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Excelsior! O que rola em Lego: Marvel Super Heroes

Sério Jean, o jogo é massa!

Sério Jean, o jogo é massa!

Já faz um tempo que a franquia Lego resolveu entrar  no mundo dos games utilizando uma abordagem diferente. Desde Lego Star Wars os jogos vem seguindo pra tudo que é rumo, algumas coisas mudam, outras permanecem, mas uma coisa é certa: franquia da Lego em videogames pra mim só se tornou interessante com essa adição do universo de filmes, animações e quadrinhos.

Reed Richards e Sue Storm dando um rolé por NY e dão de cara com um anúncio de Luke Cage e Punho de Ferro

Reed Richards e Sue Storm dando um rolé por NY e dão de cara com um anúncio de Luke Cage e Punho de Ferro

Não sou profundo conhecedor dos jogos da linha Lego, exceto por todos os 4 Star Wars (Lego Star Wars, Lego SW 2: The Original Trilogy, Lego SW: The Complete Saga e Lego SW3: The Clone Wars), e joguei um pouco aqui e ali de Senhor dos Anéis, Batman 2: DC Super Heroes, Piratas do Caribe e Indiana Jones, e francamente, não aprofundei muito na jogatina desses demais pra perceber muitas mudanças. Realmente nenhuma delas foi a ponto de dizer que são jogos completamente diferentes. Os inimigos ainda são fáceis, não existe aprofundamento na linha de aprendizado do jogo ou nas habilidades dos personagens e seu objetivo principal ainda é mais quebrar o cenário pra pegar pecinhas  e itens escondidos do que necessariamente derrotar seus inimigos, afinal é um jogo pra crianças, mas algumas coisas mudaram de forma positiva, a começar pelo mapa mundi. Em Lego Star Wars você tinha um cenário central (a lanchonete do episódio 2 ou a cantina do episódio 4) e entrava em determinadas áreas separadas por filme e por capítulo. Em MSH o seu mapa é a cidade de Nova York, com direito ao Aero porta-aviões da S.H.I.E.L.D., o edifício Baxter, lar do Quarteto Fantástico, ilha Ryker, a torre Stark, a Mansão X e a Mansão dos Vingadores, etc etc etc, inclusive o próprio edifício da Marvel. É um mapa relativamente grande pra um jogo de Lego, e com direito a esquema GTA onde você pode pegar o carro dos cidadãos emprestado (acredite, eles ficam até felizes de ajudar um super herói com isso!) e também encontrar um monte mini missões de corrida e coisas do tipo. O seu objetivo principal sempre terá um caminho no GPS indicando aonde é, mas qualquer volta no mapa é livre. Você também usa veículos conhecidos dos personagens como o Fantasticarro ou o Quinjet dos Vingadores.

O Sr. Fantástico dando um rolé no Táxi "Emprestado"

O Sr. Fantástico dando um rolé no Táxi “Emprestado”

Outra pequena mudança no jogo são as características dos personagens. Eu estava acostumado com os arquétipos padrão de Star Wars, onde você tinha Jedis, crianças  pequenas, dróides estilo R2, dróides estilo C3-PO, caçadores de recompensa, e atiradores comuns, onde cada um tinha características muito específicas deles mesmos, mas MSH dá uma quebrada nisso. Precisa escalar uma parede? Você pode usar o Wolverine com suas garras ou o Homem-Aranha que gruda na parede, mas se precisar puxar algo grudado na parede ou no teto, Wolverine não vai usar um cabo ou algo do tipo, como o Homem-Aranha ou o Sr. Fantástico podem fazê-lo com teias ou os braços esticados, nem esses 2 vão abrir portas onde são necessárias garras, como o Wolvie ou o Fera tem. Esse esquema de características que se embolam entre vários personagens deu um toque legal no jogo quando você quer usar equipes diferentes de personagens sem se prender aos arquétipos que os games Lego usavam.

Enquanto algumas paredes específicas podem ser escaladas tanto por Wolvie quanto o Maranha...

Enquanto algumas paredes específicas podem ser escaladas tanto por Wolvie quanto o Maranha…

... outras coisas só um ou outro podem fazer, como lhes são específicos.

… outras coisas só um ou outro podem fazer, como lhes são específicos.

Falando em personagens, cara o jogo tem vários deles. De Vingadores a X-Men, passando por Quarteto, Marvel Knights e mais uma rapaziada, sem falar nos vilões, o hall é imenso, e tenho certeza que ainda ficarão gente de fora.

