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River City Ransom Underground: Mais um clássico precisa de você no Kickstarter

river city ransom underground

Se tem uma coisa que gosto de fazer quando tô de bobeira  é olhar novos projetos no Kickstarter. O site foi a melhor invenção que o homem fez depois do bolagato e do videogame. Digo isso pelo princípio da coisa, você tem um projeto bacana? Uma ideia pra um varal em apartamentos pequenos, um jogo de tabuleiro sobre o Tour de France, uma impressora que usa suco em pó pra imprimir, sei lá, qualquer coisa. Você faz o planejamento dos gastos necessários, prêmios e/ou brindes para os apoiadores e tudo mais e lança no site. Se as pessoas gostam, elas apoiam.

A ideia é fantástica e isso corta o trâmite que muitas vezes ferra com projetos novos. Quantos cientistas caseiros, designers, escritores, ilustradores, programadores, estilistas, etc etc etc, pensaram em boas e novas ideias que deixaram de ver a luz do dia simplesmente porque a Microsoft, Epson, Marvel ou qualquer outra grande empresa de seu respectivo mercado, não gostou do projeto? O Kickstarter corta tudo isso e coloca direto em contato o(s) criador(es) com o povo. Você automaticamente sabe quem está querendo o seu produto, seja pelo pequeno apoio, ou por quem compra de fato.

Óbvio que sempre vai ter gente com ideias fuleiras demais, ou os caloteiros que simplesmente ficaram com a grana ou não souberam planejar os custos do projeto direito, mas isso não apaga o valor que os sites de crowdfunding (o kickstarter é um deles) tem.

Por que pic@’s eu to falando isso tudo? Claro que você provavelmente já sabe toda essa pu*@%$@ desse tipo de site, mas entenda que algumas pessoas não sabem, e o meu post da vez é novamente sobre um projeto divulgado por lá.

Eu tô falando de River City Ransom Underground. Lembra do original? Não? Pois é… Mesmo entre muita gente da velha guarda, River City Ransom talvez não seja tão popular quanto outros jogos do NES como Ninja Gaiden ou Mega Man, mas é tão saudoso e foi tão inovador quanto. River City Ransom era um jogo de Beat’em up, e também a versão americana de Downtown Nekketsu Monogatari, um jogo da série Kunio Kun. A série da Technos foi a grande precursora de Double Dragon, sem Kunio Kun, sem Double Dragon, entende? Claro que Double Dragon ganhou mais o gosto dos gamers (o meu incluso), mas River City Ransom foi mais inovador. Já jogou o game de Scott Pilgrim contra o Mundo? Lembra do esquema das lojas que você entra pra comprar vários tipos de comidas e itens pra ir melhorando o seu status? Pois é, essa ideia veio de River City Ransom. Lá em 1990 ele já usava esse esquema para você evoluir o seu personagem, e isso não era a única coisa que ele tinha de diferente. O game também tinha um mapa único, onde você chegava ao fim de uma tela e passava para outro trecho da cidade dominada por outra gangue. Era um grande (pra época) mundo interligado inteiramente.

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No ocidente a série nunca fez muito sucesso, com exceção de Double Dragon, Renegade, Rivercity Ransom e alguns jogos de esporte com os personagens (super dodgeball e nintendo world cup), a série não foi tão conhecida. Mas no Japão houveram vários jogos da série, sejam beat em ups, esporte ou jogos de luta. Alguns para Super Nintendo também.

Who's Bad?

Who’s Bad?

Mas enfim, o pessoal da Conatus Creative conseguiu os direitos do game para o lançamento de uma continuação e estão planejando algo grandemente bacana. O jogo é planejado para que suporte 4 pessoas e um esquema de mapa aberto, ou seja, evoluindo os mapas da forma como eram no primeiro game. As melhorias não ficam só por aí, muito embora eles tenham adotado o visual 8bits do original, se você comparar as animações do clássico com o pouco que eles demonstram no Kickstarter, verão que a coisa evoluiu bastante, os sprites estão cheios de movimentações suaves e muito mais animações.

A paleta de cores é a do NES, mas sem as limitações de quantas cores possíveis na tela, então pense em um NES 2.0, ou Super NES sem ser o SNES que já conhecemos

A paleta de cores é a do NES, mas sem as limitações de quantas cores possíveis na tela, então pense em um NES 2.0, ou Super NES sem ser o SNES que já conhecemos

A ideia é lançar basicamente para Windows, mas de acordo com o suporte que receberem, versões para consoles e portáteis estão no topo da lista de prioridades, e se eu fosse você, clicava aqui e ia logo lá apoiar o projeto, não é como se você fosse morrer na grana por isso. Sei que o game não é nenhum renascimento do Mega Man nas mãos de Inafune, mas é um projeto tão foda quanto, e mais interessante que muitos outros projetos que já vi por aí.

