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Towerfall: O patinho feio dos lançamentos da semana

towerfall-ascension

Em semana de lançamentos como Titanfall e Dark Souls é difícil ter algum outro jogo que te gere interesse certo? Errado!

Fui conhecer por intermédio de um brother do trampo um joguinho que foi muito popular no Ouya, e que agora tava chegando pra Steam e PS4. Pelos comentários dele e algumas imagens, não dava nada. Até que vi um vídeo do joguinho em ação. A partir daí começou a ficar interessante, mas foi quando efetivamente testei hoje com ele e mais outro brother no intervalo do almoço é que consegui ver o ouro desse jogo. Veja porque Towerfall: Ascension é massa.

Pense numa proposta tipo Bomberman: 4 caras em um cenário, cada um por si, são todos arqueiros, e sua premissa é “o último de pé”. Junte a isso tudo, um estilo visual pixelado e buracos que te teleportam pra parte de cima do cenário, ao maior estilo Pac-Man, além de baús que te dão power ups como ficar invisível ou lançar flechas bombas, e tá feito o caos.

Caos é o que te aguarda nesse jogo, e não tem como não curtir

Caos é o que te aguarda nesse jogo, e não tem como não curtir

Você tem 2 modos de jogo, um modo quest, onde enfrenta hordas de inimigos ao longo dos cenários, e que pode ser jogado até 2 pessoas. E o ouro da parada, o modo versus. Até 4 jogadores se matando pra ver quem ganha. Basta apenas uma flechada (ou pisão, ao maior estilo Mario), para matar seu oponente, então se tu não toma cuidado nos avanços, roda. Se algum malaco te atira uma flecha, você pode atirar a sua também e ricochetear a que ia levar. As 2 ficam no chão, e passando em cima delas você repoe seu estoque (cada jogador começa com 3). Apesar do que eu disse, ficar vivo não é a única forma de ganhar no jogo, como ele só computa pontos das mortes, pode ser que seus oponentes tenham se matado, então os pontos vão pra quem matou quem, e se um morreu por alguma armadilha do cenário, ele na verdade perde um ponto, enquanto você que ficou parado assistindo a tudo não ganha PN, com isso é possível que você não morra em nenhuma rodada, mas não ganhe a partida no final. Isso torna o jogo mais desafiador, mas nem que uma po%%@ que eu vou querer apenas ver o circo pegar fogo, e provavelmente você também não.

No modo Quest, você vai avançando para novas dungeons ao redor do mapa do jogo

No modo Quest, você vai avançando para novas dungeons ao redor do mapa do jogo

Tudoquer comer o seu boga no cenário, tem hora que você morre e só vê porque no replay (sim, o game tem replay da última morte da rodada) passou como foi. Em uma partida, um amigo tava com um escudo de força, minha flecha pegou ele em cheio e  quebrou o escudo, como ela foi ricocheteada, e na hora, ele estava no meio de um pulo, acabou que ele  caiu, e minha flecha que estava no ar, foi bem em cima dele. Nunca ri tanto com um ponto em um jogo como nessa hora e… ah deixa eu mostrar essa po%%@ logo, graças ao replay gravado em gif animado.

Melhor ponto que já ganhei em uma partida vs

Melhor ponto que já ganhei em uma partida vs

Esse tipo de coisa é mil vezes melhor que o gol mais cagado que você já fez em um brother em Fifa ou PES, diz aí. Repare que além da minha flecha, caso ele tivesse conseguido escapar, a bomba que ele pegou, e minha flecha acertou, teria explodido ele. Em outras palavas, rodou de qualquer jeito, filhão. Detalhe, a partida só terminou ali porque eu precisava apenas de mais um ponto pra ganhar. Além de bombas, o jogo possui um arsenal de outros equips como espelho, que o torna meio transparente, dificultando ser enxergado no meio da correria pelos outros players, o citado escudo de força, flechas de raios, entre outras coisas. Mas nem sempre você vai conseguir usar, por serem tão rápidas as partidas.

