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O que achamos de Castlevania: Lords of Shadow 2

Dracula biriteiro

Depois de 1 semana, terminei um dos jogos do fim da sétima geração de consoles que mais aguardava e…

… se tivesse escrito isso até ontem, o tom do humor seria diferente, mas deixa eu ir do princípio.

Castlevania: Lords of Shadow 2 é a continuação direta de Mirror of Fate (achou que eu ia falar do primeiro LoS, né?). Nesse jogo você finalmente tem o que esperava há um tempo: a possibilidade de jogar como Drácula.

No enredo: Drácula acorda na era atual sem lembrar PN de o que aconteceu desde o final de um combate fatal contra a Irmandade da Luz (aquele trecho da demo, e o início do jogo). Zobek, agora como um homem de negócios todo pimpão, aparece para ele e o informa que as forças de Satã estão preparando sua volta, e que ele não perderia a chance de fazer dos 2, escravos no inferno. Como moeda de troca, Zobek encontrou o chicote (Combat Cross) que Gabriel usou na primeira luta contra o tinhoso e que tinha sido estilhaçado por gabriel após a luta contra o Forgotten One no DLC Ressurrection do primeiro LoS. Com a Combat Cross, Drácula tem a chance de poder terminar com sua penitência eterna e finalmente morrer.

Agora dono da Coca-Cola (mentira), Zobek resolveu se fazer no mundo do capitalismo pra se preparar contra o tinhoso ou mesmo contra o Drácula

Agora dono da Coca-Cola e do Google (mentira), Zobek resolveu se fazer no mundo do capitalismo pra se preparar contra o tinhoso ou mesmo contra o Drácula

O game bebe da fonte do seu antecessor, combates no esquema de 2 botões de ataque, um para bater forte em 1 único inimigo, outro pra bater mais fraco nos inimigos ao redor. Esquema de ganhos de equipamento através do progresso do jogo, etc. O que mudou de mais importante nesse jogo é o fato de que agora ele se passa inteiro em um mapa, sem o esquema de fases, ou capítulos, do anterior, o que deu uma cara mais Darksiders, e também Symphony of The Night. Eu disse 1 mapa, mas na verdade são 2. O jogo se passa em 2 tempos, sendo o primeiro no presente e o segundo no passado, desvendando o que foi que aconteceu com você e recuperando seus poderes. Você transita pelos 2 mapas através de um portal que é encontrado em determinados locais do jogo.

Outra das novidades do game são os tão falados trechos de stealth. Você usa morcegos para distrair inimigos, ou procura cantos escuros pra se transformar em uma ninhada de ratos, ao maior estilo Gary Oldman, em Drácula de Bram Stoker, do diretor Francis Ford Coppola (o melhor filme de vampiros ever). Sim, é um modo bem simples, como vários sites tem comentado por aí, só não é tão ruim quanto estão dizendo. Os trechos são tão pequenos que servem apenas pra acrescentar no enredo, já que você está enfraquecido e não tem forças ainda pra encarar inimigos mais fortes. Servem também pra mudar um pouco o ritmo do jogo, se não foram um Metal Gear Solid, ao menos não foram ruins para estragar a jogabilidade.

Do diretor Francis Ford Copolla, Dracula de Bram Stoker é um vampiro da era pré purpurina de fada.

Do diretor Francis Ford Coppola, Dracula de Bram Stoker é um filme de vampiro da era pré purpurina de fada.

A parte sonora continua no ritmo de Lords of Shadow, se você gostou dessa trilha, provável que goste da trilha de LoS 2 também.

Um dos momentos mais épicos que vivenciei no jogo (pequeno Spoiler daqui pra frente, selecione o texto se quiser ler): Logo após acordar no presente e transitar perdido pelas ruas de Castlevania City, você entra em um beco e enfrenta um monstro. Como Drácula está fraco, ele é derrotado, mas salvo em cima da hora por um lacaio de Zobek. Drácula desmaia e quando acorda, está em um quarto fechado com uma família (pai, mãe e filha). Em sua sede de sangue, você mata desesperadamente o pai e bebe o sangue da mãe até secar na frente da filha deles. Esse foi o trecho em que o game te dá um soco na cara dizendo “você é o príncipe das trevas, baralho, seja mal”. Quase dei um grito acordando todos na casa nessa hora.

