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Fica ligado nesse joguinho: Starbound

StarboundUmas 3 semanas atrás um amigo me mostrou um jogo no trabalho que ele tinha comprado em pré-venda e que está em beta aberto na Steam aos compradores. Segundo a definição dele, era um Minecraft com experiência em 2D e elementos de exploração ao estilo Metroid.
Fiquei meio com o nariz torcido porque faço parte de uma (acho que deve ser) minoria que não entenderam qual foi a graça que viram em Minecraft. Mas testei o jogo mesmo assim, afinal, tava na minha mão e precisava testar antes de dizer se gostei ou não, né.
Bendita hora que inventei de testar, o que encontrei foi um game que não perde tempo te explicando o que e como se virar, nem objetivo maior. Que te coloca pra explorar planetas gigantescos e na maioria das vezes desolados, encontrando apenas a fauna e flora local, que podem ser amistosos ou não. Que te poe pra desenvolver sua tecnologia e aumentar a sua base da forma que quiser, desde que consiga os recursos necessários para isso. Isso tudo entre outras coisas bacanas também.

Logo no início você escolhe entre 6 raças e o gênero delas, além de outros pormenores. Repare que na raça Glitch, de constructos, o gênero é simbolizado por uma tomada ou um plug.

Logo no início você escolhe entre 6 raças e o gênero delas, além de outros pormenores. Repare que na raça Glitch, de constructos, o gênero é simbolizado por uma tomada ou um plug, lol.

Me senti realmente jogando Metroid. Não que seja igual na jogabilidade, até porque joystick não é permitido ainda, e me é estranho demais jogar um game 2D com mouse e teclado pra mirar. Mas a ambientação de estar sozinho com seus pensamentos em um planeta aparentemente hostil, procurando recursos pra conseguir combustível pra sua nave, ou chamar ajuda, foi o que mais me cativou.

Sim, o nome do meu personagem é Metroid, e daí? Ele tem 3 olhos e é verde, oras!

Sim, o nome do meu personagem é Metroid, e daí? Ele tem 3 olhos e é verde, oras!

O game tem um sistema de mapa estelar, e conforme você consegue carvão pra usar de combustível na sua nave, você vai do ponto de sair do planeta onde começou e visitar a lua dele, até explorar planetas em outros sistemas mais distantes.
Aliás, são vários os planetas do game e cada um com características únicas. Meu game começou em um planeta repleto de floresta, o de um amigo era vulcânico. As consequências disso é que eu tinha facilidade em conseguir madeira, mas dificuldade em minérios, esse amigo tinha uma situação inversa, e precisava plantar sementes pra conseguir árvores e coletar madeira.
O planeta é aparentemente desolado, o que quer dizer que provavelmente tenha habitantes, explorando você descobre. Na partida que testei na conta de um amigo, o planeta que comecei tinha uma prisão abandonada onde os presos tomaram conta. Não preciso nem dizer que quando abri a porta choveu de maníaco querendo meu fígado né? Na minha conta, depois de comprar o jogo, após sair do planeta que iniciei e explorar a lua próxima a ele, depois de cavar por kilômetros eu achei uma espécie de mausoléu subterrâneo, nele havia um sapo gigante comerciante. Esse amigo meu que me apresentou o game, disse que chegou a um planeta que tem uma cidade dos apex, a raça de macaco do jogo, e por aí vai.
Uma coisa que me desanimou um pouco (quase nada)  foi a falta de um objetivo comum depois de determinado ponto. Claro que o game ainda tá em beta, e que ele tem milhares de elementos pra te prender a ele mesmo sem um objetivo específico, mas penso que seria interessante encontrar alguns NPC’s espalhados no jogo que precisassem que você levasse uma estatueta encontrada em uma torre, ou uma chave a muito perdida em uma catacumba, e por aí vai.
Aliás, em matéria de itens, Starbound também tem um sistema de equipamentos (armaduras ou armas) que você pega ou constroi. Lembra da prisão que citei? Uma das prisioneiras tinha uma pistola, que com muito gosto peguei depois de acabar com a fuça dela. No meu outro jogo, consegui uma lança que solta raio laser que estava em um baú. Depois de construir uma mesa de construção e uma bigorna eu tive acesso a algumas espadas, arcos e partes de armadura. Sim, o jogo é futurista e tem armas medievais, tudo porque você tem que se virar com o que tem, logo, sua tecnologia precisa ser desenvolvida aos poucos até ter acesso a raios laser e coisas do tipo.