O jogo é tão imerso no estilo retrô no qual foi concebido, que ele não tem DLC’s. Quer liberar outros personagens? Só jogando, como os bons e velhos jogos pré ps3/x360 o faziam. Infelizmente, o mesmo fator retrô que agrada com os bônus do jogo, desagradam com o ônus: o game só pode ser jogado via multiplayer local. Tenho certeza que a diversão maior é estando ao lado dos amigos e zuando na cara deles, mas em tempos de dificuldade em arrumar com quem jogar junto, o modo online é um tanto libertador. Espero demais que futuramente eles planejem um patch para inserir um modo multiplayer online, pois esse pequeno fator é o que me impediu de comprar o jogo, afinal, as maiores chances que vou ter de jogar serão com os brothers do trampo, e pra isso um deles já comprou.

4 personagens são liberados de início, outros 4 são liberáveis fazendo  objetivos específicos

4 personagens são liberados de início, outros 4 são liberáveis fazendo objetivos específicos

Mas ao menos o game não é caro. Preço normal de 25 reaus na Steam, mas está com desconto de 15% de lançamento. Além do Steam, e do Ouya, plataforma original, o game também saiu pra PS4. Eu digo que vale demais se você tiver amigos, pais, esposa, marido, irmãos, primos, enfim, alguém com quem jogar, se não tiver, sua diversão provavelmente diminui um pouco. Vamos esperar que desenvolvam um modo multiplayer pro game.

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Fica ligado nesse joguinho: Starbound

StarboundUmas 3 semanas atrás um amigo me mostrou um jogo no trabalho que ele tinha comprado em pré-venda e que está em beta aberto na Steam aos compradores. Segundo a definição dele, era um Minecraft com experiência em 2D e elementos de exploração ao estilo Metroid.
Fiquei meio com o nariz torcido porque faço parte de uma (acho que deve ser) minoria que não entenderam qual foi a graça que viram em Minecraft. Mas testei o jogo mesmo assim, afinal, tava na minha mão e precisava testar antes de dizer se gostei ou não, né.
Bendita hora que inventei de testar, o que encontrei foi um game que não perde tempo te explicando o que e como se virar, nem objetivo maior. Que te coloca pra explorar planetas gigantescos e na maioria das vezes desolados, encontrando apenas a fauna e flora local, que podem ser amistosos ou não. Que te poe pra desenvolver sua tecnologia e aumentar a sua base da forma que quiser, desde que consiga os recursos necessários para isso. Isso tudo entre outras coisas bacanas também.

Logo no início você escolhe entre 6 raças e o gênero delas, além de outros pormenores. Repare que na raça Glitch, de constructos, o gênero é simbolizado por uma tomada ou um plug.

Logo no início você escolhe entre 6 raças e o gênero delas, além de outros pormenores. Repare que na raça Glitch, de constructos, o gênero é simbolizado por uma tomada ou um plug, lol.

Me senti realmente jogando Metroid. Não que seja igual na jogabilidade, até porque joystick não é permitido ainda, e me é estranho demais jogar um game 2D com mouse e teclado pra mirar. Mas a ambientação de estar sozinho com seus pensamentos em um planeta aparentemente hostil, procurando recursos pra conseguir combustível pra sua nave, ou chamar ajuda, foi o que mais me cativou.

Sim, o nome do meu personagem é Metroid, e daí? Ele tem 3 olhos e é verde, oras!

Sim, o nome do meu personagem é Metroid, e daí? Ele tem 3 olhos e é verde, oras!

