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Review: Dead Rising 3 (Xbox One)

Depois de escrever sobre o lançamento do console e sobre o console… é chegada a hora de falar sobre jogos! Tentarei fazer reviews de todos os jogos que jogar do Xbox One e nada melhor que começar com zumbis! 1 milhão deles!

Dead Rising 3 segue a linha de seus antecessores: matança desenfreada de zumbis com boas doses de humor. Em alguns momentos parece que você está dentro do filme Zumbilândia (não assistiu? corra… é o melhor filme de zumbis que eu já vi).

Certamente não dá pra falar que o Xbox 360 ou o PS3 não fariam gráficos como aqueles porém a quantidade de objetos se mexendo de formas diferentes é absurdamente maior do que qualquer jogo já visto. Chega a ser ridículo o tanto de zumbis que saem de todos os lugares possíveis.

Mais zumbis que em todos os episódios de The Walking Dead juntos!

O jogo se passa na cidade de Los Perigos e você está na pele de um sobrevivente chamado Nick. Sua missão? Sair da cidade sem ser morto pelos zumbis, junto com os seus amigos. Porém não vai ser tão fácil assim devido a quantidade assustadora de zumbis  e passar por todos eles é praticamente impossível sem uma estratégia.

O jogo adota as boas coisas do primeiro… ajudar outros sobreviventes, tempo para sair da cidade, roupas engraçadas e muitos zumbis e também adota boas coisas do segundo como a confecção de armas a partir de itens que você encontra no jogo, a possibilidade de dirigir carros pela cidade e também os encontros com sobreviventes que, por algum motivo, insistem em te matar para tirar proveito do que você está carregando, os psicopatas!

Não sei o que dizer sobre essa imagem! Busque por Yatta no YouTube e talvez você me agradeça por te mostrar algo divertido!

Talvez seja o melhor jogo de zumbi já lançado, talvez… mas não dá pra cravar ainda. E se você acredita que para um jogo ser bom é necessário que o fator replay seja alto, fique avisado que Dead Rising 3 tem mais de 10 finais diferentes e um modo multiplayer.

Controles: Respondem muito bem e são intuitivos. Gatilhos miram e atiram, botões frontais selecionam itens e usam golpes de melee (socos e chutes), os bumpers servem para correr e abrir o menu… está tudo bem fácil de mexer.

Kinect: Quando joguei sozinho e em silêncio, funcionou perfeitamente. Alguns comandos podem ser dados por voz para juntar os amigos, atrair zumbis, ou até mesmo para largar a arma que você tem na mão. Seria excelente se não desse problemas quando tem muita gente conversando na sala… o jogo pausou diversas vezes, largou armas diversas vezes e entrou no menu tantas outras. Até concordo que jogo de zumbi é pra jogar sozinho… mas…

Gráficos: Nada que um Xbox 360 e um PS3 não fariam. Mas volto a dizer que duvido que houvessem tantos zumbis nesse jogo se ele fosse lançado para essas outras plataformas.

Smartglass: Talvez a grande estrela do jogo quando falamos de novidade. O uso do Smartglass no Xbox 360 foi muito pequeno se comparado ao uso que anunciaram que ele teria. Em Dead Rising 3 ele funciona como um… celular! Seu celular funciona como um celular, engraçado né? Você pode conferir suas missões, um mapa da cidade e ainda receber ligações de um personagem misterioso durante o jogo. Detalhe: Você precisa encontrar o celular no jogo para que o Smartglass funcione e precisa habilitar o companion no seu próprio celular via Smartglass.

Celular do Smartglass! Feature indispensável para Dead Rising 3!

Diversão: O jogo é bizarramente divertido. Ver seu personagem juntando uma serra elétrica com uma marreta para montar uma arma é 100% insano e a coisa só melhora conforme você progride… mais bizarrices aparecem e melhores!

Segundo o jogo, isso é o que acontece se você juntar uma moto com um rolo compressor! Insanidade para matar zumbis!

 

Dito isso, fica faltando apenas uma nota… e a nota é:

A gente ainda não tem imagens de score produzidas pra gente… por isso resolvi usar o bom e velho número sete!

Uma nota muito boa para o início da geração e o jogo mostra o que está por vir para os novos consoles. Um mundo promissor se abre… vamos ver o que está por vir!

Ah… e eu não poderia esquecer… aqueles que gostarem muito do jogo e terminarem a campanha no modo Nightmare ganharão uma armadura de um robôzinho manjado dos games…

Megaman! Já que a franquia morreu, vamos usar o robôzinho para matar zumbis! Ao menos é de graça, né Capcom?