Além dos vários personagens, o game ainda tem esquema de uniformes diferenciados, que contam como o mesmo personagem mas em outra versão. O Homem de Ferro por exemplo tem uma das armaduras que destrói objetos com raio de calor (objetos dourados) e as demais com mísseis que destroem objetos resistentes (indicados pela cor prata), o que te permite variar com o mesmo personagem.

Sério, olha a baralhada de personagens possíveis, e repare que na foto em destaque no topo, ficam ainda as caixas de uniformes diferentes a liberar no jogo

Sério, olha a baralhada de personagens possíveis, e repare que na foto em destaque no topo, ficam ainda as caixas de uniformes diferentes a liberar no jogo

Pra mim o principal ponto que a série Lego perdeu foi a adição de falas aos personagens. Ficou muito comum, embora os diálogos sejam sempre puxando pra comédia. Nunca esqueço de Lego Star Wars 2 quando Darth Vader vai contar pro Luke que é pai dele. Vader puxa um porta retrato do bolso com a foto dele como Anakin, junto da Amidala. Tive crise de risos com isso na época, o jogo tinha que se desdobrar pra desenvolver um diálogo sem usar palavras, e isso era bem legal. Além disso, sinto falta de um sistema de partida online, ou até da possibilidade de jogar em 4 pessoas. É um típico jogo “quanto mais gente bagunçando, melhor”.

Mas verdade seja dita, encontrei um bug extremamente chato. No capítulo 6, onde você invade uma base da Hidra com o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra, existe um elevador logo no início da fase que teima em subir só a metade e desce de novo. Pelos fóruns do game na Steam e do gamefaqs que fui descobrir que se você baixar o máximo a resolução e tentar, uma hora ele acaba subindo tudo. Dar um bug que gere problemas em uma sidequest é uma coisa, mas um bug que trava completamente o seu jogo é outra e bem chata aliás. Tive que tentar algumas vezes até ele subir.

Outro erro chato que está acontecendo é que a versão da Steam não está reconhecendo conquistas, os produtores já prometeram uma correção disso o quanto antes, mas até agora nada, depois de TMNT: Out of The Shadows, parece que virou padrão games sairem com erros tão grosseiros assim, quem jogou Star Wars: Jedi Power Battles no psx deve lembrar também de personagens que travavam fora da tela ou morte que comiam 2 vidas antes de te devolver ao jogo.

Casal 20

Casal 20

O enredo é trabalhado em 2 planos até o momento, começa no plano de fundo, com Galactus, o devorador de mundos enviando seu arauto, o Surfista Prateado, pra procurar planetas e segurar sua fome insaciável, em seguida vem o primeiro plano do jogo: O Dr. Destino tem um plano para conseguir dominar o mundo através do cubo cósmico e pra isso conta com o recrutamento de uma gama de vilões conhecidos do universo Marvel para pô-lo em prática. Homem Areia, Dr. Octopus, Magneto, Fanático, Venom, Caveira Vermelha, Arnim Zola, Mandarim, Loki e muitos outros vão aparecer pra dar trabalho aos heróis.

O game saiu pelo preço internacional de 50 dólares, no Brasil estão dando uma de espertinho e cobrando 199 reais, como se ele seguisse o padrão de 60 dólares, mas se você não tem problemas em jogar esse tipo de jogo em um computador, na Steam ele já lançou em promoção de 50 por 45 REAIS. Eu gosto da série Lego (os de franquias famosas), mas é o tipo de jogo que atraso pra poder pegar quando tem uma promoção, e também o tipo de jogo que eu sempre darei preferência pras versões de console, mas por esse preço de lançamento, deixei de lado tanto os meus planos quanto os meus preconceitos e tô me divertindo.

Se a Tempestade usasse a Steam, certamente ficaria feliz com o valor do game cobrado lá

Se a Tempestade e o Groxo usassem a Steam, certamente ficariam felizes com o valor do game cobrado lá

Comentei sobre a versão principal, a dos consoles. Nos portáteis o jogo recebeu um subtítulo, ficando como Lego: Marvel Super Heroes – Universe in Peril, e a julgar pelas fotos do 3DS, a visão de jogo é diferente, o que provavelmente também deixará os comandos do jogo diferentes.

É uma boa ir voando pegar na Steam se você não tiver preconceitos com esse estilo de jogo no computador

É uma boa ir voando pegar na Steam se você não tiver preconceitos com esse estilo de jogo no computador

Pra um jogo de criança, Lego Marvel Super Heroes brinca com vários detalhes perceptíveis apenas por adultos, principalmente conhecedores dos personagens, e vale demais a experiência, mas não queira encontrar nele a complexidade de um X-Men Legends ou a versatilidade de Homem-Aranha Web of Shadows.