O game tem um sistema de mapa estelar, e conforme você consegue carvão pra usar de combustível na sua nave, você vai do ponto de sair do planeta onde começou e visitar a lua dele, até explorar planetas em outros sistemas mais distantes.
Aliás, são vários os planetas do game e cada um com características únicas. Meu game começou em um planeta repleto de floresta, o de um amigo era vulcânico. As consequências disso é que eu tinha facilidade em conseguir madeira, mas dificuldade em minérios, esse amigo tinha uma situação inversa, e precisava plantar sementes pra conseguir árvores e coletar madeira.
O planeta é aparentemente desolado, o que quer dizer que provavelmente tenha habitantes, explorando você descobre. Na partida que testei na conta de um amigo, o planeta que comecei tinha uma prisão abandonada onde os presos tomaram conta. Não preciso nem dizer que quando abri a porta choveu de maníaco querendo meu fígado né? Na minha conta, depois de comprar o jogo, após sair do planeta que iniciei e explorar a lua próxima a ele, depois de cavar por kilômetros eu achei uma espécie de mausoléu subterrâneo, nele havia um sapo gigante comerciante. Esse amigo meu que me apresentou o game, disse que chegou a um planeta que tem uma cidade dos apex, a raça de macaco do jogo, e por aí vai.
Uma coisa que me desanimou um pouco (quase nada)  foi a falta de um objetivo comum depois de determinado ponto. Claro que o game ainda tá em beta, e que ele tem milhares de elementos pra te prender a ele mesmo sem um objetivo específico, mas penso que seria interessante encontrar alguns NPC’s espalhados no jogo que precisassem que você levasse uma estatueta encontrada em uma torre, ou uma chave a muito perdida em uma catacumba, e por aí vai.
Aliás, em matéria de itens, Starbound também tem um sistema de equipamentos (armaduras ou armas) que você pega ou constroi. Lembra da prisão que citei? Uma das prisioneiras tinha uma pistola, que com muito gosto peguei depois de acabar com a fuça dela. No meu outro jogo, consegui uma lança que solta raio laser que estava em um baú. Depois de construir uma mesa de construção e uma bigorna eu tive acesso a algumas espadas, arcos e partes de armadura. Sim, o jogo é futurista e tem armas medievais, tudo porque você tem que se virar com o que tem, logo, sua tecnologia precisa ser desenvolvida aos poucos até ter acesso a raios laser e coisas do tipo.

Através da mesa de construção (crafting table), você tem opções pra mais equipamentos ou outros aparelhos de construção, como a bigorna, para criação de espadas, armaduras ou picaretas

Através da mesa de construção (crafting table), você tem opções pra mais equipamentos ou outros aparelhos de construção, como a bigorna, para criação de espadas, armaduras ou picaretas

Mas como se não bastasse o prazer de explorar  sozinho, o game tem ainda um modo multiplayer, no qual acho que precisam desenvolver melhor no futuro. Pelo multiplayer do jogo você precisa digitar nome ou ip do servidor, login e senha, já que é liberado pra vários servidores dos próprios jogadores, além dos oficiais do game. Penso que seria mais prático apenas escolher qual servidor quer, ver o número de jogadores que lá estão e escolher, ou então colocar em uma opção extra de digitar o seu próprio servidor.
Não consegui jogar online, da única vez que testei, entrei em um planeta onde tinha muita gente e ficou travando até cair, mas a princípio, acho que a experiência do multiplayer do game é mais agradável se você procurar gente que comece a explorar no mesmo nível que você, pra conhecer o jogo e conseguirem os recursos através da exploração. No pouco que fiquei na sala, tinha uma galera mais avançada já distribuindo itens e recursos geral pra rapaziada pé rapada do jogo, e sinceramente nunca entendi a graça de continuar jogando de quem recebe tudo isso de mão beijada assim.

Casa beeeeem no início sem muitas coisas ainda, e uma máquina de refri, conseguida na prisão, porque ninguem é de ferro né.

Casa beeeeem no início sem muitas coisas ainda, e uma máquina de refri, retirada da prisão, porque ninguem é de ferro né.

O jogo custa 15 dólares e ainda não tem data pra sair a versão final, mas o beta é aberto a todos que comprarem, então já dá pra curtir. Deixa de ser murrinha e vai curtir a parada.

