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O que achamos de Castlevania: Lords of Shadow 2

Dracula biriteiro

Depois de 1 semana, terminei um dos jogos do fim da sétima geração de consoles que mais aguardava e…

… se tivesse escrito isso até ontem, o tom do humor seria diferente, mas deixa eu ir do princípio.

Castlevania: Lords of Shadow 2 é a continuação direta de Mirror of Fate (achou que eu ia falar do primeiro LoS, né?). Nesse jogo você finalmente tem o que esperava há um tempo: a possibilidade de jogar como Drácula.

No enredo: Drácula acorda na era atual sem lembrar PN de o que aconteceu desde o final de um combate fatal contra a Irmandade da Luz (aquele trecho da demo, e o início do jogo). Zobek, agora como um homem de negócios todo pimpão, aparece para ele e o informa que as forças de Satã estão preparando sua volta, e que ele não perderia a chance de fazer dos 2, escravos no inferno. Como moeda de troca, Zobek encontrou o chicote (Combat Cross) que Gabriel usou na primeira luta contra o tinhoso e que tinha sido estilhaçado por gabriel após a luta contra o Forgotten One no DLC Ressurrection do primeiro LoS. Com a Combat Cross, Drácula tem a chance de poder terminar com sua penitência eterna e finalmente morrer.

Agora dono da Coca-Cola (mentira), Zobek resolveu se fazer no mundo do capitalismo pra se preparar contra o tinhoso ou mesmo contra o Drácula

Agora dono da Coca-Cola e do Google (mentira), Zobek resolveu se fazer no mundo do capitalismo pra se preparar contra o tinhoso ou mesmo contra o Drácula

O game bebe da fonte do seu antecessor, combates no esquema de 2 botões de ataque, um para bater forte em 1 único inimigo, outro pra bater mais fraco nos inimigos ao redor. Esquema de ganhos de equipamento através do progresso do jogo, etc. O que mudou de mais importante nesse jogo é o fato de que agora ele se passa inteiro em um mapa, sem o esquema de fases, ou capítulos, do anterior, o que deu uma cara mais Darksiders, e também Symphony of The Night. Eu disse 1 mapa, mas na verdade são 2. O jogo se passa em 2 tempos, sendo o primeiro no presente e o segundo no passado, desvendando o que foi que aconteceu com você e recuperando seus poderes. Você transita pelos 2 mapas através de um portal que é encontrado em determinados locais do jogo.

Outra das novidades do game são os tão falados trechos de stealth. Você usa morcegos para distrair inimigos, ou procura cantos escuros pra se transformar em uma ninhada de ratos, ao maior estilo Gary Oldman, em Drácula de Bram Stoker, do diretor Francis Ford Coppola (o melhor filme de vampiros ever). Sim, é um modo bem simples, como vários sites tem comentado por aí, só não é tão ruim quanto estão dizendo. Os trechos são tão pequenos que servem apenas pra acrescentar no enredo, já que você está enfraquecido e não tem forças ainda pra encarar inimigos mais fortes. Servem também pra mudar um pouco o ritmo do jogo, se não foram um Metal Gear Solid, ao menos não foram ruins para estragar a jogabilidade.

Do diretor Francis Ford Copolla, Dracula de Bram Stoker é um vampiro da era pré purpurina de fada.

Do diretor Francis Ford Coppola, Dracula de Bram Stoker é um filme de vampiro da era pré purpurina de fada.

A parte sonora continua no ritmo de Lords of Shadow, se você gostou dessa trilha, provável que goste da trilha de LoS 2 também.

Um dos momentos mais épicos que vivenciei no jogo (pequeno Spoiler daqui pra frente, selecione o texto se quiser ler): Logo após acordar no presente e transitar perdido pelas ruas de Castlevania City, você entra em um beco e enfrenta um monstro. Como Drácula está fraco, ele é derrotado, mas salvo em cima da hora por um lacaio de Zobek. Drácula desmaia e quando acorda, está em um quarto fechado com uma família (pai, mãe e filha). Em sua sede de sangue, você mata desesperadamente o pai e bebe o sangue da mãe até secar na frente da filha deles. Esse foi o trecho em que o game te dá um soco na cara dizendo “você é o príncipe das trevas, baralho, seja mal”. Quase dei um grito acordando todos na casa nessa hora.

De uma forma geral, o game é tão bom quanto o primeiro LoS, só senti ele menos inspirado. Os combates e a exploração, bem como os duelos contra os chefes continuam bem legais, só que menos empolgantes, senti falta também de uma variedade maior de inimigos com formas de ataque diferentes (voadores por exemplo). E isso foi uma pena. Aliás, falta de inspiração parece que foi uma constante no jogo. Apesar de boa parte do game se passar no presente, senti uma falta absurda do personagem estranhar as inovações tecnológicas do presente. Nem um susto com “carruagens sem cavalo” ou “homenzinhos dentro de uma caixa”. Em determinado trecho, Drácula mesmo sugere ir atrás de um antídoto pra um problema que acontece no game, como se ele tivesse o conhecimento mínimo necessário de ciência contemporânea pra citar isso.

Drácula recém acordado dando um rolé por Castlevania City, faltou estranhar a tecnologia e as pessoas

Drácula recém acordado dando um rolé por Castlevania City, faltou estranhar a tecnologia e as pessoas

Tentei deixar de fora o máximo o meu mal humor recente pelo fim. Posso dizer que fiquei feliz até antes do final, porque esse estragou tudo… Se por um lado o final de LoS te deixava empolgado, revelando de uma vez (óbvio que todos esperávamos já), que Gabriel é o Drácula, e preparando um cenário para outro combate contra o cão, por outro, o final de LoS 2 te deixa com uma sensação de ter visto o fim de um episódio de um desenho dos anos 80. Isso me fez diminuir o 7.5 que eu estava dando pro jogo para 7. E na boa, se vier com p$%@ria de que o final mesmo ficou pra algum DLC, essa nota cai pra 6. Os DLC’s de LoS acrescentam, mas não deixam o final do game normal vazio, e não foi isso que aconteceu em LoS 2. Pior final que vi nessa geração junto com Rise of The Argonauts.

