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Notas sobre Tartarugas Ninja: Out of The Shadows Pt.1 – Pequeno review

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Semana passada finalmente chegou um dos games que eu aguardava há um tempo com certa ansiedade. Fanboy que sou dos Tartarugas Ninja, daqueles que leu todas as hq’s originais deles, sempre que anunciam algo novo dos personagens eu já fico curioso. Confesso que depois de anunciado que seria a Activision a detentora dos direitos, e ao ver os primeiríssimos vídeos que não mostravam PN do jogo, exceto golpes em zoom e cortes rápidos, e um dubstep chato que só uma p*%%@, eu esperava um jogo muito fraco, e provavelmente em esquema de arena, ou single player como o TMNT de 2007 da Ubisoft. Depois de alguns vídeos na E3, descobri que a coisa não era bem assim, o jogo reservava além de um modo história com fases exploráveis, para 2 pessoas local e 4 pessoas online, um modo arcade com visão lateral e tudo mais. Esse detalhe me fez começar a arrepiar os cabelin do fiofó de alegria.

Não é um jogo de arena, ufa

Não é um jogo de arena, ufa

Quando peguei o jogo semana passada, tudo o que eu pensava era “Deus permita que não tenham cagado com alguns de meus personagens favoritos da infância, porque se a coisa ferrar, dificilmente a Activision produzirá outro jogo deles”. De certa forma minhas esperanças não foram em vão, ou pelo menos não pra mim.

O game me apresentou um brawler com ótimas referências de Batman: Arkham City em um sistema  de passar de nível que libera mais ataques ou melhora o status dos tartarugas. Você sente a diferença ao jogar com cada um. Raphael usa golpes baseados no Muay Thai, Leonardo tem influência do Karatê, Donatello dá uma de Bruce Lee,com o Kung Fu e Michelangelo manja dos paranauê… literalmente, já que a base do personagem foi a capoeira. Além das diferenças entre os tartarugas, o sistema de combate com interação entre eles ficou bem legal também. Mas para você habilitar golpes novos que melhoram essa interação, é preciso passar níveis e ir escolhendo ode gastar os pontos de experiência.

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Os cenários no jogo também são interativos em muitos pontos, você vai se dependurar em canos, girar em postes, andar pelas paredes pra chutar a cabeça dos féla que vierem tentar zuar contigo, deslizar por corrimão, escalar grades e muros e o baralho a 4.

Como comentei no início, o game tem o modo história, onde você desenvolve o enredo por trás da coisa toda. São 4 capítulos o modo história, mas se engana quem achar pouco, o game vai te levar pelo menos de 3 a 7 horas pra terminar, dependendo de quão bem você pega a jogabilidade ou demora a matar, e também dependendo se tá jogando sozinho ou em equipe. O cpu até comanda os outros 3 tartarugas pra você, mas além de ele ser fraco, nenhum cpu comanda outros personagens como outros jogadores, né. Terminando os capítulos do jogo, você vai liberando fases para o modo arcade, são 7 no total e não são necessariamente pequenas. O modo arcade é praticamente o mesmo do jogo, só que com câmera lateral, como os jogos clássicos. O ponto negativo aí é que o modo arcade só aceita multiplayer local, espero que corrijam isso com um patch de atualização. Ao concluir o jogo, você libera também o modo challenge e o Survival, que são a cereja do bolo se você quer desafio enfrentando hordas e mais hordas de maloqueiros, ninjas e robôs.

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Infelizmente, ao menos pra mim, o maior problema do jogo são os bugs e glitches. Muitos e alguns em nível básico em que você simplesmente tem que voltar ao último checkpoint. Em uma partida comigo nem isso salvou, pois eu estava na quinta fase do modo arcade e o meu personagem simplesmente sumiu debaixo do teto de um prédio, o modo arcade não tem checkpoint, se você travou, vai ter que ir do início de novo. Isso foi extremamente irritante, mas a única vez que fiquei realmente puto com o jogo. Esse excesso de falhas deu uma sensação de um jogo que passou pouco tempo na mão dos testers. Se por falta de tempo, ou de equipe, ou de orçamento, ou até mesmo de qualidade dos profissionais do estúdio Red Fly, eu não sei, mas a impressão que eu tive é que a equipe pegou as referências certas, montou um esquema certo, tentou atingir o público certo, mas pecou em lançar um jogo em que faltou aparar muitas arestas. Pense em como seria Batman: Arkham City lançado meio ou 1 ano antes da data e você terá o que eu achei do TMNT: out of The Shadows.

