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Tudo demais é ruim

Semana passada foi noticiado o primeiro maluco a morrer por conta de Diablo 3. Na hora, a primeira coisa que pensei foi “lá vem mais um daqueles coreanos que alucinam demais na parada”. Pra minha surpresa (ou não, já que esse pensamento foi praticamente um preconceito baseado na quantidade de notícias de coreanos que morrem por causa de jogos), o cara não era coreano, e sim americano, e teoricamente deveria ser alguém resolvido na vida, já que tinha 32 anos. Mas resolvido era tudo o que o cara não era. Parto pelo princípio de que se fosse, primeiro não passaria 72 horas seguidas jogando, e segundo, não morreria por conta disso, afinal, ainda que por vontade extrema de jogar, e se esforçando (ridiculamente) ao máximo, você precisaria dar uma paradinha pra comer algo mais do que um Doritos ou Bono, que deve ter sido o único tipo de alimentação que ele teve nesses dias todos, e também para cochilar por 3 ou 4 horas que fossem, se não uma noite saudável de sono, pra continuar.

É pro Diablo morrer, no máximo o seu char, mas nunca o jogador

Não sou festeiro. Nem em meu tempo de faculdade, que geralmente é uma fase em que se está muito na pilha por festas, shows, reuniões de amigos, além das aulas e trabalhos, etc, eu fui pilhado a ponto de ficar 72 horas acordado, mas mesmo que fosse, chega um ponto que você sente que o corpo tá pedindo arrego.

Segundo a matéria, os próprios amigos do cara diziam pra ele que precisava se cuidar melhor, chegaram até a oferecer sessões de academia pro bicho se cuidar, mas ainda assim ele não quis. Eu não sou nenhum exemplo do senhor saúde, aliás ando até um pouco (um pouco o c@r@lho, muito) mais descuidado do que deveria, pois estou a muito tempo sedentário e comendo mais besteiras do que deveria, mas tenho ainda o mínimo de preocupação em me alimentar direito nas horas certas e comer mais frutas e verduras, o problema é o lanche da noite.

Ri muito dessa imagem quando a vi a primeira vez, mas depois desse cara que morreu, não duvido de ele ter feito algo parecido.

A Big Boss já reclamou várias vezes comigo por achar que dedico tempo demais a um hobby supérfluo como os videogames, eu até concordo que jogo demais, mas dos dias que bato recorde de jogar, no caso 6,8, ou 10 horas seguidas, eu me sinto mal de ficar tanto tempo na frente do aparelho, mas sei que é um momento raro de estar muito empolgado com um jogo. Minha média acaba sendo a de 2 a 4 horas por dia, sendo que tem dias que nem jogo. Ou seja, seria o mesmo que assistir uns 2 filmes por dia, e duvido que alguem vire pra um cara que curte filmes e diga que ele está vendo filmes demais nessa proporção como uma coisa que não é sadio.

Enfim, eu entendo a reclamação dela, que só faz exatamente porque eu não estou me dando tempo para exercícios físicos, ou dividindo esse tempo com algo que me dê  mais retorno, como um curso de especialização na minha área profissional, por exemplo, mas o que procuro manter pra mim sempre em auto avaliação, e que todos os gamers que entram na categoria do “você joga tempo demais”, deveriam fazer é que esse nosso tempo jogando tem que ser sempre reavaliad, senão estamos sempre acrescentando meia ou 1 hora a mais todo dia, e acabamos em uma situação em que os games  deixam de ser um prazer saudável pra criar uma doença. Pessoas que não são gamers nunca entenderão jogar videogame mais de 2 ou 3 horas em 1 dia, mas nem por isso é saudável ficar 10,12 horas diárias.

 

Se liga rapá, tu não vai querer ficar desse jeito né?

Cuidem-se todos, não quero perder leitores, e mais importante, não quero perder colegas de hobby por conta de excesso de pegadas em pixels.

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