Rise of The Argonauts tem disparado o pior final de um jogo que vi nessa sétima geração de consoles

Rise of The Argonauts tem disparado o pior final de um jogo que vi nessa sétima geração de consoles

Essas foram as considerações de um fanboy de Castlevania desde a era NES, concorda? Discorda? Quer conversar sobre o game? Comente!

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Assassin’s Creed IV: O melhor da franquia (depois do II)

Assassinos explorando o mar aberto

Final do ano passado eu gastei até um pouquinho a mais do que pretendia nas promoções de jogos. Dentro dessa leva, 2 vieram pela ocasião de promo. Até o final de novembro não era todo dia que se via AC IV: Black Flag + Dragon’s Dogma: Dark Arisen por um preço em conta (mídia física e nos consoles, claro). O novo jogo da série ainda não estava nos meus planos, já que nem terminado o III eu havia. Não me importava de comprar ele quase saindo o V, ou IV-2, ou sei lá também, mas cara, não tive arrependimento nenhum na compra, ao contrário. Fiz uma pequena maratona pra terminar o III ainda antes de virar o ano e depois de começar a jogar o IV, percebi que entrei 2014 com o pé direito.
Que jogo FODA, é só o que tenho a dizer. O III foi muito criticado por um monte de coisas que deixou o jogo chato, eu particularmente curti bastante, mais até do que o brotherhood ou revelations, mas o IV é outra coisa. Claro que você ainda é um assassino com as mesmas movimentações e habilidades dos outros jogos da série, mas o IV expande ideias como a exploração dos navios, ou as caças a tesouros submarinas, sem falar no upgrade que as guerras marítimas sofreram.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

O público de Assassin’s Creed já mostrou ter mais apreço pelos personagens cafajestes ou canastrões, vulgo a popularidade do Ezio e agora do Edward sobre as personalidades sérias e obstinadas de Connor e Altair. Particularmente ainda gosto mais do Altair, e gosto bastante do Connor, mas entendo a popularidade de Ezio e Edward. O jogo se torna mais descontraído mesmo com uma temática relativamente séria.
Aliás em quesito temática, AC IV me remeteu diretamente ao que senti jogando o segundo, aquele feeling de “agora acertaram mesmo com o jogo”. Não sou muito fã do universo de piratas, mas o game tem um ritmo tão divertido que você não se incomodaria ainda que odiasse piratas. Talvez AC IV seja o menos desligado no que diz respeito a momento histórico. Não que as coisas ali não façam parte de um período histórico real, mas é que ele foi o menos pretencioso. A história original dava margem pra colocar muita coisa e criada para nem tantos momentos históricos assim de Havana ou Nassau, diferente da independência americana ou o conflito com os Borgia e a igreja católica na era da renascença. E talvez esse fator tenha sido o mais prático para a franquia. Acho um exagero um Assassin’s Creed por ano, a trama geral vai ficando batida e a jogabilidade repetitiva, mas quando você livra um pouco os momentos históricos, você permite que ele seja mais videogame.

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça, só não tem aquele tiozinho da barraca de cd da feirinha

É difícil um jogo de mundo aberto, onde o cenário é enorme, ficar muito bonito, mas devo dizer que as praias paradisíacas do mar caribenho em Black Flag ficaram acima da média de jogos do estilo. Não tem como ficar de cara em algumas paisagens, e imagino que a versão dos consoles da nova geração devam ter ficado ainda mais pi-k.

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Em questão da era atual, a seguir, um trecho de spoiler, então se não terminou o III, melhor nem ler:

Como o Desmond morreu no jogo anterior, em Black Flag a Ubisoft teve uma boa sacada: possivelmente afim de evitar críticas ao assassino atual, depois de tantas que o Desmond recebia (acho até injusto porque gostava do personagem, só acho que não teve a possibilidade de ser desenvolvido como os seus antepassados), a Ubi decidiu te deixar a cargo de ser o assassino. Sim você mesmo, a tela na era atual fica em primeira pessoa, não há nada de nomes, imagens sua, nada. Você entra na história como um programador e tester da Ubisoft. E aí vem a segunda grande sacada: A ubi se inseriu no jogo como a empresa responsável por lançar os novos jogos baseados na tecnologia Animus da Abstergo, em outras palavras, a Ubi é uma pau mandada da Abstergo, e você explorando sobre o DNA do Desmond e seus antepassados vai descobrindo a história de Edward e mais informações preciosas dos assassinos e templários. Particularmente achei uma ótima ideia, e um bom intermediário até terem outra ideia que possam colocar para o personagem da era atual.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

O jogo ainda possui um minigame de batalha naval que pode ser jogado tanto no console quanto no seu smartphone. Você envia sua frota de navios piratas pra liberar rotas marítimas e também fechar negociações com comerciantes em vários cantos do Atlântico. Por esse aplicativo no smartphone, você pode também dispensar o uso do mapa na tela do console, usando o aparelho como uma segunda tela e gps do jogo. Você pode inclusive fazer tudo isso enquanto não estiver jogando, e ir fazendo dinheiro e conseguindo produtos de comércio, controlando suas frotas. A hora que você começar a jogar o jogo original, estará lá na sua “conta bancária” tudo bonitinho.

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Enfim, se você gostou do II e tava meio que enjoado da série depois de todos os outros jogos seguintes, dê ao menos ao AC IV: Black Flag uma chance, o jogo é Assassin’s Creed em sua melhor forma, e já devem começar a aparecer boas promoções do jogo em todas as plataformas.

