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O Luigi morreu :/

Danny Wells como Luigi

Danny Wells como Luigi

Existem alguns momentos em que cogumelos verdes não são mais o suficiente, e enfim é chegada a hora de partida desse mundo. Foi o caso do ator canadense Danny Wells. Boa parte dos gamers de hoje talvez nem tenham conhecido ele, mas se você é da época do programa da Xuxa e do início da Tv Colosso, você talvez tenha assistido o desenho do Super Mario. Lembrou disso? Lembra que no início e no fim de cada episódio rolava um programa com atores reais onde rolavam convidados, em que até a Cyndi Lauper apareceu? Pois é, aquele foi o Luigi que morreu.

Segundo o obituário em um jornal canadense, Jack Westelman, nome real do ator, faleceu na última quinta feira dia 28 aos 72 anos, embora não diga o real motivo. É uma ironia da vida muito esquisita e triste que no fim do tão falado “Ano do Luigi”, o ator venha a falecer.

Além do Luigi, Wells trabalhou também com dublagens de desenhos animados e outros games.

Descanse em paz Danny.

Abaixo um trecho do antigo programa

Fonte: Kotaku US

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River City Ransom Underground: Mais um clássico precisa de você no Kickstarter

river city ransom underground

Se tem uma coisa que gosto de fazer quando tô de bobeira  é olhar novos projetos no Kickstarter. O site foi a melhor invenção que o homem fez depois do bolagato e do videogame. Digo isso pelo princípio da coisa, você tem um projeto bacana? Uma ideia pra um varal em apartamentos pequenos, um jogo de tabuleiro sobre o Tour de France, uma impressora que usa suco em pó pra imprimir, sei lá, qualquer coisa. Você faz o planejamento dos gastos necessários, prêmios e/ou brindes para os apoiadores e tudo mais e lança no site. Se as pessoas gostam, elas apoiam.

A ideia é fantástica e isso corta o trâmite que muitas vezes ferra com projetos novos. Quantos cientistas caseiros, designers, escritores, ilustradores, programadores, estilistas, etc etc etc, pensaram em boas e novas ideias que deixaram de ver a luz do dia simplesmente porque a Microsoft, Epson, Marvel ou qualquer outra grande empresa de seu respectivo mercado, não gostou do projeto? O Kickstarter corta tudo isso e coloca direto em contato o(s) criador(es) com o povo. Você automaticamente sabe quem está querendo o seu produto, seja pelo pequeno apoio, ou por quem compra de fato.

Óbvio que sempre vai ter gente com ideias fuleiras demais, ou os caloteiros que simplesmente ficaram com a grana ou não souberam planejar os custos do projeto direito, mas isso não apaga o valor que os sites de crowdfunding (o kickstarter é um deles) tem.

Por que pic@’s eu to falando isso tudo? Claro que você provavelmente já sabe toda essa pu*@%$@ desse tipo de site, mas entenda que algumas pessoas não sabem, e o meu post da vez é novamente sobre um projeto divulgado por lá.

Eu tô falando de River City Ransom Underground. Lembra do original? Não? Pois é… Mesmo entre muita gente da velha guarda, River City Ransom talvez não seja tão popular quanto outros jogos do NES como Ninja Gaiden ou Mega Man, mas é tão saudoso e foi tão inovador quanto. River City Ransom era um jogo de Beat’em up, e também a versão americana de Downtown Nekketsu Monogatari, um jogo da série Kunio Kun. A série da Technos foi a grande precursora de Double Dragon, sem Kunio Kun, sem Double Dragon, entende? Claro que Double Dragon ganhou mais o gosto dos gamers (o meu incluso), mas River City Ransom foi mais inovador. Já jogou o game de Scott Pilgrim contra o Mundo? Lembra do esquema das lojas que você entra pra comprar vários tipos de comidas e itens pra ir melhorando o seu status? Pois é, essa ideia veio de River City Ransom. Lá em 1990 ele já usava esse esquema para você evoluir o seu personagem, e isso não era a única coisa que ele tinha de diferente. O game também tinha um mapa único, onde você chegava ao fim de uma tela e passava para outro trecho da cidade dominada por outra gangue. Era um grande (pra época) mundo interligado inteiramente.

