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Gamescom: Mais algumas histórias

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Mais notícias vão aparecendo, e por aqui vamos comentando:

1. Trailers, trailers e mais trailers

A Blizzard enfim apresentou novidades para Diablo 3,  e não estou falando da versão dos consoles, mas da primeira expansão da versão de PC. Intitulada Reaper of Souls,  a expansão vai ter foco em Malthael, o Arcanjo da Sabedoria, desaparecido desde a expansão de Diablo 2 e recém surgido como anjo da morte em D3. Além do enredo, RoS trará também como novidade a classe de personagem do cruzador, que tem o foco em equipamentos pesados e magias de suporte. Nos dados técnicos, você poderá elevar seu char até o nível 70, além de acrescentar mais skills e magias para as classes já existentes do jogo, fora outras alterações nos mapas, missões e modos de jogo.

Muita gente reclamou de D3, particularmente eu me diverti muito e joguei feliz até terminar a história. Não sou o tipo de player que fica rejogando por mais milhares de vezes subindo mais o nível e zerando 3, 4 vezes, etc etc etc, pra poder opinar do pós jogo da primeira rodada, mas a mim o jogo diverte como o primeiro e o segundo divertiram.

Um novo (ou não) trailer de Lords of Shadow 2 foi apresentado pela Konami, o vídeo inteiro é praticamente o que já foi visto na E3, com a diferença de um pequeno detalhe: Ao final do trailer tem uma cena extra na qual apresenta um novo Belmont, Victor. Pra quem não conhece, Victor Belmont seria um dos protagonistas de Castlevania Resurrection, jogo que estava sendo produzido pela Konami americana e foi cancelado para Dreamcast por chilique ordem do Iga, que foi  escolhido o responsável oficial pela série no meio da produção na época. O enredo envolvia viagens no tempo, ou ao menos 2 linhas do tempo diferente, e teria além de Victor, Sonia Belmont, a protagonista de Castlevania Legends para Gameboy Color, e “ex-mãe” de Trevor Belmont, de Castlevania 3. Castlevania Legends foi limado da timeline oficial também por chilique ordem do Iga.

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

O que esperar disso? Não sei. No original, a história de Victor se passava em 1666, pelo pouco que mostrou, eu não ousaria dizer se o enredo dele se passa no presente ou no passado. O pior da história é que a Konami adiou Lords of Shadow 2 de 1 de dezembro agora para 27 de fevereiro de 2014. E tome ansiedade para o fanboy de Castlevania aqui…

Eu cheguei a postar a foto e citar ele entre os futuros títulos do Ps4 ontem. Não houveram muitos comentários a respeito do jogo, mas a ambientação me lembrou muito Ico e Shadow of The Colossus, se seguir por essa linha, seria um dos meus must have imediatos no lançamento sem exagero algum. A Tequila Works, produtora do game, é responsável pelo injustiçado Deadlight, um game muito bom que não caiu nas graças de crítica ou público.

A série Arkham foi uma das melhores coisas que joguei nessa geração disparado. Não espero menos de Arkham Origins, muito embora esteja receoso de não ter mais o dedo da Rocksteady Studios na brincadeira. Provavelmente o enredo deve ter uma boa dose de Batman: Ano um como referência, e é uma excelente influência.

Pelo visto a Ubisoft quer entrar na onda dos jogos de peleja, só que o game será para Kinect, ou pelo menos aparenta ser por esse teaser. Fighters Within, apresentado para o XOne promete muito sangue virtual. Para os extremistas do naipe “a culpa é dos jogos violentos” repare na pequena caixa laranja escrito “check the classification”, traduzido para o bom português como CHEQUE A CLASSIFICAÇÃO, antes de vir falar qualquer merda quando aparecer o próximo escândalo de violência no qual o suspeito tenha também o hábito de jogar. Mas antes disso, cheque primeiro a criação e o convívio com família e amigos dessa pessoa. Pronto, acabou o momento sapo, só achei apropriado pela quantidade de sangue no vídeo e por ser da Ubisoft, detentora de Assassin’s Creed.