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Excelsior! O que rola em Lego: Marvel Super Heroes

Sério Jean, o jogo é massa!

Sério Jean, o jogo é massa!

Já faz um tempo que a franquia Lego resolveu entrar  no mundo dos games utilizando uma abordagem diferente. Desde Lego Star Wars os jogos vem seguindo pra tudo que é rumo, algumas coisas mudam, outras permanecem, mas uma coisa é certa: franquia da Lego em videogames pra mim só se tornou interessante com essa adição do universo de filmes, animações e quadrinhos.

Reed Richards e Sue Storm dando um rolé por NY e dão de cara com um anúncio de Luke Cage e Punho de Ferro

Reed Richards e Sue Storm dando um rolé por NY e dão de cara com um anúncio de Luke Cage e Punho de Ferro

Não sou profundo conhecedor dos jogos da linha Lego, exceto por todos os 4 Star Wars (Lego Star Wars, Lego SW 2: The Original Trilogy, Lego SW: The Complete Saga e Lego SW3: The Clone Wars), e joguei um pouco aqui e ali de Senhor dos Anéis, Batman 2: DC Super Heroes, Piratas do Caribe e Indiana Jones, e francamente, não aprofundei muito na jogatina desses demais pra perceber muitas mudanças. Realmente nenhuma delas foi a ponto de dizer que são jogos completamente diferentes. Os inimigos ainda são fáceis, não existe aprofundamento na linha de aprendizado do jogo ou nas habilidades dos personagens e seu objetivo principal ainda é mais quebrar o cenário pra pegar pecinhas  e itens escondidos do que necessariamente derrotar seus inimigos, afinal é um jogo pra crianças, mas algumas coisas mudaram de forma positiva, a começar pelo mapa mundi. Em Lego Star Wars você tinha um cenário central (a lanchonete do episódio 2 ou a cantina do episódio 4) e entrava em determinadas áreas separadas por filme e por capítulo. Em MSH o seu mapa é a cidade de Nova York, com direito ao Aero porta-aviões da S.H.I.E.L.D., o edifício Baxter, lar do Quarteto Fantástico, ilha Ryker, a torre Stark, a Mansão X e a Mansão dos Vingadores, etc etc etc, inclusive o próprio edifício da Marvel. É um mapa relativamente grande pra um jogo de Lego, e com direito a esquema GTA onde você pode pegar o carro dos cidadãos emprestado (acredite, eles ficam até felizes de ajudar um super herói com isso!) e também encontrar um monte mini missões de corrida e coisas do tipo. O seu objetivo principal sempre terá um caminho no GPS indicando aonde é, mas qualquer volta no mapa é livre. Você também usa veículos conhecidos dos personagens como o Fantasticarro ou o Quinjet dos Vingadores.

O Sr. Fantástico dando um rolé no Táxi "Emprestado"

O Sr. Fantástico dando um rolé no Táxi “Emprestado”

Outra pequena mudança no jogo são as características dos personagens. Eu estava acostumado com os arquétipos padrão de Star Wars, onde você tinha Jedis, crianças  pequenas, dróides estilo R2, dróides estilo C3-PO, caçadores de recompensa, e atiradores comuns, onde cada um tinha características muito específicas deles mesmos, mas MSH dá uma quebrada nisso. Precisa escalar uma parede? Você pode usar o Wolverine com suas garras ou o Homem-Aranha que gruda na parede, mas se precisar puxar algo grudado na parede ou no teto, Wolverine não vai usar um cabo ou algo do tipo, como o Homem-Aranha ou o Sr. Fantástico podem fazê-lo com teias ou os braços esticados, nem esses 2 vão abrir portas onde são necessárias garras, como o Wolvie ou o Fera tem. Esse esquema de características que se embolam entre vários personagens deu um toque legal no jogo quando você quer usar equipes diferentes de personagens sem se prender aos arquétipos que os games Lego usavam.

Enquanto algumas paredes específicas podem ser escaladas tanto por Wolvie quanto o Maranha...

Enquanto algumas paredes específicas podem ser escaladas tanto por Wolvie quanto o Maranha…

... outras coisas só um ou outro podem fazer, como lhes são específicos.

… outras coisas só um ou outro podem fazer, como lhes são específicos.

Falando em personagens, cara o jogo tem vários deles. De Vingadores a X-Men, passando por Quarteto, Marvel Knights e mais uma rapaziada, sem falar nos vilões, o hall é imenso, e tenho certeza que ainda ficarão gente de fora.

Além dos vários personagens, o game ainda tem esquema de uniformes diferenciados, que contam como o mesmo personagem mas em outra versão. O Homem de Ferro por exemplo tem uma das armaduras que destrói objetos com raio de calor (objetos dourados) e as demais com mísseis que destroem objetos resistentes (indicados pela cor prata), o que te permite variar com o mesmo personagem.

Sério, olha a baralhada de personagens possíveis, e repare que na foto em destaque no topo, ficam ainda as caixas de uniformes diferentes a liberar no jogo

Sério, olha a baralhada de personagens possíveis, e repare que na foto em destaque no topo, ficam ainda as caixas de uniformes diferentes a liberar no jogo

Pra mim o principal ponto que a série Lego perdeu foi a adição de falas aos personagens. Ficou muito comum, embora os diálogos sejam sempre puxando pra comédia. Nunca esqueço de Lego Star Wars 2 quando Darth Vader vai contar pro Luke que é pai dele. Vader puxa um porta retrato do bolso com a foto dele como Anakin, junto da Amidala. Tive crise de risos com isso na época, o jogo tinha que se desdobrar pra desenvolver um diálogo sem usar palavras, e isso era bem legal. Além disso, sinto falta de um sistema de partida online, ou até da possibilidade de jogar em 4 pessoas. É um típico jogo “quanto mais gente bagunçando, melhor”.

