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Assassin’s Creed IV: O melhor da franquia (depois do II)

Assassinos explorando o mar aberto

Final do ano passado eu gastei até um pouquinho a mais do que pretendia nas promoções de jogos. Dentro dessa leva, 2 vieram pela ocasião de promo. Até o final de novembro não era todo dia que se via AC IV: Black Flag + Dragon’s Dogma: Dark Arisen por um preço em conta (mídia física e nos consoles, claro). O novo jogo da série ainda não estava nos meus planos, já que nem terminado o III eu havia. Não me importava de comprar ele quase saindo o V, ou IV-2, ou sei lá também, mas cara, não tive arrependimento nenhum na compra, ao contrário. Fiz uma pequena maratona pra terminar o III ainda antes de virar o ano e depois de começar a jogar o IV, percebi que entrei 2014 com o pé direito.
Que jogo FODA, é só o que tenho a dizer. O III foi muito criticado por um monte de coisas que deixou o jogo chato, eu particularmente curti bastante, mais até do que o brotherhood ou revelations, mas o IV é outra coisa. Claro que você ainda é um assassino com as mesmas movimentações e habilidades dos outros jogos da série, mas o IV expande ideias como a exploração dos navios, ou as caças a tesouros submarinas, sem falar no upgrade que as guerras marítimas sofreram.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

O público de Assassin’s Creed já mostrou ter mais apreço pelos personagens cafajestes ou canastrões, vulgo a popularidade do Ezio e agora do Edward sobre as personalidades sérias e obstinadas de Connor e Altair. Particularmente ainda gosto mais do Altair, e gosto bastante do Connor, mas entendo a popularidade de Ezio e Edward. O jogo se torna mais descontraído mesmo com uma temática relativamente séria.
Aliás em quesito temática, AC IV me remeteu diretamente ao que senti jogando o segundo, aquele feeling de “agora acertaram mesmo com o jogo”. Não sou muito fã do universo de piratas, mas o game tem um ritmo tão divertido que você não se incomodaria ainda que odiasse piratas. Talvez AC IV seja o menos desligado no que diz respeito a momento histórico. Não que as coisas ali não façam parte de um período histórico real, mas é que ele foi o menos pretencioso. A história original dava margem pra colocar muita coisa e criada para nem tantos momentos históricos assim de Havana ou Nassau, diferente da independência americana ou o conflito com os Borgia e a igreja católica na era da renascença. E talvez esse fator tenha sido o mais prático para a franquia. Acho um exagero um Assassin’s Creed por ano, a trama geral vai ficando batida e a jogabilidade repetitiva, mas quando você livra um pouco os momentos históricos, você permite que ele seja mais videogame.

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça, só não tem aquele tiozinho da barraca de cd da feirinha

É difícil um jogo de mundo aberto, onde o cenário é enorme, ficar muito bonito, mas devo dizer que as praias paradisíacas do mar caribenho em Black Flag ficaram acima da média de jogos do estilo. Não tem como ficar de cara em algumas paisagens, e imagino que a versão dos consoles da nova geração devam ter ficado ainda mais pi-k.

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Em questão da era atual, a seguir, um trecho de spoiler, então se não terminou o III, melhor nem ler:

Como o Desmond morreu no jogo anterior, em Black Flag a Ubisoft teve uma boa sacada: possivelmente afim de evitar críticas ao assassino atual, depois de tantas que o Desmond recebia (acho até injusto porque gostava do personagem, só acho que não teve a possibilidade de ser desenvolvido como os seus antepassados), a Ubi decidiu te deixar a cargo de ser o assassino. Sim você mesmo, a tela na era atual fica em primeira pessoa, não há nada de nomes, imagens sua, nada. Você entra na história como um programador e tester da Ubisoft. E aí vem a segunda grande sacada: A ubi se inseriu no jogo como a empresa responsável por lançar os novos jogos baseados na tecnologia Animus da Abstergo, em outras palavras, a Ubi é uma pau mandada da Abstergo, e você explorando sobre o DNA do Desmond e seus antepassados vai descobrindo a história de Edward e mais informações preciosas dos assassinos e templários. Particularmente achei uma ótima ideia, e um bom intermediário até terem outra ideia que possam colocar para o personagem da era atual.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

O jogo ainda possui um minigame de batalha naval que pode ser jogado tanto no console quanto no seu smartphone. Você envia sua frota de navios piratas pra liberar rotas marítimas e também fechar negociações com comerciantes em vários cantos do Atlântico. Por esse aplicativo no smartphone, você pode também dispensar o uso do mapa na tela do console, usando o aparelho como uma segunda tela e gps do jogo. Você pode inclusive fazer tudo isso enquanto não estiver jogando, e ir fazendo dinheiro e conseguindo produtos de comércio, controlando suas frotas. A hora que você começar a jogar o jogo original, estará lá na sua “conta bancária” tudo bonitinho.

