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Rapidinhas do período tenso

Pois bem, um apanhado geral do que andei jogando nessa última semana:

NBA Jam On Fire Edition

Os cabeções estão de volta e muito bem renovados, divertido pacas.

Tudo pra ser um dos melhores jogos estilo arcade lançados pra Live/PSN no ano passado. Divertido como o clássico, lembrei das boas tardes que tive jogando com os amigos da rua e do colégio. Só faltou mesmo juntar todo mundo pra uma peleja, dessa vez, sem a necessidade de um multi tap para jogar em quatro.

Dungeon Hunter 3

Transformado em um caça níqueis filha da mãe, Dungeon Hunter 3 não tem metade da diversão de seus predecessores

Tive acesso esses dias a um iPad e pude ver a diferença que é jogar com uma telona gigante daquela. Que coisa bacana. Já a série Dungeon Hunter em si, pra mim, perdeu muito. O 1 e o 2 tinham jogabilidade semelhante a Diablo e outros títulos do gênero, um tanto bacana, mas o terceiro resolveu dar uma de espertinho. Se por um lado ele é grátis (o 1 e o 2 custam 6 dólares, cada), por outro, o jogo praticamente te obriga a gastar dinheiro pra comprar equipamentos, armas e o escambal. Isso por si só já é ruim, mas o pior é que agora o jogo é um modo horda, no qual você está em um cenário fechado e pilhas e mais pilhas de inimigos vem ao seu encontro, fator exploração não existe mais. Achei isso uma bosta e muito chato.

Star Wars: The Old Republic

Dá frio só de olhar essas imagens gélidas de Hoth

Curti muito o cenário vasto e desolado de Hoth (aquele planeta gelado do início de “O Império Contra Ataca), até uma trilha “perdido no gelo” eles colocaram pra tocar por lá. Já até finalizei, entretanto eu tô ralando que nem um porco pra terminar a  segunda parte de Quesh. Um NPC de classe elite tá me dando mais trabalho por lá do que bosses anteriores, vou ter que ir a outro planeta ganhar mais nível porque o jogo na reta final tá foda!

Journey

A jornada continua firme e forte

Segunda rodada e continuo achando espetacular a experiência da jornada. Dessa vez descobri que depois de terminado, ele parece abrir uns warps. Fui todo inocente explorar melhor o mapa do primeiro cenário, entrei em uma estrutura com um brilho no chão, quando pisei no brilho, fui teleportado para a última fase, tomei um susto.

Tactics Ogre: Let Us Cling Together

Um tactics é bom na hora do almoço pra fazer a digestão

Meu jogo de cabeceira para o pouco tempo livre das horas de almoço no trabalho. Não ando com um espírito muito tactics nos últimos anos, mas por algum motivo nem consegui parar de jogar ele ainda. O jogo é um remake do original para Super Nintendo, com visual renovado e trilha sonora reformulada. A equipe do jogo produziu posteriormente o Final Fantasy Tactics na época, e se você jogou ele, vai perceber fácil que ambos tem várias semelhanças no sistema de batalha, é fácil de se aclimatar se você tiver jogado muito bem um, e não conhece o outro.

É isso aí gente, espero normalizar meu tempo nesses dias pra não deixar um hiato tão grande entre posts.

Abraço cambada de féla duma pixel


Presença 10

É a jornada marcando presença em 8 bits


Pseudo cult é o seu anel aromático. Journey é lindo, mas não é pra qualquer um

O mercado andava esperando com uma certa ansiedade o próximo título da ThatGameCompany para a PSN no PS3, afinal eles já tinham causado certo impacto com suas investidas anteriores em Flow e Flower. Tenho que dizer que a espera foi compensativa. Journey é lindo, espetacular, introspectivo e maravilhante.  Mas uma coisa é verdade sobre o game, ele não é pra qualquer um.Longe de ser um game tradicional, considerei o título muito mais uma experiência interativa do que um game propriamente dito, e nem todo mundo é adepto ou tem/está com a sensibilidade no clima para passar por essa experiência e gostar. Interprete isso como aquele filme “cult” que divide opiniões, no qual quem não gosta sempre tem a tendência de generalizar como pseudo cults  os que gostaram, e o inverso diz que o outro lado é ignorante e insensível por não ter entendido a ideia. Quer um filme divisor de águas como exemplo perfeito disso? Dogville, de Lars Von Trier