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Gamescom: Mais algumas histórias

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Mais notícias vão aparecendo, e por aqui vamos comentando:

1. Trailers, trailers e mais trailers

A Blizzard enfim apresentou novidades para Diablo 3,  e não estou falando da versão dos consoles, mas da primeira expansão da versão de PC. Intitulada Reaper of Souls,  a expansão vai ter foco em Malthael, o Arcanjo da Sabedoria, desaparecido desde a expansão de Diablo 2 e recém surgido como anjo da morte em D3. Além do enredo, RoS trará também como novidade a classe de personagem do cruzador, que tem o foco em equipamentos pesados e magias de suporte. Nos dados técnicos, você poderá elevar seu char até o nível 70, além de acrescentar mais skills e magias para as classes já existentes do jogo, fora outras alterações nos mapas, missões e modos de jogo.

Muita gente reclamou de D3, particularmente eu me diverti muito e joguei feliz até terminar a história. Não sou o tipo de player que fica rejogando por mais milhares de vezes subindo mais o nível e zerando 3, 4 vezes, etc etc etc, pra poder opinar do pós jogo da primeira rodada, mas a mim o jogo diverte como o primeiro e o segundo divertiram.

Um novo (ou não) trailer de Lords of Shadow 2 foi apresentado pela Konami, o vídeo inteiro é praticamente o que já foi visto na E3, com a diferença de um pequeno detalhe: Ao final do trailer tem uma cena extra na qual apresenta um novo Belmont, Victor. Pra quem não conhece, Victor Belmont seria um dos protagonistas de Castlevania Resurrection, jogo que estava sendo produzido pela Konami americana e foi cancelado para Dreamcast por chilique ordem do Iga, que foi  escolhido o responsável oficial pela série no meio da produção na época. O enredo envolvia viagens no tempo, ou ao menos 2 linhas do tempo diferente, e teria além de Victor, Sonia Belmont, a protagonista de Castlevania Legends para Gameboy Color, e “ex-mãe” de Trevor Belmont, de Castlevania 3. Castlevania Legends foi limado da timeline oficial também por chilique ordem do Iga.

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

O que esperar disso? Não sei. No original, a história de Victor se passava em 1666, pelo pouco que mostrou, eu não ousaria dizer se o enredo dele se passa no presente ou no passado. O pior da história é que a Konami adiou Lords of Shadow 2 de 1 de dezembro agora para 27 de fevereiro de 2014. E tome ansiedade para o fanboy de Castlevania aqui…

Eu cheguei a postar a foto e citar ele entre os futuros títulos do Ps4 ontem. Não houveram muitos comentários a respeito do jogo, mas a ambientação me lembrou muito Ico e Shadow of The Colossus, se seguir por essa linha, seria um dos meus must have imediatos no lançamento sem exagero algum. A Tequila Works, produtora do game, é responsável pelo injustiçado Deadlight, um game muito bom que não caiu nas graças de crítica ou público.

A série Arkham foi uma das melhores coisas que joguei nessa geração disparado. Não espero menos de Arkham Origins, muito embora esteja receoso de não ter mais o dedo da Rocksteady Studios na brincadeira. Provavelmente o enredo deve ter uma boa dose de Batman: Ano um como referência, e é uma excelente influência.

Pelo visto a Ubisoft quer entrar na onda dos jogos de peleja, só que o game será para Kinect, ou pelo menos aparenta ser por esse teaser. Fighters Within, apresentado para o XOne promete muito sangue virtual. Para os extremistas do naipe “a culpa é dos jogos violentos” repare na pequena caixa laranja escrito “check the classification”, traduzido para o bom português como CHEQUE A CLASSIFICAÇÃO, antes de vir falar qualquer merda quando aparecer o próximo escândalo de violência no qual o suspeito tenha também o hábito de jogar. Mas antes disso, cheque primeiro a criação e o convívio com família e amigos dessa pessoa. Pronto, acabou o momento sapo, só achei apropriado pela quantidade de sangue no vídeo e por ser da Ubisoft, detentora de Assassin’s Creed.

