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Tinha tudo pra ser do c@#@&%*… mas é uma b*$%@!

Algumas empresas simplesmente andam abusando da boa vontade dos jogadores…

Tománocu, Activision… custava fazer algo legal pra encerrar com a vida de Tony Hawk nos games? Pra quê lançar um remake de MERDA como foi esse Tony Hawk HD?

Ainda ontem falava com alguns amigos na Live que esse era o jogo que mais me empolgava no Summer of Arcade, mais pela nostalgia de jogar um excelente jogo antigo do que pelo HD em si, e vocês simplesmente fodem com um clássico da minha adolescência? Deuzolivre… recomendo pra ninguém essa tralha que custa 15 dólares (1200 MS Points)…

O jogo é travado… nem de longe lembra a versão antiga. A movimentação não é fluída. Tem um zilhão de bugs dos mais diversos (atravessar parede quando se dá um ollie não pode, né?). E é o HD mais feio que eu já vi na vida… seria melhor lançar e dizer que só colocaram um filtro do que fazer todo esse alarde maldito dizendo que é HD e lançar essa coisa horrenda. Sério… faltou capricho.

“Quer me foder, Activision? Me leva num restaurante japonês e me leva num bom motel depois.” Foi assim que Tony Hawk se sentiu com esse lançamento!

Vocês devem estar se perguntando… “Mas por quê caralhos o Player 2 está escrevendo hoje depois de tanto tempo?” e a resposta é bem simples: indignação.

Estamos vivendo uma safra podre… estamos como a indústria do cinema e dos quadrinhos no momento… as empresas não tem mais criatividade para criar novas franquias e ficam masturbando (ou milkando, como diz um caboclo amigo lá de Curitiba) as franquias antigas com remakes e as atuais com lançamentos a cada ano. Basta ver o que vem por aí… tirando algumas pérolas que prometem, caso de Last of Us, Beyond e alguns jogos indies, o que nos sobra são vários Call of Duty’s, Halo’s, Gears of War’s, God of War’s, FIFA’s e PES’s… e mais uma enormidade sem tamanho de franquias menores que estão em seus segundos, terceiros e em alguns casos décimo sei lá o que jogo… caso de Final Fantasy, que nem é mais Final Fantasy… é uma sequência de jogos aleatórios que levam o nome da franquia apenas por contarem com Chocobos…

Todo mundo gosta de Chocobos… eu também, só que ao contrário! A galinha dos ovos de ouro da Square Enix já deu o que tinha que dar… CHEGA DE FINAL FANTASY, PORRA!

A indústria precisa de mentes criativas… de novas mentes… e talvez até de um novo crash! Do jeito que está não pode ficar… os gamers das antigas precisam de coisas novas!

Isso é o que eu vou fazer com várias franquias de “nome” que estão lançando um jogo atrás do outro em busca do meu dinheiro!

Por sorte a indústria ainda tem alguns lampejos de brilhantismo como Skyrim, Catherine, Walking Dead Game (aliás, tô num vício com os jogos da Telltale que só minha esposa pra me fazer parar), Journey… entre outros. Mas a quantidade de lixos é cada vez maior e as empresas estão empurrando isso para o mercado que reage apenas comprando. A maioria das pessoas joga apenas os mais vendidos… “Esses sim devem ser jogos bons! Vendeu muito! Vou comprar!”… cadê o cérebro, galera? Não se deixem levar por reviews comprados (sim, as empresas fazem isso)… joguem as demos! Aluguem jogos! Não deem seu rico dinheirinho para empresas que produzem apenas porcarias… vamos nos rebelar!

Ah… a trilha sonora de Tony Hawk HD tenta salvar o jogo… mas não consegue! Falta Police Truck, do Dead Kennedys! Não podia deixar passar… é uma pena eu ainda sentir saudades de um jogo de 1999! UMA PENA!

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200 mil acessos, um longo hiato, Diablo 3 e um resumão de tudo até hoje

Antes de mais nada, eu queria agradecer a todos pelos 200 mil acessos!  Mesmo em um espaço de ausência como tivemos essas semanas, ainda conseguimos um número baixo, mas razoável pra quem não tá colocando nada novo no blog. Pois bem, caros leitores, o blog deu uma pausa forçada. Tanto eu, quanto meu parceiro de jogatinas, vulgo Player 2, ficamos um tanto enrolados esses dias. Pra ter uma noção eu tava trabalhando em período normal até as 18 e ainda ia até as 2 da manhã com um trabalho extra e emergencial que peguei. Quando conseguia um pouco de tempo livre, se não estava dormindo, ou com a Big Boss, ou ainda vendo outras coisas, estava dedicado no Diablo 3.

