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Primeiras impressões do Vita

Um amigo comprou o Vita por esses dias, como eu comprei o Journey (postarei sobre ele assim que encostar os dedos com calma), ele veio aqui hoje testar, e de quebra trouxe o Vita para que eu pudesse descobrir um pouquinho do que o aparelho é capaz e…

Essa porra é bonita e bacana!

…Rapaz, vou te dizer, gostei bastante do que encontrei. Muito mesmo. Testei primeiramente as funcionalidades secundárias dele, a tela de toque com menus dos programas, os programas. Ele tem o tal do sistema Near, um app que identifica outros Vitas a até aproximadamente 15 kilômetros de distância. Você não consegue jogar com o cara a essa distância via Wi-Fi, óbvio, mas você pode encontrar outros jogadores próximos com quem marcar para jogar via internet mesmo, e isso é bacana. Sempre foi uma das coisas que mais me fez falta nessas interatividades online de identificar outros jogadores nas proximidades, e aumentando a distância a até essa lonjura toda, as chances são mais altas, só por resultado, o aparelho é novo, mas encontrei 20 pessoas com o Vita próximo daqui de casa.

A tela touch da frente do aparelho é bem sensível, não deixa a dever nada a qualquer iCoisa ou Galaxy da vida. A interatividade que usamos nos outros aparelhos, como dedos que se afastam ou aproximam para o zoom nas visualizações, são bem suaves, enfim, nada diferente do que você já encontra nos aparelhos de touch de hoje em dia. Infelizmente não peguei em nada que pudesse testar o toque de trás, nem as câmeras. Netflix roda nele muito bonito, aliás, eu fiquei de cara, sempre achei o PSP muito grande pra um portátil, mas o Vita é ainda maior. Ele não é tão gordo como o PSP é, nem mesmo o Slim, mas em compensação ele é mais alto e mais largo. Com isso, a tela para assistir filmes do Netflix fica bem melhor.

Os controles analógicos são uma maravilha, mas por serem mais pra fora, tenho a impressão de serem mais frágeis. Muita gente reclamava do analógico do PSP, entretanto mal ou bem, o fato de ele ser rasinho o tornava mais resistente a imprensamento (leia-se colocar ele as pressas em um bolso ou mochila, amontoado com outras coisas que só depois você vai reparar que ele tá espremido). De resto, os outros botões são muito tranquilos, embora achei um pouquinho esquisito o direcional, talvez porque não esteja acostumado com ele.

Vamos aos jogos, consegui testar nele o novo Rayman, que devo dizer, ele tá bonito em qualquer tela de PS3, X360 e até mesmo de Wii, mas no Vita, por ser uma tela mais compacta, tudo pareceu mais vivo. Fora o Rayman, eu encostei também na demo de Uncharted: Abyss. Fiquei de cara com o quanto ele tá bonito, claro que em alguns momentos você identifica que não é um ps3, mas pra um portátil, ele chega bem perto, milhares de efeitos de luz e sombras, brilhos e texturas bem detalhadas. Pra se ter uma ideia, meu irmão chegou a viajar dizendo que não achou ele tão bonito, que parece um PSP. Para termos de comparação, o dono do Vita tem também o Dissidia salvo no aparelho, um dos jogos que melhor utiliza o desempenho gráfico do PSP, eu mostrei pra ele a qualidade visual do jogo e ele mudou de ideia na hora.

Resumindo: foi muito pouco pra passar toda a euforia de “yeah to pegando um aparelho novo”, mas acho difícil eu não comprar um futuramente, no exterior, claro, já que aqui no Brasil o Vita beira o absurdo de tão caro.


Vita Curta?

Quem leu os tópicos sobre os portáteis da nova geração aqui, aqui e aqui viu o que comentei de expectativas e realidade em relação aos portáteis. Na época, o Vita não havia sido lançado, então tudo era relacionado ao  que divulgavam do potencial do aparelho em comparação ao que já tinha dado errado do 3DS, que já tinha sido lançado. Pois bem, o Vita foi lançado e já começaram a aparecer consumidores no Japão reclamando sobre o aparelho.

Alguns vários reclamaram de problemas na tela de toque e de congelamento no sistema, outros reclamaram do aparelho não ler o cartão. Teve até um jornalista japonês reclamando do aparelho travar e precisar ser resetado segurando o botão pra forçar o reset. Teve casos ainda de gente com problemas de pixel morto na tela. Enfim, todos casos geralmente previsíveis em lançamentos de aparelhos, mas o pior não é esse. Se por motivo do mercado japonês hoje ser completamente louco (pra não dizer inexistente) ou por conta desses problemas todos apresentados, fato é que o Vita não está vendendo nada por lá. Pra ter uma ideia, o PSP vendeu mais que o Vita. A situação tá tão tensa que há relatos de algumas lojas vendendo o aparelho com 20% de desconto, segundo o Gamesradar.

A coisa não anda nada boa pra Sony, o aparelho é bem carinho, mas é o preço esperado por ele (diferente dos 500 dólares do ps3 inicial), tanto que o preço era próximo ao do 3DS, antes do corte de Julho, e com uma engine muito superior. Mas ainda assim, eu prefiro opinar sobre vendas depois do aparelho sair no mercado ocidental. Como eu citei acima, o mercado japonês anda meio louco onde só se vende minijogos e novela japonesa (leia-se rpg’s de adolescentes andrógenos com problemas sociais).