A câmera também consegue ser bem irritante para alguns jogadores, se você jogou a nova série do Ninja Gaiden, sabe bem como é chegar as vezes próximo demais da parede e não conseguir enxergar nada além do seu personagem na tela. Se ficasse um pouco mais distante também ajudaria bastante. E ao jogar o modo história com cooperativo local aí que a coisa fede mesmo. Não sei por que p*%%@s os caras fizeram isso, mas o a divisão de tela jogando o modo história de 2 divide a tela verticalmente, como se não bastasse, ele ainda corta partes da tela, parecendo que você tá jogando com duas tv’s letterbox pequenas. Não sei qual a dificuldade em colocar opção de câmera mais distante, e escolher se quer divisão horizontal ou vertical, além de te deixar ver a p*##@ da tela toda.

Ninguém merece esse tanto de tela sobrando pra cima e pra baixo, além desse corte na vertical

Quem inventou esse negócio de cortar a tela na vertical merecia dormir com 4 salames socados no rêgo. E esse tanto de tela faltando pra cima e pra baixo também só termina de f%$&# com tudo.

De qualquer forma, um jogo mal aparado não é um jogo totalmente ruim, tem uma diferença entre pegar um jogo em que vocêidentifica as qualidades que faltaram terminar de lapidar (TMNT OoTS) e um jogo que é malfeito desde o princípio (Double Dragon 2: Wander of The Dragon). Então pra mim, mesmo com as falhas, tartarugas ninja ainda atinge um 7 sendo fanboy, e 6 deixando a fanboyce de lado.

Activision, lance logo o patch de atualização corrigindo algumas dessas falhas mais toscas e por favor, não vete uma continuação do pessoal da Red Fly, esse estilo de jogo se produzido com mais esmero fica ótimo para os personagens.

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A paixão de jogar com a “brodagem”

Wii, Ps3 e X360, opções pra todos os gostos e perfis

Wii, Ps3 e X360, opções pra todos os gostos e perfis

Não me lembro de nenhuma época em que os vários perfis de jogadores tenham sido tão bem servidos. Jogadores com perfil solo tem muito mais a cara da Sony, do mesmo jeito que o pessoal que prefere a presença dos amigos (ou inimigos) tem muito a cara da Microsoft. Rolou até pra quem prefira games mais casuais e pró zoação com os amigos, ou até velhas ideias reapresentadas, como o público da Nintendo, muito embora todos os 3 consoles tenham um pouco de cada. Joguei dos 3 consoles na geração, tive o prazer de pegar um Wii emprestado e me satisfazer com os velhos clássicos Nintendo, além de experimentar girar o pirocóptero em games de zuação como Just Dance ou Raving Rabbids. Cheguei a ter de tabela um PS3 que era do meu irmão, e me fartei de alguns exclusivos como Heavy Rain, Heavenly Sword, God of War 3 ou Journey, mas nenhum deles me deixou tão empolgado nessa geração como o X360.

PS3, um prato cheio de exclusivos classe AAA

PS3, um prato cheio de exclusivos classe AAA

Me desculpem se esse depoimento soar “ista”, não é nesse sentido que quero tratar, deixa eu explicar.

O X360 foi voltado a explorar as funcionalidades online desde o princípio, a começar pelos chats que eram permitidos já do lançamento do console, e que foram melhorados quando deram o upgrade para os cross chats. Você pode até dizer que é frescura, que quando entra no jogo no PS3 o chat tá lá, ou mesmo que se fosse pra ficar batendo papo, ia pro MSN ou o que for. No caso do último exemplo, isso bate com o lance dos perfis de gamers, não é a sua cara jogar com a galera e pronto, mas nos exemplos anteriores, você tá defendendo coisas pequenas. O que foi que desenvolveu-se muito nesses últimos anos com a internet? O crescimento de comunidades online, a comunicação e socialização entre as pessoas. O que foi que um cross chat do X360 proporcionou quando lançado? Comunicação e socialização entre as pessoas, facilitando o desenvolvimento de comunidades gamers online.

Conversar enquanto joga ou fazendo qualquer coisa, só pela vontade de conversar.

Conversar enquanto joga ou fazendo qualquer coisa, só pela vontade de conversar.