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No ocidente a série nunca fez muito sucesso, com exceção de Double Dragon, Renegade, Rivercity Ransom e alguns jogos de esporte com os personagens (super dodgeball e nintendo world cup), a série não foi tão conhecida. Mas no Japão houveram vários jogos da série, sejam beat em ups, esporte ou jogos de luta. Alguns para Super Nintendo também.

Who's Bad?

Who’s Bad?

Mas enfim, o pessoal da Conatus Creative conseguiu os direitos do game para o lançamento de uma continuação e estão planejando algo grandemente bacana. O jogo é planejado para que suporte 4 pessoas e um esquema de mapa aberto, ou seja, evoluindo os mapas da forma como eram no primeiro game. As melhorias não ficam só por aí, muito embora eles tenham adotado o visual 8bits do original, se você comparar as animações do clássico com o pouco que eles demonstram no Kickstarter, verão que a coisa evoluiu bastante, os sprites estão cheios de movimentações suaves e muito mais animações.

A paleta de cores é a do NES, mas sem as limitações de quantas cores possíveis na tela, então pense em um NES 2.0, ou Super NES sem ser o SNES que já conhecemos

A paleta de cores é a do NES, mas sem as limitações de quantas cores possíveis na tela, então pense em um NES 2.0, ou Super NES sem ser o SNES que já conhecemos

A ideia é lançar basicamente para Windows, mas de acordo com o suporte que receberem, versões para consoles e portáteis estão no topo da lista de prioridades, e se eu fosse você, clicava aqui e ia logo lá apoiar o projeto, não é como se você fosse morrer na grana por isso. Sei que o game não é nenhum renascimento do Mega Man nas mãos de Inafune, mas é um projeto tão foda quanto, e mais interessante que muitos outros projetos que já vi por aí.

Sem mais delongas, segue o vídeo de apresentação do pessoal da Conatus Creative

Para mais informações, acompanhe o facebook do game também.

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Uma tirinha sobre o novo “Mega Man”

Vi essa em um fórum que participo e achei fantástica, resolvi fazer a tradução e trazer pra cá.

Way to go Inafune e Mighty No. 9!

Mighty No. 9 tirinha

Tá aqui o perfil do autor da tirinha original.

Já foi no Kickstarter dar o seu apoio? Não? Tá esperando o que, po$%@? Não sabe do que se trata? Olha o post anterior!

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Mestre Inafune está precisando de apoio no Kickstarter pra criação do sucessor espiritual de Mega Man

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Inafune

Desde que saiu da Capcom, o mestre Keiji Inafune (só o mísero criador de Mega Man e produtor de jogos como Dead Rising e Onimusha entre outros clássicos), tem estado ocupado na produção intensa de novos jogos.  Já saiu dele, para o Vita, Soul Sacrifice, J.J. Rockets, para android, Bugs vs Tanks, jogo da e-shop para 3DS e ainda estão a caminho Yaiba: Ninja Gaiden Z e Kaio: King of Pirates, mas a onda da vez do mestre é o sucessor espiritual de Mega Man.

Mighty No. 9 é o nome do game e tenho que dizer, a belezinha está realmente com cara de Mega Man. Segundo a descrição, o jogo é um side scroll pegando os melhores elementos das gerações 8 e 16 bits. Na tradução livre descrita no kickstarter: você joga como Beck, o nono em uma linha de poderosos robôs, e o único não infectado por um misterioso vírus de computador que deixou as criaturas mecânicas do mundo loucas. Corra, pule, atire e transforme seu caminho por seis fases (ou mais, via objetivos alcançados) que você passa na ordem que quiser, usando armas e habilidades roubadas de seus inimigos para derrubar seus companheiros robôs Mighty Numbers e confronta o mal definitivo que ameaça o planeta!

Escolher fases na ordem que quiser, usar armas e habilidades roubadas dos seus inimigos… isso te lembra algum outro jogo? Sem dúvida será um Mega Man com as novidades que nós fãs gostaríamos que a Capcom é quem tivesse apresentando com o seu mascote oficial.

mighty n9

Olha essa foto e diz que não é o Mega Man com a beleza visual que você esperava na geração atual?