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Meu 3DS XL e os jogos que testei nele

Sou um declarado fanboy de Castlevania, muito embora seja meio crítico com os  jogos da série. Desde que anunciaram o Mirror of Fate pro 3DS, comecei a me planejar pra pegar um. A Nintendo mudou um pouquinho os meus planos quando anunciou a versão gigante do aparelho.

Deixo aqui um pequeno depoimento sobre o que achei do aparelho, passado um pouco o deslumbre inicial característico de alguém que comprou produto novo.

Apesar de quase 2 anos, e da galeria de jogos continuar aumentando, considero pouco ainda o que tem de jogo que realmente valha a pena. Entretanto, alguns jogos que tive uma primeira experiência meio decepcionante acabaram se mostrando bem empolgantes. É o caso de Kid Icarus, quando joguei a primeira vez (foi o game que testei na primeira vez que encostei em um 3DS). Demorei a “acostumar” minha vista para enxergar em 3D sem estranhar muito. Bastou colocar em uma certa distância e deixar o olho fixo sem piscar por alguns segundos, e voila! Tive um estranhamento e até um pouco de dor de cabeça, a sensação é que meu olho esquerdo queria ir pro lugar do direito e vice versa. Enfim, a jogabilidade a princípio não parecia tão bacana, mas depois de pegar o game emprestado e  jogar com calma, acabei curtindo o esquema das fases, de compras e customização de equipamentos, e mesmo os modos online, que curti bastante no Free For All.

As fotos não fazem jus ao jogo, ele não é um vita, mas também não é horripilante dessa forma.

Joguei também Mario Tennis Open e New Super Mario Bros 2 (comprei na eshop da Nintendo). Mario Tennis tem sido muito divertido, curti bastante os modos de jogo, principalmente o modo Super Mario, no qual tem um paredão com um telão “passando” as fases do jogo clássico e você tem que ir rebatendo a bola e ganhando pontos e moedas, correndo contra o curto tempo dado. Um amigo sentiu falta do “modo história” que tinha na versão do GBA, onde você evoluia seu personagem, seguia uma história, etc, mas não senti tanta falta desse modo, já não era muito fã dele na época. Achei o jogo extremamente caro para um game de tênis casual. Digamos que se fosse em um console da Sony ou Microsoft, o game custaria no máximo uns 19 dólares no sistema da PSN/Live Arcade, mas a Nintendo forçando a barra com o peso dos nomes de suas franquias, colocou o jogo a  39 dólares. Felizmente  o que joguei é emprestado!

Uma das ideias mais bobas, mas ainda assim bacanas que tiveram pro game. Jogar Super Mario em versão tênis é muito bacana

New Super Mario Bros 2 é mais do mesmo…

 

… e isso é bom pra c@&@|0! Um dos poucos jogos que não precisa mexer muito pra agradar é a série clássica do Mario. O jogo coloca o foco voltado na coleta das moedas e a possibilidade de jogar 2 players ao mesmo tempo, e isso já é o suficiente pra ser considerado as mudanças do jogo por parte da Nintendo e ser divertido por parte de quem joga.

Mais do mesmo, mas no caso de Super Mario Bros, isso é muito bom

Testei ainda demos de Heroes of Ruin, Resident Evil Revelations, Theatrythm Final Fantasy, Kingdom Hearts e MGS 3. Gostei de todos, Heroes of Ruin foi muito pouco pra avaliar a fundo, mas fiquei empolgado pra comprar quando pintar uma promoção. Resident Evil me surpreendeu, os controles, a visão e o gameplay ficaram bacanas demais, o 3D, como em todos esses jogos que testei, dão um charme, principalmente porque eles dão um plus pra disfarçar o potencial gráfico inferior aos do Vita, e até mesmo do iPhone/Pad. Só não coloco esse RE na minha lista a comprar porque sou muito frouxo pra jogos de terror.

Prepara pra tomar susto, maluco, o bicho pega em Resident Evil Revelations.

Em geral, o aparelho me agradou bastante. Os botões estão mais espaçados do que a versão pequena. A pegada ficou bacana, principalmente pra quem tiver problemas de mãos grandes. O tamanho do aparelho, apesar de parecer enorme nas fotos, quando se pega na mão, não parece tão gigante assim. O 3D, como citado acima, dá o grande charme nos jogos. É essencial pra jogar? Claro que não, mas é o que deixa os jogos mais bacanas. Em Kid Icarus e Mario Tennis, que trabalham muito com a profundidade do cenário, o jogo ganha um charme a mais, já New Super Mario Bros 2 não fez muita diferença.

