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Notas sobre Tartarugas Ninja: Out of The Shadows Pt.1 – Pequeno review

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Semana passada finalmente chegou um dos games que eu aguardava há um tempo com certa ansiedade. Fanboy que sou dos Tartarugas Ninja, daqueles que leu todas as hq’s originais deles, sempre que anunciam algo novo dos personagens eu já fico curioso. Confesso que depois de anunciado que seria a Activision a detentora dos direitos, e ao ver os primeiríssimos vídeos que não mostravam PN do jogo, exceto golpes em zoom e cortes rápidos, e um dubstep chato que só uma p*%%@, eu esperava um jogo muito fraco, e provavelmente em esquema de arena, ou single player como o TMNT de 2007 da Ubisoft. Depois de alguns vídeos na E3, descobri que a coisa não era bem assim, o jogo reservava além de um modo história com fases exploráveis, para 2 pessoas local e 4 pessoas online, um modo arcade com visão lateral e tudo mais. Esse detalhe me fez começar a arrepiar os cabelin do fiofó de alegria.

Não é um jogo de arena, ufa

Não é um jogo de arena, ufa

Quando peguei o jogo semana passada, tudo o que eu pensava era “Deus permita que não tenham cagado com alguns de meus personagens favoritos da infância, porque se a coisa ferrar, dificilmente a Activision produzirá outro jogo deles”. De certa forma minhas esperanças não foram em vão, ou pelo menos não pra mim.

O game me apresentou um brawler com ótimas referências de Batman: Arkham City em um sistema  de passar de nível que libera mais ataques ou melhora o status dos tartarugas. Você sente a diferença ao jogar com cada um. Raphael usa golpes baseados no Muay Thai, Leonardo tem influência do Karatê, Donatello dá uma de Bruce Lee,com o Kung Fu e Michelangelo manja dos paranauê… literalmente, já que a base do personagem foi a capoeira. Além das diferenças entre os tartarugas, o sistema de combate com interação entre eles ficou bem legal também. Mas para você habilitar golpes novos que melhoram essa interação, é preciso passar níveis e ir escolhendo ode gastar os pontos de experiência.

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Os cenários no jogo também são interativos em muitos pontos, você vai se dependurar em canos, girar em postes, andar pelas paredes pra chutar a cabeça dos féla que vierem tentar zuar contigo, deslizar por corrimão, escalar grades e muros e o baralho a 4.

Como comentei no início, o game tem o modo história, onde você desenvolve o enredo por trás da coisa toda. São 4 capítulos o modo história, mas se engana quem achar pouco, o game vai te levar pelo menos de 3 a 7 horas pra terminar, dependendo de quão bem você pega a jogabilidade ou demora a matar, e também dependendo se tá jogando sozinho ou em equipe. O cpu até comanda os outros 3 tartarugas pra você, mas além de ele ser fraco, nenhum cpu comanda outros personagens como outros jogadores, né. Terminando os capítulos do jogo, você vai liberando fases para o modo arcade, são 7 no total e não são necessariamente pequenas. O modo arcade é praticamente o mesmo do jogo, só que com câmera lateral, como os jogos clássicos. O ponto negativo aí é que o modo arcade só aceita multiplayer local, espero que corrijam isso com um patch de atualização. Ao concluir o jogo, você libera também o modo challenge e o Survival, que são a cereja do bolo se você quer desafio enfrentando hordas e mais hordas de maloqueiros, ninjas e robôs.

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Infelizmente, ao menos pra mim, o maior problema do jogo são os bugs e glitches. Muitos e alguns em nível básico em que você simplesmente tem que voltar ao último checkpoint. Em uma partida comigo nem isso salvou, pois eu estava na quinta fase do modo arcade e o meu personagem simplesmente sumiu debaixo do teto de um prédio, o modo arcade não tem checkpoint, se você travou, vai ter que ir do início de novo. Isso foi extremamente irritante, mas a única vez que fiquei realmente puto com o jogo. Esse excesso de falhas deu uma sensação de um jogo que passou pouco tempo na mão dos testers. Se por falta de tempo, ou de equipe, ou de orçamento, ou até mesmo de qualidade dos profissionais do estúdio Red Fly, eu não sei, mas a impressão que eu tive é que a equipe pegou as referências certas, montou um esquema certo, tentou atingir o público certo, mas pecou em lançar um jogo em que faltou aparar muitas arestas. Pense em como seria Batman: Arkham City lançado meio ou 1 ano antes da data e você terá o que eu achei do TMNT: out of The Shadows.