2. Mais um pouquinho sobre a nova fase do Vita

Só pra mostrar que a Sony não estava só dando uma leve maqueada quando aparentava estar largando o Vita de mão mas dizia que não, esses são os futuros jogos de estúdios independentes que sairão para ele

  • Age of Zombies (BlitWorks/Halfbrick)
  • A-Men 2 (Bloober Team)
  • Assault Android Cactus (Witch Beam)
  • Avoid Droid (Infinite State Games)
  • Broken Sword: the Serpent’s Curse (Revolution Software)
  • Eufloria HD (Omni Systems)
  • Fez (Polytron Corporation)
  • Final Horizon (Eiconic Games)
  • Flame Over (Laughing Jackal)
  • Gravity Crash Ultra (Just Add Water)
  • Gunslugs (Abstraction Games)
  • Hotline Miami 2: Wrong Number (Dennaton Games & Devolver Digital)
  • Joe Danger 1 (Hello Games)
  • Joe Danger 2 (Hello Games)
  • Kick & Fennick (Green Hill Studios)
  • Rogue Legacy (Cellar Door Games)
  • Samurai Gunn (Teknopants)
  • Supermagical (Tama Games)
  • Switch Galaxy Ultra (Atomicom)
  • Table Top Racing (Ripstone)
  • The Binding of Isaac: Rebirth (Nicalis)
  • Volume (Mike Bithell)
  • Wasteland Kings (Vlambeer)

Alguns deles já são conhecidos pela Steam (Rogue Legacy) ou pela Live (FEZ), mas uma boa parte aí será novidade, e no portátil eu espero que dê muito certo, o Vita é uma ótima plataforma pra isso se o público aderir.

Espero ter mais alguns resumos a fazer amanhã, mas se não tiver, ainda tô devendo um pequeno review de Dragon’s Crown, que estou jogando dedicado desde o lançamento 2 semanas atrás, e outros comentários mais do mercado.

Inté!

 

EDIT: Hoje a Konami divulgou algumas imagens mais de Victor Belmont, e juntando isso, mais uma análise com um pouco mais de calma das poucas cenas que ele aparece no trailer, pelas roupas, parece que Victor será um Belmont contemporâneo. Tudo bem que tem uns pedaços de armadura e tal, mas ele tá usando um colete que e camiseta que parecem roupas da era atual. Vejam por vocês mesmos.

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin's Creed?

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin’s Creed?

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

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Gamescom: Um pequeno (?) resumo

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Trabalhando o dia todo e com internet bloqueando conteúdos com temática de games ou de redes sociais, fica difícil conseguir acompanhar os grandes eventos ao longo do dia. Falta tempo mesmo pra conseguir assistir de noite e assimilar as informações dadas, mas vamos lá…

1. Datas de lançamentos de PS4 e o que virão de jogos de início para ele e XOne

Sony finalmente confirmou a data de lançamento para o seu novo console, dia 15 de novembro nos Estados Unidos e 29 de novembro na Europa e também no Brasil, mudando os planos de lançamento conjunto nosso com o americano.

Rime, exclusivo para PS4... Uma das lindezas anunciadas dos pequenos estúdios para a próxima geração

Rime, exclusivo para PS4, uma das lindezas anunciadas dos pequenos estúdios para a próxima geração.

Junto do console serão lançados uma boa lista de jogos, tais como Drive Club, Knack ou War Thunder.

Já para o XOne data de lançamento ainda não tem, mas dos lançamentos, algumas novidades como Crimson Dragon, Killer Instinct ou Ryse estarão lá na mesma data do console. O XOne será lançado na Europa com Fifa 14, me pergunto se o farão no resto do mundo.

2. A Sony enfim resolveu dar mais atenção ao Vita

Parece que a estratégia de abraçar os pequenos estúdios vem tomando um rumo. Diversos dos jogos indies a sair terão exclusividade entre os consoles, para os aparelhos da Sony. Alguns sendo multi (Ps Vita/Ps4) e outros exclusivos do portátil, é o caso de Murasaki Baby, joguinho bizarro que parece fazer bom uso das funções touch e giroscópicas do aparelho e Big Fest, jogo no qual você é um produtor de eventos musicais.

Além disso foi anunciado um corte no preço, o Vita passará a custar 199 dólares. Memory cards também terão preços reduzidos.