De uma forma geral, o game é tão bom quanto o primeiro LoS, só senti ele menos inspirado. Os combates e a exploração, bem como os duelos contra os chefes continuam bem legais, só que menos empolgantes, senti falta também de uma variedade maior de inimigos com formas de ataque diferentes (voadores por exemplo). E isso foi uma pena. Aliás, falta de inspiração parece que foi uma constante no jogo. Apesar de boa parte do game se passar no presente, senti uma falta absurda do personagem estranhar as inovações tecnológicas do presente. Nem um susto com “carruagens sem cavalo” ou “homenzinhos dentro de uma caixa”. Em determinado trecho, Drácula mesmo sugere ir atrás de um antídoto pra um problema que acontece no game, como se ele tivesse o conhecimento mínimo necessário de ciência contemporânea pra citar isso.

Drácula recém acordado dando um rolé por Castlevania City, faltou estranhar a tecnologia e as pessoas

Drácula recém acordado dando um rolé por Castlevania City, faltou estranhar a tecnologia e as pessoas

Tentei deixar de fora o máximo o meu mal humor recente pelo fim. Posso dizer que fiquei feliz até antes do final, porque esse estragou tudo… Se por um lado o final de LoS te deixava empolgado, revelando de uma vez (óbvio que todos esperávamos já), que Gabriel é o Drácula, e preparando um cenário para outro combate contra o cão, por outro, o final de LoS 2 te deixa com uma sensação de ter visto o fim de um episódio de um desenho dos anos 80. Isso me fez diminuir o 7.5 que eu estava dando pro jogo para 7. E na boa, se vier com p$%@ria de que o final mesmo ficou pra algum DLC, essa nota cai pra 6. Os DLC’s de LoS acrescentam, mas não deixam o final do game normal vazio, e não foi isso que aconteceu em LoS 2. Pior final que vi nessa geração junto com Rise of The Argonauts.

Rise of The Argonauts tem disparado o pior final de um jogo que vi nessa sétima geração de consoles

Rise of The Argonauts tem disparado o pior final de um jogo que vi nessa sétima geração de consoles

Essas foram as considerações de um fanboy de Castlevania desde a era NES, concorda? Discorda? Quer conversar sobre o game? Comente!

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Assassin’s Creed IV: O melhor da franquia (depois do II)

Assassinos explorando o mar aberto

Final do ano passado eu gastei até um pouquinho a mais do que pretendia nas promoções de jogos. Dentro dessa leva, 2 vieram pela ocasião de promo. Até o final de novembro não era todo dia que se via AC IV: Black Flag + Dragon’s Dogma: Dark Arisen por um preço em conta (mídia física e nos consoles, claro). O novo jogo da série ainda não estava nos meus planos, já que nem terminado o III eu havia. Não me importava de comprar ele quase saindo o V, ou IV-2, ou sei lá também, mas cara, não tive arrependimento nenhum na compra, ao contrário. Fiz uma pequena maratona pra terminar o III ainda antes de virar o ano e depois de começar a jogar o IV, percebi que entrei 2014 com o pé direito.
Que jogo FODA, é só o que tenho a dizer. O III foi muito criticado por um monte de coisas que deixou o jogo chato, eu particularmente curti bastante, mais até do que o brotherhood ou revelations, mas o IV é outra coisa. Claro que você ainda é um assassino com as mesmas movimentações e habilidades dos outros jogos da série, mas o IV expande ideias como a exploração dos navios, ou as caças a tesouros submarinas, sem falar no upgrade que as guerras marítimas sofreram.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

O público de Assassin’s Creed já mostrou ter mais apreço pelos personagens cafajestes ou canastrões, vulgo a popularidade do Ezio e agora do Edward sobre as personalidades sérias e obstinadas de Connor e Altair. Particularmente ainda gosto mais do Altair, e gosto bastante do Connor, mas entendo a popularidade de Ezio e Edward. O jogo se torna mais descontraído mesmo com uma temática relativamente séria.
Aliás em quesito temática, AC IV me remeteu diretamente ao que senti jogando o segundo, aquele feeling de “agora acertaram mesmo com o jogo”. Não sou muito fã do universo de piratas, mas o game tem um ritmo tão divertido que você não se incomodaria ainda que odiasse piratas. Talvez AC IV seja o menos desligado no que diz respeito a momento histórico. Não que as coisas ali não façam parte de um período histórico real, mas é que ele foi o menos pretencioso. A história original dava margem pra colocar muita coisa e criada para nem tantos momentos históricos assim de Havana ou Nassau, diferente da independência americana ou o conflito com os Borgia e a igreja católica na era da renascença. E talvez esse fator tenha sido o mais prático para a franquia. Acho um exagero um Assassin’s Creed por ano, a trama geral vai ficando batida e a jogabilidade repetitiva, mas quando você livra um pouco os momentos históricos, você permite que ele seja mais videogame.