Eu estava praticamente assim.

Meu Diablo 3 chegou!!

Aliás, desde que chegou, no dia 6, já estou com 48 horas de jogo, um vício absurdo. O jogo é realmente tudo de bom, na parte de jogar, salvo os problemas tradicionais que todo mundo tem reclamado como PRECISAR estar online pra jogar, ou problemas de queda de conexão e ter que refazer uma dungeon inteira, ou até mesmo amigos que entram aleatório no teu jogo e pulam cutscenes que você QUERIA ver. Essa parte de não poder jogar sem ser online, aliás, é um porre absurdo, a internet no meu trabalho é um lixão, e algumas vezes, na hora do almoço, eu tô de bobeira e sem os amigos pra bater um papo, gostaria de poder jogar um pouco nesses momentos e simplesmente não rola. Faço ideia pessoas que moram em locais onde a internet banda larga não é lá grandes coisas, isso quando tem banda larga.

O caçador de Coisaruins indo atrás do carcará sanguinolento

O enredo do jogo eu curti bastante, meu ponto negativo foi só por alterarem o protagonista do primeiro jogo, e nem citarem o do segundo. Pra Diablo 3, a Blizzard inventou que o herói do primeiro jogo foi Aidan, filho mais velho do rei Leoric. Achei isso desnecessário de um tanto, gostava do fato de o herói ser uma pessoa desconhecida, e não um “predestinado” ou coisa do tipo. Aliás, isso é uma das coisas que também não gostei, você se sente o tempo inteiro como alguém que foi predestinado a destruir os senhores do inferno. O mundo tá acabando? Relaxa, nosso herói tá vindo aí e ele vai atropelar esse bostinha desse Diablo. Mas isso tudo que eu citei não poe Diablo 3 nem perto de ser ruim, o jogo é foda ao quadrado!

O fiasco da E3

Isso é o que merece a E3 como um todo

Essa bosta nem merecia muito espaço por aqui, mas como ficamos devendo comentários durante o evento, não podia deixar passar. Muito se esperava da exposição, pois tinha a possibilidade de anunciarem os novos consoles de Sony e Microsoft, e termos mais detalhes do Wii-U, da Nintendo. Não aconteceu nada disso, e pior, a convenção já perderia força sem o anúncio de novos consoles, mas todas as empresas pareciam se forçar a avacalhar com o evento de vez. Não anunciar os novos consoles ou detalhes é uma coisa, mas não anunciarem jogos é ainda mais grave.

Microsoft se prendeu a apresentar todas as milhares de novidades em aplicativos para o Xbox, alguns títulos novos de Kinect, e MAIS UM Gears… Porra, Deus sabe como adoro Gears of War, mas já passou do ridículo a Microsoft SÓ ter como maiores títulos todo ano revezando um novo Halo e um novo Gears. Nada de franquias novas ou outras paradas a um bom tempo, nem mesmo uma investida em outros exclusivos de 3rd parties. Ah sim, tem mais um Forza também.

Teve quem disse que a Sony destruiu porque anunciou vários jogos, eu tô até agora sem saber quais são os vários. Beyond foi uma ótima novidade, mas God of War já foi anunciado muito antes da E3, e The Last of Us também, e acreditem, são jogos que provavelmente serão must have, mas mesmo ela também pecou na falta de mais títulos. Muito embora a Sony apoie muito projetos alternativos de estúdios menores, vide Journey, ou games como Little Big Planet. Já que o console de mesa não foi tão explorado como todos esperavam que fosse, e o seu novo portátil meio que teve poucos títulos realmente novos no lançamento, era de se esperar que ela fosse se dedicar a ele né? Pois é… não foi o que aconteceu, o coitado do Vita ficou de lado no evento, e salvo algumas poucas coisas, como Gravity Rush, não tinha muito o que apresentar não. Aí ouvi de 2 pessoas, “ah mas o 3DS também foi fraco de lançamentos no início”. Gente, a E3 anuncia os jogos que vão sair até o meio do ano que vem, ou projetos que vão demorar mais, mas que estão em desenvolvimento, o Vita foi lançado em Fevereiro, era de se esperar que final do ano, ou início do ano que vem ele tivesse uma pequena enxurrada de jogos novos, e não esse mês, ou mês que vem.

