um minigame série master, da Tec Toy, do jogo. Tô brincando gente, eu tive não por ser viciado, mas porque meu pai escolheu esse jogo em específico pra me dar no natal, na época. E me divertia bastante, mas se hoje não consigo jogar mais de 3 horas um jogo de NES, faço ideia um minigame…

Double Dragon 3 tinha tudo pra ser tão bom quanto seus antecessores, até inovou colocando mais personagens jogáveis, e novamente a versão do NES era a melhor, mas se perdeu com uma dificuldade absurda de só ter 1 vida. Nos arcades então o jogo foi um lixo, você tinha um cenário que era longo, mas não mais precisava explorar, os inimigos apareciam independente de você estar no início ou no fim dele. Do mesmo jeito, Super Double Dragon também não emplacou, e isso foi devido a pressa em lançá-lo. Lançaram um jogo incompleto, sem história alguma e cheio de coisas cruas na jogabilidade.

Outras versões e/ou continuações sairam para consoles posteriores, e apesar de bons, nenhum conseguiu recuperar o brilho dos antigos. E pra mim, principalmente o brilho de double dragon 2. Tem uma possível versão nova de Double Dragon 2 a sair para X-Box Live e PSN, mas pelos vídeos e fotos, parece ser um lixo total.

Olha se não dá até vergonha dessa versão nova a sair pra Live/PSN. Parece até atual…    …pro início de carreira do Dreamcast


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