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Notas sobre Tartarugas Ninja: Out of The Shadows Pt.1 – Pequeno review

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Semana passada finalmente chegou um dos games que eu aguardava há um tempo com certa ansiedade. Fanboy que sou dos Tartarugas Ninja, daqueles que leu todas as hq’s originais deles, sempre que anunciam algo novo dos personagens eu já fico curioso. Confesso que depois de anunciado que seria a Activision a detentora dos direitos, e ao ver os primeiríssimos vídeos que não mostravam PN do jogo, exceto golpes em zoom e cortes rápidos, e um dubstep chato que só uma p*%%@, eu esperava um jogo muito fraco, e provavelmente em esquema de arena, ou single player como o TMNT de 2007 da Ubisoft. Depois de alguns vídeos na E3, descobri que a coisa não era bem assim, o jogo reservava além de um modo história com fases exploráveis, para 2 pessoas local e 4 pessoas online, um modo arcade com visão lateral e tudo mais. Esse detalhe me fez começar a arrepiar os cabelin do fiofó de alegria.

Não é um jogo de arena, ufa

Não é um jogo de arena, ufa

Quando peguei o jogo semana passada, tudo o que eu pensava era “Deus permita que não tenham cagado com alguns de meus personagens favoritos da infância, porque se a coisa ferrar, dificilmente a Activision produzirá outro jogo deles”. De certa forma minhas esperanças não foram em vão, ou pelo menos não pra mim.

O game me apresentou um brawler com ótimas referências de Batman: Arkham City em um sistema  de passar de nível que libera mais ataques ou melhora o status dos tartarugas. Você sente a diferença ao jogar com cada um. Raphael usa golpes baseados no Muay Thai, Leonardo tem influência do Karatê, Donatello dá uma de Bruce Lee,com o Kung Fu e Michelangelo manja dos paranauê… literalmente, já que a base do personagem foi a capoeira. Além das diferenças entre os tartarugas, o sistema de combate com interação entre eles ficou bem legal também. Mas para você habilitar golpes novos que melhoram essa interação, é preciso passar níveis e ir escolhendo ode gastar os pontos de experiência.

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Várias opções para gastar seus pontos de experiência

Os cenários no jogo também são interativos em muitos pontos, você vai se dependurar em canos, girar em postes, andar pelas paredes pra chutar a cabeça dos féla que vierem tentar zuar contigo, deslizar por corrimão, escalar grades e muros e o baralho a 4.

Como comentei no início, o game tem o modo história, onde você desenvolve o enredo por trás da coisa toda. São 4 capítulos o modo história, mas se engana quem achar pouco, o game vai te levar pelo menos de 3 a 7 horas pra terminar, dependendo de quão bem você pega a jogabilidade ou demora a matar, e também dependendo se tá jogando sozinho ou em equipe. O cpu até comanda os outros 3 tartarugas pra você, mas além de ele ser fraco, nenhum cpu comanda outros personagens como outros jogadores, né. Terminando os capítulos do jogo, você vai liberando fases para o modo arcade, são 7 no total e não são necessariamente pequenas. O modo arcade é praticamente o mesmo do jogo, só que com câmera lateral, como os jogos clássicos. O ponto negativo aí é que o modo arcade só aceita multiplayer local, espero que corrijam isso com um patch de atualização. Ao concluir o jogo, você libera também o modo challenge e o Survival, que são a cereja do bolo se você quer desafio enfrentando hordas e mais hordas de maloqueiros, ninjas e robôs.

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Uma das pérolas do jogo é o modo arcade, são 7 fases no total sendo liberadas a cada capítulo concluido

Infelizmente, ao menos pra mim, o maior problema do jogo são os bugs e glitches. Muitos e alguns em nível básico em que você simplesmente tem que voltar ao último checkpoint. Em uma partida comigo nem isso salvou, pois eu estava na quinta fase do modo arcade e o meu personagem simplesmente sumiu debaixo do teto de um prédio, o modo arcade não tem checkpoint, se você travou, vai ter que ir do início de novo. Isso foi extremamente irritante, mas a única vez que fiquei realmente puto com o jogo. Esse excesso de falhas deu uma sensação de um jogo que passou pouco tempo na mão dos testers. Se por falta de tempo, ou de equipe, ou de orçamento, ou até mesmo de qualidade dos profissionais do estúdio Red Fly, eu não sei, mas a impressão que eu tive é que a equipe pegou as referências certas, montou um esquema certo, tentou atingir o público certo, mas pecou em lançar um jogo em que faltou aparar muitas arestas. Pense em como seria Batman: Arkham City lançado meio ou 1 ano antes da data e você terá o que eu achei do TMNT: out of The Shadows.