3. Demais anúncios da feira

Videozinho de gameplay de Titanfall só pra babar no ritmo frenético desse shooter futurista com mechas

E mais um Fable, agora permitindo jogar co-op com 4 jogadores, e ainda poder escolher o caminho do vilão, utilizando do smartglass pra ajudar a controlar lacaios e atrapalhar os heróis

E lá vem The Sims 4 com um teaser…

… e com um vídeo apresentando as novidades

Borderlands 2 será lançado também para o Vita…

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4. Opinião

Gostei bastante do lineup das 2 empresas para o lançamento. Se os erros do laçamento do PS3 fizeram a Sony aprender o suficiente pra recuperar a hegemonia da marca Playstation, a dedicação quase que exclusiva ao kinect nos últimos 3 anos e o planejamento furado da Microsoft para o XOne também fizeram ela correr atrás do prejuízo pra agradar aos fãs. Quem sai ganhando com essa história? Nós! A Sony tá dando toda a atenção possível a grandes e pequenos estúdios, evoluindo o tratamento com estúdios independentes, e trazendo milhares de novidades para os gamers.

A coisa melhorou tanto que resolveram dar a atenção em um rumo que acho muito bom para o Vita. Se o planejamento usando gráficos ultra avançados não deu certo, mesmo tirando o diferencial de interatividade para o concorrente da Nintendo, ao menos os novos jogos indies serão uma ótima (e barata) opção para jogar no portátil, e isso muito me interessa. Fiquei muito curioso para jogar Murasaki Baby, e acho até que seria hora de voltarem com os jogos diferenciais do predecessor, o psp. Games como Patapon ou Loco Roco seriam excelentes no Vita. Isso sem falar na queda de preço né, o que já estou vendo a Nintendo sendo obrigada a baixar o preço do 3ds caso o console da Sony passe a vender mais com essa redução e os novos títulos independentes. Finalmente vão baixar o preço dos cartões de memória também, não tem nada mais babaca do que inventar uma mídia exclusiva pro seu aparelho e colocar o preço dela lá em cima, te fazendo ficar em dúvida se compra um cartão ou um ou 2 jogos novos.

Por outro lado a Microsoft vai ter que correr atrás do prejuízo depois de tanta lambança. Tudo que foi planejado inicialmente pro XOne foi retirado aos poucos, inclusive a recente desobrigação em usar o Kinect sempre. Só espero que agora lancem uma edição sem ele, pra baratear o preço do console, se é que isso faz diferença, tendo uma máquina virtualmente mais fraca que o PS4. Mas no quesito jogos, a Microsoft ainda tem uns trunfos, não faz parte dos títulos de lançamento, mas se tem um jogo que vai me fazer sentir falta de ter o XOne até eu ser rico pra sustentar os 2 aparelhos, ou uma alma caridosa resolver me presentear, ou os 2, é Titanfall. Esse vídeo apresentado acima me deixou empolgado. Gosto de shooters, não é meu gênero favorito, mas quando o jogo chama a atenção, f&#@-se se é mais um no gênero. Correria frenética, pulos pelas paredes, utilização ou não de mechas, matar pilotos inimigos que ejetam de mechas, matar soldados inimigo quando você ejetar do seu mecha, e por aí vai… Me parece que será uma correria louca!

Killer Instinct parece que será ainda mais roubada do que se esperava. Serão lançados 6 personagens extras na primeira leva, cada um por 5 dólares (Jago é o único liberado com o jogo “gratuito”), pra levar um pacote com os 6 você pode pagar 20 dólares. Mais personagens serão lançados posteriormente com mais packs… Sério, to sem entender essa estratégia da Microsoft com Killer Instinct, isso tem um cheiro de cagada pesada com uma franquia que não merecia isso em sua volta.

O medo do futuro controle de conteúdo e drm’s que parecia começar a entrar no mercado nessa geração tem dado espaço a ansiedade e expectativa. Sei que não comprarei um console da nova geração tão cedo (ylods e 3rls me ensinaram nessa a não entrar em barco furado sem antes esperar um tempo hábil para testes), mas vou ficar passando uma vontade feroz vendo o novo desempenho dos futuros consoles. Agora tá um momento com cara de véspera de próxima geração de verdade.

Que venha a nova geração!

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E não é que alguem estava feliz? O curioso caso da petição online para que o XOne volte a ser como planejado

“Eu cometi um grande erro.” Será?

Era uma E3 promissora e ao mesmo tempo digna de cautela, Microsoft havia anunciado que seu próximo console viria com uma série de controles e/ou liberdades em relação ao aparelho e os jogos que você comprasse para o futuro console deles. Por outro lado havia uma certa aura de que “isso é o futuro, e é provável que a Sony siga da mesma forma, ainda que o faça depois do caminho ter sido desbravado (e o filme queimado) pela Microsoft.