2. Mais um pouquinho sobre a nova fase do Vita

Só pra mostrar que a Sony não estava só dando uma leve maqueada quando aparentava estar largando o Vita de mão mas dizia que não, esses são os futuros jogos de estúdios independentes que sairão para ele

  • Age of Zombies (BlitWorks/Halfbrick)
  • A-Men 2 (Bloober Team)
  • Assault Android Cactus (Witch Beam)
  • Avoid Droid (Infinite State Games)
  • Broken Sword: the Serpent’s Curse (Revolution Software)
  • Eufloria HD (Omni Systems)
  • Fez (Polytron Corporation)
  • Final Horizon (Eiconic Games)
  • Flame Over (Laughing Jackal)
  • Gravity Crash Ultra (Just Add Water)
  • Gunslugs (Abstraction Games)
  • Hotline Miami 2: Wrong Number (Dennaton Games & Devolver Digital)
  • Joe Danger 1 (Hello Games)
  • Joe Danger 2 (Hello Games)
  • Kick & Fennick (Green Hill Studios)
  • Rogue Legacy (Cellar Door Games)
  • Samurai Gunn (Teknopants)
  • Supermagical (Tama Games)
  • Switch Galaxy Ultra (Atomicom)
  • Table Top Racing (Ripstone)
  • The Binding of Isaac: Rebirth (Nicalis)
  • Volume (Mike Bithell)
  • Wasteland Kings (Vlambeer)

Alguns deles já são conhecidos pela Steam (Rogue Legacy) ou pela Live (FEZ), mas uma boa parte aí será novidade, e no portátil eu espero que dê muito certo, o Vita é uma ótima plataforma pra isso se o público aderir.

Espero ter mais alguns resumos a fazer amanhã, mas se não tiver, ainda tô devendo um pequeno review de Dragon’s Crown, que estou jogando dedicado desde o lançamento 2 semanas atrás, e outros comentários mais do mercado.

Inté!

 

EDIT: Hoje a Konami divulgou algumas imagens mais de Victor Belmont, e juntando isso, mais uma análise com um pouco mais de calma das poucas cenas que ele aparece no trailer, pelas roupas, parece que Victor será um Belmont contemporâneo. Tudo bem que tem uns pedaços de armadura e tal, mas ele tá usando um colete que e camiseta que parecem roupas da era atual. Vejam por vocês mesmos.

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin's Creed?

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin’s Creed?

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

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Pseudo cult é o seu anel aromático. Journey é lindo, mas não é pra qualquer um

O mercado andava esperando com uma certa ansiedade o próximo título da ThatGameCompany para a PSN no PS3, afinal eles já tinham causado certo impacto com suas investidas anteriores em Flow e Flower. Tenho que dizer que a espera foi compensativa. Journey é lindo, espetacular, introspectivo e maravilhante.  Mas uma coisa é verdade sobre o game, ele não é pra qualquer um.Longe de ser um game tradicional, considerei o título muito mais uma experiência interativa do que um game propriamente dito, e nem todo mundo é adepto ou tem/está com a sensibilidade no clima para passar por essa experiência e gostar. Interprete isso como aquele filme “cult” que divide opiniões, no qual quem não gosta sempre tem a tendência de generalizar como pseudo cults  os que gostaram, e o inverso diz que o outro lado é ignorante e insensível por não ter entendido a ideia. Quer um filme divisor de águas como exemplo perfeito disso? Dogville, de Lars Von Trier

Não há quem assista Dogville e passe ileso, gostando ou não

O jogo começa com seu personagem no deserto (duuh) preso na areia, você não percebe que já está jogando até aparecer uma instrução muito sutil na tela te indicando para chacoalhar o controle. A partir daí, se vira meu camarada. O jogo te indica aonde ir tanto quanto a mente de Jason Bourne no início do primeiro filme da trilogia. O máximo que você vai ter pra te indicar comandos são outras 2 ilustrações mais a frente sobre o que os botões X e Bola fazem.