Mas verdade seja dita, encontrei um bug extremamente chato. No capítulo 6, onde você invade uma base da Hidra com o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra, existe um elevador logo no início da fase que teima em subir só a metade e desce de novo. Pelos fóruns do game na Steam e do gamefaqs que fui descobrir que se você baixar o máximo a resolução e tentar, uma hora ele acaba subindo tudo. Dar um bug que gere problemas em uma sidequest é uma coisa, mas um bug que trava completamente o seu jogo é outra e bem chata aliás. Tive que tentar algumas vezes até ele subir.

Outro erro chato que está acontecendo é que a versão da Steam não está reconhecendo conquistas, os produtores já prometeram uma correção disso o quanto antes, mas até agora nada, depois de TMNT: Out of The Shadows, parece que virou padrão games sairem com erros tão grosseiros assim, quem jogou Star Wars: Jedi Power Battles no psx deve lembrar também de personagens que travavam fora da tela ou morte que comiam 2 vidas antes de te devolver ao jogo.

Casal 20

Casal 20

O enredo é trabalhado em 2 planos até o momento, começa no plano de fundo, com Galactus, o devorador de mundos enviando seu arauto, o Surfista Prateado, pra procurar planetas e segurar sua fome insaciável, em seguida vem o primeiro plano do jogo: O Dr. Destino tem um plano para conseguir dominar o mundo através do cubo cósmico e pra isso conta com o recrutamento de uma gama de vilões conhecidos do universo Marvel para pô-lo em prática. Homem Areia, Dr. Octopus, Magneto, Fanático, Venom, Caveira Vermelha, Arnim Zola, Mandarim, Loki e muitos outros vão aparecer pra dar trabalho aos heróis.

O game saiu pelo preço internacional de 50 dólares, no Brasil estão dando uma de espertinho e cobrando 199 reais, como se ele seguisse o padrão de 60 dólares, mas se você não tem problemas em jogar esse tipo de jogo em um computador, na Steam ele já lançou em promoção de 50 por 45 REAIS. Eu gosto da série Lego (os de franquias famosas), mas é o tipo de jogo que atraso pra poder pegar quando tem uma promoção, e também o tipo de jogo que eu sempre darei preferência pras versões de console, mas por esse preço de lançamento, deixei de lado tanto os meus planos quanto os meus preconceitos e tô me divertindo.

Se a Tempestade usasse a Steam, certamente ficaria feliz com o valor do game cobrado lá

Se a Tempestade e o Groxo usassem a Steam, certamente ficariam felizes com o valor do game cobrado lá

Comentei sobre a versão principal, a dos consoles. Nos portáteis o jogo recebeu um subtítulo, ficando como Lego: Marvel Super Heroes – Universe in Peril, e a julgar pelas fotos do 3DS, a visão de jogo é diferente, o que provavelmente também deixará os comandos do jogo diferentes.

É uma boa ir voando pegar na Steam se você não tiver preconceitos com esse estilo de jogo no computador

É uma boa ir voando pegar na Steam se você não tiver preconceitos com esse estilo de jogo no computador

Pra um jogo de criança, Lego Marvel Super Heroes brinca com vários detalhes perceptíveis apenas por adultos, principalmente conhecedores dos personagens, e vale demais a experiência, mas não queira encontrar nele a complexidade de um X-Men Legends ou a versatilidade de Homem-Aranha Web of Shadows.

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Bomba ou nostalgia? Novo trailer do jogo do Rambo

Rambo

Final dos anos 80 e início dos 90 a onda era os games do gênero beat ‘em ups (ou andar e bater, como eu chamo), depois veio a geração jogos de luta. O estilo dessas 2 últimas gerações de consoles tem sido os shooters. E temos visto shooters de todos os tipos, com todas as esquisitices, metidos a filmes de guerra como Call of Duty, ou ficção científica (ou space opera, não consigo me decidir) como Halo, e até ficção científica com toques de sarcasmo como Borderlands. Enfim, tivemos de tudo que é gênero explorado, de Wolfenstein, Doom, Quake ou Blood até Far Cry 3, passando pelo Blood Dragon. Aí no fim dessa geração aparece a Reef Entertainment com um “novo” jogo de tiro e a gente se pergunta o que será que ele tem a acrescentar. Não cara, eu não acho que todo jogo tem que ser único e super fodão como os citados acima, mas o propósito dele tem que ser cumprido, o de ser divertido.

Pra tentar isso, a Reef resolveu tentar a chance com uma franquia de filmes extremamente conhecida pela rapaziada de pelo menos uns 30 anos de idade e que, sinceramente, me pergunto porque ninguém tentou algo com ela antes. Rambo é uma série de filmes sem história muito elaborada, divertido pra quem foi criança nos 80 e início dos 90, violento até dizer chega, mas de uma época onde não tinha muita preocupação no grau de influência que isso teria nas crianças. Confesso que pela nostalgia do personagem, tenho curiosidade de jogar isso, mas o jogo tá feio, e o trailer não mostra muita coisa da jogabilidade, então as expectativas estão lá embaixo.

Foge Rambo que esse jogo tá com pinta de bomba!!

Foge Rambo que esse jogo tá com pinta de bomba!!

Jogos baseados em filme geralmente tem tudo pra dar errado porque precisam seguir enredo próximo ao do original, mas como o filme geralmente ainda está em produção, muitas vezes nem os caras do estúdio tem muitos detalhes de como será pra fazer algo amarrado, isso desconsiderando o prazo que quase sempre é apertado para os eles. Mas esse não é o caso de Rambo, o jogo é baseado na antiga trilogia, não tem PN a ver com um possível filme novo, nem conteúdo do mais recente Rambo IV tem, então era de se esperar um esmero de quem tá dedicado a fazer algo pelo prazer de explorar aquele universo, vide The Warriors, da Rockstar.