Aí vem a Nintendo com seu console que já foi anunciado ano passado e que todo esperavam mais detalhes pra esse ano… Só esperavam mesmo, porque apesar de a empresa apresentar alguns dos jogos (muitos ports de jogos que já existem) que vão sair junto com o aparelho, não houve sequer detalhes sobre ficha técnica, preço, desempenho… Nada disso. Ao menos o que aliviou UM POUQUINHO a Nintendo foram os bons títulos anunciados para o 3DS (Castlevania!!!!!), o que fez com que a empresa dividisse a conferência em 2 dias, para dedicar mais tempo aos jogos do portátil.

E o ponto negativo maior da Nintendo: Semana passada como vocês viram no post anterior, e provavelmente em tudo que é site de jogo, ela apresentou o 3DS XL, que era muito aguardado na E3. Com 2 dias de conferência e pouca coisa sobre o Wii-U, por que diabos esperaram um evento aleatório numa data sem expressão pra fazer um anúncio que teria um ótimo impacto em um evento decadente? Porr@ Nintendo!

Jogos apresentados ou anuciados na E3 pra prestar atenção:

  • God of War Ascencion (PS3)
  • The Last of Us (Ps3)
  • Star Wars 1313 (PS360)
  • Castlevania: The Lords of Shadow 2 (PS360)
  • Castlevania: TLoS – Mirror of Fate (3DS)
  • Gravity Rush – já até saiu (Ps Vita)
  • Forza Horizon (X360)
  • Gears of War: Judgement (X360)
  • Watch Dogs (PC PS360)
  • Injustice: Gods Among Us (PS360 Wii-U)
  • P-100 (Wii-U)
  • Halo 4 (X360)
  • New Super Mario Bros 2 (3DS)
  • Zomb-U (Wii-U)
  • Assassins Creed: Liberation (Vita)
  • PS All-Stars Battle Royale (Vita/PS3)
  • Sim City (PC)
  • Kingdom Hearts: Dream Drop Distance (3DS)

Outra pequena novidade Pós E3

Dêem uma olhada no vídeo abaixo, é uma apresentação do Summer of Arcade do X360. Me digam, por que, na falta de títulos a anunciar para o console que não seja Gears ou Halo, a Microsoft não anunciou essa porr@ na E3 também? Esse mundo dos games tá perdido…

Esperem por posts mais frequentes agora pessoal, e convoquem o gordo @rromb@do do Player 2 também.


The Walking Dead é do baralho!

Se você já viu os posts anteriores em que comentei de Walking Dead, perceberá que mudei minha opinião assim que vi como seria o gênero do jogo. O Player 2 chegou a pensar em um review para o jogo, mas não conseguiu chegar em um em que não spoilasse horrores do que acontece, o que não nos impede de ao menos opinarmos sobre ele. Ele terminou o jogo na semana passada, eu joguei ontem.

Embora curto, o jogo te coloca fácil no clima da hq e da série. Dividido em 5 capítulos (nos quais os outros serão distribuidos 1 por mês), o capítulo 1 te apresenta Lee Everett, um professor condenado a prisão por ter matado a mulher e o amante dela, um senador. Lee está sendo levado por um carro da polícia para fora de Atlanta quando começam a acontecer coisas estranhas na cidade. Daí pra frente prefiro não ter que comentar mais nada pra não estragar a sua surpresa ao jogar.

Lee Everett é o protagonista do jogo, um detento sendo levado para a penitenciária que tem seu destino mudado no início do apocalipse zumbi

O game não é difícil, por desatenção apenas eu morri uma vez, mas duvido quem consiga a façanha de morrer nesse game. Isso não quer dizer que você não fique um pouco tenso esperando a hora de agir ou qual botão apertar no meio da bagunça.

Como falei nos posts anteriores, as consequências dos seus atos continuam com você ao longo do jogo, se você diz que é vascaino, os flamenguistas te zuarão pelo vice, se disser que é corinthiano farão referências a Libertadores nunca conquistada. Claro que essas opções são brincadeira, mas é só pra dar a noção de que você sofre mesmo as consequências dos seus atos, inclusive terão momentos em que as suas escolhas serão fatais, te colocando bem no drama que muitas vezes os personagens do romance vivem, como salvar pessoa x ou y.