Way to go, mestre Inafune, eu já fiz a minha contribuição e espero que você também faça, porque o jogo está previsto inicialmente para a Steam, e será portado conforme alcance maior apoio no kickstarter, para os consoles. Caso você tenha apoiado e esses objetivos sejam alcançados, você terá a opção de escolher qual plataforma quer jogar. Pela velocidade que estão subindo os fundos de apoio, não vai demorar a atingir as metas pedidas não.

Cópia de si mesmo pode ser considerado plágio? Se é o Inafune e Mega Man, quem se importa?

Cópia de si mesmo pode ser considerado plágio? Se é o Inafune e Mega Man, quem se importa?

Vai lá no Kickstarter dar o seu apoio, o mestre Inafune, sem falar no mercado dos games, merece!

Atualizando: Em menos de 48 horas o projeto já ultrapassou a meta pretendida pra produção do jogo, vamos esperar e ver em quantos dias ele ultrapassa os 2 milhões e meio necessários para garantir a produção das versões para os consoles. O apoio tá tão grande que até outros estúdios estão entrando na onda, o estúdio Renegade Kid ofereceu apoio para levar Mighty No. 9 para o 3DS.

twitter mighty no 9

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É Hora de Aventura

Hora de aventura

Pra animar um fim de semana não muito legal

Em um final de semana cinza por motivos pessoais, nada adicionou um pouco mais de cor do que o game bobo de Hora de Aventura: Ei Rei Gelado! Por que você roubou nosso lixo?!! (Adventure Time: Hey Ice King! Why’d you steal our garbage?!!) , para 3DS.

O nome do jogo já dá o tom do que esperar quando ligar o portátil

O nome do jogo já dá o tom do que esperar quando ligar o portátil

O jogo é de fato muito bobinho e cheio de piadinhas de duplo sentido, como o desenho, pegando referência nos clássicos de rpg e aventura. A história não poderia ser mais doida: o Rei Gelado resolveu roubar a lixeira do Jake e do Finn e propõe uma aventura para os 2 em busca da lixeira, no qual ele vai utilizando o lixo pra tentar fazer uma princesa de Lixo. Pra quem assiste o desenho e sabe que tem princesa cachorros, retalhos e doces e até nuvens rosas com vozes de homem, nada muito diferente, né?

O jogo é no estilo sidescroll durante as fases, mas a escolha dos cenários a explorar é no esquema mapa ao maior estilo Zelda 2. Ao longo dos cenários você vai visitando cidades e dungeons, cumprindo pequenos objetivos dos personagens e da história principal para avançar a outros trechos do mapa. Jake e Finn vão ganhando novas habilidades e ataques, assim como melhorando o status de hp, força ou velocidade também, com direito a jingle quando pega item de Level Up.

O jogo lembra muito Zelda 2, com exploração de mapas, mas com fases em ação lateral

O jogo lembra muito Zelda 2, com exploração de mapas, mas com fases em ação lateral

Uma pu$@ merda o jogo ser tão curto, em cerca de umas 5 ou 6 horas já estou com mais de 75% completo, embora eu não saiba o que habilita terminar o jogo, mas to me divertindo bastante. Infelizmente não tem opção de legendas ou áudio em português, mas se você sabe inglês, vai rir só de ler os diálogos e imaginar as vozes nacionais interpretando-as.

O jogo não é tão barato, 20 dólares na E-Shop da Nintendo, um tanto caro para os padrões comuns, mas considerando os preços exagerados que são cobrados nos jogos do 3DS, foi até um preço bom. Se quiser testar, tem a demo também pra baixar, depois você decide se arrisca pagar esse valor em um jogo relativamente curto e caro, mas divertido. Sei que eu curti.

Para os que não tem um 3DS, Hora de Aventura saiu também para o DS.