Você se sente micro tamanha a amplitude do horizonte

Ao longo do jogo você vai encontrando outro “beduinos” andando pelos cenários, não se assuste, ele não é um npc ou inimigo. Muito pelo contrário, ele é um outro jogador no qual o game escolheu para aparecer na sua tela. Se possível, tente explorar o game com ele, pois tem troféus por explorar com alguém pelo jogo todo, ou a maior parte.Pedaços de panos vermelhos voando serão encontrados nos cenários, e são eles os únicos items que você interage no jogo para fazer pequenos vôos pelo deserto. Outros objetos a encontrar pelo jogo são items de luz, que não identifiquei para que servem, e uns objetos pelo chão que lembram muito lápides, no qual você faz brilhar e ativa murais que demonstram imagens muito semelhantes a hieroglifos que “contam” um pouquinho da história.

Esqueça a competitividade, o outro jogador não está aí pra concorrer, mas pra compartilhar a exploração com você

O próximo parágrafo tem um pequeno spoiler que acho que talvez seja melhor você não ler, pra dar prioridade ao esquema “experiência” que o jogo tem que te proporcionar. Leia por conta e risco, mas por segurança colocarei o texto em branco, pra te dificultar de passar um olho sem querer:

Quem disse que Journey não tem inimigos? Não é nenhuma experiência como “ooooooh, como esse jogo é cheio de monstros desafiadores”, mas em 2 trechos do jogo você vai encontrar algo que parece uma enguia voadora gigante com luzes na cabeça. Eu tomei um grande susto quando descobri que eles existem, estava eu andando tranquilamente serelepe com o conceito de “tá tranks, não tem perigos nesse jogo”. Esse foi meu erro, do meu lado levanto um bicho desses com luz na cabeça gritando. Seja identificado pela luz e ele te desce um sarrafo, no qual você vai perceber pela primeira vez, já lá pelo terceiro ou quarto trecho do jogo, que seu cachecol serve como um medidor de energia. Não se preocupe muito com isso, são poucos os trechos que você vai correr o risco de perdê-lo, mas não relaxe totalmente, eu não vi o que acontece quando morre (fiquei por um tris porque meu cachecol já era pequeno), mas detestaria ter que voltar ao início do jogo sem terminá-lo a primeira vez.

A propósito, talvez seja o único ponto fraco que achei no jogo. Apesar de todo o esforço e demonstração de ser uma longa e árdua jornada dentro do jogo, de fora ele é uma experiência curta. Devo ter levado NO MÁXIMO 2 horas pra terminar, e olha que acho que tô até aumentando muito o tempo de gameplay que tive. Isso foi ruim, mas a experiência foi fantástica.

Conclusão:

Journey é um daqueles games do PS3 que te fazem pensar porque a Microsoft não investe também em estúdios com projetos menores mais de experiência do que de tradição. Fiquei feliz explorando, muitos dos momentos que tive no jogo me fizeram lembrar diretamente das sessões exaustivas de exploração do mapa por puro exercício e prazer, que eu fazia em Shadow of The Colossus. Com certeza ele não agradará a muita gente, e acho até que por isso ele tinha que lançar uma demo, porque eu curti muito, mas achei 15 dólares um valor meio alto pra ele e pra uma investida ambiciosa.


Presença 8

Pixel of The Colossus

Cara, os olhos dos colossos sempre me chamaram a atenção. Sempre abertos, e sem emoção alguma, me causam um incômodo e estranhamento absurdo


Gripe + último dia de trabalho antes do recesso

Encarar o despertador, o chuveiro, o trânsito inexistente e o ritmo quase parado de trabalho típico dessa época do ano, estando gripado é foda, se fosse um jogo, aposto que estaria tocando essa música de fundo.

Quero minha cama, now! Cadê o Konami Code pra pular pro fim do expediente?