A câmera também consegue ser bem irritante para alguns jogadores, se você jogou a nova série do Ninja Gaiden, sabe bem como é chegar as vezes próximo demais da parede e não conseguir enxergar nada além do seu personagem na tela. Se ficasse um pouco mais distante também ajudaria bastante. E ao jogar o modo história com cooperativo local aí que a coisa fede mesmo. Não sei por que p*%%@s os caras fizeram isso, mas o a divisão de tela jogando o modo história de 2 divide a tela verticalmente, como se não bastasse, ele ainda corta partes da tela, parecendo que você tá jogando com duas tv’s letterbox pequenas. Não sei qual a dificuldade em colocar opção de câmera mais distante, e escolher se quer divisão horizontal ou vertical, além de te deixar ver a p*##@ da tela toda.

Ninguém merece esse tanto de tela sobrando pra cima e pra baixo, além desse corte na vertical

Quem inventou esse negócio de cortar a tela na vertical merecia dormir com 4 salames socados no rêgo. E esse tanto de tela faltando pra cima e pra baixo também só termina de f%$&# com tudo.

De qualquer forma, um jogo mal aparado não é um jogo totalmente ruim, tem uma diferença entre pegar um jogo em que vocêidentifica as qualidades que faltaram terminar de lapidar (TMNT OoTS) e um jogo que é malfeito desde o princípio (Double Dragon 2: Wander of The Dragon). Então pra mim, mesmo com as falhas, tartarugas ninja ainda atinge um 7 sendo fanboy, e 6 deixando a fanboyce de lado.

Activision, lance logo o patch de atualização corrigindo algumas dessas falhas mais toscas e por favor, não vete uma continuação do pessoal da Red Fly, esse estilo de jogo se produzido com mais esmero fica ótimo para os personagens.

assinatura pnmp

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O poder dos Jogos Clássicos!

Como você se sente quando tem a possibilidade de jogar um jogo que gostava muito quando era criança? E se for no console original em que aquele jogo foi lançado? Nada de emuladores, roms e afins. Um cartucho e um console “dazantiga”!

Talvez, no meu caso, essa seja uma das melhores sensações quando o assunto é videogame. Nada como pegar um console velho e empoeirado e fazê-lo rodar os clássicos da minha infância… Super Mario Bros. 3, Rock n Roll Racing, Super Mario World, Megaman 2, Super Contra… são tantos os jogos que fica bem difícil de escolher o que jogar.

Mas… e quando uma empresa decide que um dos seus jogos favoritos vai ter um remake HD e vai sair para os consoles atuais? Como você se sente? Será que isso é uma coisa boa? Será que o clássico vai se manter e você vai se sentir satisfeito com o que está jogando?

Ducktales do Nintendinho… NOSTALGIA!

Ducktales! Uhú… são os caçadores de aventura… uhú! Musiquinha que todo mundo que nasceu nos anos 80 conhece, certo? O jogo de NES? Nem todo mundo jogou, mas mesmo quem não jogou ouviu falar muito bem desse GRANDE CLÁSSICO do Nintendinho. Era um jogo extremamente difícil… em uma época sem save games, esse jogo também não contava com os famosos passwords e era necessário terminá-lo em “uma só sentada”. Conseguir uma vida extra era quase um milagre e em alguns lugares era bem difícil passar sem perder energia ou até mesmo sem perder uma vida!

O jogo novo vai na mesma pegada, bastante difícil em algumas partes (hoje ainda é possível escolher o nível de dificuldade) e com uma grande necessidade de acertar os pulos e o timing dos inimigos. Estou curtindo bastante o jogo embora ainda não tenha jogado o jogo todo. É nostálgico poder escolher entre Amazônia, Transilvânia e a Lua como fases de jogo… muito nostálgico!

Hoje as coisas são muito melhores… será?

Agora a hype vai toda para o novo Castle of Illusion que já foi anunciado há algum tempo e deve sair ainda em setembro desse ano. Se for no mesmo ritmo de Ducktales… os saudosistas estão muito bem servidos!