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A paixão de jogar com a “brodagem”

Wii, Ps3 e X360, opções pra todos os gostos e perfis

Wii, Ps3 e X360, opções pra todos os gostos e perfis

Não me lembro de nenhuma época em que os vários perfis de jogadores tenham sido tão bem servidos. Jogadores com perfil solo tem muito mais a cara da Sony, do mesmo jeito que o pessoal que prefere a presença dos amigos (ou inimigos) tem muito a cara da Microsoft. Rolou até pra quem prefira games mais casuais e pró zoação com os amigos, ou até velhas ideias reapresentadas, como o público da Nintendo, muito embora todos os 3 consoles tenham um pouco de cada. Joguei dos 3 consoles na geração, tive o prazer de pegar um Wii emprestado e me satisfazer com os velhos clássicos Nintendo, além de experimentar girar o pirocóptero em games de zuação como Just Dance ou Raving Rabbids. Cheguei a ter de tabela um PS3 que era do meu irmão, e me fartei de alguns exclusivos como Heavy Rain, Heavenly Sword, God of War 3 ou Journey, mas nenhum deles me deixou tão empolgado nessa geração como o X360.

PS3, um prato cheio de exclusivos classe AAA

PS3, um prato cheio de exclusivos classe AAA

Me desculpem se esse depoimento soar “ista”, não é nesse sentido que quero tratar, deixa eu explicar.

O X360 foi voltado a explorar as funcionalidades online desde o princípio, a começar pelos chats que eram permitidos já do lançamento do console, e que foram melhorados quando deram o upgrade para os cross chats. Você pode até dizer que é frescura, que quando entra no jogo no PS3 o chat tá lá, ou mesmo que se fosse pra ficar batendo papo, ia pro MSN ou o que for. No caso do último exemplo, isso bate com o lance dos perfis de gamers, não é a sua cara jogar com a galera e pronto, mas nos exemplos anteriores, você tá defendendo coisas pequenas. O que foi que desenvolveu-se muito nesses últimos anos com a internet? O crescimento de comunidades online, a comunicação e socialização entre as pessoas. O que foi que um cross chat do X360 proporcionou quando lançado? Comunicação e socialização entre as pessoas, facilitando o desenvolvimento de comunidades gamers online.

Conversar enquanto joga ou fazendo qualquer coisa, só pela vontade de conversar.

Conversar enquanto joga ou fazendo qualquer coisa, só pela vontade de conversar.

Praticamente a totalidade das pessoas que jogo online são amigos meus, e são amigos que conheci através da própria internet de fóruns e outras comunidades. Se a coisa foi pegando afinidade através dos fóruns, o desenvolvimento da amizade veio com a convivência frequente na Live, seja jogando juntos, ou cada um no seu próprio jogo, mas papeando pelo cross chat. Debates sobre diversos assuntos, acompanhamentos de conferências nas E3, além da exploração simultânea de um mesmo jogo single player e comentado entre nós (Mega Man 9 fase a fase conversando e explorando com um brother eu não esqueço), é o que estou querendo dizer. Até na zoação coletiva a coisa era divertida, chat com 5 pessoas onde 3 estão revezando pelejas em Super Street Fighter IV, mas todos os 4 zoando um que perde de forma vexatória é o que mais alavanca a galera a se empenhar em melhorar, ou o que dita a piada por horas e dias.

É legal zoar quando dá essa tela né? E quando tem mais uma galera junto só pela zoação?

É legal zoar quando dá essa tela né? E quando tem mais uma galera junto só pela zoação?

Enfim, deixando de lado todas as facilidades que o X360 me proporcionou em relação a socialização e comunicação, vamos a parte principal: os jogos. Minhas melhores experiências online nessa geração foram com Gears of War (2 e 3), Left 4 Dead (disparado meu predileto multiplayer da geração) e atualmente Borderlands 2. A série Gears of War tá no meu top 5 (se eu tiver um) dos melhores que joguei nessa geração, ele é bom sozinho, mas é perfeito entre amigos. Left 4 Dead é de longe o mais legal pra multiplayer. É o jogo que melhor utilizou pra mim a função cooperativa, mesmo quando você joga em modo competitivo, ele é cooperativo. E Borderlands… bem, eu joguei o primeiro quando ainda tinha o PS3, mas somente single player, achei até esquisito porque as pessoas pagavam tanto pau pra um shooter que achei pouco menos do que razoável. Por causa das promoções de verão da Live, e por influência dos amigos que jogam no Xbox, resolvi pegar o 2, tava barato, não custava tanto arriscar… Tenho que dizer, a experiência cooperativa dele melhora e MUITO a diversão do jogo. Os DLC’s são pouco pra vontade de continuar jogando com a brodagem.