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça, só não tem aquele tiozinho da barraca de cd da feirinha

É difícil um jogo de mundo aberto, onde o cenário é enorme, ficar muito bonito, mas devo dizer que as praias paradisíacas do mar caribenho em Black Flag ficaram acima da média de jogos do estilo. Não tem como ficar de cara em algumas paisagens, e imagino que a versão dos consoles da nova geração devam ter ficado ainda mais pi-k.

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Em questão da era atual, a seguir, um trecho de spoiler, então se não terminou o III, melhor nem ler:

Como o Desmond morreu no jogo anterior, em Black Flag a Ubisoft teve uma boa sacada: possivelmente afim de evitar críticas ao assassino atual, depois de tantas que o Desmond recebia (acho até injusto porque gostava do personagem, só acho que não teve a possibilidade de ser desenvolvido como os seus antepassados), a Ubi decidiu te deixar a cargo de ser o assassino. Sim você mesmo, a tela na era atual fica em primeira pessoa, não há nada de nomes, imagens sua, nada. Você entra na história como um programador e tester da Ubisoft. E aí vem a segunda grande sacada: A ubi se inseriu no jogo como a empresa responsável por lançar os novos jogos baseados na tecnologia Animus da Abstergo, em outras palavras, a Ubi é uma pau mandada da Abstergo, e você explorando sobre o DNA do Desmond e seus antepassados vai descobrindo a história de Edward e mais informações preciosas dos assassinos e templários. Particularmente achei uma ótima ideia, e um bom intermediário até terem outra ideia que possam colocar para o personagem da era atual.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

O jogo ainda possui um minigame de batalha naval que pode ser jogado tanto no console quanto no seu smartphone. Você envia sua frota de navios piratas pra liberar rotas marítimas e também fechar negociações com comerciantes em vários cantos do Atlântico. Por esse aplicativo no smartphone, você pode também dispensar o uso do mapa na tela do console, usando o aparelho como uma segunda tela e gps do jogo. Você pode inclusive fazer tudo isso enquanto não estiver jogando, e ir fazendo dinheiro e conseguindo produtos de comércio, controlando suas frotas. A hora que você começar a jogar o jogo original, estará lá na sua “conta bancária” tudo bonitinho.

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Enfim, se você gostou do II e tava meio que enjoado da série depois de todos os outros jogos seguintes, dê ao menos ao AC IV: Black Flag uma chance, o jogo é Assassin’s Creed em sua melhor forma, e já devem começar a aparecer boas promoções do jogo em todas as plataformas.

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Zumbis cansaram? Seu anel rodoviário, conheça State of Decay

Vai achando que State of Decay é um game em que você dança Thriller com zumbis e você ganhará um segundo toba pra barrear

Se você é mais um dos entusiastas que achou que os games de zumbis já estão saturando, comece a pensar de novo. Veja bem, acho que os jogos de zumbis genéricos de tiro realmente já deram no saco, ainda mais com filmes, seriados, desenhos animados e tudo mais explorando o meio. Tá saturado, mas propostas diferentes dentro do tema são sempre bem vindos, é o caso de Walking Dead: The Game, da Telltale Games, já comentado aqui.

Recentemente temos propostas interessantes como DayZ, um mod de Arma II que transforma a experiência do game em algo que eu chamei de “Simulador de Walking Dead”, pelos vídeos reviews que vi sobre o mod. Ele fez tanto sucesso que agora parece que vai se tornar um  game oficial mesmo, nos moldes do que aconteceu com Counter Strike.

A Summer of Arcade, do console da Microsoft, apresentou um game estilo Metroidvania e Prince of Persia (clássico) muito bacana com Deadlight, embora curto. A onda da vez agora, e também para Live Arcade e PC’s, dos estúdios da Microsoft, é State of Decay (Estado de Decadência, pra quem não saca dos “ingreis”).