Chega a E3 e a Microsoft apresenta uma conferência considerada por muita gente como a melhor da história, e não da história da MS, mas da história da E3. Dezenas de jogos divididos entre novas e velhas franquias, sem tempo algum pra respirar entre cada apresentação, quase nada para o kinect (música para os ouvidos dos gamers tradicionais largados de mão nos últimos anos do X360). O que a Sony poderia fazer pra conseguir quebrar uma apresentação tão foda como essa? A resposta foi simples e dada em questão de 3 ou 4 slides e aplaudido de pé por público e crítica: Atacar o ponto fraco da rival, ou seja, nada de meter o bedelho em algo que você já comprou e precisar passar pelo crivo deles para emprestar ou passar adiante, nem te tratar como um ladrão que precisa ser checado todo santo dia pela internet, caso contrário seu console não te deixa jogar.

O primeiro videocassete produzido em 10 anos, a Microsoft só não especificou quantas cabeças ele terá

O que qualquer ser que quer te impor alguma coisa que aparentemente não é bom faz pra conseguir o que quer? Te oferece o melhor banquete do mundo. Seu console será verificado online? Mas você pode jogar online com qualquer conta no seu console tendo apenas uma pagando a Live. Pra vender seus jogos vai ter que ser em uma loja autorizada nossa, ou que ao menos a pessoa esteja na sua lista de amigos a mais de 30 dias? Cada jogo que você comprar poderá compartilhar com 10 pessoas, imagine um grupo de compras de 10 pessoas pra cada jogo. Em resumo: um peixe se pesca pela boca, e foi isso que a Microsoft ofereceu pra fazer com que você considerasse ao menos legal tanto controle e supervisão em cima do seu entretenimento.

Mal ou bem, o que foi oferecido era sem dúvida alguma muito bacana e tentador, mas o que ocorreu é que a reação contrária a isso foi tão negativa que AO MEU VER (e digo isso porque apesar de gente escrevendo sobre o assunto em geral colocarem como sua opinião, óbvio, ao mesmo tempo colocam embutidos como se fosse uma afirmação, e não opinião, sendo assim, uma verdade), a resposta que todos deram é que “não interessa o quanto de presentes e benefícios você me ofereça, se no fim o seu aparelho controlará a liberdade que tenho com o meu console, eu não quero”. Mas peraí, eu disse todos? Eita porr@, eu estou fazendo o mesmo, colocando como uma afirmação ao invés de opinião, me desculpa gente.

E todo esse floreio resumido da E3 e sua reação pós evento foi pra chegar aonde o texto realmente começa. O que aconteceu depois é que a Microsoft precisou fazer uma mudança drástica: esquece todo esse lance de verificação, drm e bla bla bla, tudo voltou a ser como já é no x360, ps3 e futuro ps4 e todo mundo ficou feliz com a resposta e… ops, peraí, p#*@ merda eu usei um termo afirmativo de novo, foi mal mais uma vez. Um grupo aparentemente imensamente maior (eu acredito ser imensamente a ponto de ter feito a MS voltar atrás, mas não ouso afirmar porque não vi dados) acabou  forçando essa mudança e fez o mercado caminhar de uma forma amistosa equilibrando o bacana do compartilhamento e a liberdade contra drm’s ou verificações online como já temos hoje. Mas não é que não tem mesmo como agradar a gregos e troianos? Esses últimos dias apareceu na internet uma petição online para que o XOne voltasse ao seu formato anteriormente planejado.

Como assim querer voltar aos DRM’s e verificações online? Esse povo é doido é?

Essa resposta eu não tenho, somente algumas suposições, mas pelo que vejo, as vantagens que a microsoft ofereceu inicialmente de compartilhamento dos jogos realmente agradou esse pessoal a ponto de se sentirem lesados de não terem mais essa possibilidade. Até quinta, alguns sites diziam ter 2 mil assinaturas, o IGN disse 12 mil, sei lá se digitaram um número a mais no início do post deles noFacebook, sei que isso não importa, o que interessa é que mostrou que um grupo achou que saiu perdendo com essa mudança de planos da Microsoft.