Cooperativo até jogando contra, as equipes revezam entre sobreviventes e zumbis no vs

Cooperativo até jogando contra, em Left 4 Dead as equipes revezam entre sobreviventes e zumbis no vs.

E é disso que tô falando, se você ainda é criança ou adolescente, você provavelmente tem todo o tempo do mundo (como eu tinha na época) pra jogar na casa dos amigos, ou chamá-los pra jogar na sua casa, mas se você trabalha o dia todo, e seus amigos consequentemente também, a maioria das vezes que você conseguirá encontrar com eles, será através das sessões de jogatina. Participar de longas sessões de Left 4 Dead, Borderlands, Castle Crashers, ou qualquer outro jogo com foco no multiplayer, pra mim é tão prazeroso e nostálgico quanto na época que juntávamos na casa de um dos amigos pra tirar longas pelejas de Street Fighter 2, ou na cooperatividade com Streets of Rage ou Final Fight.

Em tempos de trabalho, as facilidades online tentam te relembrar desse período aí (PS:Sei lá que foto é essa, peguei só pra exemplificar)

Em tempos de trabalho, as facilidades online tentam te relembrar desse período aí (PS:Sei lá que foto é essa, peguei só pra exemplificar)

Tenho certeza que vocês devem ter ótimas histórias e experiências online no PS3. Joguei bastante Modern Warfare 2 e Fifa 12 nele, no entanto, pouquíssimas vezes eu joguei com amigos (salvo o Player 2 em algumas sessões de Modern Warfare 2), mas ainda assim, precisávamos marcar pra jogar, e as conversas só aconteciam durante as sessões de jogo e apenas com quem tivesse no jogo, enquanto na live eu tenho a opção de estar jogando Borderlands 2 com ele e mais outro amigo, e ainda mais outros amigos jogando fable 3 e todos interagindo na mesma conversa e rindo das piadas de todos. E ainda assim, foram partidas cujas amizades eu já tinha, e não que foram desenvolvidas pelo convívio.

No PS4 essas diferenças vão sumir, e a Microsoft vai penar pra inventar qualquer diferencial e chamar mais a atenção que a Sony

No PS4 essas diferenças vão sumir, e a Microsoft vai penar pra inventar qualquer diferencial e chamar mais a atenção que a Sony

De novo, peço desculpas se o texto soou “ista”, mas tenho certeza que na próxima geração, vocês que tiverem esse tipo de experiência no PS4 (com a gente do PnMP, de preferência), podem até não admitir ou não curtir, mas vão entender do que eu estou falando.

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De volta dos esgotos: o ano dos tartarugas ninja

Michelangelo, Leonardo, Donatello e Raphael prontos pra sentarem o sarrafo de novo com a roupagem da Nickelodeon

Ok, a Activision não é a melhor das publishers a esperar algo novo dos personagens, nem mesmo os vídeos lançados até agora do tal Out of the Shadows, que será lançado agora em agosto, foram muito animadores, mas a Activision não planejou apenas um lançamento dos personagens. Com foco na versão animada da Nickelodeon, o segundo jogo dos tartarugas será multiplayer para 4 jogadores (ao menos o vídeo aparenta ser) e sairá já dia 25 de outubro, apenas 2 meses depois de Out of The Shadows.

Visualmente falando, sinceramente eu prefiro a versão do jogo de agosto, mas como a proposta do segundo, ao menos do pouco revelado, me lembra mais a diversão dos clássicos dos personagens, to muito mais interessado nele.

Infelizmente o game não sairá pra nenhum console da Sony, tá programado apenas pra X360, Wii (e não Wii-U) e 3DS.

Curiosamente o jogo não receberá versões para PS3 ou Vita. O porque eu não sei, mas isso demonstra o “tamanho” do investimento…

Eu sou fanboy assumido e fico feliz quando anunciam jogos novos dos personagens, só acho que a abordagem deveria ser muito mais próximo de Castle Crashers, Scott Pilgrim e Double Dragon Neon, dentre os “novos” beat em ups, do que jogos marrom como aquele baseado no filme que a Ubisoft produziu.