E como não poderia deixar passar…

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De volta dos esgotos: o ano dos tartarugas ninja

Michelangelo, Leonardo, Donatello e Raphael prontos pra sentarem o sarrafo de novo com a roupagem da Nickelodeon

Ok, a Activision não é a melhor das publishers a esperar algo novo dos personagens, nem mesmo os vídeos lançados até agora do tal Out of the Shadows, que será lançado agora em agosto, foram muito animadores, mas a Activision não planejou apenas um lançamento dos personagens. Com foco na versão animada da Nickelodeon, o segundo jogo dos tartarugas será multiplayer para 4 jogadores (ao menos o vídeo aparenta ser) e sairá já dia 25 de outubro, apenas 2 meses depois de Out of The Shadows.

Visualmente falando, sinceramente eu prefiro a versão do jogo de agosto, mas como a proposta do segundo, ao menos do pouco revelado, me lembra mais a diversão dos clássicos dos personagens, to muito mais interessado nele.

Infelizmente o game não sairá pra nenhum console da Sony, tá programado apenas pra X360, Wii (e não Wii-U) e 3DS.

Curiosamente o jogo não receberá versões para PS3 ou Vita. O porque eu não sei, mas isso demonstra o “tamanho” do investimento…

Eu sou fanboy assumido e fico feliz quando anunciam jogos novos dos personagens, só acho que a abordagem deveria ser muito mais próximo de Castle Crashers, Scott Pilgrim e Double Dragon Neon, dentre os “novos” beat em ups, do que jogos marrom como aquele baseado no filme que a Ubisoft produziu.

Deus ajude que não venha uma bomba

assinatura pnmp


O trintão mais foda do pedaço: Parabéns Famicom (NES, pro ocidente)

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

Na última segunda feira 15, o videogame mais saudoso da nossa história gamer completou 30 anos. Responsável por ter salvado a indústria dos games que estava em queda, o console foi também reconhecido pelo nascimento de diversas franquias que conhecemos e amamos até hoje. Foi no Nintendinho que o conceito de jogo com história (ainda que boba) e um final, ganhou forma nos consoles.

Para quem não conhece, Famicom é a abreviação de Family Computer, e é o nome que o NES (Nintendo Entertainment System) recebeu no Japão. Para nós do ocidente, só conhecemos o game por meio do NES quase 2 anos depois (e se considerar a realidade “brazilis”, 6 ou 7 anos depois do Famicom), mas essa foi quando chegou a verdadeira era de ouro do console.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

E a realidade Brazilis?

Para nós que estamos abaixo da linha do Equador, a realidade foi um pouquinho diferente. Se você tem por volta de 30 anos, deve se lembrar provavelmente não do NES, mas de consoles como o Hi-Top Game, o Turbo Game, o Phantom System, o Bit System, o Dynavision 2 ou 3, e por aí vai. Isso aconteceu por conta das leis de proteção ao mercado interno brasileiro, que proibia a importação de computadores e aparelhos eletrônicos diversos, caso dos videogames. Acabou que diversas empresas nacionais importaram peças e relançaram o Nes no Brasil com outros nomes, e por isso quase ou nenhum amigo seu teve um Nintendo original. Ou quase nenhum… o Player 2 conheceu um desses caras!

Particularmente eu (PnMP) nunca joguei em um Nintendinho original (o P2 sim), mas se você avaliar alguns clones, eles eram até melhores do que ele. O Bit System por exemplo, tinha o mesmo design com a gavetinha que empurrava a fita pra baixo, porém o controle dele, além dos botões normais, tinha A e B turbo também. O Top Game tinha entrada tanto para 60 (padrão japonês) quanto para 72 (padrão americano) pinos, o que já te poupava gastar com adaptador.

Bit System e seu controle com botões normais e turbo

Bit System e seu controle com botões normais e turbo.

Mas são os games que importam!

Somos saudosos com todos os consoles, alguns mais e outros menos, mas não tem um que seja tão nostálgico para nós quanto o Nintendinho. Apesar de tudo que o SNES foi, não existem jogos que queríamos mais rejogar do que os da era 8bits. Foi um período de muita experimentação, já que o console tinha tantos limites gráficos e de desempenho. Se você jogar Strider do NES, perceberá um mundo de diferença para sua versão mais popular no Arcade ou Mega Drive. Era outro game com elementos de exploração, pegue item x em tal lugar, viaje para outro para abrir porta y, e por aí vai. Sem falar nas franquias consagradas, Mega Man pode ter sido popular no Snes ou PS1, mas sua consagração são os 6 jogos do Nintendinho. Ninja Gaiden se reinventou perfeitamente bem no Xbox e posteriores, mas a trilogia original dos 8 bits ainda é imbatível. Isso sem falar de games que infelizmente morreram na própria geração como Totally Rad, Shadow of the Ninja ou Yo! Noid.