“Igualin igualin” a Steam…

No texto da petição diz que os consumidores que foram contra o que a MS ofereceu estavam mal informados e a Live seria uma Steam para o XBox basicamente. Steam para o Xbox? Andei conversando com uns amigos sobre o porque de tanta diferença na realidade dos preços da Steam para a Live ou PSN já de longa data e, segundo a opinião de um deles que trabalha como tradutor e já teve que ler alguns textos sobre o assunto, o preço dos consoles quando chega nas lojas, em geral é abaixo do preço que deveria ser cobrado, as lojas só assim o aceitam porque as vendas dos jogos compensam as do console, sendo assim, se a Microsoft (ou qualquer outra concorrente dela) resolver vender jogos digitais em promoção estilo Steam, depois da Amazon, Bestbuy etc etc etc terem comprado os jogos pagando o preço normal para vender no preço normal, ela será uma grande filha da p$%@ com essas empresas, porque é óbvio que os consumidores iriam preferir comprar digitalmente ao invés de nas lojas físicas. E o que aconteceria? Quebra-se o acordo formal sobre o preço dos consoles, coloca o preço deles lá pra cima como deveria ser e as fabricantes deles se ferram. Infelizmente eu não consegui com o texto que aponta isso, detesto deixar o post com cara de achismo e fail, mas assim que conseguir dados melhores sobre isso, posto por aqui. Só sei que segundo ele, isso acontece em vários mercados, como o de impressoras, por exemplo. Dessa forma não seria bem assim que teríamos uma realidade da Steam no Xbox. Acho que teríamos promoções melhores que as atuais sim, mas nada próximo a Steam, afinal, vale lembrar que nos computadores a briga com a pirataria é absurdamente maior do que nos consoles. Mas principalmente, dizer que os especialistas em games do mercado editorial estão desinformados é um tanto quanto presunção né?

Do ponto que vejo essa situação, as pessoas na petição são o perfil comum que a Microsoft visou no console: Pessoas que não tem problemas com internet, não se importam se o console fizer uma checagem diária e talvez até acatem qualquer reclamação que o Bleszinski, da Epic faça sobre vendas de jogos usados, afinal eles só jogam com o videogame ligado na internet mesmo e não tem problemas com queda da conexão e coisas do tipo. Acho que essas pessoas tem que ter um console que atenda essa realidade deles? É claro que sim, o que não acho é que a Microsoft ou qualquer outra empresa do mercado vá querer bancar o alto custo de um aparelho de ponta pra vender a um grupo que se mostrou ser pequeno. Em geral achamos que todo americano tem internet rápida e boa, sem quedas e coisas do tipo, mas quando li as centenas de comentários de leitores no blog do Major Nelson, no dia que a Microsoft divulgou a nota oficial de como seria seu sistema online, o que eu vi foi uma imensa maioria desses comentários serem de americanos que TEM sim problemas com conexão. E aí você pensa, “poxa mas uma conexão de um smartphone já resolve pra checagem online do console”. A questão pra mim não é o fato de ter problemas com internet pra que o console seja checado, o problema pra mim é o console ser checado. Se paguei pelo produto, não quero que ele fique me dizendo se posso ou não jogar, quero ter a possibilidade de um dia ter a chance de ir pra casa de um parente no interior, uma fazenda que for e que não tenha acesso a conexão nem através do smartphone, e não ser impedido de poder jogar com os amigos. Aí você pode até se perguntar “mas quando que você faz uma coisa dessas?” Eu te digo, sei lá, poucas vezes, mas quando o fizer, não quero que esse tipo de merda seja um empecilho, paguei um mundo pelo aparelho, não quero que ainda fiquem metendo o bedelho se vou jogar ou não.

Apesar de tudo isso, infelizmente acho que a tendência no futuro encaminha para o que a Microsoft tentou antecipar forçadamente com o XOne, mas torço com todas as minhas forças para que siga para outro lado. Nós temos seguido cada dia mais para o rumo das facilidades através da internet, mas ao mesmo tempo do rumo de ser supervisionado através da mesma. Acho inevitável, tem suas vantagens (como o XOne teria) mas não acho saudável esse rumo.

EDIT: Que burrice a minha, esqueci do link para a petição né, aqui está.

PS: A Edge Magazine colocou uma capa pra lá de matéria comprada na edição desse mês, mas recomendo fortemente que vocês leiam a edição. O texto, ao contrário do que se esperaria ao ver a capa, não tem nada de comprado e faz uma análise de pontos que levaram a essa situação da MS, fazendo um comparativo até as lambanças que fizeram do PS3 uma bomba no lançamento e todas as mudanças que tiveram que tomar pro PS4.

“Esse é o seu próximo console”

Opinem, discordem, concordem, critiquem, mas façam do blog e do assunto algo positivo com discussões saudáveis! Obrigado

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