O sistema online de vendas precisa melhorar e muito, faltam jogos novos, jogos velhos e jogos de versão física. Achei que a Nintendo fosse colocar um bando de jogos de versão física no eshop deles logo depois do lançamento de NSMB2, mas nenhum jogo apareceu até o momento.

O sistema de compras é meio fraco também, até o momento, se você compra um jogo na eshop, esse jogo está atrelado ao seu aparelho, ou seja, vendeu seu 3ds? Vendeu seu jogo junto, porque você vai ter que comprar ele de novo. Disseram que quando o Wii-U sair, eles mudarão pra um sistema de conta, como nos outros consoles, mas tô pagando pra ver ainda.

O preço dos jogos ainda é um absurdo pra mim. Boa parte deles é jogo que deveria custar em torno de no máximo 20. E o pior é que mesmo jogos já lançados a mais de 1 ano se mantém com o preço inalterado.

Passando a régua, gostei do 3DS XL, não gostei da Konami anunciar o atraso de Mirror of Fate de setembro desse ano pro meio do ano que vem, e acho que muita coisa tem que mudar, principalmente chegarem mais títulos, que já começa a ter uma boa galeria, mas tá longe demais da ideal, mesmo tendo pouco menos de 2 anos ainda.

Só ano que vem eu poder surrar essa tua cara, caveirinha, mas aguarde e confie, que tu vai apanhar.

Ano que vem, quando for a vez do Vita estar nesse mesmo ponto, começo a pensar em adquirir um também.


200 mil acessos, um longo hiato, Diablo 3 e um resumão de tudo até hoje

Antes de mais nada, eu queria agradecer a todos pelos 200 mil acessos!  Mesmo em um espaço de ausência como tivemos essas semanas, ainda conseguimos um número baixo, mas razoável pra quem não tá colocando nada novo no blog. Pois bem, caros leitores, o blog deu uma pausa forçada. Tanto eu, quanto meu parceiro de jogatinas, vulgo Player 2, ficamos um tanto enrolados esses dias. Pra ter uma noção eu tava trabalhando em período normal até as 18 e ainda ia até as 2 da manhã com um trabalho extra e emergencial que peguei. Quando conseguia um pouco de tempo livre, se não estava dormindo, ou com a Big Boss, ou ainda vendo outras coisas, estava dedicado no Diablo 3.

Eu estava praticamente assim.

Meu Diablo 3 chegou!!

Aliás, desde que chegou, no dia 6, já estou com 48 horas de jogo, um vício absurdo. O jogo é realmente tudo de bom, na parte de jogar, salvo os problemas tradicionais que todo mundo tem reclamado como PRECISAR estar online pra jogar, ou problemas de queda de conexão e ter que refazer uma dungeon inteira, ou até mesmo amigos que entram aleatório no teu jogo e pulam cutscenes que você QUERIA ver. Essa parte de não poder jogar sem ser online, aliás, é um porre absurdo, a internet no meu trabalho é um lixão, e algumas vezes, na hora do almoço, eu tô de bobeira e sem os amigos pra bater um papo, gostaria de poder jogar um pouco nesses momentos e simplesmente não rola. Faço ideia pessoas que moram em locais onde a internet banda larga não é lá grandes coisas, isso quando tem banda larga.

O caçador de Coisaruins indo atrás do carcará sanguinolento

O enredo do jogo eu curti bastante, meu ponto negativo foi só por alterarem o protagonista do primeiro jogo, e nem citarem o do segundo. Pra Diablo 3, a Blizzard inventou que o herói do primeiro jogo foi Aidan, filho mais velho do rei Leoric. Achei isso desnecessário de um tanto, gostava do fato de o herói ser uma pessoa desconhecida, e não um “predestinado” ou coisa do tipo. Aliás, isso é uma das coisas que também não gostei, você se sente o tempo inteiro como alguém que foi predestinado a destruir os senhores do inferno. O mundo tá acabando? Relaxa, nosso herói tá vindo aí e ele vai atropelar esse bostinha desse Diablo. Mas isso tudo que eu citei não poe Diablo 3 nem perto de ser ruim, o jogo é foda ao quadrado!

O fiasco da E3

Isso é o que merece a E3 como um todo

Essa bosta nem merecia muito espaço por aqui, mas como ficamos devendo comentários durante o evento, não podia deixar passar. Muito se esperava da exposição, pois tinha a possibilidade de anunciarem os novos consoles de Sony e Microsoft, e termos mais detalhes do Wii-U, da Nintendo. Não aconteceu nada disso, e pior, a convenção já perderia força sem o anúncio de novos consoles, mas todas as empresas pareciam se forçar a avacalhar com o evento de vez. Não anunciar os novos consoles ou detalhes é uma coisa, mas não anunciarem jogos é ainda mais grave.