Como na HQ e na série, a presença de personagens infantis e constante

O jogo é curto, mas também não é caro, cada capítulo está em torno de 5 dólares, não vai matar o seu bolso. O que vai te matar é esperar mais 1 mês pra jogar a continuação, que é a mesma ansiedade que você passa, se acompanha as hq’s ou a série.

“Mim beija gato!”

Deixo em aberto pro Player 2 comentar por aqui se ele quiser complementar algo que não contemplei.


Ia postar sobre uma novidade… mas aí levei uma flechada no joelho!

Nem o Dovahkiin aguenta mais essa p*%%@ dessa piada!

Eu juro! Procurei notícias bombásticas, rumores e… em 5 minutos abandonei tudo para voltar ao mundo de Skyrim! Justo eu, que nunca fui chegado em RPGs, que nunca tinha jogado um Elder Scroll sequer (é sério!), fui pego, amarrado e não jogo outra coisa a exatas 122 horas e 22 minutos, tempo este que tenho de Skyrim até agora. Não, eu não joguei esse tempo todo sem pausas, mas desde que comecei a jogar, uns 2 meses atrás, não joguei NENHUM outro jogo nos meus consoles.

Sinceramente ainda não achei o motivo que me prendeu a esse jogo… abaixo listo possíveis motivos, mas refuto as ideias todas logo na sequência, perceba:

1 – O jogo tem gráficos belíssimos… mas existem muitos melhores.

Belíssimo, mas muito atrás de séries como Uncharted, Gears of War e... muitas outras!

2 – O ambiente do jogo é perfeito… mas não é nenhum Senhor dos Anéis e existem muitos jogos com dragões, elfos, magos e tudo isso que a gente já cansou de ver por aí.

Harry Potter? Eragon? How to train your dragon? Existem muitos mundos onde os dragões habitam. E, normalmente, os elfos e os magos aparecem também... sem esquecer dos b*$!@$ dos orcs.

3 – O áudio do jogo é impressionante… comprei um novo headset (o original da Sony) e pude perceber que o áudio do jogo tem imperfeições e, até mesmo omite alguns sons durante o jogo. O mais comum é esse do vídeo que faz com que o jogo fique com uma interferência bizarra.

4 – O jogo é perfeito… não, nem um jogo é. E nesse ponto Skyrim passa looooooonge! Longe pra c@%@!%* pra dizer a verdade, tem 1124203 bugs absurdos que vão desde esqueletos de dragões que voltam a vida, escalar montanhas usando pulinhos pequenos (já me usei desse defeito algumas vezes para não ter que dar a volta em cadeias de montanhas), inimigos burros que não sabem subir em pedras pequenas, atravessar paredes e animações travadas, que não fluem.

E é nesse momento que você pensa: “Mas que c@%@!#* de jogo é esse que só tem contras? Note que eu falei que refutaria as ideias todas, mas refutar não quer dizer que tudo é uma m&%#@ e sim dizer que existem jogos melhores em cada um desses quesitos que eu mostrei… mas certamente nunca joguei um jogo que reunisse essas qualidades TODAS JUNTAS da forma que Skyrim faz. Os excelentes gráficos, somados à fantástica ambientação e aos sons muito bem estruturados do jogo fazem de Skyrim um dos jogos mais perfeitos que eu já joguei. FATO!

Jormundur, o meu personagem, é um wood elf especializado em arqueria, sneaking e light armor, que tem como outros atributos importantes one handed weapons, pickpocketing e alchemy. Sou um belo de um c^&@* com ele: fico me esgueirando pelos cantos sem ser visto e usando flechas de todos os tipos e, se alguém me ver, consigo me defender e desferir alguns golpes antes de tentar me esconder de novo. Mas você pode jogar do jeito que quiser: pode ser o mago e manjar das put@r!@$ todas de magia, pode ser um orc e mandar ver nas armas de duas mãos e em heavy armor… as possibilidades são praticamente infinitas e mesmo depois de começar o jogo ainda é possível adaptar o seu personagem a novos atributos que você achar importantes durante o jogo, eu fiz isso com lockpicking e isso me ajudou com várias das milhares de fechaduras que você vai encontrar durante o jogo.