Deus ajude que não venha uma bomba

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O trintão mais foda do pedaço: Parabéns Famicom (NES, pro ocidente)

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

O Famicom era bem diferente visualmente do NES, o controle vinha ainda com saída de som.

Na última segunda feira 15, o videogame mais saudoso da nossa história gamer completou 30 anos. Responsável por ter salvado a indústria dos games que estava em queda, o console foi também reconhecido pelo nascimento de diversas franquias que conhecemos e amamos até hoje. Foi no Nintendinho que o conceito de jogo com história (ainda que boba) e um final, ganhou forma nos consoles.

Para quem não conhece, Famicom é a abreviação de Family Computer, e é o nome que o NES (Nintendo Entertainment System) recebeu no Japão. Para nós do ocidente, só conhecemos o game por meio do NES quase 2 anos depois (e se considerar a realidade “brazilis”, 6 ou 7 anos depois do Famicom), mas essa foi quando chegou a verdadeira era de ouro do console.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

A versão ocidental e amada por nós, o NES.

E a realidade Brazilis?

Para nós que estamos abaixo da linha do Equador, a realidade foi um pouquinho diferente. Se você tem por volta de 30 anos, deve se lembrar provavelmente não do NES, mas de consoles como o Hi-Top Game, o Turbo Game, o Phantom System, o Bit System, o Dynavision 2 ou 3, e por aí vai. Isso aconteceu por conta das leis de proteção ao mercado interno brasileiro, que proibia a importação de computadores e aparelhos eletrônicos diversos, caso dos videogames. Acabou que diversas empresas nacionais importaram peças e relançaram o Nes no Brasil com outros nomes, e por isso quase ou nenhum amigo seu teve um Nintendo original. Ou quase nenhum… o Player 2 conheceu um desses caras!

Particularmente eu (PnMP) nunca joguei em um Nintendinho original (o P2 sim), mas se você avaliar alguns clones, eles eram até melhores do que ele. O Bit System por exemplo, tinha o mesmo design com a gavetinha que empurrava a fita pra baixo, porém o controle dele, além dos botões normais, tinha A e B turbo também. O Top Game tinha entrada tanto para 60 (padrão japonês) quanto para 72 (padrão americano) pinos, o que já te poupava gastar com adaptador.

Bit System e seu controle com botões normais e turbo

Bit System e seu controle com botões normais e turbo.

Mas são os games que importam!

Somos saudosos com todos os consoles, alguns mais e outros menos, mas não tem um que seja tão nostálgico para nós quanto o Nintendinho. Apesar de tudo que o SNES foi, não existem jogos que queríamos mais rejogar do que os da era 8bits. Foi um período de muita experimentação, já que o console tinha tantos limites gráficos e de desempenho. Se você jogar Strider do NES, perceberá um mundo de diferença para sua versão mais popular no Arcade ou Mega Drive. Era outro game com elementos de exploração, pegue item x em tal lugar, viaje para outro para abrir porta y, e por aí vai. Sem falar nas franquias consagradas, Mega Man pode ter sido popular no Snes ou PS1, mas sua consagração são os 6 jogos do Nintendinho. Ninja Gaiden se reinventou perfeitamente bem no Xbox e posteriores, mas a trilogia original dos 8 bits ainda é imbatível. Isso sem falar de games que infelizmente morreram na própria geração como Totally Rad, Shadow of the Ninja ou Yo! Noid.

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo Noid no Nes. Side scroller fantástico

Dificilmente você vai achar jogo mais fumado que Yo! Noid no Nes. Side scroller fantástico.

Opinião e história PnMP:

Tenho orgulho de dizer entre os amigos que sou o único da minha rua que havia zerado o primeiro Tartarugas Ninja no próprio console. Enquanto todos paravam na terceira fase (a que você usa o carro e o mapa é gigante), eu consegui achar o caminho para o final da fase, e nunca esqueci até hoje onde ir. Tartarugas Ninja também me proporcionou a alegria de finalmente jogar com um amigo (fora dos fliperamas, claro) junto quando lançaram o segundo game, baseado no fliperama. Infelizmente não tive o mesmo orgulho de poder esnobar na cara dos amigos que terminei Battletoads, pois essa era uma meta impossível e só alcançável por algum Deus dos Videogames ou coisa do tipo, ao menos não sem ser uma versão pirata que renovava as vidas do jogador. O mesmo se aplicava a Double Dragon 3.