Microsoft se prendeu a apresentar todas as milhares de novidades em aplicativos para o Xbox, alguns títulos novos de Kinect, e MAIS UM Gears… Porra, Deus sabe como adoro Gears of War, mas já passou do ridículo a Microsoft SÓ ter como maiores títulos todo ano revezando um novo Halo e um novo Gears. Nada de franquias novas ou outras paradas a um bom tempo, nem mesmo uma investida em outros exclusivos de 3rd parties. Ah sim, tem mais um Forza também.

Teve quem disse que a Sony destruiu porque anunciou vários jogos, eu tô até agora sem saber quais são os vários. Beyond foi uma ótima novidade, mas God of War já foi anunciado muito antes da E3, e The Last of Us também, e acreditem, são jogos que provavelmente serão must have, mas mesmo ela também pecou na falta de mais títulos. Muito embora a Sony apoie muito projetos alternativos de estúdios menores, vide Journey, ou games como Little Big Planet. Já que o console de mesa não foi tão explorado como todos esperavam que fosse, e o seu novo portátil meio que teve poucos títulos realmente novos no lançamento, era de se esperar que ela fosse se dedicar a ele né? Pois é… não foi o que aconteceu, o coitado do Vita ficou de lado no evento, e salvo algumas poucas coisas, como Gravity Rush, não tinha muito o que apresentar não. Aí ouvi de 2 pessoas, “ah mas o 3DS também foi fraco de lançamentos no início”. Gente, a E3 anuncia os jogos que vão sair até o meio do ano que vem, ou projetos que vão demorar mais, mas que estão em desenvolvimento, o Vita foi lançado em Fevereiro, era de se esperar que final do ano, ou início do ano que vem ele tivesse uma pequena enxurrada de jogos novos, e não esse mês, ou mês que vem.

Aí vem a Nintendo com seu console que já foi anunciado ano passado e que todo esperavam mais detalhes pra esse ano… Só esperavam mesmo, porque apesar de a empresa apresentar alguns dos jogos (muitos ports de jogos que já existem) que vão sair junto com o aparelho, não houve sequer detalhes sobre ficha técnica, preço, desempenho… Nada disso. Ao menos o que aliviou UM POUQUINHO a Nintendo foram os bons títulos anunciados para o 3DS (Castlevania!!!!!), o que fez com que a empresa dividisse a conferência em 2 dias, para dedicar mais tempo aos jogos do portátil.

E o ponto negativo maior da Nintendo: Semana passada como vocês viram no post anterior, e provavelmente em tudo que é site de jogo, ela apresentou o 3DS XL, que era muito aguardado na E3. Com 2 dias de conferência e pouca coisa sobre o Wii-U, por que diabos esperaram um evento aleatório numa data sem expressão pra fazer um anúncio que teria um ótimo impacto em um evento decadente? Porr@ Nintendo!

Jogos apresentados ou anuciados na E3 pra prestar atenção:

  • God of War Ascencion (PS3)
  • The Last of Us (Ps3)
  • Star Wars 1313 (PS360)
  • Castlevania: The Lords of Shadow 2 (PS360)
  • Castlevania: TLoS – Mirror of Fate (3DS)
  • Gravity Rush – já até saiu (Ps Vita)
  • Forza Horizon (X360)
  • Gears of War: Judgement (X360)
  • Watch Dogs (PC PS360)
  • Injustice: Gods Among Us (PS360 Wii-U)
  • P-100 (Wii-U)
  • Halo 4 (X360)
  • New Super Mario Bros 2 (3DS)
  • Zomb-U (Wii-U)
  • Assassins Creed: Liberation (Vita)
  • PS All-Stars Battle Royale (Vita/PS3)
  • Sim City (PC)
  • Kingdom Hearts: Dream Drop Distance (3DS)

Outra pequena novidade Pós E3

Dêem uma olhada no vídeo abaixo, é uma apresentação do Summer of Arcade do X360. Me digam, por que, na falta de títulos a anunciar para o console que não seja Gears ou Halo, a Microsoft não anunciou essa porr@ na E3 também? Esse mundo dos games tá perdido…

Esperem por posts mais frequentes agora pessoal, e convoquem o gordo @rromb@do do Player 2 também.


The Walking Dead é do baralho!

Se você já viu os posts anteriores em que comentei de Walking Dead, perceberá que mudei minha opinião assim que vi como seria o gênero do jogo. O Player 2 chegou a pensar em um review para o jogo, mas não conseguiu chegar em um em que não spoilasse horrores do que acontece, o que não nos impede de ao menos opinarmos sobre ele. Ele terminou o jogo na semana passada, eu joguei ontem.