Segundo a descrição do vídeo no Youtube: O fim está aqui. A vida como você conhecia foi pro inferno depois que a mãe de todos os zumbis “causou geral”. Agora você e uns poucos sobreviventes devem se juntar para segurar as pontas e reconstruir em um jogo de ação em mundo aberto em terceira pessoa. – até aqui nada novo – Você escolhe onde deseja sobreviver, criando e fortificando sua base central, atuando em ações (raids, pro povo dos MMO’s) ousadas a procura de comida e munições e resgatando outros sobreviventes jogáveis com talentos únicos. O mundo aberto se desenvolve em tempo real, formado por suas ações, gerando dinamicamente conteúdo baseado em suas escolhas e a, sempre crescente, ameaça zumbi. – essa é a parte interessante –

Cara, pela descrição, pode-se interpretar muitas coisas. O fato de ser um mundo aberto, pode ser você encontrando outros jogadores e com eles explorando, montando uma base e se segurando como podem, próximo a proposta de DayZ. Ou pode ser um single player com esse mesmo objetivo aí, o que seria bacana, mas confesso que perderia parte do interesse.

A proposta de DayZ, para os que não sabem, é um mundo aberto, com um mapa ultra gigante, no qual você entra no jogo sem aviso de nada, você não tem um mapa, não tem objetivos na tela que te dizem pra onde ir, você está perdido e seu ojetivo é sobreviver. Seu personagem se cansa, se machuca, precisa de alimentos e cuidados médicos. Encontrar outros jogadores é sempre um mistério, eles podem se juntar a você, ou simplesmente quererem te matar pra te roubar. Tiros serão ouvidos por zumbis que virão atrás de você, e eles correm muito. O tempo passa como no mundo real, se o horário do servidor for 8 da noite, você terá o breu da noite como sua inimiga no jogo. Eu fiquei no cagaço com o jogador do review em muitos momentos do vídeo que vi, por todos esses detalhes, sério.

Está em inglês esse vídeo que vi, mas tem vários deles em português no Youtube, só estou postando esse porque foi o que me fez ver que o jogo é massa.

Enfim, se State of Decay for ao menos perto dessa proposta do DayZ, será um puta jogo, se não for, ainda precisarei ver mais dele pra definir o que acho, mas aguardo o game com bons olhos, assim como meu querido amigo Player 2.

O que a Microsoft não está investindo em jogos hardcore de alto orçamento, eles parecem estar fazendo com os títulos Live Arcade.


Os Reinos de Amalur

Sou um cara que posso dizer que não vi, nem procurei saber sobre NADA do que viria a ser esse Kingdoms of Amalur: Reckoning. Pra ter uma ideia, em um site eu devo ter visto comentado sobre outro jogo, mas como  o título que estava no topo dele era sobre esse jogo, eu achava que ele seria um MMO (burro pra car@&%$, pode dizer).

Esses dias vi que saiu a demo na Live/PSN, e até estranhei. MMO nos consoles não é muito comum, mas visto que existe Final Fantasy XI,XIV, DC Universe Online, Phantasy Star Universe e o futuro The Secret World, que está em fase beta, não foi lá tão estranho ver mais um.

Enfim, liguei a demo, começa explicando das terras de Faeland, onde o povo de Winter Fae, os imortais e agressivos Thuatas resolveram acabar com o povo de Summer Fae, mortais e sociaveis. A guerra está pendendo para o lado dos Thuatas, já que quando morrem, eles renascem em suas próprias terras, mas um fator pode alterar esse destino.  Em meio a terras pacíficas, longe dos frontes de guerra em Summer Fae, gnomos fazem experiências com o poço das almas (well of souls), afim de tentar trazer mortais de volta a vida. Seu personagem foi uma dessas experiências falhas, ou pelo menos é o que acharam, você “acorda” no meio de uma pilha de corpos de outras experiências que falharam, sem se lembrar de nada, enquanto o poço está sendo atacado. Você precisa fugir, sem muitas explicações de quem era, ou para que faziam essas experiências.