Sem mais delongas, segue o vídeo de apresentação do pessoal da Conatus Creative

Para mais informações, acompanhe o facebook do game também.

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O poder dos Jogos Clássicos!

Como você se sente quando tem a possibilidade de jogar um jogo que gostava muito quando era criança? E se for no console original em que aquele jogo foi lançado? Nada de emuladores, roms e afins. Um cartucho e um console “dazantiga”!

Talvez, no meu caso, essa seja uma das melhores sensações quando o assunto é videogame. Nada como pegar um console velho e empoeirado e fazê-lo rodar os clássicos da minha infância… Super Mario Bros. 3, Rock n Roll Racing, Super Mario World, Megaman 2, Super Contra… são tantos os jogos que fica bem difícil de escolher o que jogar.

Mas… e quando uma empresa decide que um dos seus jogos favoritos vai ter um remake HD e vai sair para os consoles atuais? Como você se sente? Será que isso é uma coisa boa? Será que o clássico vai se manter e você vai se sentir satisfeito com o que está jogando?

Ducktales do Nintendinho… NOSTALGIA!

Ducktales! Uhú… são os caçadores de aventura… uhú! Musiquinha que todo mundo que nasceu nos anos 80 conhece, certo? O jogo de NES? Nem todo mundo jogou, mas mesmo quem não jogou ouviu falar muito bem desse GRANDE CLÁSSICO do Nintendinho. Era um jogo extremamente difícil… em uma época sem save games, esse jogo também não contava com os famosos passwords e era necessário terminá-lo em “uma só sentada”. Conseguir uma vida extra era quase um milagre e em alguns lugares era bem difícil passar sem perder energia ou até mesmo sem perder uma vida!

O jogo novo vai na mesma pegada, bastante difícil em algumas partes (hoje ainda é possível escolher o nível de dificuldade) e com uma grande necessidade de acertar os pulos e o timing dos inimigos. Estou curtindo bastante o jogo embora ainda não tenha jogado o jogo todo. É nostálgico poder escolher entre Amazônia, Transilvânia e a Lua como fases de jogo… muito nostálgico!

Hoje as coisas são muito melhores… será?

Agora a hype vai toda para o novo Castle of Illusion que já foi anunciado há algum tempo e deve sair ainda em setembro desse ano. Se for no mesmo ritmo de Ducktales… os saudosistas estão muito bem servidos!

E como não poderia deixar passar…

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A versão mais X-crot@ de Double Dragon

Lá vem velharia, e dessa vez, pra mim, foi uma velharia nova. Já joguei tudo que é edição de Double Dragon, arcade, nes, master system, mega drive, game boy, game boy advance, iphone, xbox, é só dizer. Com exceção da versão do Zeebo, que nunca nem cheguei perto, e parece ser o mais bacana dos (poucos) jogos lançados pro aparelho, joguei de tudo um pouco.

Ontem tive a chance de finalmente pôr as mãos em uma versão que eu só fui ouvir falar que existia agora na geração internet e youtube, que é a do Atari 2600 (o Atari teve várias versões, a que popularizou no Brasil foi o 2600). Cara que coisa mais bizarra, não é só pelo aparelho em si que não possibilita muito, mas já começa pela caixa do jogo. Curte isso:

A capa não é ruim, a arte segue o estilo visual que quadrinhistas usavam na época, mas pra hoje, é completamente datada, com esse billy e jimmy com cara de trintões, e os maluco atrás se aproveitando da Marion.

Velho, o que é essa capa? Sim, ela segue o estilo visual popular dos quadrinhos da década de 80, mas entre ela, e a usada no Nintendo e outras versões, é N vezes, sou mais a segunda opção fácil.

Não é fantástica, mas é menos datada e mais estilosa

Mas tudo bem, o valor retrô da capa do Atari tem seu charme, dá um poster bem bacana até. Agora vire ao contrário, e veja a mensagem de contracapa.

Parece até uma hq da Marvel nos 80

“Os Black Warriors sequestraram a sua melhor garota…” Oh Wait, é isso mesmo que eu li? Sim, você é um cafetão, ou pelo menos tem várias mulheres em Double Dragon, e porr@ quem são os Black Warriors pra te levar a tua melhor gata assim? Se liguem seus otários, ninguem leva minhas put@s embora e fica de boa não, como farei com apenas 3 agora?