A história do jogo é bem linkada, segue realmente um roteiro muito bem feito, mas como sempre a Bethesda nos faz de idiotas mais uma vez e coloca um número praticamente infinito de side-quests (eu não cumpri nem 1/10 delas) e isso dá uma vida mais longa ao jogo… muito longa aliás. Curiosamente um amigo abandonou o jogo por ter dado atenção demais para as sidequests… e olha que ele é fissurado em jogos da empresa.

Se quiser fo%&# com a sua vida social, se esconder em uma caverna e ainda ter a glória de matar dragões e absorver a sua alma… vem pra cá. Skyrim é logo ali… e cuidado com as flechas no joelho.

PS.: Ah, existe um rumor… sim, um rumor bem forte de que na E3 desse ano a Bethesda anuncie o primeiro Elder Scrolls online. Se isso acontecer, VAI SER F*#@ e eu nem vou poder chegar perto dessa belezura.


Pseudo cult é o seu anel aromático. Journey é lindo, mas não é pra qualquer um

O mercado andava esperando com uma certa ansiedade o próximo título da ThatGameCompany para a PSN no PS3, afinal eles já tinham causado certo impacto com suas investidas anteriores em Flow e Flower. Tenho que dizer que a espera foi compensativa. Journey é lindo, espetacular, introspectivo e maravilhante.  Mas uma coisa é verdade sobre o game, ele não é pra qualquer um.Longe de ser um game tradicional, considerei o título muito mais uma experiência interativa do que um game propriamente dito, e nem todo mundo é adepto ou tem/está com a sensibilidade no clima para passar por essa experiência e gostar. Interprete isso como aquele filme “cult” que divide opiniões, no qual quem não gosta sempre tem a tendência de generalizar como pseudo cults  os que gostaram, e o inverso diz que o outro lado é ignorante e insensível por não ter entendido a ideia. Quer um filme divisor de águas como exemplo perfeito disso? Dogville, de Lars Von Trier

Não há quem assista Dogville e passe ileso, gostando ou não

O jogo começa com seu personagem no deserto (duuh) preso na areia, você não percebe que já está jogando até aparecer uma instrução muito sutil na tela te indicando para chacoalhar o controle. A partir daí, se vira meu camarada. O jogo te indica aonde ir tanto quanto a mente de Jason Bourne no início do primeiro filme da trilogia. O máximo que você vai ter pra te indicar comandos são outras 2 ilustrações mais a frente sobre o que os botões X e Bola fazem.

Você se sente micro tamanha a amplitude do horizonte

Ao longo do jogo você vai encontrando outro “beduinos” andando pelos cenários, não se assuste, ele não é um npc ou inimigo. Muito pelo contrário, ele é um outro jogador no qual o game escolheu para aparecer na sua tela. Se possível, tente explorar o game com ele, pois tem troféus por explorar com alguém pelo jogo todo, ou a maior parte.Pedaços de panos vermelhos voando serão encontrados nos cenários, e são eles os únicos items que você interage no jogo para fazer pequenos vôos pelo deserto. Outros objetos a encontrar pelo jogo são items de luz, que não identifiquei para que servem, e uns objetos pelo chão que lembram muito lápides, no qual você faz brilhar e ativa murais que demonstram imagens muito semelhantes a hieroglifos que “contam” um pouquinho da história.

Esqueça a competitividade, o outro jogador não está aí pra concorrer, mas pra compartilhar a exploração com você

O próximo parágrafo tem um pequeno spoiler que acho que talvez seja melhor você não ler, pra dar prioridade ao esquema “experiência” que o jogo tem que te proporcionar. Leia por conta e risco, mas por segurança colocarei o texto em branco, pra te dificultar de passar um olho sem querer:

Quem disse que Journey não tem inimigos? Não é nenhuma experiência como “ooooooh, como esse jogo é cheio de monstros desafiadores”, mas em 2 trechos do jogo você vai encontrar algo que parece uma enguia voadora gigante com luzes na cabeça. Eu tomei um grande susto quando descobri que eles existem, estava eu andando tranquilamente serelepe com o conceito de “tá tranks, não tem perigos nesse jogo”. Esse foi meu erro, do meu lado levanto um bicho desses com luz na cabeça gritando. Seja identificado pela luz e ele te desce um sarrafo, no qual você vai perceber pela primeira vez, já lá pelo terceiro ou quarto trecho do jogo, que seu cachecol serve como um medidor de energia. Não se preocupe muito com isso, são poucos os trechos que você vai correr o risco de perdê-lo, mas não relaxe totalmente, eu não vi o que acontece quando morre (fiquei por um tris porque meu cachecol já era pequeno), mas detestaria ter que voltar ao início do jogo sem terminá-lo a primeira vez.