O seu personagem é completamente customizável, você escolhe rosto, raça, gênero, tipo de cabelo e todo essas  coisas que muitos rpg’s te dão opção hoje em dia. A jogabilidade de KoA é bem simples, com um botão você usa arma primária, com outro a secundária, segure RT (ou R2) e aperte um dos outros botões e use magias, etc. Equipamentos como armaduras e armas também não faltam. Me senti jogando um misto de Fable com Dragon Age e um leve toque de Tenchu também, e isso foi bem do car@$%&. A parte do Tenchu, é porque você apertando RB (R1), entra em modo stealth, andando devagar, podendo se aproximar de inimigos desatentos e matá-los com estilo.

O jogo utiliza um esquema de cartas de destino para você seguir especializações. Aliás, essa parte do destino parece fazer mais sentido ao longo do jogo, vi muito pouco sobre isso na demo, mas há leitores de cartas que conseguem ver o destino das pessoas, e curiosamente, o do seu personagem eles não conseguem ver.

O jogo possui um sistema de níveis de experiência e também quests que você vai pegando ao longo das cidades que visita. Pelo que pesquisei um pouco depois de jogar a demo, existem ainda facções dentro do game, e cada uma com quests específicas, sendo essas facções responsáveis pelo destino que seu personagem ou o ritmo que o jogo levará. Uma premissa bem bacana, e pelo que vi, até agora o jogo tem sido bem recebido por críticos e público.

Sendo um game distribuído pela EA, eu teria um certo pé atrás, eles acertam bastante, mas de vez em quando soltam umas bombas com cara de jogão que vou te contar viu. Mas a demo me pegou, tendo grana e tempo, por enquanto, os Reinos da Amarula eu compraria.


Novo DMC x Devil May Cry

Desde o primeiro teaser divulgado pela Capcom sobre o tão falado reboot de Devil May Cry, tenho visto fãs torcendo o nariz, reclamando muito do novo visual de Dante, o protagonista da série. Até entendo a raiva deles por mudarem tão drasticamente o protagonista, mas cá entre nós, ficou assim tão ruim? Chamaram de emo e coisas do tipo, mas não consideraram nem um pouco tudo o que o personagem passou no trailer. Nas cenas, Dante é torturado, surrado e mais um pouco, enfim, tudo para dar base para um visual rebelde de quem teve uma juventude difícil, em disparidade com o gaiato surfista que é o Dante original.

Por que de um Dante emo? Simplesmente porque hoje, o visual de um jovem rebelde é esse. Se fosse nos anos 80, iriam dizer que é gótico, ou junkie de rave nos 90 porque são referências visuais de rebeldia da época. Então acho completamente passável e aceitável esse visual. Aliás, até prefiro, porque nunca fui muito com o jeitão surfista “sou foda” do personagem original. Além do que, como a IGN citou defendendo o novo Dante, ele é a versão jovem que passou por muita coisa do original, o que te leva a crer que ele passa por um bocado de coisas pra deixar a rebeldia jovem pra trás e se tornar quem é.

O maior cúmulo que tenho visto até agora são os dos fãs clássicos mais fervorosos, que já sabem até que o jogo é ruim sem nem ter jogado antes. Eu consigo até aceitar a expectativa de um jogo com uma história fraca por não ter gostado do personagem, do que apresentaram do enredo até agora, e coisas do tipo, mas dizer que o jogo é uma bosta sem nem jogar, pra mim não é argumento válido. E aposto que esse povo pra não perder a razão, vai continuar dizendo que é uma merda, mesmo tendo curtido.

Vamos esperar o emozinho frufru sair mesmo pra ver se é  uma bosta de verdade ou se os fãs é que estão comendo bosta.

Agora espero o apedrejamento de vocês, mesmo porque minha opinião, como a de todos, não contempla a tudo, mas põe os pontos que acho positivo e aceitável na nova versão.


Minha Sith Marauder

Minha personagem do meu vício recente


Afasta de mim esse The Old Republic que isso é magia negra!

Depois de finalmente pegar um mmo que eu fique realmente empolgado, agora entendo o vício que os amigos que curtem ficam ao jogar. Meu Deus, você passa 5, 6 horas seguidas jogando isso fácil. E o pior? você acha que não fez PN no jogo, e ainda fica com peso na consciência de não ter feito PN na sua vida também. Tô com medo dessa porr@, sério!