Deixando de lado a pequena história com a capa, vem a parte principal, o jogo. Eita lindeza visual, na boa, deve ser o jogo com cenário mais “complexo” do Atari, e nem tô sendo sarcástico, você tem o piso, os personagens, e o fundo com alguns poucos elementos, é mais que um Pitfall da vida, hehe. Teoricamente, o jogo deveria ser de ação andando lateralmente, mas imagino que por questões de potencial do console, isso não acontece, você aparece em um cenário, os inimigos vem, você mata, a tela some e te joga pra uma tela seguinte com mais inimigos e por aí vai.

O quadrado verde aí é você viu, ele muda de cor conforme muda a tela

Em questão de jogabilidade, essa foi minha primeira curiosidade ao ligar o jogo, o Atari só tem um botão, e Double Dragon se fazia de N tipos de combinações diferentes com os 2 botões nas demais versões, pra gerar os diferentes tipos de golpe que o jogo tem. Apertando o botão, você soca, o botão mais seta pra baixo você chuta, pra cima dá uma voadora, na diagonal, uma cotovelada, e é isso apenas de ataques. Não pense que por isso tua vida vai ser fácil não, eu não consegui passar da segunda tela (leia bem, eu disse tela, não fase, o jogo muda de telas pra avançar) e tomei Game Over, e não existe continue, isso é artigo de luxo de quem joga videogame da geração Nintendo em diante.

Chegue perto pra ver se não te enfio uma bica na fuça. Na verdade enfio não, é foda!

Por conta disso, 20 minutos foi o máximo de tempo que consegui dedicar ao jogo até decidir matar a saudade de Enduro. O jogo é difícil, os golpes não encaixam bem, mas com certeza eu teria adorado jogar isso quando criança na época. E não pense que foi pouco, não dava  5 minutos de jogatina morrer na segunda tela, hehe. Shame on me

PS: No Gamefaqs hoje eu fui dar uma olhada pra saber se alguém um dia conseguiu ir muito mais longe do que eu, e descobri que tem uma manha ficando no canto esquerdo da tela que os inimigos não te atacam. Nem testei ainda, mas assim é fácil terminar o jogo, e sem graça também.


Clássicos Sega voltando?

1 Jet Set Radio relançado na live arcade/PSN

Deus é pai! A Sega soltou alguns teasers essa semana para divulgar que Jet Set Radio, de Dreamcast, será relançado na Live/PSN. Rapaz acho que esse é um dos jogos mais pedidos pelos seguistas, e não é a toa. Um dos jogos que eu mais curti jogar no Dreamcast. JSR é um jogo ambientado em um futuro próximo, onde gangues de jovens de patins turbinados tocam o terror nas cidades com disputas territoriais, regado a muito som e grafites em tudo que é parede da cidade de Tokyo-to. Você acompanha a formação e o crescimento da gangue GG, formada inicialmente por Beat, Gum e Tab.

A trilha sonora de Jet Set Radio sempre foi de destaque, tanto que na versão americana (entitulada Jet Grind Radio) teve a participação de artistas como Rob Zombie.

A Sega não divulgou nenhuma data ainda, só que será no verão norte americano (junho, julho…), mas pra mim é compra certa NA HORA! curte a trilha:

Fonte: Gamespot

2 Crimson Dragon, sucessor espiritual de Panzer Dragoon

Ok, esse jogo não é da Sega, e sim da Capcom, mas ele é o sucessor espiritual de Panzer Dragoon,e esse sim é da Sega. Apelidado antes de Project Draco, ele tem sido desenvolvido por Yukio Futatsugi, um dos criadores de Panzer Dragoon. Ambientado em um futurístico planeta onde humanos conseguem domar dragões, estes dominam os céus atacando outras criaturas aéreas. Você pode escolher entre 6 tipos de dragões diferentes com diversas habilidades. Sendo produzido para o Kinect, Crimson Dragon pode ainda ser jogado multiplayer.

Sendo para Kinect, imagino que deva ser algo parecido com Child of Eden, e bem que podiam colocar o Moebius para fazer a direção de arte do jogo também. Crimson Dragon ainda nao tem data para sair, só foi divulgado que será esse ano.

Fonte: IGN


Os velhos tempos: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

Quem viveu a era 8 bits, ou pelo menos que jogou mesmo depois em um Master System, pode dizer que não jogou ou curtiu Alex Kidd? Deve ser o título mais famoso do aparelho no Brasil.

Eu nunca tive um Master System, jogava na casa dos amigos, então meu contato com Alex Kidd foi até um pouco menor, mas isso não me impediu de passar horas revezando o controle com a turma. O jogo era difícil pacas, pensa num game que só consegui ver o final já na era Youtube.