Embora curto, o jogo te coloca fácil no clima da hq e da série. Dividido em 5 capítulos (nos quais os outros serão distribuidos 1 por mês), o capítulo 1 te apresenta Lee Everett, um professor condenado a prisão por ter matado a mulher e o amante dela, um senador. Lee está sendo levado por um carro da polícia para fora de Atlanta quando começam a acontecer coisas estranhas na cidade. Daí pra frente prefiro não ter que comentar mais nada pra não estragar a sua surpresa ao jogar.

Lee Everett é o protagonista do jogo, um detento sendo levado para a penitenciária que tem seu destino mudado no início do apocalipse zumbi

O game não é difícil, por desatenção apenas eu morri uma vez, mas duvido quem consiga a façanha de morrer nesse game. Isso não quer dizer que você não fique um pouco tenso esperando a hora de agir ou qual botão apertar no meio da bagunça.

Como falei nos posts anteriores, as consequências dos seus atos continuam com você ao longo do jogo, se você diz que é vascaino, os flamenguistas te zuarão pelo vice, se disser que é corinthiano farão referências a Libertadores nunca conquistada. Claro que essas opções são brincadeira, mas é só pra dar a noção de que você sofre mesmo as consequências dos seus atos, inclusive terão momentos em que as suas escolhas serão fatais, te colocando bem no drama que muitas vezes os personagens do romance vivem, como salvar pessoa x ou y.

Como na HQ e na série, a presença de personagens infantis e constante

O jogo é curto, mas também não é caro, cada capítulo está em torno de 5 dólares, não vai matar o seu bolso. O que vai te matar é esperar mais 1 mês pra jogar a continuação, que é a mesma ansiedade que você passa, se acompanha as hq’s ou a série.

“Mim beija gato!”

Deixo em aberto pro Player 2 comentar por aqui se ele quiser complementar algo que não contemplei.


Pseudo cult é o seu anel aromático. Journey é lindo, mas não é pra qualquer um

O mercado andava esperando com uma certa ansiedade o próximo título da ThatGameCompany para a PSN no PS3, afinal eles já tinham causado certo impacto com suas investidas anteriores em Flow e Flower. Tenho que dizer que a espera foi compensativa. Journey é lindo, espetacular, introspectivo e maravilhante.  Mas uma coisa é verdade sobre o game, ele não é pra qualquer um.Longe de ser um game tradicional, considerei o título muito mais uma experiência interativa do que um game propriamente dito, e nem todo mundo é adepto ou tem/está com a sensibilidade no clima para passar por essa experiência e gostar. Interprete isso como aquele filme “cult” que divide opiniões, no qual quem não gosta sempre tem a tendência de generalizar como pseudo cults  os que gostaram, e o inverso diz que o outro lado é ignorante e insensível por não ter entendido a ideia. Quer um filme divisor de águas como exemplo perfeito disso? Dogville, de Lars Von Trier

Não há quem assista Dogville e passe ileso, gostando ou não

O jogo começa com seu personagem no deserto (duuh) preso na areia, você não percebe que já está jogando até aparecer uma instrução muito sutil na tela te indicando para chacoalhar o controle. A partir daí, se vira meu camarada. O jogo te indica aonde ir tanto quanto a mente de Jason Bourne no início do primeiro filme da trilogia. O máximo que você vai ter pra te indicar comandos são outras 2 ilustrações mais a frente sobre o que os botões X e Bola fazem.

Você se sente micro tamanha a amplitude do horizonte

Ao longo do jogo você vai encontrando outro “beduinos” andando pelos cenários, não se assuste, ele não é um npc ou inimigo. Muito pelo contrário, ele é um outro jogador no qual o game escolheu para aparecer na sua tela. Se possível, tente explorar o game com ele, pois tem troféus por explorar com alguém pelo jogo todo, ou a maior parte.Pedaços de panos vermelhos voando serão encontrados nos cenários, e são eles os únicos items que você interage no jogo para fazer pequenos vôos pelo deserto. Outros objetos a encontrar pelo jogo são items de luz, que não identifiquei para que servem, e uns objetos pelo chão que lembram muito lápides, no qual você faz brilhar e ativa murais que demonstram imagens muito semelhantes a hieroglifos que “contam” um pouquinho da história.