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo Noid no Nes. Side scroller fantástico

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo! Noid no Nes. Side scroller fantástico.

Opinião e história PnMP:

Tenho orgulho de dizer entre os amigos que sou o único da minha rua que havia zerado o primeiro Tartarugas Ninja no próprio console. Enquanto todos paravam na terceira fase (a que você usa o carro e o mapa é gigante), eu consegui achar o caminho para o final da fase, e nunca esqueci até hoje onde ir. Tartarugas Ninja também me proporcionou a alegria de finalmente jogar com um amigo (fora dos fliperamas, claro) junto quando lançaram o segundo game, baseado no fliperama. Infelizmente não tive o mesmo orgulho de poder esnobar na cara dos amigos que terminei Battletoads, pois essa era uma meta impossível e só alcançável por algum Deus dos Videogames ou coisa do tipo, ao menos não sem ser uma versão pirata que renovava as vidas do jogador. O mesmo se aplicava a Double Dragon 3.

Só preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase

Só é preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase.

Meus pais bem que tentaram medir meu vício. Nessa época eu só podia jogar aos finais de semana e ainda tinha que pedir pra eles, e não podia jogar o dia todo. Mas felizmente eu podia jogar na casa dos amigos, e embora não fosse a mesma coisa, afinal em jogos de 1 eu tinha que olhar eles jogarem tudo pra depois ter uma chance de jogar, já aliviava bastante, e ao mesmo tempo aprendia os macetes pra quando fosse a minha vez. Mas enfim, foi em vão (ou não) a ação dos meus pais, continuo hoje jogando bastante, embora ache que se não tivesse esse freio deles, talvez jogasse até mais. Então hoje pra mim eventos sociais com as pessoas que amo > jogar videogame. Eu provavelmente estou esquecendo ainda de muitas histórias sobre meu antigo Phantom System, mas ainda lembro da sensação de “que foda” ao jogar Mega Man IV a primeira vez e enfrentar um vilão que não fosse o Dr Willy, pra no final descobrir que tem 2 castelos e o Willy era sim o vilão, ou finalmente ter conseguido avançar em Castlevania 2 (o mais tosco, mas ainda me divertia com ele) poque estava com um guia que me dizia onde ir, em épocas de conhecimento 0 de inglês.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Opinião e história Player 2:

A Era de Ouro dos videogames. Não consigo definir a geração 8-bits sem pensar nisso. Os jogos estavam todos em fase de criação, experimentação… era um mundo novo, um mundo onde os quadrados de outrora se juntavam e formavam figuras novas como encanadores bigodudos, robôs azuis e diversas outras coisas. A imaginação ainda se fazia necessária, mas não era mais o principal ingrediente de um jogo como era nas épocas do Atari, Odissey e Telejogo.

Eu tive um clone. O mais famoso deles no Brasil, o Phantom System. Ele tinha o corpo do Atari 5200, o controle do Mega Drive e rodava jogos de Nintendinho. Momento único lembrar do aniversário em que ganhei o console com Ghostbusters na caixa (e por incrível que pareça eu terminei esse jogo duas vezes!).

Logo vieram outros jogos, a maioria pirata mas ninguém sabia o que era pirataria no Brasil (tem gente que não sabe até hoje) e os jogos eram distribuídos livremente em lojas de magazine, supermercados e uma infinidade de outros lugares… TUDO ERA PIRATA! O Brasil vivia a já falada época da Lei de Reserva de Mercado onde produtos de outros países não podiam ser importados… então tudo era copiado aqui e vendido sem pagar nenhum royaltie para quem realmente tinha feito todo o trabalho. Talvez seja essa a herança da pirataria que carregamos até hoje.

Meus jogos favoritos eram Ducktales, Chip n Dale, Castlevania, Super Mario Bros. 3 (que fez com que eu e meu irmão ficássemos 48 horas com o console ligado para passar por TODAS as fases), todos os Megamans… só clássicos. Mas claro que existiam as pérolas que ninguém conhecia ou tinha jogado… caso de Muscle, Road Fighter e Rush n Attack.