Através da mesa de construção (crafting table), você tem opções pra mais equipamentos ou outros aparelhos de construção, como a bigorna, para criação de espadas, armaduras ou picaretas

Através da mesa de construção (crafting table), você tem opções pra mais equipamentos ou outros aparelhos de construção, como a bigorna, para criação de espadas, armaduras ou picaretas

Mas como se não bastasse o prazer de explorar  sozinho, o game tem ainda um modo multiplayer, no qual acho que precisam desenvolver melhor no futuro. Pelo multiplayer do jogo você precisa digitar nome ou ip do servidor, login e senha, já que é liberado pra vários servidores dos próprios jogadores, além dos oficiais do game. Penso que seria mais prático apenas escolher qual servidor quer, ver o número de jogadores que lá estão e escolher, ou então colocar em uma opção extra de digitar o seu próprio servidor.
Não consegui jogar online, da única vez que testei, entrei em um planeta onde tinha muita gente e ficou travando até cair, mas a princípio, acho que a experiência do multiplayer do game é mais agradável se você procurar gente que comece a explorar no mesmo nível que você, pra conhecer o jogo e conseguirem os recursos através da exploração. No pouco que fiquei na sala, tinha uma galera mais avançada já distribuindo itens e recursos geral pra rapaziada pé rapada do jogo, e sinceramente nunca entendi a graça de continuar jogando de quem recebe tudo isso de mão beijada assim.

Casa beeeeem no início sem muitas coisas ainda, e uma máquina de refri, conseguida na prisão, porque ninguem é de ferro né.

Casa beeeeem no início sem muitas coisas ainda, e uma máquina de refri, retirada da prisão, porque ninguem é de ferro né.

O jogo custa 15 dólares e ainda não tem data pra sair a versão final, mas o beta é aberto a todos que comprarem, então já dá pra curtir. Deixa de ser murrinha e vai curtir a parada.

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The Humble Bundle: Promoção de jogos e ajuda a desenvolvedores e caridade

Já jogou Bastion? E Limbo, Psychonauts, Sword & Sworcery e Amnesia? Excelentes jogos do cenário “indie” (se fosse nos anos 90 chamariam de alternativo), que obtiveram um certo sucesso na opinião do público e crítica. Pois bem, o projeto The Humble Bundle volta para mais uma jornada de pacote de games promocionais, é a quinta versão. Aí você se pergunta “que porr@ é essa de Rambo Bando?”, o qual eu te explico: A proposta é ajudar a divulgar os trabalhos dos pequenos estúdios que produziram esses jogos, também angariando fundos para caridade. Achei uma ideia fantástica e que deve ser incentivada. Eu mesmo já tinha Bastion e Limbo no X360 e mais o Sword & Sworcery para iOS, mas peguei mesmo assim pelos outros jogos, e principalmente o preço.

Limbo é meu favorito nesse bundle, um game de puzzle bizarro, intimista e estiloso

Essa era a parte que cê tava esperando né, o preço. É também a parte de destaque da parada. Você paga o que quiser no Bundle, sério mesmo, se quiser 1 dólar, que seja, se quiser 1000 dólares, também. O único diferencial é que o Bastion você só leva se pagar ao menos a média do valor total, que eu peguei por 6,12 dólares, e já está em 7,37, mas todos os outros jogos estão liberados. Você customiza inclusive o quanto quer pagar desse valor entre desenvolvedores, doação e organizadores do Humble Bundle.

Psychonauts é uma das “novidades” que nunca joguei, o game é da era PS2 e foi muito bem recebido pelos críticos do mercado, que torcem por uma continuação.

O “evento” dura por mais 14 dias e os jogos são todos para Pc, Mac ou Linux, e de quebra você ainda ganha a trilha sonora deles.

Apoie aí, o valor não é alto e esses estúdios participantes são todos de equipes talentosas e que tem muito a produzir no mercado ainda.

Bastion, o jogo brinde pra quem pagar o valor da média, tem visão isométrica e apresenta um personagem que está no mundo após um evento cataclísmico que acabou com o mundo e fez tudo flutuar, o cenário vai se forando a sua frente ao longo do game.