Esqueça a competitividade, o outro jogador não está aí pra concorrer, mas pra compartilhar a exploração com você

O próximo parágrafo tem um pequeno spoiler que acho que talvez seja melhor você não ler, pra dar prioridade ao esquema “experiência” que o jogo tem que te proporcionar. Leia por conta e risco, mas por segurança colocarei o texto em branco, pra te dificultar de passar um olho sem querer:

Quem disse que Journey não tem inimigos? Não é nenhuma experiência como “ooooooh, como esse jogo é cheio de monstros desafiadores”, mas em 2 trechos do jogo você vai encontrar algo que parece uma enguia voadora gigante com luzes na cabeça. Eu tomei um grande susto quando descobri que eles existem, estava eu andando tranquilamente serelepe com o conceito de “tá tranks, não tem perigos nesse jogo”. Esse foi meu erro, do meu lado levanto um bicho desses com luz na cabeça gritando. Seja identificado pela luz e ele te desce um sarrafo, no qual você vai perceber pela primeira vez, já lá pelo terceiro ou quarto trecho do jogo, que seu cachecol serve como um medidor de energia. Não se preocupe muito com isso, são poucos os trechos que você vai correr o risco de perdê-lo, mas não relaxe totalmente, eu não vi o que acontece quando morre (fiquei por um tris porque meu cachecol já era pequeno), mas detestaria ter que voltar ao início do jogo sem terminá-lo a primeira vez.

A propósito, talvez seja o único ponto fraco que achei no jogo. Apesar de todo o esforço e demonstração de ser uma longa e árdua jornada dentro do jogo, de fora ele é uma experiência curta. Devo ter levado NO MÁXIMO 2 horas pra terminar, e olha que acho que tô até aumentando muito o tempo de gameplay que tive. Isso foi ruim, mas a experiência foi fantástica.

Conclusão:

Journey é um daqueles games do PS3 que te fazem pensar porque a Microsoft não investe também em estúdios com projetos menores mais de experiência do que de tradição. Fiquei feliz explorando, muitos dos momentos que tive no jogo me fizeram lembrar diretamente das sessões exaustivas de exploração do mapa por puro exercício e prazer, que eu fazia em Shadow of The Colossus. Com certeza ele não agradará a muita gente, e acho até que por isso ele tinha que lançar uma demo, porque eu curti muito, mas achei 15 dólares um valor meio alto pra ele e pra uma investida ambiciosa.


Primeiras impressões do Vita

Um amigo comprou o Vita por esses dias, como eu comprei o Journey (postarei sobre ele assim que encostar os dedos com calma), ele veio aqui hoje testar, e de quebra trouxe o Vita para que eu pudesse descobrir um pouquinho do que o aparelho é capaz e…

Essa porra é bonita e bacana!

…Rapaz, vou te dizer, gostei bastante do que encontrei. Muito mesmo. Testei primeiramente as funcionalidades secundárias dele, a tela de toque com menus dos programas, os programas. Ele tem o tal do sistema Near, um app que identifica outros Vitas a até aproximadamente 15 kilômetros de distância. Você não consegue jogar com o cara a essa distância via Wi-Fi, óbvio, mas você pode encontrar outros jogadores próximos com quem marcar para jogar via internet mesmo, e isso é bacana. Sempre foi uma das coisas que mais me fez falta nessas interatividades online de identificar outros jogadores nas proximidades, e aumentando a distância a até essa lonjura toda, as chances são mais altas, só por resultado, o aparelho é novo, mas encontrei 20 pessoas com o Vita próximo daqui de casa.

A tela touch da frente do aparelho é bem sensível, não deixa a dever nada a qualquer iCoisa ou Galaxy da vida. A interatividade que usamos nos outros aparelhos, como dedos que se afastam ou aproximam para o zoom nas visualizações, são bem suaves, enfim, nada diferente do que você já encontra nos aparelhos de touch de hoje em dia. Infelizmente não peguei em nada que pudesse testar o toque de trás, nem as câmeras. Netflix roda nele muito bonito, aliás, eu fiquei de cara, sempre achei o PSP muito grande pra um portátil, mas o Vita é ainda maior. Ele não é tão gordo como o PSP é, nem mesmo o Slim, mas em compensação ele é mais alto e mais largo. Com isso, a tela para assistir filmes do Netflix fica bem melhor.

Os controles analógicos são uma maravilha, mas por serem mais pra fora, tenho a impressão de serem mais frágeis. Muita gente reclamava do analógico do PSP, entretanto mal ou bem, o fato de ele ser rasinho o tornava mais resistente a imprensamento (leia-se colocar ele as pressas em um bolso ou mochila, amontoado com outras coisas que só depois você vai reparar que ele tá espremido). De resto, os outros botões são muito tranquilos, embora achei um pouquinho esquisito o direcional, talvez porque não esteja acostumado com ele.