Não há quem assista Dogville e passe ileso, gostando ou não

O jogo começa com seu personagem no deserto (duuh) preso na areia, você não percebe que já está jogando até aparecer uma instrução muito sutil na tela te indicando para chacoalhar o controle. A partir daí, se vira meu camarada. O jogo te indica aonde ir tanto quanto a mente de Jason Bourne no início do primeiro filme da trilogia. O máximo que você vai ter pra te indicar comandos são outras 2 ilustrações mais a frente sobre o que os botões X e Bola fazem.

Você se sente micro tamanha a amplitude do horizonte

Ao longo do jogo você vai encontrando outro “beduinos” andando pelos cenários, não se assuste, ele não é um npc ou inimigo. Muito pelo contrário, ele é um outro jogador no qual o game escolheu para aparecer na sua tela. Se possível, tente explorar o game com ele, pois tem troféus por explorar com alguém pelo jogo todo, ou a maior parte.Pedaços de panos vermelhos voando serão encontrados nos cenários, e são eles os únicos items que você interage no jogo para fazer pequenos vôos pelo deserto. Outros objetos a encontrar pelo jogo são items de luz, que não identifiquei para que servem, e uns objetos pelo chão que lembram muito lápides, no qual você faz brilhar e ativa murais que demonstram imagens muito semelhantes a hieroglifos que “contam” um pouquinho da história.

Esqueça a competitividade, o outro jogador não está aí pra concorrer, mas pra compartilhar a exploração com você

O próximo parágrafo tem um pequeno spoiler que acho que talvez seja melhor você não ler, pra dar prioridade ao esquema “experiência” que o jogo tem que te proporcionar. Leia por conta e risco, mas por segurança colocarei o texto em branco, pra te dificultar de passar um olho sem querer:

Quem disse que Journey não tem inimigos? Não é nenhuma experiência como “ooooooh, como esse jogo é cheio de monstros desafiadores”, mas em 2 trechos do jogo você vai encontrar algo que parece uma enguia voadora gigante com luzes na cabeça. Eu tomei um grande susto quando descobri que eles existem, estava eu andando tranquilamente serelepe com o conceito de “tá tranks, não tem perigos nesse jogo”. Esse foi meu erro, do meu lado levanto um bicho desses com luz na cabeça gritando. Seja identificado pela luz e ele te desce um sarrafo, no qual você vai perceber pela primeira vez, já lá pelo terceiro ou quarto trecho do jogo, que seu cachecol serve como um medidor de energia. Não se preocupe muito com isso, são poucos os trechos que você vai correr o risco de perdê-lo, mas não relaxe totalmente, eu não vi o que acontece quando morre (fiquei por um tris porque meu cachecol já era pequeno), mas detestaria ter que voltar ao início do jogo sem terminá-lo a primeira vez.

A propósito, talvez seja o único ponto fraco que achei no jogo. Apesar de todo o esforço e demonstração de ser uma longa e árdua jornada dentro do jogo, de fora ele é uma experiência curta. Devo ter levado NO MÁXIMO 2 horas pra terminar, e olha que acho que tô até aumentando muito o tempo de gameplay que tive. Isso foi ruim, mas a experiência foi fantástica.

Conclusão:

Journey é um daqueles games do PS3 que te fazem pensar porque a Microsoft não investe também em estúdios com projetos menores mais de experiência do que de tradição. Fiquei feliz explorando, muitos dos momentos que tive no jogo me fizeram lembrar diretamente das sessões exaustivas de exploração do mapa por puro exercício e prazer, que eu fazia em Shadow of The Colossus. Com certeza ele não agradará a muita gente, e acho até que por isso ele tinha que lançar uma demo, porque eu curti muito, mas achei 15 dólares um valor meio alto pra ele e pra uma investida ambiciosa.


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