Só preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase

Só é preciso mostrar essa imagem para lembrar o terror que era Battletoads, e ela era apenas a terceira fase.

Meus pais bem que tentaram medir meu vício. Nessa época eu só podia jogar aos finais de semana e ainda tinha que pedir pra eles, e não podia jogar o dia todo. Mas felizmente eu podia jogar na casa dos amigos, e embora não fosse a mesma coisa, afinal em jogos de 1 eu tinha que olhar eles jogarem tudo pra depois ter uma chance de jogar, já aliviava bastante, e ao mesmo tempo aprendia os macetes pra quando fosse a minha vez. Mas enfim, foi em vão (ou não) a ação dos meus pais, continuo hoje jogando bastante, embora ache que se não tivesse esse freio deles, talvez jogasse até mais. Então hoje pra mim eventos sociais com as pessoas que amo > jogar videogame. Eu provavelmente estou esquecendo ainda de muitas histórias sobre meu antigo Phantom System, mas ainda lembro da sensação de “que foda” ao jogar Mega Man IV a primeira vez e enfrentar um vilão que não fosse o Dr Willy, pra no final descobrir que tem 2 castelos e o Willy era sim o vilão, ou finalmente ter conseguido avançar em Castlevania 2 (o mais tosco, mas ainda me divertia com ele) poque estava com um guia que me dizia onde ir, em épocas de conhecimento 0 de inglês.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Assim era o meu Nintendo, o Phantom System.

Opinião e história Player 2:

A Era de Ouro dos videogames. Não consigo definir a geração 8-bits sem pensar nisso. Os jogos estavam todos em fase de criação, experimentação… era um mundo novo, um mundo onde os quadrados de outrora se juntavam e formavam figuras novas como encanadores bigodudos, robôs azuis e diversas outras coisas. A imaginação ainda se fazia necessária, mas não era mais o principal ingrediente de um jogo como era nas épocas do Atari, Odissey e Telejogo.

Eu tive um clone. O mais famoso deles no Brasil, o Phantom System. Ele tinha o corpo do Atari 5200, o controle do Mega Drive e rodava jogos de Nintendinho. Momento único lembrar do aniversário em que ganhei o console com Ghostbusters na caixa (e por incrível que pareça eu terminei esse jogo duas vezes!).

Logo vieram outros jogos, a maioria pirata mas ninguém sabia o que era pirataria no Brasil (tem gente que não sabe até hoje) e os jogos eram distribuídos livremente em lojas de magazine, supermercados e uma infinidade de outros lugares… TUDO ERA PIRATA! O Brasil vivia a já falada época da Lei de Reserva de Mercado onde produtos de outros países não podiam ser importados… então tudo era copiado aqui e vendido sem pagar nenhum royaltie para quem realmente tinha feito todo o trabalho. Talvez seja essa a herança da pirataria que carregamos até hoje.

Meus jogos favoritos eram Ducktales, Chip n Dale, Castlevania, Super Mario Bros. 3 (que fez com que eu e meu irmão ficássemos 48 horas com o console ligado para passar por TODAS as fases), todos os Megamans… só clássicos. Mas claro que existiam as pérolas que ninguém conhecia ou tinha jogado… caso de Muscle, Road Fighter e Rush n Attack.

Em casa tínhamos regras para jogar. Durante a semana, no máximo 2 horas de jogo e nos fins de semana era liberado. Claro que nunca jogávamos as duas horas diárias durante a semana e que jogávamos as 48 horas do fim de semana… sempre! A casa vivia cheia de amigos que traziam jogos, comida e refrigerante. Lembro-me de ter 8 ou 9 amigos em casa uma vez para um campeonato de Goal!, da Jaleco. Era espetacular! Tinha narração, torcida e gritaria… era o futebol virtual invadindo a minha casa pela primeira vez. E graças ao Nes.