Vamos aos jogos, consegui testar nele o novo Rayman, que devo dizer, ele tá bonito em qualquer tela de PS3, X360 e até mesmo de Wii, mas no Vita, por ser uma tela mais compacta, tudo pareceu mais vivo. Fora o Rayman, eu encostei também na demo de Uncharted: Abyss. Fiquei de cara com o quanto ele tá bonito, claro que em alguns momentos você identifica que não é um ps3, mas pra um portátil, ele chega bem perto, milhares de efeitos de luz e sombras, brilhos e texturas bem detalhadas. Pra se ter uma ideia, meu irmão chegou a viajar dizendo que não achou ele tão bonito, que parece um PSP. Para termos de comparação, o dono do Vita tem também o Dissidia salvo no aparelho, um dos jogos que melhor utiliza o desempenho gráfico do PSP, eu mostrei pra ele a qualidade visual do jogo e ele mudou de ideia na hora.

Resumindo: foi muito pouco pra passar toda a euforia de “yeah to pegando um aparelho novo”, mas acho difícil eu não comprar um futuramente, no exterior, claro, já que aqui no Brasil o Vita beira o absurdo de tão caro.


Eu tô vivo e tô muito bem ( Impressões de I’m Alive)

Semana passada finalmente chegou o dia do lançamento do tão falado I’m Alive, da Ubisoft. Testei apenas a versão de avaliação. Longe de ser um título campeão de vendas, o jogo desenvolvido pela Ubisoft Shangai não chega perto de títulos de nome como Assassin’s Creed ou Call of Duty, mas também não faz feio. É um dos títulos arcade mais bonitos que já testei.

I’m Alive conta a história de um homem que, 1 ano após “O Evento” (assim chamado o caos que gerou terremotos, tempestades de areia, escassez de água e o escambal), consegue chegar de volta a cidade fictícia de Haventon, e procura por sua esposa e filha.

A jogabilidade não diferencia muito do que já jogamos em títulos de ação. Umas boas sequências de escaladas e equilibrismos ao maior estilo Prince of Persia ou Assassin’s Creed, ou mesmo Shadow of  The Colossus, tendo como dificuldade uma barra de resistência que vai se desgastando conforme você vai escalando e se equilibrando. Não dê folga para o protagonista e você cai de lá de cima. Esgotando a sua barra, você tem ainda um tempo de esforço extra, no qual você vai apertando RT (ou R2) para completar o trecho de equilibrismo, gastando seu nível de resistência final. Com um gole de água, ou um pouco de comida você recupera o nível máximo perdido.

Pra um jogo live arcade/PSN, I'm Alive é muito bonito, entretanto peca na falta de alguns detalhes, como o seu próprio reflexo ao andar sobre poças de água

Nos trechos de interação com as pessoas é sempre uma incógnita. Alguns indivíduos só querem que você não se aproxime, outros vão te atacar, e alguns só precisam de uma ajuda ou não. Com os que te atacam é bom prestar atenção, se o cara vem apenas com um facão, aponte sua arma pra ele ainda que esteja descarregada. Com o botão X (quadrado no PS3), você manda o cara se afastar, estando ele perto de um buraco ou penhasco, chegue perto e aperte X de novo e você senta a bica mandando o cara pra casa do c@r@lho ao melhor estilo “This is Sparta”. Agora se o caboco estiver armado com uma pistola também e você tiver sem balas, pode correr meu filho porque o bicho vai pegar.

Blasphemy? Madness? This is SPARTA!!!!

Minha opinião:

Eu estava esperando esse jogo com uma certa ansiedade, o tema de sobrevivência pós apocalíptica é um que sempre me agradou em filmes, não seria diferente em outras mídias como os games. Sendo apenas um jogo de sobrevivência, é o suficiente pra causar meu interesse, mas não o suficiente pra garantir um bom jogo, no qual eu não acho que seja inteiramente o caso de I’m Alive. É verdade que joguei apenas uma pequena demo, não dando pra aprofundar muito no gosto pelo enredo e pelo resto do jogo, nem testar dificuldades, etc. Entretanto eu acho que talvez a falta de um projeto com mais recursos, e talvez uma equipe mais de ponta, foram primordiais pra queimar uma ótima ideia em um jogo que acabou sendo de médio pra bom. No fim eu acho que vale os 15 dólares (ou 1200 MS Points) como um jogo arcade de baixo orçamento e que diverte, mas se fosse um jogo de mídia, com ares de superprodução, jamais pagaria nele por esse produto final que foi apresentado. De qualquer forma, continuo esperando um PUTA título de sobrevivência para o futuro, porque não foi com I’m Alive que consegui isso.


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