The Humble Bundle

Um plus sobre Superbrothers: Sword & Sworcery EP

Vi uma ilustração esses dias sobre personagens de jogos independentes, entre eles, tinha uma certa guerreira entre o Beduíno, de Journey, e o Creeper, de Minecraft, no qual um amigo identificou como sendo a protagonista de S&S EP. Curiosamente fui ver uns videos de gameplay e curti muito. Ontem acabei comprando o jogo na appstore e o resultado foi eu ir dormir por volta das 2 da matina. O jogo é bem estiloso, todo com visualização pixelada, onde você acompanha a saga da guerreira Scythiana se aventurando por terras perigosas. A jogabilidade é toda no estilo point & click (ou point & touch, no caso de iPhone/Pad/Pod), onde o jogo sofre muita influência da trilha sonora e o ritmo musical ditando como seguir certos trechos do jogo. Nas sequências de combate, ao menos na plataforma iOS, você precisa levantar para a posição vertical o aparelho, onde o personagem saca a espada e o escudo, e aí você precisa apertar no tempo certo qual dos 2 botões virtuais pra decidir se ataca ou defende. Estilo é pouco para o game, curto muito propostas simples, de visual chamativo e estiloso. Ao longo dos capítulos você tem um arquétipo como um psiquiatra acompanhando sua aventura e comentando um pouco sobre ela. Interessou em jogar pelo iOS? O game está (ou pelo menos estava quando comprei) por 2 dólares, eu digo que vale muito a pena.


“Eu sou indie Mario, sai fora”

Dorkly e seus vídeos fantásticos, é bem a pose do estereótipo indie, ahahaha.


Oniken, jogo brasileiro retrô

O mercado nacional de independentes parece estar fluindo razoavelmente bem nos últimos anos. Depois de Out There Somewhere, já divulgado aqui antes, já está em fase final de produção o game Oniken, projeto de Danilo Dias e Rodrigo Paiva.

Oniken vai fundo na releitura da geração 8bits com um jogo sidescroll que lembra muito Ninja Gaiden, Power Blade, Shatterhand e Shadow of The Ninja. Em um futuro não muito distante, uma organização é responsável por uma devastação em massa, e os poucos humanos que restaram, são dominados por ela. Somente um homem se põe a frente pra enfrentar a situação, Zaku. A premissa tá bem parecida com alguns desses jogos citados hein?

Zaku, o protagonista em sua luta pelo fim da opressão

A dificuldade parece estar sendo um dos carros chefes do jogo, sendo o principal fator que aproxima Oniken dos games que serviram de influência. Prevejo crianças (grandes e pequenas) chorando muito porque não conseguem passar de determinada fase. Quem quiser jogar com o controle, não tem problema algum, ele tem suporte, e se você tiver problemas com o seu, ou de qualquer outro tipo de pepino, entre em contato com eles, que provavelmente corrigirão.

Já viu fase parecida antes? Eu já, e várias vezes

Oniken está previsto para essa primavera, como o jogo e todo o site deles estão em inglês, não sei se pra primavera americana (nosso outono, que já estamos), ou a nossa. De qualquer forma, já tem uma demo beta do jogo disponível com 3 fases para teste, podendo ser baixada aqui.

Mais informações, leia no site deles.


Jogo de mundo aberto em 8bits marcado para Maio

Brian Provinciano começou, a quase uma década atrás, a produzir um clone 8bits de GTA. O desenvolvimento do jogo se tornou tão cheio de novas ideias que ele resolveu esquecer a parte de “clone” para desenvolver algo próprio, o resultado é Retro City Rampage. O jogo pega referências em vários títulos clássicos da era NES, com missões de tudo que é estilo. Para o  pessoal que acompanha a produção de longa data, falta muito pouco para poder apreciar o produto final.

Provinciano determinou que o jogo sai em Maio para PC, Wiiware e Xbox Live Arcade. Ainda estão nos planos o lançamento para Playstation 3 e PS Vita. Quem comprar antecipadamente a versão para PC tem um descontinho e sai por 15 dólares, além de ganhar a trilha sonora do jogo e mais cartucho, adesivos e caixa fazendo referência aos modelos do antigo NES. Uma peça de colecionador bem fodona e ficará ótimo na prateleira.

Quer saber mais informações do jogo? Dá uma olhada no site.


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