Praticamente a totalidade das pessoas que jogo online são amigos meus, e são amigos que conheci através da própria internet de fóruns e outras comunidades. Se a coisa foi pegando afinidade através dos fóruns, o desenvolvimento da amizade veio com a convivência frequente na Live, seja jogando juntos, ou cada um no seu próprio jogo, mas papeando pelo cross chat. Debates sobre diversos assuntos, acompanhamentos de conferências nas E3, além da exploração simultânea de um mesmo jogo single player e comentado entre nós (Mega Man 9 fase a fase conversando e explorando com um brother eu não esqueço), é o que estou querendo dizer. Até na zoação coletiva a coisa era divertida, chat com 5 pessoas onde 3 estão revezando pelejas em Super Street Fighter IV, mas todos os 4 zoando um que perde de forma vexatória é o que mais alavanca a galera a se empenhar em melhorar, ou o que dita a piada por horas e dias.

É legal zoar quando dá essa tela né? E quando tem mais uma galera junto só pela zoação?

É legal zoar quando dá essa tela né? E quando tem mais uma galera junto só pela zoação?

Enfim, deixando de lado todas as facilidades que o X360 me proporcionou em relação a socialização e comunicação, vamos a parte principal: os jogos. Minhas melhores experiências online nessa geração foram com Gears of War (2 e 3), Left 4 Dead (disparado meu predileto multiplayer da geração) e atualmente Borderlands 2. A série Gears of War tá no meu top 5 (se eu tiver um) dos melhores que joguei nessa geração, ele é bom sozinho, mas é perfeito entre amigos. Left 4 Dead é de longe o mais legal pra multiplayer. É o jogo que melhor utilizou pra mim a função cooperativa, mesmo quando você joga em modo competitivo, ele é cooperativo. E Borderlands… bem, eu joguei o primeiro quando ainda tinha o PS3, mas somente single player, achei até esquisito porque as pessoas pagavam tanto pau pra um shooter que achei pouco menos do que razoável. Por causa das promoções de verão da Live, e por influência dos amigos que jogam no Xbox, resolvi pegar o 2, tava barato, não custava tanto arriscar… Tenho que dizer, a experiência cooperativa dele melhora e MUITO a diversão do jogo. Os DLC’s são pouco pra vontade de continuar jogando com a brodagem.

Cooperativo até jogando contra, as equipes revezam entre sobreviventes e zumbis no vs

Cooperativo até jogando contra, em Left 4 Dead as equipes revezam entre sobreviventes e zumbis no vs.

E é disso que tô falando, se você ainda é criança ou adolescente, você provavelmente tem todo o tempo do mundo (como eu tinha na época) pra jogar na casa dos amigos, ou chamá-los pra jogar na sua casa, mas se você trabalha o dia todo, e seus amigos consequentemente também, a maioria das vezes que você conseguirá encontrar com eles, será através das sessões de jogatina. Participar de longas sessões de Left 4 Dead, Borderlands, Castle Crashers, ou qualquer outro jogo com foco no multiplayer, pra mim é tão prazeroso e nostálgico quanto na época que juntávamos na casa de um dos amigos pra tirar longas pelejas de Street Fighter 2, ou na cooperatividade com Streets of Rage ou Final Fight.

Em tempos de trabalho, as facilidades online tentam te relembrar desse período aí (PS:Sei lá que foto é essa, peguei só pra exemplificar)

Em tempos de trabalho, as facilidades online tentam te relembrar desse período aí (PS:Sei lá que foto é essa, peguei só pra exemplificar)

Tenho certeza que vocês devem ter ótimas histórias e experiências online no PS3. Joguei bastante Modern Warfare 2 e Fifa 12 nele, no entanto, pouquíssimas vezes eu joguei com amigos (salvo o Player 2 em algumas sessões de Modern Warfare 2), mas ainda assim, precisávamos marcar pra jogar, e as conversas só aconteciam durante as sessões de jogo e apenas com quem tivesse no jogo, enquanto na live eu tenho a opção de estar jogando Borderlands 2 com ele e mais outro amigo, e ainda mais outros amigos jogando fable 3 e todos interagindo na mesma conversa e rindo das piadas de todos. E ainda assim, foram partidas cujas amizades eu já tinha, e não que foram desenvolvidas pelo convívio.

No PS4 essas diferenças vão sumir, e a Microsoft vai penar pra inventar qualquer diferencial e chamar mais a atenção que a Sony

No PS4 essas diferenças vão sumir, e a Microsoft vai penar pra inventar qualquer diferencial e chamar mais a atenção que a Sony

De novo, peço desculpas se o texto soou “ista”, mas tenho certeza que na próxima geração, vocês que tiverem esse tipo de experiência no PS4 (com a gente do PnMP, de preferência), podem até não admitir ou não curtir, mas vão entender do que eu estou falando.

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