In Miracle World era um jogo de plataforma side scroll como muitos da sua era, mas o jogo tinha sua própria identidade. Alex Kidd é príncipe do reino de Radaxian, cuja família foi sequestrada e o reino tomado pelo vilão Janken. Para salvar sua família, Alex Kidd conta com diversos itens que vai ganhando, ou comprando nas lojas durante as fases. Moto, ciclocóptero (chamo assim porque é um misto de helicóptero movido a pedaladas), ou lanchas, e outros equipamentos mais, tudo pra conseguir seu bolinho de arroz, ou sanduíche em algumas versões no final da fase (ele comia um sempre que chegava no fim de uma fase), e completar seu objetivo. Além disso, Alex sentava o murrão (literalmente), nos inimigos.

Os chefes do jogo eram um caso a parte. Tá acostumado a chegar no fim e pintar uma criatura gigante  em que você vai bater muito pra poder passar? Pois é, Alex não fazia isso não, rolava tudo através de uma pequena disputa de Jo Ken Po, ou pedra, papel e tesoura. Em uma melhor de 3, se você se desse mal, morreu e vamo pro “duelo fatal” de novo, se você passou, beleza, segue teu rumo. Esse desafio era um tanto engraçado, se por um lado as vezes você passava fácil pela fase sem se arriscar muito quando dava a sorte da disputa ser fácil. Por outro, você podia ter se ralado todo, estar na última vida, e por conta da mesma sorte, se ferrar com más escolhas e tomar um Game Over. Isso tudo deixava o jogo mais interessante, em uma época em que você não desligava o videogame por estar a mais de 2 horas perdendo sempre na mesma fase, tendo que recomeçar tudo de novo.

A trilha sonora do jogo era um caso a parte, quero ver quem que jogou ele insanamente não lembra das músicas se ouvir ao menos um pequeno trecho, isso se não lembrar sem ouvir.

Infelizmente, o personagem não conseguiu manter o mesmo nível nos jogos seguintes, Shinobi World e The Enchanted Castle são até divertidos, mas não elevaram o personagem novamente ao patamar que deveria, como “concorrente” de Mario, da Nintendo. Títulos como Lost Stars e High Tech World ajudaram a ferrar um pouco com o personagem, pelas bombas que são os 2 jogos, e ele acabou perdendo espaço pro Sonic (a Big boss tem um certo asco dele até hoje por ter roubado esse espaço do Alex).

Anos depois, ao menos em coletâneas de personagens, a Sega se lembrou dele, colocando como personagem em Sega Superstars Tennis e Sonic & Sega All-Stars Racing. Torço muito pra que o personagem ganhe um título revival um dia, trazendo junto a mesma empolgação que tinha quando criança.


Saideira da casa dos 20

Últimas horas sobrando na segunda dezena de vida e decido então falar sobre um jogo um pouco a ver com esse clima de ” cara de coisa que tá ficando velha” que está em produção.

Abobo’s Big Adventure é um jogo feito por fãs que tem causado o que falar desde que foi apresentado nos salões da E3 esse ano. Baseado no inimigo mais popular dos gêmeos Lee, de Double Dragon, o jogo dá uma pincelada em tudo que é tipo de jogo que foi sucesso e referência na geração 8bits. De forma engraçada, a história de ABB segue os moldes da “história original” de Double Dragon, com a cena clássica da Marian tomando uma surra e sendo levada por uma gangue, só que dessa vez, a Marian foi substituida pelo filho do Abobo, que devo dizer, é uma coisinha feia que nem o pai. Deve ter sido filho de mulher bêbada ou estupro, só pode.

Do ponto de apresentação de história pra frente, pode esperar fase de tudo que é jeito, Abobo faz uma visitinha nos mundos de Contra, Zelda, Mario, TMNT1, Kung Fu e outros mais. Se você, assim como eu, é velho o suficiente pra ter jogado essa nata de games antigos na época de seus lançamentos, pode esperar que o jogo fatalmente será a tua cara, com direito a todas as rugas e entradas de calvície!

Ainda sem data de lançamento, aguardo ansioso pra poder jogar isso no meu lap.

É isso cambada de pixelados arromb@$(#, volto no meu primeiro dia na faixa dos 30, que espero que seja ainda mais demorado, e mais bacana que a dos 20. Eu xingo, mas amo vocês S2. Parei.


Momento WTF? 2

Tortura? Masoquismo? Prazer em manipular seus inimigos? You name it.

PS: muito elite ter uma máquina oficial de TMNT arcade e ainda usar um cosplay desses!


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