Aliás, The Warriors é o exemplo perfeito, o jogo não é bonitão, mas a jogabilidade é ótima e a proposta é total do universo de gangues nos quais os personagens estão. No filme você acompanha uma gangue de Coney Island, bairro da cidade de Nova York, que foi a uma grande reunião das maiores gangues da cidade. Por lá deu uma grande merda, foram culpados pelo assassinato do chefe da gangue mais forte e influente da cidade, e precisaram voltar pro bairro deles do outro lado da cidade, tendo que enfrentar tudo que é gangue que encontrassem pelo caminho. No game, isso tudo que acontece no filme representa cerca de 30 a 40% no máximo do jogo, pois ele expande o universo do filme apresentando todos os membros, como a gangue se formou, desenvolvendo a personalidade deles e tudo mais. Você aprofunda a experiência do filme.

Meu ponto é: Rambo tentará fazer algo do tipo expandindo a experiência e o universo do filme? Será feliz nesse caminho? Não sei, afinal só temos poucos trailers e não dá pra julgar sem ter jogado ainda, mas que esse trailer não me passou muita confiança, não passou.

Ah é, curte aí e tire suas conclusões:

O game sai ano que vem pra PS3, X360 e PC.

PS: O jogo talvez não preste, mas eu queria na minha mesa do trabalho uma dessas miniaturas da pré venda.

Aceito doações desses bonequinhos aí

Aceito doações desses bonequinhos aí

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Notas sobre Tartarugas Ninja: Out of The Shadows Pt.1 – Pequeno review

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Semana passada finalmente chegou um dos games que eu aguardava há um tempo com certa ansiedade. Fanboy que sou dos Tartarugas Ninja, daqueles que leu todas as hq’s originais deles, sempre que anunciam algo novo dos personagens eu já fico curioso. Confesso que depois de anunciado que seria a Activision a detentora dos direitos, e ao ver os primeiríssimos vídeos que não mostravam PN do jogo, exceto golpes em zoom e cortes rápidos, e um dubstep chato que só uma p*%%@, eu esperava um jogo muito fraco, e provavelmente em esquema de arena, ou single player como o TMNT de 2007 da Ubisoft. Depois de alguns vídeos na E3, descobri que a coisa não era bem assim, o jogo reservava além de um modo história com fases exploráveis, para 2 pessoas local e 4 pessoas online, um modo arcade com visão lateral e tudo mais. Esse detalhe me fez começar a arrepiar os cabelin do fiofó de alegria.

Não é um jogo de arena, ufa

Não é um jogo de arena, ufa

Quando peguei o jogo semana passada, tudo o que eu pensava era “Deus permita que não tenham cagado com alguns de meus personagens favoritos da infância, porque se a coisa ferrar, dificilmente a Activision produzirá outro jogo deles”. De certa forma minhas esperanças não foram em vão, ou pelo menos não pra mim.

O game me apresentou um brawler com ótimas referências de Batman: Arkham City em um sistema  de passar de nível que libera mais ataques ou melhora o status dos tartarugas. Você sente a diferença ao jogar com cada um. Raphael usa golpes baseados no Muay Thai, Leonardo tem influência do Karatê, Donatello dá uma de Bruce Lee,com o Kung Fu e Michelangelo manja dos paranauê… literalmente, já que a base do personagem foi a capoeira. Além das diferenças entre os tartarugas, o sistema de combate com interação entre eles ficou bem legal também. Mas para você habilitar golpes novos que melhoram essa interação, é preciso passar níveis e ir escolhendo ode gastar os pontos de experiência.

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Os cenários no jogo também são interativos em muitos pontos, você vai se dependurar em canos, girar em postes, andar pelas paredes pra chutar a cabeça dos féla que vierem tentar zuar contigo, deslizar por corrimão, escalar grades e muros e o baralho a 4.

Como comentei no início, o game tem o modo história, onde você desenvolve o enredo por trás da coisa toda. São 4 capítulos o modo história, mas se engana quem achar pouco, o game vai te levar pelo menos de 3 a 7 horas pra terminar, dependendo de quão bem você pega a jogabilidade ou demora a matar, e também dependendo se tá jogando sozinho ou em equipe. O cpu até comanda os outros 3 tartarugas pra você, mas além de ele ser fraco, nenhum cpu comanda outros personagens como outros jogadores, né. Terminando os capítulos do jogo, você vai liberando fases para o modo arcade, são 7 no total e não são necessariamente pequenas. O modo arcade é praticamente o mesmo do jogo, só que com câmera lateral, como os jogos clássicos. O ponto negativo aí é que o modo arcade só aceita multiplayer local, espero que corrijam isso com um patch de atualização. Ao concluir o jogo, você libera também o modo challenge e o Survival, que são a cereja do bolo se você quer desafio enfrentando hordas e mais hordas de maloqueiros, ninjas e robôs.

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Infelizmente, ao menos pra mim, o maior problema do jogo são os bugs e glitches. Muitos e alguns em nível básico em que você simplesmente tem que voltar ao último checkpoint. Em uma partida comigo nem isso salvou, pois eu estava na quinta fase do modo arcade e o meu personagem simplesmente sumiu debaixo do teto de um prédio, o modo arcade não tem checkpoint, se você travou, vai ter que ir do início de novo. Isso foi extremamente irritante, mas a única vez que fiquei realmente puto com o jogo. Esse excesso de falhas deu uma sensação de um jogo que passou pouco tempo na mão dos testers. Se por falta de tempo, ou de equipe, ou de orçamento, ou até mesmo de qualidade dos profissionais do estúdio Red Fly, eu não sei, mas a impressão que eu tive é que a equipe pegou as referências certas, montou um esquema certo, tentou atingir o público certo, mas pecou em lançar um jogo em que faltou aparar muitas arestas. Pense em como seria Batman: Arkham City lançado meio ou 1 ano antes da data e você terá o que eu achei do TMNT: out of The Shadows.