Impressões: parte 1

A) Infinity Blade 2 (iOS)

Tive o prazer de jogar ao menos meia hora durante o fim de semana. Gostei da ideia de expandirem a história, não gostei da forma que escolheram pra isso. Achava a ideia simples, direta, sem muitos diálogos do primeiro jogo muito boa, e no segundo parece que resolveram mudar tudo, a começar por um diálogo entre o protagonista da série e uma mulher esquisita que sai dando pulões ninjas por telhados que de repente viraram melhores amigos. Po, Infinity Blade não tem que ter muito diálogo não, e pelo menos não de forma direta e rasa como foi, sem falar nos pulos exagerados da mulher.

Outro ponto negativo, a “tradução” do jogo. Quem jogou o primeiro, sabe que eles falam uma língua bem esquisita, de repente você chega no segundo jogo e estão falando em inglês? WTF? Tirou outro brilho de IB.

Em questão de jogabilidade, não joguei o suficiente pra testar ainda armas de 2 mãos ou usar 2 armas ao mesmo tempo. O que joguei ainda é no modo tradicional, mas gostei que agora os inimigos estão mesmo imprevisíveis, alguns ataques você não sabe que diabo ele fará até ser bem próximo da hora, quando você acha que virá uma espadada pela esquerda, o cara te acerta com um chute pela direita.

Gostei também de agora você precisar de chaves para abrir alguns baús, não é só chegar e ir abrindo logo de cara não. Tem também gemas que você vai imbuindo nas armas pra poder dar fatores elementais e mudar o tipo de dano que ela causa. Até o momento a diversão é muito positiva, apesar dos pontos que não gostei.

B) The Legend of Zelda: Skyward Sword (Wii)

Um amigo me deixou emprestado essa semana o wii dele e aproveitei para começar os testes de um dos jogos mais aguardados na história do Wii. Só consegui até agora terminar o pedaço de introdução da história e comecei a primeira dungeon do jogo (acredite, isso me levou umas 2 ou 3 horas). Devo dizer, estou impressionado com a ambientação que a Nintendo criou. Sem deixar a fábula e o valor universal para qualquer idade da série de lado, eu concordo com o que a IGN disse de ser o Zelda mais maduro que fizeram. Ainda existem as piadas, o fod#/não fod# da Zelda e o Link, mas no fundo a história assume uma postura mais séria, e isso é reforçado pela trilha sonora. Não joguei nada de Twilight Princess para comparar, mas a trilha sonora mais com cara de épico da série que joguei é o de Skyward Sword. Joguei por 3 horas sem me cansar, nem me queixar da controlabilidade através do wiimote. Como eu disse, não joguei muita  coisa, então não pude ainda testar os equipamentos secundários pra opinar sobre a flexibilidade com o controle.

Senti uma certa influência de Shadow of the Colossus no jogo. Nada que você dissesse “que descarado”, mas a barra de resistência do Link pra escalar, correr, saltar etc, aliado a algumas figuras sombrias do jogo me deram uma sensação de referência a SotC, e isso é muito bom, porque não perdeu a característica de que é Zelda mesmo assim.

C) Starcraft 2: Wings of Liberty (PC)

Lembram que eu disse que você não jogava no modo campanha como zergs ou protoss? Pois é, esqueçam isso, pelo menos com os protoss. Cheguei em um ponto da história em que você passa por algumas missões com os protoss que afetam nas ações que a campanha principal dos terranos tomará em seguida. Não sei se o mesmo acontecerá com os zergs, mas espero que sim. To gostando bastante do enredo que tudo está tomando, e principalmente das atualizações de unidades que vão abrindo a cada missão. Difícil é escolher qual produzir que seja mais efetivo na hora das missões, já que quase nenhuma delas é “destrua a frota de zergs/protoss/terrans da supremacia inteira”. Missões de tempo no qual você precisa erguer uma equipe pra se defender rápido e posteriormente atacar é bem complicado de ficar testando unidades, ainda mais se elas não tiverem ataque aéreo pra se defender de naves inimigas.

Conforme for jogando mais dos 3, vou acrescentando comentários posteriores.


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