A câmera também consegue ser bem irritante para alguns jogadores, se você jogou a nova série do Ninja Gaiden, sabe bem como é chegar as vezes próximo demais da parede e não conseguir enxergar nada além do seu personagem na tela. Se ficasse um pouco mais distante também ajudaria bastante. E ao jogar o modo história com cooperativo local aí que a coisa fede mesmo. Não sei por que p*%%@s os caras fizeram isso, mas o a divisão de tela jogando o modo história de 2 divide a tela verticalmente, como se não bastasse, ele ainda corta partes da tela, parecendo que você tá jogando com duas tv’s letterbox pequenas. Não sei qual a dificuldade em colocar opção de câmera mais distante, e escolher se quer divisão horizontal ou vertical, além de te deixar ver a p*##@ da tela toda.

Ninguém merece esse tanto de tela sobrando pra cima e pra baixo, além desse corte na vertical

Quem inventou esse negócio de cortar a tela na vertical merecia dormir com 4 salames socados no rêgo. E esse tanto de tela faltando pra cima e pra baixo também só termina de f%$&# com tudo.

De qualquer forma, um jogo mal aparado não é um jogo totalmente ruim, tem uma diferença entre pegar um jogo em que vocêidentifica as qualidades que faltaram terminar de lapidar (TMNT OoTS) e um jogo que é malfeito desde o princípio (Double Dragon 2: Wander of The Dragon). Então pra mim, mesmo com as falhas, tartarugas ninja ainda atinge um 7 sendo fanboy, e 6 deixando a fanboyce de lado.

Activision, lance logo o patch de atualização corrigindo algumas dessas falhas mais toscas e por favor, não vete uma continuação do pessoal da Red Fly, esse estilo de jogo se produzido com mais esmero fica ótimo para os personagens.

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Uma tirinha sobre o novo “Mega Man”

Vi essa em um fórum que participo e achei fantástica, resolvi fazer a tradução e trazer pra cá.

Way to go Inafune e Mighty No. 9!

Mighty No. 9 tirinha

Tá aqui o perfil do autor da tirinha original.

Já foi no Kickstarter dar o seu apoio? Não? Tá esperando o que, po$%@? Não sabe do que se trata? Olha o post anterior!

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Mestre Inafune está precisando de apoio no Kickstarter pra criação do sucessor espiritual de Mega Man

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Inafune

Desde que saiu da Capcom, o mestre Keiji Inafune (só o mísero criador de Mega Man e produtor de jogos como Dead Rising e Onimusha entre outros clássicos), tem estado ocupado na produção intensa de novos jogos.  Já saiu dele, para o Vita, Soul Sacrifice, J.J. Rockets, para android, Bugs vs Tanks, jogo da e-shop para 3DS e ainda estão a caminho Yaiba: Ninja Gaiden Z e Kaio: King of Pirates, mas a onda da vez do mestre é o sucessor espiritual de Mega Man.

Mighty No. 9 é o nome do game e tenho que dizer, a belezinha está realmente com cara de Mega Man. Segundo a descrição, o jogo é um side scroll pegando os melhores elementos das gerações 8 e 16 bits. Na tradução livre descrita no kickstarter: você joga como Beck, o nono em uma linha de poderosos robôs, e o único não infectado por um misterioso vírus de computador que deixou as criaturas mecânicas do mundo loucas. Corra, pule, atire e transforme seu caminho por seis fases (ou mais, via objetivos alcançados) que você passa na ordem que quiser, usando armas e habilidades roubadas de seus inimigos para derrubar seus companheiros robôs Mighty Numbers e confronta o mal definitivo que ameaça o planeta!