Posso dizer que vivi a melhor parte dos videogames e que, também, vivo a maior parte dele. Sou jogador até hoje e saudosista pra sempre. Nintendinho, você me fez uma pessoa melhor, obrigado!

E pra finalizar aqui vai uma lista de coisas que você deveria jogar no NES, independente de ordem, mas saiba que ainda assim estaremos cometendo algum erro e, certamente, esquecendo de citar algumas coisas muito boas que passaram pelo Nintendinho:

  • Ninja Gaiden (os 3)
  • Double Dragon (os 3)
  • Super Mario Bros (os 3)
  • Tartarugas Ninja (os 3, embora o primeiro seja o mais diferente e talvez mal quisto deles)
  • Yo Noid
  • Shadow of The Ninja
  • Road Fighter
  • Strider
  • Mega Man (os 6)
  • Castlevania (1 e 3, o 2 vá por sua conta e risco)
  • Tiger Heli
  • Kung Fu
  • Contra e Super C
  • Blades of Steel
  • Gradius 1 e 2
  • Capitão América e os vingadores
  • Power Blade (1 e 2)
  • Ducktales
  • Totally Rad
  • Rygar
  • Mike Tyson’s Punch Out
  • River City Ramsom
  • Battletoads
  • Darkwing Duck
  • Batman

Esses vídeos não são nossos, mas tem uma lista bacana de jogos do NES.

Parabéns Nintendinho, você ainda é o NOSSO console favorito ever!

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Novidades para o 3DS (F%#@ing News 04/10/2012)

A Nintendo anunciou algumas poucas novidades ao redor do globo para os donos do portátil.

Jogos clássicos do 3ds e mais novidades na eshop

Já não era sem tempo pra colocarem mais do que New Super Mario Bros 2 como game vendido também online, e isso vai acontecer, ao menos com os títulos da própria empresa. Super Mario 3D Land, Mario Kart 7, The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D e Star Fox 64 3D vão ser lançados digitalmente. Na Europa o lançamento é hoje já (inveja), enquanto Japão e EUA chega no dia 18. Espero que a Nintendo seja esperta de baixar o preço desses jogos né, tem mais de 1 ano, e não interessa se alguns são títulos AAA, Skyrim ou Call of Duty MW3 são tão AAA quanto e  já são encontrados mais baratos do que o preço de lançamento.

Pronto, agora dá pra pegar a um preço um pouco melhor do que alguns encontrados por aqui.

Além dos clássicos de 3DS, ainda chegarão novidades na loja virtual, como 3 jogos da Level -5 em produção, sendo um deles Liberation Maiden, do Suda 51 (aquele que tem esse nome porque é doidão). Fora os games da Level-5, mais jogos de outras produtoras estão para serem lançados antes do Natal.

Eu sou doidão, por isso meu nome é Suda 51 #xatiado

E não só de clássicos do 3ds a Nintendo vive. Outros clássicos de seus consoles anteriores também serão (re)lançados pro aparelho, Ninja Gaiden, Zelda 2 e Castlevania: The Adventure, estão entre eles.

E tome Castlevania no portátil

3ds XL branco

Pois é, ao menos na Europa, foi anunciado um bundle do 3ds XL com Mario Kart 7, com o portátil branquinho. Poxa, é mais bonito que o azul e preto. Para os que não tem o aparelho, seria ótimo se lançassem uma versão americana também (lembrando que o 3ds tem trava de região, se alguém inventar de se aventurar com console europeu).

Eu trocava fácil o azul e preto por esse branco


Espírito de Bob Dylan (Presença 18)

 

O Kotaku postou hoje um artigo sobre soprar fitas de videogame antigamente ser mais prejudicial do que ajudar, quando ela não pegava. Obrigado por destruir a infância de milhares de jogadores viu.

Em resposta à isso, me senti inspirado a fazer uma pequena artezinha com o tema.

 

PS: Alguém reparou que “tentei” reproduzir a capa do álbum The Freewheelin’ Bob Dylan, disco de onde tem a música tema da frase?

Não conhece a música? Toma


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