Em casa tínhamos regras para jogar. Durante a semana, no máximo 2 horas de jogo e nos fins de semana era liberado. Claro que nunca jogávamos as duas horas diárias durante a semana e que jogávamos as 48 horas do fim de semana… sempre! A casa vivia cheia de amigos que traziam jogos, comida e refrigerante. Lembro-me de ter 8 ou 9 amigos em casa uma vez para um campeonato de Goal!, da Jaleco. Era espetacular! Tinha narração, torcida e gritaria… era o futebol virtual invadindo a minha casa pela primeira vez. E graças ao Nes.

Posso dizer que vivi a melhor parte dos videogames e que, também, vivo a maior parte dele. Sou jogador até hoje e saudosista pra sempre. Nintendinho, você me fez uma pessoa melhor, obrigado!

E pra finalizar aqui vai uma lista de coisas que você deveria jogar no NES, independente de ordem, mas saiba que ainda assim estaremos cometendo algum erro e, certamente, esquecendo de citar algumas coisas muito boas que passaram pelo Nintendinho:

  • Ninja Gaiden (os 3)
  • Double Dragon (os 3)
  • Super Mario Bros (os 3)
  • Tartarugas Ninja (os 3, embora o primeiro seja o mais diferente e talvez mal quisto deles)
  • Yo Noid
  • Shadow of The Ninja
  • Road Fighter
  • Strider
  • Mega Man (os 6)
  • Castlevania (1 e 3, o 2 vá por sua conta e risco)
  • Tiger Heli
  • Kung Fu
  • Contra e Super C
  • Blades of Steel
  • Gradius 1 e 2
  • Capitão América e os vingadores
  • Power Blade (1 e 2)
  • Ducktales
  • Totally Rad
  • Rygar
  • Mike Tyson’s Punch Out
  • River City Ramsom
  • Battletoads
  • Darkwing Duck
  • Batman

Esses vídeos não são nossos, mas tem uma lista bacana de jogos do NES.

Parabéns Nintendinho, você ainda é o NOSSO console favorito ever!

assinaturas


Versão brasileira Herbert Richers

Os mais novos talvez não se lembrem, mas houve uma época em que quase tudo que assistíamos era dublado pela Hebert Richers. “Mas por que você tá falando dessa porr@, véi”, você indaga. Porque eu sou tipo o Suda 51, porr@, sou doidão! Brincadeira, eu chego lá já já.

O Brasil sempre teve fama mundo afora de ter uma dublagem exemplar. Até Steven Spielberg já elogiou o serviço por aqui. Boa parte disso talvez seja por termos tantas culturas mixadas, que nos permite ter tudo que é tipo de sotaque, e possibilite brincar com vários tipos de vozes de acordo com o teor do personagem ou do filme/série/desenho/qualquer coisa que seja dublada. Opiniões a parte sobre melhor assistir com áudio original ou a versão dublada, acho que cada caso é um caso, mas houve uma época que você não manjava PN de sotaques em inglês ou coisas do tipo, além do que coisas da infância sempre marcam mais do que as do presente. A voz do Bruce Willis pra mim é o da versão brasileira até hoje, mesmo que eu assista o filme com áudio original, e mesmo depois de o dublador (Newton da Matta) ter falecido.

Em disparidade com a realidade de filmes, séries e coisas do tipo, o mercado dos games demorou e muito pra entrar em cena. Claro que temos alguns casos raros como Warcraft 2 totalmente em português, mas a dublagem dele era tão porca (provavelmente feitos pelo próprio estúdio que traduziu  e distribuiu o jogo no Brasil, ou seja, experiência 0 em dublagem), que nem conta. Brasileiro sempre gostou de videogame, mas embora o gosto pela coisa sempre tenha existido, o mercado aqui nunca foi muito forte. A situação tem mudado de alguns anos pra cá, quando o país hoje ocupa uma posição em que vende mais até do que alguns países europeus. E verdade seja dita, pra mal ou pra bem, a pirataria aliada aos impostos altos sempre foram empecilhos pra que comprássemos jogos distribuídos nacionalmente, nos fazendo demorar a alcançar o ponto em que estamos hoje.

Essa realidade tem mudado aos poucos, e isso tem resultado em grandes estúdios abrindo filiais por aqui e demonstrando maior esmero em lançamentos localizados. Salvo a exceção de Nivaldo Prieto e Paulo Vinícius Coelho, narrador e comentarista esportivo respectivamente, nos Fifas clássicos, 10 anos atrás era até difícil pensar em ver jogos com uma dublagem como as de Diablo 3, The Last of Us ou Injustice nos dias de hoje, e isso se deve a esse crescimento do nosso mercado. Infelizmente ainda acontece apenas com jogos blockbusters, já que os custos de dublagem não são tão baixos para um lançamento nacional, motivo esse que provavelmente foi o que impediu a Bandai de investir na dublagem mais que clássica no jogo dos Cavaleiros do Zodíaco, mas o fato é que a coisa tá acontecendo aos poucos.