5 jogos para jogar em maus momentos

Aproveitando uma fase difícil que estou passando pra transformar em algo produtivo, tive a ideia desse post. O propósito é se entreter com algo que deixe sua mente descansando e concentrado apenas em alguma função, liberando até um pouco de agressividade nos pixels pra não liberar na vida real, então vamos lá.

Samurai Dishwasher (live arcade)

Apesar da dificuldade do jogo, que pode ser pior por te deixar mais puto, fatiar hordas e mais hordas de bichos escro$%& é um prazer inenarrável, te fazendo até rir de algumas ocasiões. Você é um lavador de pratos que aprendeu a arte milenar deles e foi morto sem saber o porque, mas volta dos mortos querendo vingança. Tem algo mais perfeito pro seu “momento fundo do poço”? Como falei, só controle a dificuldade do jogo, porque senão é capaz do jogo te deixar é mais puto por estar mais morrendo do que matando.

Gears of War – Qualquer um da série (1-PC e X360, 2 e 3 – X360)

Quem tem acompanhado meus posts de impressões sobre Gears 3 tem uma noção do tanto que é aliviante destruir hordas e mais hordas de bizarrices que insistem em te encher o saco. Uma metralhadora com uma motossera na ponta, não tem arma mais perfeita pra se criar pra um jogo em que você só quer se divertir eliminando pixels (que no caso nem é pixel, é cg,hehe) xaropes pela frente.

Tartarugas Ninja Arcade (um bocado de plataforma)

Esse jogo é apenas uma representação de um gênero que é bom pra isso, qualquer outro Beat ‘em Up, ou como eu costumo chamar, “andar e bater”, se encaixaria perfeitamente na função. A história: um vilão xarope (no caso, o Destruidor) resolveu se meter na tua vida, seja te desafiando, ou querendo se meter a besta com o mundo, e cabe a você zuar com os planos dele e acabar com uma horda descerebrada de imbecis que aparecem pela tela pra te atrapalhar, receita perfeita, é ou não é?

Call of Duty (vários títulos e pra tudo que é plataforma da geração ps2 pra cá)

Jogos de tiro em primeira pessoa, os mais populares dos títulos descerebrados pra liberar tensão. Acrescente a isso um modo multiplayer pra muitos jogadores, com direito a zoações pelo headset e você tem um jogo aliviador de tensão perfeito. Você vai dormir até um pouco mais leve, e quem sabe até para de acordar mais cedo do que deveria, como estava fazendo, preocupado com mil coisas ao mesmo tempo.

God of War – a série (PS2,PSP,PS3)

O título mais perfeito de todos para o propósito, centenas de criaturas mitológicas e deuses contra você, e você tá puto o tempo todo sendo atormentado por pesadelos de erros passados e de deuses se metendo na sua vida. O que você iria querer mais? Você é tão foda que mata com requintes de tortura os deuses do Olimpo que resolveram ferrar contigo. Sobra até pros titãs que também queriam te usar.

E é isso pessoal, produzindo algo útil com um momento ruim que passo. Lembrando sempre que deixe suas agressividades pra gastar no videogame, e se por acaso perceber que está ficando mais agressivo que o normal, deixe o aparelho um pouco de lado e vá desestressar com outra coisa. Sou a favor de jogos violentos (assim como dos filmes, livros, séries, ou qualquer outro entretenimento) como válvula de escape, nunca como influência negativa pra você cruzar a barreira do real/ficção, e principalmente, sempre levando em consideração a idade adequada pra esse tipo de entretenimento. Pareça brutal o que for os jogos, sou contra violência no mundo real.


F%$#ing News 11/11/2011

2 F%$#ing News logo de cara, mas precisava dizer essa em um dia cabalístico assim.

A Sony finalmente arrumou uma solução para os UMD’s de PSP serem usados no PS Vita. Você vai ter que baixar um aplicativo chamado UMD Passport. Depois disso você coloca o UMD no PSP e vai seguindo o passo a passo do programa pra associar o seu UMD a sua conta na PSN, e aí você paga uma pequena quantia para “liberar” o seu jogo a ser usado no PS Vita. Uma solução nova de passar uma mãozinha na carteira dos consumidores.

O serviço sai no Japão dia 6 de dezembro e até agora 40 empresas oferecem 200 jogos para o serviço, ou seja, é capaz de nem ser liberados todos os UMD’s que você tem pra importar. Os valores das importações vão de 100 a 2400 ienes, algo em torno de 1,29 a 31 dólares.

Sinceramente, eu esperava uma solução desse jeito, eu só não esperava que iam querer passar a mão de novo na sua grana pra te “liberar” de jogar na nova plataforma, e ainda sem saber se todos os seus UMD’s funcionarão no serviço.

Alguns jogos disponíveis no início para o serviço: Patapon 3 (por 1.000 ienes ou US$ 13), Gran Turismo (US$ 13), Colin McRae DiRT 2 (US$ 13), Dynasty Warriors PSP The Best (US$ 6,40) e Persona 3 Portable PSP The Best (US$ 19).

Fonte: Kotaku


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