A câmera também consegue ser bem irritante para alguns jogadores, se você jogou a nova série do Ninja Gaiden, sabe bem como é chegar as vezes próximo demais da parede e não conseguir enxergar nada além do seu personagem na tela. Se ficasse um pouco mais distante também ajudaria bastante. E ao jogar o modo história com cooperativo local aí que a coisa fede mesmo. Não sei por que p*%%@s os caras fizeram isso, mas o a divisão de tela jogando o modo história de 2 divide a tela verticalmente, como se não bastasse, ele ainda corta partes da tela, parecendo que você tá jogando com duas tv’s letterbox pequenas. Não sei qual a dificuldade em colocar opção de câmera mais distante, e escolher se quer divisão horizontal ou vertical, além de te deixar ver a p*##@ da tela toda.

Ninguém merece esse tanto de tela sobrando pra cima e pra baixo, além desse corte na vertical

Quem inventou esse negócio de cortar a tela na vertical merecia dormir com 4 salames socados no rêgo. E esse tanto de tela faltando pra cima e pra baixo também só termina de f%$&# com tudo.

De qualquer forma, um jogo mal aparado não é um jogo totalmente ruim, tem uma diferença entre pegar um jogo em que vocêidentifica as qualidades que faltaram terminar de lapidar (TMNT OoTS) e um jogo que é malfeito desde o princípio (Double Dragon 2: Wander of The Dragon). Então pra mim, mesmo com as falhas, tartarugas ninja ainda atinge um 7 sendo fanboy, e 6 deixando a fanboyce de lado.

Activision, lance logo o patch de atualização corrigindo algumas dessas falhas mais toscas e por favor, não vete uma continuação do pessoal da Red Fly, esse estilo de jogo se produzido com mais esmero fica ótimo para os personagens.

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Gamescom: Um pequeno (?) resumo

gamescon

Trabalhando o dia todo e com internet bloqueando conteúdos com temática de games ou de redes sociais, fica difícil conseguir acompanhar os grandes eventos ao longo do dia. Falta tempo mesmo pra conseguir assistir de noite e assimilar as informações dadas, mas vamos lá…

1. Datas de lançamentos de PS4 e o que virão de jogos de início para ele e XOne

Sony finalmente confirmou a data de lançamento para o seu novo console, dia 15 de novembro nos Estados Unidos e 29 de novembro na Europa e também no Brasil, mudando os planos de lançamento conjunto nosso com o americano.

Rime, exclusivo para PS4... Uma das lindezas anunciadas dos pequenos estúdios para a próxima geração

Rime, exclusivo para PS4, uma das lindezas anunciadas dos pequenos estúdios para a próxima geração.

Junto do console serão lançados uma boa lista de jogos, tais como Drive Club, Knack ou War Thunder.

Já para o XOne data de lançamento ainda não tem, mas dos lançamentos, algumas novidades como Crimson Dragon, Killer Instinct ou Ryse estarão lá na mesma data do console. O XOne será lançado na Europa com Fifa 14, me pergunto se o farão no resto do mundo.

2. A Sony enfim resolveu dar mais atenção ao Vita

Parece que a estratégia de abraçar os pequenos estúdios vem tomando um rumo. Diversos dos jogos indies a sair terão exclusividade entre os consoles, para os aparelhos da Sony. Alguns sendo multi (Ps Vita/Ps4) e outros exclusivos do portátil, é o caso de Murasaki Baby, joguinho bizarro que parece fazer bom uso das funções touch e giroscópicas do aparelho e Big Fest, jogo no qual você é um produtor de eventos musicais.

Além disso foi anunciado um corte no preço, o Vita passará a custar 199 dólares. Memory cards também terão preços reduzidos.

3. Demais anúncios da feira

Videozinho de gameplay de Titanfall só pra babar no ritmo frenético desse shooter futurista com mechas

E mais um Fable, agora permitindo jogar co-op com 4 jogadores, e ainda poder escolher o caminho do vilão, utilizando do smartglass pra ajudar a controlar lacaios e atrapalhar os heróis

E lá vem The Sims 4 com um teaser…

… e com um vídeo apresentando as novidades

Borderlands 2 será lançado também para o Vita…

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4. Opinião

Gostei bastante do lineup das 2 empresas para o lançamento. Se os erros do laçamento do PS3 fizeram a Sony aprender o suficiente pra recuperar a hegemonia da marca Playstation, a dedicação quase que exclusiva ao kinect nos últimos 3 anos e o planejamento furado da Microsoft para o XOne também fizeram ela correr atrás do prejuízo pra agradar aos fãs. Quem sai ganhando com essa história? Nós! A Sony tá dando toda a atenção possível a grandes e pequenos estúdios, evoluindo o tratamento com estúdios independentes, e trazendo milhares de novidades para os gamers.

A coisa melhorou tanto que resolveram dar a atenção em um rumo que acho muito bom para o Vita. Se o planejamento usando gráficos ultra avançados não deu certo, mesmo tirando o diferencial de interatividade para o concorrente da Nintendo, ao menos os novos jogos indies serão uma ótima (e barata) opção para jogar no portátil, e isso muito me interessa. Fiquei muito curioso para jogar Murasaki Baby, e acho até que seria hora de voltarem com os jogos diferenciais do predecessor, o psp. Games como Patapon ou Loco Roco seriam excelentes no Vita. Isso sem falar na queda de preço né, o que já estou vendo a Nintendo sendo obrigada a baixar o preço do 3ds caso o console da Sony passe a vender mais com essa redução e os novos títulos independentes. Finalmente vão baixar o preço dos cartões de memória também, não tem nada mais babaca do que inventar uma mídia exclusiva pro seu aparelho e colocar o preço dela lá em cima, te fazendo ficar em dúvida se compra um cartão ou um ou 2 jogos novos.