Sobre o jogo

Agora que consegui me dedicar “um pouco” mais, posso dar uma opinião melhor. Como postei antes, estou jogando com uma sith warrior, com especialização em Marauder, isso me permite ser mais ágil e usar 2 sabres, mas não usa poderes da força a distância, como choques ou estrangulamentos. O gameplay é bem bacana, podendo ser comparado a qualquer outro rpg de ponta (sim, eu to falando de wow). Se ele não se destaca como melhor, ao menos não fica pra trás. Mas o que mais me agradou nisso foi o fator single player. Com os esquemas de opção de resposta que alteram sua afetividade com seu companheiro (NPC que te acompanha), e/ou sua afinidade com o lado da luz ou sombrio da força, o feeling de estar jogando uma continuação de KOTOR single player, mas com outros jogadores participando é grande. E isso é muito bacana, dedique-se a se socializar se quiser, mas você não tá afim de papo e quer só avaçar na história do jogo? De buenas também porque isso você pode.

Existem missões que só podem ser cumpridas em grupo, óbvio, mas elas nunca são centrais à história do jogo, e geralmente os níveis de dificuldade delas vem com os títulos [Heroic 2], [Heroic 2+] ou [Heroic 4], onde o número é a indicação de jogadores adequados pra avançar na missão. Pode ter certeza, a menos que você esteja uns 8, 10 níveis acima da faixa da missão, cê não passa sozinho nem fud$&%§.

A respeito das habilidades, conforme eu disse das classes e especializações, você começando como um sith warrior, ou qualquer outra classe do jogo, terá habilidades primárias que vai ganhando ou evoluindo conforme passa de nível. Depois do nível 10 você escolhe uma das especializações da sua classe, e aí ganha outras habilidades específicas, mas também continua evoluindo as primárias.  Mas não é só você que tem especialidades, lembra daquelas habilidades específicas de KOTOR de hackear computadores, criar equipamentos ou garimpar por artefatos raros? Pois é, essas habilidades no jogo são dedicadas aos seus companheiros, e é com elas que você vai poder garimpar por cristais brutos, e usá-los pra lapidar em cristais utilizáveis para o seu sabre, produzir itens para curar ou turbinar seu personagem, criar armaduras e outros equipamentos e outras coisas mais. É uma boa forma de dividir a dedicação do seu personagem, já que você não perde pontos de skill do seu sith com isso.

Mas e aí, o jogo tem ligação com os Kotor’s originais? Eu te respondo, sim, ele se passa 300 anos depois, e a referência não é apenas essa. Desde o primeiro jogo, a Bioware sempre se preocupou em encaixar a história deles no meio do enredo já produzido do universo expandido de Star Wars. Personagens das hq’s e livros do universo como Naga Sadow, Freedon Nadd, Exar Kun ou Ulic Quel-Droma são citados e permanecem como referência para o universo do jogo estar da forma como está. Sendo assim, eles não fariam diferente com o próprio título deles. (Spoiler pra quem não terminou KOTOR aqui) Há um culto dentro dos sith chamados de Revanitas, que cultuam a Darth Revan, protagonista do primeiro KOTOR. No jogo eles dizem que Revan iniciou jedi, se tornou sith, e depois se elevou acima das duas classes, sumindo no universo afim de se preparar para um inimigo maior do que esperavam. Isso todo mundo que terminou KOTOR já sabia, mas o jogo diz que Revan voltou de sua missão, embora não revelem o que foi que ele enfrentou, e decidiu treinar iniciados da força no planeta Dromund Kaas, capital do império, e lá morreu fazendo isso. Eu estranhei o fato desse culto ser do lado dos sith, e não conheço o lado dos jedi, mas imagino que eles devam ter uma facção de culto a Revan também, e to esperando também que mais desse passado desconhecido de Revan se desenvolva no jogo. (acaba aqui o Spoiler)

O jogo possui também os tradicionais modos de guildas e coisas do tipo, embora eu ainda não tenha testado essa parte, mas fiquei de cara com a quantidade de brasileiros jogando, volta e meia vejo alguem comentando algo em português. É uma boa pra quem não consegue conversar em inglês, e pra quem pretende procurar guildas BR.

Esse jogo tá tão bizarro de consumindo meu tempo que até pra postar o que tenho achado dele até agora foi um post grande, que medo, mas joguem!


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