Escolher fases na ordem que quiser, usar armas e habilidades roubadas dos seus inimigos… isso te lembra algum outro jogo? Sem dúvida será um Mega Man com as novidades que nós fãs gostaríamos que a Capcom é quem tivesse apresentando com o seu mascote oficial.

mighty n9

Olha essa foto e diz que não é o Mega Man com a beleza visual que você esperava na geração atual?

Way to go, mestre Inafune, eu já fiz a minha contribuição e espero que você também faça, porque o jogo está previsto inicialmente para a Steam, e será portado conforme alcance maior apoio no kickstarter, para os consoles. Caso você tenha apoiado e esses objetivos sejam alcançados, você terá a opção de escolher qual plataforma quer jogar. Pela velocidade que estão subindo os fundos de apoio, não vai demorar a atingir as metas pedidas não.

Cópia de si mesmo pode ser considerado plágio? Se é o Inafune e Mega Man, quem se importa?

Cópia de si mesmo pode ser considerado plágio? Se é o Inafune e Mega Man, quem se importa?

Vai lá no Kickstarter dar o seu apoio, o mestre Inafune, sem falar no mercado dos games, merece!

Atualizando: Em menos de 48 horas o projeto já ultrapassou a meta pretendida pra produção do jogo, vamos esperar e ver em quantos dias ele ultrapassa os 2 milhões e meio necessários para garantir a produção das versões para os consoles. O apoio tá tão grande que até outros estúdios estão entrando na onda, o estúdio Renegade Kid ofereceu apoio para levar Mighty No. 9 para o 3DS.

twitter mighty no 9

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E não é que alguem estava feliz? O curioso caso da petição online para que o XOne volte a ser como planejado

“Eu cometi um grande erro.” Será?

Era uma E3 promissora e ao mesmo tempo digna de cautela, Microsoft havia anunciado que seu próximo console viria com uma série de controles e/ou liberdades em relação ao aparelho e os jogos que você comprasse para o futuro console deles. Por outro lado havia uma certa aura de que “isso é o futuro, e é provável que a Sony siga da mesma forma, ainda que o faça depois do caminho ter sido desbravado (e o filme queimado) pela Microsoft.

Chega a E3 e a Microsoft apresenta uma conferência considerada por muita gente como a melhor da história, e não da história da MS, mas da história da E3. Dezenas de jogos divididos entre novas e velhas franquias, sem tempo algum pra respirar entre cada apresentação, quase nada para o kinect (música para os ouvidos dos gamers tradicionais largados de mão nos últimos anos do X360). O que a Sony poderia fazer pra conseguir quebrar uma apresentação tão foda como essa? A resposta foi simples e dada em questão de 3 ou 4 slides e aplaudido de pé por público e crítica: Atacar o ponto fraco da rival, ou seja, nada de meter o bedelho em algo que você já comprou e precisar passar pelo crivo deles para emprestar ou passar adiante, nem te tratar como um ladrão que precisa ser checado todo santo dia pela internet, caso contrário seu console não te deixa jogar.

O primeiro videocassete produzido em 10 anos, a Microsoft só não especificou quantas cabeças ele terá

O que qualquer ser que quer te impor alguma coisa que aparentemente não é bom faz pra conseguir o que quer? Te oferece o melhor banquete do mundo. Seu console será verificado online? Mas você pode jogar online com qualquer conta no seu console tendo apenas uma pagando a Live. Pra vender seus jogos vai ter que ser em uma loja autorizada nossa, ou que ao menos a pessoa esteja na sua lista de amigos a mais de 30 dias? Cada jogo que você comprar poderá compartilhar com 10 pessoas, imagine um grupo de compras de 10 pessoas pra cada jogo. Em resumo: um peixe se pesca pela boca, e foi isso que a Microsoft ofereceu pra fazer com que você considerasse ao menos legal tanto controle e supervisão em cima do seu entretenimento.