Por outro lado a Microsoft vai ter que correr atrás do prejuízo depois de tanta lambança. Tudo que foi planejado inicialmente pro XOne foi retirado aos poucos, inclusive a recente desobrigação em usar o Kinect sempre. Só espero que agora lancem uma edição sem ele, pra baratear o preço do console, se é que isso faz diferença, tendo uma máquina virtualmente mais fraca que o PS4. Mas no quesito jogos, a Microsoft ainda tem uns trunfos, não faz parte dos títulos de lançamento, mas se tem um jogo que vai me fazer sentir falta de ter o XOne até eu ser rico pra sustentar os 2 aparelhos, ou uma alma caridosa resolver me presentear, ou os 2, é Titanfall. Esse vídeo apresentado acima me deixou empolgado. Gosto de shooters, não é meu gênero favorito, mas quando o jogo chama a atenção, f&#@-se se é mais um no gênero. Correria frenética, pulos pelas paredes, utilização ou não de mechas, matar pilotos inimigos que ejetam de mechas, matar soldados inimigo quando você ejetar do seu mecha, e por aí vai… Me parece que será uma correria louca!

Killer Instinct parece que será ainda mais roubada do que se esperava. Serão lançados 6 personagens extras na primeira leva, cada um por 5 dólares (Jago é o único liberado com o jogo “gratuito”), pra levar um pacote com os 6 você pode pagar 20 dólares. Mais personagens serão lançados posteriormente com mais packs… Sério, to sem entender essa estratégia da Microsoft com Killer Instinct, isso tem um cheiro de cagada pesada com uma franquia que não merecia isso em sua volta.

O medo do futuro controle de conteúdo e drm’s que parecia começar a entrar no mercado nessa geração tem dado espaço a ansiedade e expectativa. Sei que não comprarei um console da nova geração tão cedo (ylods e 3rls me ensinaram nessa a não entrar em barco furado sem antes esperar um tempo hábil para testes), mas vou ficar passando uma vontade feroz vendo o novo desempenho dos futuros consoles. Agora tá um momento com cara de véspera de próxima geração de verdade.

Que venha a nova geração!

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E não é que alguem estava feliz? O curioso caso da petição online para que o XOne volte a ser como planejado

“Eu cometi um grande erro.” Será?

Era uma E3 promissora e ao mesmo tempo digna de cautela, Microsoft havia anunciado que seu próximo console viria com uma série de controles e/ou liberdades em relação ao aparelho e os jogos que você comprasse para o futuro console deles. Por outro lado havia uma certa aura de que “isso é o futuro, e é provável que a Sony siga da mesma forma, ainda que o faça depois do caminho ter sido desbravado (e o filme queimado) pela Microsoft.

Chega a E3 e a Microsoft apresenta uma conferência considerada por muita gente como a melhor da história, e não da história da MS, mas da história da E3. Dezenas de jogos divididos entre novas e velhas franquias, sem tempo algum pra respirar entre cada apresentação, quase nada para o kinect (música para os ouvidos dos gamers tradicionais largados de mão nos últimos anos do X360). O que a Sony poderia fazer pra conseguir quebrar uma apresentação tão foda como essa? A resposta foi simples e dada em questão de 3 ou 4 slides e aplaudido de pé por público e crítica: Atacar o ponto fraco da rival, ou seja, nada de meter o bedelho em algo que você já comprou e precisar passar pelo crivo deles para emprestar ou passar adiante, nem te tratar como um ladrão que precisa ser checado todo santo dia pela internet, caso contrário seu console não te deixa jogar.

O primeiro videocassete produzido em 10 anos, a Microsoft só não especificou quantas cabeças ele terá

O que qualquer ser que quer te impor alguma coisa que aparentemente não é bom faz pra conseguir o que quer? Te oferece o melhor banquete do mundo. Seu console será verificado online? Mas você pode jogar online com qualquer conta no seu console tendo apenas uma pagando a Live. Pra vender seus jogos vai ter que ser em uma loja autorizada nossa, ou que ao menos a pessoa esteja na sua lista de amigos a mais de 30 dias? Cada jogo que você comprar poderá compartilhar com 10 pessoas, imagine um grupo de compras de 10 pessoas pra cada jogo. Em resumo: um peixe se pesca pela boca, e foi isso que a Microsoft ofereceu pra fazer com que você considerasse ao menos legal tanto controle e supervisão em cima do seu entretenimento.

Mal ou bem, o que foi oferecido era sem dúvida alguma muito bacana e tentador, mas o que ocorreu é que a reação contrária a isso foi tão negativa que AO MEU VER (e digo isso porque apesar de gente escrevendo sobre o assunto em geral colocarem como sua opinião, óbvio, ao mesmo tempo colocam embutidos como se fosse uma afirmação, e não opinião, sendo assim, uma verdade), a resposta que todos deram é que “não interessa o quanto de presentes e benefícios você me ofereça, se no fim o seu aparelho controlará a liberdade que tenho com o meu console, eu não quero”. Mas peraí, eu disse todos? Eita porr@, eu estou fazendo o mesmo, colocando como uma afirmação ao invés de opinião, me desculpa gente.

E todo esse floreio resumido da E3 e sua reação pós evento foi pra chegar aonde o texto realmente começa. O que aconteceu depois é que a Microsoft precisou fazer uma mudança drástica: esquece todo esse lance de verificação, drm e bla bla bla, tudo voltou a ser como já é no x360, ps3 e futuro ps4 e todo mundo ficou feliz com a resposta e… ops, peraí, p#*@ merda eu usei um termo afirmativo de novo, foi mal mais uma vez. Um grupo aparentemente imensamente maior (eu acredito ser imensamente a ponto de ter feito a MS voltar atrás, mas não ouso afirmar porque não vi dados) acabou  forçando essa mudança e fez o mercado caminhar de uma forma amistosa equilibrando o bacana do compartilhamento e a liberdade contra drm’s ou verificações online como já temos hoje. Mas não é que não tem mesmo como agradar a gregos e troianos? Esses últimos dias apareceu na internet uma petição online para que o XOne voltasse ao seu formato anteriormente planejado.