A propósito, talvez seja o único ponto fraco que achei no jogo. Apesar de todo o esforço e demonstração de ser uma longa e árdua jornada dentro do jogo, de fora ele é uma experiência curta. Devo ter levado NO MÁXIMO 2 horas pra terminar, e olha que acho que tô até aumentando muito o tempo de gameplay que tive. Isso foi ruim, mas a experiência foi fantástica.

Conclusão:

Journey é um daqueles games do PS3 que te fazem pensar porque a Microsoft não investe também em estúdios com projetos menores mais de experiência do que de tradição. Fiquei feliz explorando, muitos dos momentos que tive no jogo me fizeram lembrar diretamente das sessões exaustivas de exploração do mapa por puro exercício e prazer, que eu fazia em Shadow of The Colossus. Com certeza ele não agradará a muita gente, e acho até que por isso ele tinha que lançar uma demo, porque eu curti muito, mas achei 15 dólares um valor meio alto pra ele e pra uma investida ambiciosa.


Primeiras impressões do Vita

Um amigo comprou o Vita por esses dias, como eu comprei o Journey (postarei sobre ele assim que encostar os dedos com calma), ele veio aqui hoje testar, e de quebra trouxe o Vita para que eu pudesse descobrir um pouquinho do que o aparelho é capaz e…

Essa porra é bonita e bacana!

…Rapaz, vou te dizer, gostei bastante do que encontrei. Muito mesmo. Testei primeiramente as funcionalidades secundárias dele, a tela de toque com menus dos programas, os programas. Ele tem o tal do sistema Near, um app que identifica outros Vitas a até aproximadamente 15 kilômetros de distância. Você não consegue jogar com o cara a essa distância via Wi-Fi, óbvio, mas você pode encontrar outros jogadores próximos com quem marcar para jogar via internet mesmo, e isso é bacana. Sempre foi uma das coisas que mais me fez falta nessas interatividades online de identificar outros jogadores nas proximidades, e aumentando a distância a até essa lonjura toda, as chances são mais altas, só por resultado, o aparelho é novo, mas encontrei 20 pessoas com o Vita próximo daqui de casa.

A tela touch da frente do aparelho é bem sensível, não deixa a dever nada a qualquer iCoisa ou Galaxy da vida. A interatividade que usamos nos outros aparelhos, como dedos que se afastam ou aproximam para o zoom nas visualizações, são bem suaves, enfim, nada diferente do que você já encontra nos aparelhos de touch de hoje em dia. Infelizmente não peguei em nada que pudesse testar o toque de trás, nem as câmeras. Netflix roda nele muito bonito, aliás, eu fiquei de cara, sempre achei o PSP muito grande pra um portátil, mas o Vita é ainda maior. Ele não é tão gordo como o PSP é, nem mesmo o Slim, mas em compensação ele é mais alto e mais largo. Com isso, a tela para assistir filmes do Netflix fica bem melhor.

Os controles analógicos são uma maravilha, mas por serem mais pra fora, tenho a impressão de serem mais frágeis. Muita gente reclamava do analógico do PSP, entretanto mal ou bem, o fato de ele ser rasinho o tornava mais resistente a imprensamento (leia-se colocar ele as pressas em um bolso ou mochila, amontoado com outras coisas que só depois você vai reparar que ele tá espremido). De resto, os outros botões são muito tranquilos, embora achei um pouquinho esquisito o direcional, talvez porque não esteja acostumado com ele.