Tá ficando tão promissor, que os investimentos ficam até mais ousados. Enquanto lá fora Jack Bauer empresta sua expressão facial e voz para o Snake em MGS 5, por aqui a EA anuncia que o capitão Mathias, de Tropa de Elite, vai colocar sua voz em Battlefield 4. Já é um custo consideravelmente alto contratar dubladores conhecidos para a produção de um jogo, mas a coisa é vertiginosamente maior quando atores consagrados de filmes e novelas entram na parada. E pra mostrar que não é um investimento pequeno, além de André Ramiro (o Mathias), a EA anunciou também a voz de Dan Stulbach, ator das novelas da Globo, na equipe.

Só faltou o Capitão Nascimento

Só faltou o Capitão Nascimento

Essa é uma área da dublagem que merece ressalva. Em geral celebridades e atores de filmes e novelas não mandam muito bem quando o assunto é dublagem (vide Bussunda como Shrek, Luciano Huck como príncipe em Enrolados, Juliana Paes como a mestre Tigresa em Kung Fu Panda, ou a equipe do Pânico dublando o longa animado do Asterix), mas em compensação há também alguns casos excelentes como A Era do Gelo, Up: Altas aventuras, Ratatouille, e A Nova Onda do Imperador, que ficaram muito boas.  Creio que tem que ser analisado caso a caso o game e o ator/celebridade, mas por favor grandes estúdios, façam alguns testes com esse povo antes de contratarem pra trabalhar nos seus jogos, é bom lembrar que o público gamer não é necessariamente o público do caldeirão do huck ou das novelas. E ainda que seja, não quer dizer que é uma boa, afinal não é porque gosto de sorvete que acho que ele vá ficar bem no filé a parmeggiana.

"Ssou gostosa que nem a Angelina Jolie, posso fazer o mesmo papel que ela"

“Sou gostosa que nem a Angelina Jolie, posso fazer o mesmo papel que ela”

Concluindo, reclamem o que quiserem o pessoal do “eu prefiro a voz original, tem mais emoção e bla bla bla”, mas acho que os profissionais brasileiros tão mandando muito bem na coisa, e o jogo tem se tornado mais dinâmico sem precisar ficar ativando legendas pra acompanhar os diálogos junto para não faltar informação quando não entendeu bem o que o personagem falou em inglês. E isso se tratando de pessoas que tem estudo na língua, imagine para as pessoas que nem isso tem.

PS: Já pensou um futuro jogo dos X-Men com a voz nacional do Wolverine?

assinatura pnmp


Kojima é um gênio!

 

Por quê não pensaram nisso antes, né?

Tirinha originalmente publicada no Dorkly, traduzida por mim.


Bagos suados e cabeças arrancadas no seu console, agora f***u

Put@ri@ e violência, os 2 principais temas mais recorrentes no entretenimento do cinema e da televisão, pra não dizer também dos videogames nos últimos anos, são também os 2 principais temas da (agora cancelada) série Spartacus, cujo jogo foi anunciado essa semana pela Ubisoft.

Em relação a put@ri@ eu não sei, mas a violência tá garantida a julgar pelas fotos de divulgação do game. Será um título de luta gratuito no qual o seu dinheiro será gasto para comprar equipamentos para o seu personagem.

“Olha mãe! Uma lembrança pra levar pra casa!!!”

 

Quem acha que é só pagar e pronto, vai ser fodão, tá muito enganado, os produtores disseram que o jogo terá um sistema de pontos de fama, no qual os melhores equipamentos, além de custarem mais, precisarão ter um mínimo de fama para serem adquiridos, ou seja, perdeu playboy.

Não foi dito se terão muitas opções sobre esses equipamentos, imagino eu que a lista tenda a aumentar se o jogo fizer sucesso.

Se o game for uma versão melhorada de Gladiator Begins, da Aksys e da Acquire (Way of The Samurai) pro PSP, me divertirei bastante com o jogo.

Spartacus Legends não tem data certa ainda para sair, só foi divulgado que será em 2013, via Playstation Network (SEN, pros xaropes) e Xbox Live Arcade.

Fonte: Gamespot


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