Como assim querer voltar aos DRM’s e verificações online? Esse povo é doido é?

Essa resposta eu não tenho, somente algumas suposições, mas pelo que vejo, as vantagens que a microsoft ofereceu inicialmente de compartilhamento dos jogos realmente agradou esse pessoal a ponto de se sentirem lesados de não terem mais essa possibilidade. Até quinta, alguns sites diziam ter 2 mil assinaturas, o IGN disse 12 mil, sei lá se digitaram um número a mais no início do post deles noFacebook, sei que isso não importa, o que interessa é que mostrou que um grupo achou que saiu perdendo com essa mudança de planos da Microsoft.

“Igualin igualin” a Steam…

No texto da petição diz que os consumidores que foram contra o que a MS ofereceu estavam mal informados e a Live seria uma Steam para o XBox basicamente. Steam para o Xbox? Andei conversando com uns amigos sobre o porque de tanta diferença na realidade dos preços da Steam para a Live ou PSN já de longa data e, segundo a opinião de um deles que trabalha como tradutor e já teve que ler alguns textos sobre o assunto, o preço dos consoles quando chega nas lojas, em geral é abaixo do preço que deveria ser cobrado, as lojas só assim o aceitam porque as vendas dos jogos compensam as do console, sendo assim, se a Microsoft (ou qualquer outra concorrente dela) resolver vender jogos digitais em promoção estilo Steam, depois da Amazon, Bestbuy etc etc etc terem comprado os jogos pagando o preço normal para vender no preço normal, ela será uma grande filha da p$%@ com essas empresas, porque é óbvio que os consumidores iriam preferir comprar digitalmente ao invés de nas lojas físicas. E o que aconteceria? Quebra-se o acordo formal sobre o preço dos consoles, coloca o preço deles lá pra cima como deveria ser e as fabricantes deles se ferram. Infelizmente eu não consegui com o texto que aponta isso, detesto deixar o post com cara de achismo e fail, mas assim que conseguir dados melhores sobre isso, posto por aqui. Só sei que segundo ele, isso acontece em vários mercados, como o de impressoras, por exemplo. Dessa forma não seria bem assim que teríamos uma realidade da Steam no Xbox. Acho que teríamos promoções melhores que as atuais sim, mas nada próximo a Steam, afinal, vale lembrar que nos computadores a briga com a pirataria é absurdamente maior do que nos consoles. Mas principalmente, dizer que os especialistas em games do mercado editorial estão desinformados é um tanto quanto presunção né?

Do ponto que vejo essa situação, as pessoas na petição são o perfil comum que a Microsoft visou no console: Pessoas que não tem problemas com internet, não se importam se o console fizer uma checagem diária e talvez até acatem qualquer reclamação que o Bleszinski, da Epic faça sobre vendas de jogos usados, afinal eles só jogam com o videogame ligado na internet mesmo e não tem problemas com queda da conexão e coisas do tipo. Acho que essas pessoas tem que ter um console que atenda essa realidade deles? É claro que sim, o que não acho é que a Microsoft ou qualquer outra empresa do mercado vá querer bancar o alto custo de um aparelho de ponta pra vender a um grupo que se mostrou ser pequeno. Em geral achamos que todo americano tem internet rápida e boa, sem quedas e coisas do tipo, mas quando li as centenas de comentários de leitores no blog do Major Nelson, no dia que a Microsoft divulgou a nota oficial de como seria seu sistema online, o que eu vi foi uma imensa maioria desses comentários serem de americanos que TEM sim problemas com conexão. E aí você pensa, “poxa mas uma conexão de um smartphone já resolve pra checagem online do console”. A questão pra mim não é o fato de ter problemas com internet pra que o console seja checado, o problema pra mim é o console ser checado. Se paguei pelo produto, não quero que ele fique me dizendo se posso ou não jogar, quero ter a possibilidade de um dia ter a chance de ir pra casa de um parente no interior, uma fazenda que for e que não tenha acesso a conexão nem através do smartphone, e não ser impedido de poder jogar com os amigos. Aí você pode até se perguntar “mas quando que você faz uma coisa dessas?” Eu te digo, sei lá, poucas vezes, mas quando o fizer, não quero que esse tipo de merda seja um empecilho, paguei um mundo pelo aparelho, não quero que ainda fiquem metendo o bedelho se vou jogar ou não.

Apesar de tudo isso, infelizmente acho que a tendência no futuro encaminha para o que a Microsoft tentou antecipar forçadamente com o XOne, mas torço com todas as minhas forças para que siga para outro lado. Nós temos seguido cada dia mais para o rumo das facilidades através da internet, mas ao mesmo tempo do rumo de ser supervisionado através da mesma. Acho inevitável, tem suas vantagens (como o XOne teria) mas não acho saudável esse rumo.

EDIT: Que burrice a minha, esqueci do link para a petição né, aqui está.

PS: A Edge Magazine colocou uma capa pra lá de matéria comprada na edição desse mês, mas recomendo fortemente que vocês leiam a edição. O texto, ao contrário do que se esperaria ao ver a capa, não tem nada de comprado e faz uma análise de pontos que levaram a essa situação da MS, fazendo um comparativo até as lambanças que fizeram do PS3 uma bomba no lançamento e todas as mudanças que tiveram que tomar pro PS4.

“Esse é o seu próximo console”

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