Mal ou bem, o que foi oferecido era sem dúvida alguma muito bacana e tentador, mas o que ocorreu é que a reação contrária a isso foi tão negativa que AO MEU VER (e digo isso porque apesar de gente escrevendo sobre o assunto em geral colocarem como sua opinião, óbvio, ao mesmo tempo colocam embutidos como se fosse uma afirmação, e não opinião, sendo assim, uma verdade), a resposta que todos deram é que “não interessa o quanto de presentes e benefícios você me ofereça, se no fim o seu aparelho controlará a liberdade que tenho com o meu console, eu não quero”. Mas peraí, eu disse todos? Eita porr@, eu estou fazendo o mesmo, colocando como uma afirmação ao invés de opinião, me desculpa gente.

E todo esse floreio resumido da E3 e sua reação pós evento foi pra chegar aonde o texto realmente começa. O que aconteceu depois é que a Microsoft precisou fazer uma mudança drástica: esquece todo esse lance de verificação, drm e bla bla bla, tudo voltou a ser como já é no x360, ps3 e futuro ps4 e todo mundo ficou feliz com a resposta e… ops, peraí, p#*@ merda eu usei um termo afirmativo de novo, foi mal mais uma vez. Um grupo aparentemente imensamente maior (eu acredito ser imensamente a ponto de ter feito a MS voltar atrás, mas não ouso afirmar porque não vi dados) acabou  forçando essa mudança e fez o mercado caminhar de uma forma amistosa equilibrando o bacana do compartilhamento e a liberdade contra drm’s ou verificações online como já temos hoje. Mas não é que não tem mesmo como agradar a gregos e troianos? Esses últimos dias apareceu na internet uma petição online para que o XOne voltasse ao seu formato anteriormente planejado.

Como assim querer voltar aos DRM’s e verificações online? Esse povo é doido é?

Essa resposta eu não tenho, somente algumas suposições, mas pelo que vejo, as vantagens que a microsoft ofereceu inicialmente de compartilhamento dos jogos realmente agradou esse pessoal a ponto de se sentirem lesados de não terem mais essa possibilidade. Até quinta, alguns sites diziam ter 2 mil assinaturas, o IGN disse 12 mil, sei lá se digitaram um número a mais no início do post deles noFacebook, sei que isso não importa, o que interessa é que mostrou que um grupo achou que saiu perdendo com essa mudança de planos da Microsoft.

“Igualin igualin” a Steam…

No texto da petição diz que os consumidores que foram contra o que a MS ofereceu estavam mal informados e a Live seria uma Steam para o XBox basicamente. Steam para o Xbox? Andei conversando com uns amigos sobre o porque de tanta diferença na realidade dos preços da Steam para a Live ou PSN já de longa data e, segundo a opinião de um deles que trabalha como tradutor e já teve que ler alguns textos sobre o assunto, o preço dos consoles quando chega nas lojas, em geral é abaixo do preço que deveria ser cobrado, as lojas só assim o aceitam porque as vendas dos jogos compensam as do console, sendo assim, se a Microsoft (ou qualquer outra concorrente dela) resolver vender jogos digitais em promoção estilo Steam, depois da Amazon, Bestbuy etc etc etc terem comprado os jogos pagando o preço normal para vender no preço normal, ela será uma grande filha da p$%@ com essas empresas, porque é óbvio que os consumidores iriam preferir comprar digitalmente ao invés de nas lojas físicas. E o que aconteceria? Quebra-se o acordo formal sobre o preço dos consoles, coloca o preço deles lá pra cima como deveria ser e as fabricantes deles se ferram. Infelizmente eu não consegui com o texto que aponta isso, detesto deixar o post com cara de achismo e fail, mas assim que conseguir dados melhores sobre isso, posto por aqui. Só sei que segundo ele, isso acontece em vários mercados, como o de impressoras, por exemplo. Dessa forma não seria bem assim que teríamos uma realidade da Steam no Xbox. Acho que teríamos promoções melhores que as atuais sim, mas nada próximo a Steam, afinal, vale lembrar que nos computadores a briga com a pirataria é absurdamente maior do que nos consoles. Mas principalmente, dizer que os especialistas em games do mercado editorial estão desinformados é um tanto quanto presunção né?