Vamos aos jogos, consegui testar nele o novo Rayman, que devo dizer, ele tá bonito em qualquer tela de PS3, X360 e até mesmo de Wii, mas no Vita, por ser uma tela mais compacta, tudo pareceu mais vivo. Fora o Rayman, eu encostei também na demo de Uncharted: Abyss. Fiquei de cara com o quanto ele tá bonito, claro que em alguns momentos você identifica que não é um ps3, mas pra um portátil, ele chega bem perto, milhares de efeitos de luz e sombras, brilhos e texturas bem detalhadas. Pra se ter uma ideia, meu irmão chegou a viajar dizendo que não achou ele tão bonito, que parece um PSP. Para termos de comparação, o dono do Vita tem também o Dissidia salvo no aparelho, um dos jogos que melhor utiliza o desempenho gráfico do PSP, eu mostrei pra ele a qualidade visual do jogo e ele mudou de ideia na hora.

Resumindo: foi muito pouco pra passar toda a euforia de “yeah to pegando um aparelho novo”, mas acho difícil eu não comprar um futuramente, no exterior, claro, já que aqui no Brasil o Vita beira o absurdo de tão caro.


Eu tô vivo e tô muito bem ( Impressões de I’m Alive)

Semana passada finalmente chegou o dia do lançamento do tão falado I’m Alive, da Ubisoft. Testei apenas a versão de avaliação. Longe de ser um título campeão de vendas, o jogo desenvolvido pela Ubisoft Shangai não chega perto de títulos de nome como Assassin’s Creed ou Call of Duty, mas também não faz feio. É um dos títulos arcade mais bonitos que já testei.

I’m Alive conta a história de um homem que, 1 ano após “O Evento” (assim chamado o caos que gerou terremotos, tempestades de areia, escassez de água e o escambal), consegue chegar de volta a cidade fictícia de Haventon, e procura por sua esposa e filha.

A jogabilidade não diferencia muito do que já jogamos em títulos de ação. Umas boas sequências de escaladas e equilibrismos ao maior estilo Prince of Persia ou Assassin’s Creed, ou mesmo Shadow of  The Colossus, tendo como dificuldade uma barra de resistência que vai se desgastando conforme você vai escalando e se equilibrando. Não dê folga para o protagonista e você cai de lá de cima. Esgotando a sua barra, você tem ainda um tempo de esforço extra, no qual você vai apertando RT (ou R2) para completar o trecho de equilibrismo, gastando seu nível de resistência final. Com um gole de água, ou um pouco de comida você recupera o nível máximo perdido.

Pra um jogo live arcade/PSN, I'm Alive é muito bonito, entretanto peca na falta de alguns detalhes, como o seu próprio reflexo ao andar sobre poças de água

Nos trechos de interação com as pessoas é sempre uma incógnita. Alguns indivíduos só querem que você não se aproxime, outros vão te atacar, e alguns só precisam de uma ajuda ou não. Com os que te atacam é bom prestar atenção, se o cara vem apenas com um facão, aponte sua arma pra ele ainda que esteja descarregada. Com o botão X (quadrado no PS3), você manda o cara se afastar, estando ele perto de um buraco ou penhasco, chegue perto e aperte X de novo e você senta a bica mandando o cara pra casa do c@r@lho ao melhor estilo “This is Sparta”. Agora se o caboco estiver armado com uma pistola também e você tiver sem balas, pode correr meu filho porque o bicho vai pegar.

Blasphemy? Madness? This is SPARTA!!!!

Minha opinião:

Eu estava esperando esse jogo com uma certa ansiedade, o tema de sobrevivência pós apocalíptica é um que sempre me agradou em filmes, não seria diferente em outras mídias como os games. Sendo apenas um jogo de sobrevivência, é o suficiente pra causar meu interesse, mas não o suficiente pra garantir um bom jogo, no qual eu não acho que seja inteiramente o caso de I’m Alive. É verdade que joguei apenas uma pequena demo, não dando pra aprofundar muito no gosto pelo enredo e pelo resto do jogo, nem testar dificuldades, etc. Entretanto eu acho que talvez a falta de um projeto com mais recursos, e talvez uma equipe mais de ponta, foram primordiais pra queimar uma ótima ideia em um jogo que acabou sendo de médio pra bom. No fim eu acho que vale os 15 dólares (ou 1200 MS Points) como um jogo arcade de baixo orçamento e que diverte, mas se fosse um jogo de mídia, com ares de superprodução, jamais pagaria nele por esse produto final que foi apresentado. De qualquer forma, continuo esperando um PUTA título de sobrevivência para o futuro, porque não foi com I’m Alive que consegui isso.


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