Do ponto que vejo essa situação, as pessoas na petição são o perfil comum que a Microsoft visou no console: Pessoas que não tem problemas com internet, não se importam se o console fizer uma checagem diária e talvez até acatem qualquer reclamação que o Bleszinski, da Epic faça sobre vendas de jogos usados, afinal eles só jogam com o videogame ligado na internet mesmo e não tem problemas com queda da conexão e coisas do tipo. Acho que essas pessoas tem que ter um console que atenda essa realidade deles? É claro que sim, o que não acho é que a Microsoft ou qualquer outra empresa do mercado vá querer bancar o alto custo de um aparelho de ponta pra vender a um grupo que se mostrou ser pequeno. Em geral achamos que todo americano tem internet rápida e boa, sem quedas e coisas do tipo, mas quando li as centenas de comentários de leitores no blog do Major Nelson, no dia que a Microsoft divulgou a nota oficial de como seria seu sistema online, o que eu vi foi uma imensa maioria desses comentários serem de americanos que TEM sim problemas com conexão. E aí você pensa, “poxa mas uma conexão de um smartphone já resolve pra checagem online do console”. A questão pra mim não é o fato de ter problemas com internet pra que o console seja checado, o problema pra mim é o console ser checado. Se paguei pelo produto, não quero que ele fique me dizendo se posso ou não jogar, quero ter a possibilidade de um dia ter a chance de ir pra casa de um parente no interior, uma fazenda que for e que não tenha acesso a conexão nem através do smartphone, e não ser impedido de poder jogar com os amigos. Aí você pode até se perguntar “mas quando que você faz uma coisa dessas?” Eu te digo, sei lá, poucas vezes, mas quando o fizer, não quero que esse tipo de merda seja um empecilho, paguei um mundo pelo aparelho, não quero que ainda fiquem metendo o bedelho se vou jogar ou não.

Apesar de tudo isso, infelizmente acho que a tendência no futuro encaminha para o que a Microsoft tentou antecipar forçadamente com o XOne, mas torço com todas as minhas forças para que siga para outro lado. Nós temos seguido cada dia mais para o rumo das facilidades através da internet, mas ao mesmo tempo do rumo de ser supervisionado através da mesma. Acho inevitável, tem suas vantagens (como o XOne teria) mas não acho saudável esse rumo.

EDIT: Que burrice a minha, esqueci do link para a petição né, aqui está.

PS: A Edge Magazine colocou uma capa pra lá de matéria comprada na edição desse mês, mas recomendo fortemente que vocês leiam a edição. O texto, ao contrário do que se esperaria ao ver a capa, não tem nada de comprado e faz uma análise de pontos que levaram a essa situação da MS, fazendo um comparativo até as lambanças que fizeram do PS3 uma bomba no lançamento e todas as mudanças que tiveram que tomar pro PS4.

“Esse é o seu próximo console”

Opinem, discordem, concordem, critiquem, mas façam do blog e do assunto algo positivo com discussões saudáveis! Obrigado

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Tiny & Big in Grandpa’s Leftovers: Game para designers

Dia 19 de junho agora foi lançado para PC e Mac, game de plataforma e aventura, cujo objetivo é alcançar Big e recuperar a sua herança, a cueca mágica do seu avô.

O game é um jogo bem tradicional, no qual você não vai precisar de horas para aprender a jogar, nem evoluir o personagem ou equipamentos. De fato, tudo que precisa fazer no jogo, você aprende logo no início. Tiny está armado com um equipamento capaz de cortar objetos gigantes, e é fatiando morros, puxando e empurrando pedaços deles e de outros objetos é que você vai avançar no game.

A repetitividade das ações parece ser um pequeno incômodo, mas como o jogo não é muito longo, não chega a acabar com o game. O visual é que chama a atenção, ilustradores e designers pelo mundo vão perceber que o estilo visual do game segue referências de muita coisa do meio que tem sido popular, mesclado à influências de linguagem de HQ. O jogo tem um visú fodástico.

O game custa só 10 dólares na Steam, e no GOG e pra mim vale a pena. Mas se você ainda está em dúvida, no site oficial do game é possível baixar a demo. A tristeza é só não poder jogar isso num ps3 ou x360 também, seria tããããão legal.


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