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Enfim, se você gostou do II e tava meio que enjoado da série depois de todos os outros jogos seguintes, dê ao menos ao AC IV: Black Flag uma chance, o jogo é Assassin’s Creed em sua melhor forma, e já devem começar a aparecer boas promoções do jogo em todas as plataformas.

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Meu 3DS XL e os jogos que testei nele

Sou um declarado fanboy de Castlevania, muito embora seja meio crítico com os  jogos da série. Desde que anunciaram o Mirror of Fate pro 3DS, comecei a me planejar pra pegar um. A Nintendo mudou um pouquinho os meus planos quando anunciou a versão gigante do aparelho.

Deixo aqui um pequeno depoimento sobre o que achei do aparelho, passado um pouco o deslumbre inicial característico de alguém que comprou produto novo.

Apesar de quase 2 anos, e da galeria de jogos continuar aumentando, considero pouco ainda o que tem de jogo que realmente valha a pena. Entretanto, alguns jogos que tive uma primeira experiência meio decepcionante acabaram se mostrando bem empolgantes. É o caso de Kid Icarus, quando joguei a primeira vez (foi o game que testei na primeira vez que encostei em um 3DS). Demorei a “acostumar” minha vista para enxergar em 3D sem estranhar muito. Bastou colocar em uma certa distância e deixar o olho fixo sem piscar por alguns segundos, e voila! Tive um estranhamento e até um pouco de dor de cabeça, a sensação é que meu olho esquerdo queria ir pro lugar do direito e vice versa. Enfim, a jogabilidade a princípio não parecia tão bacana, mas depois de pegar o game emprestado e  jogar com calma, acabei curtindo o esquema das fases, de compras e customização de equipamentos, e mesmo os modos online, que curti bastante no Free For All.

As fotos não fazem jus ao jogo, ele não é um vita, mas também não é horripilante dessa forma.

Joguei também Mario Tennis Open e New Super Mario Bros 2 (comprei na eshop da Nintendo). Mario Tennis tem sido muito divertido, curti bastante os modos de jogo, principalmente o modo Super Mario, no qual tem um paredão com um telão “passando” as fases do jogo clássico e você tem que ir rebatendo a bola e ganhando pontos e moedas, correndo contra o curto tempo dado. Um amigo sentiu falta do “modo história” que tinha na versão do GBA, onde você evoluia seu personagem, seguia uma história, etc, mas não senti tanta falta desse modo, já não era muito fã dele na época. Achei o jogo extremamente caro para um game de tênis casual. Digamos que se fosse em um console da Sony ou Microsoft, o game custaria no máximo uns 19 dólares no sistema da PSN/Live Arcade, mas a Nintendo forçando a barra com o peso dos nomes de suas franquias, colocou o jogo a  39 dólares. Felizmente  o que joguei é emprestado!

Uma das ideias mais bobas, mas ainda assim bacanas que tiveram pro game. Jogar Super Mario em versão tênis é muito bacana

New Super Mario Bros 2 é mais do mesmo…

 

… e isso é bom pra c@&@|0! Um dos poucos jogos que não precisa mexer muito pra agradar é a série clássica do Mario. O jogo coloca o foco voltado na coleta das moedas e a possibilidade de jogar 2 players ao mesmo tempo, e isso já é o suficiente pra ser considerado as mudanças do jogo por parte da Nintendo e ser divertido por parte de quem joga.

Mais do mesmo, mas no caso de Super Mario Bros, isso é muito bom

Testei ainda demos de Heroes of Ruin, Resident Evil Revelations, Theatrythm Final Fantasy, Kingdom Hearts e MGS 3. Gostei de todos, Heroes of Ruin foi muito pouco pra avaliar a fundo, mas fiquei empolgado pra comprar quando pintar uma promoção. Resident Evil me surpreendeu, os controles, a visão e o gameplay ficaram bacanas demais, o 3D, como em todos esses jogos que testei, dão um charme, principalmente porque eles dão um plus pra disfarçar o potencial gráfico inferior aos do Vita, e até mesmo do iPhone/Pad. Só não coloco esse RE na minha lista a comprar porque sou muito frouxo pra jogos de terror.

Prepara pra tomar susto, maluco, o bicho pega em Resident Evil Revelations.

Em geral, o aparelho me agradou bastante. Os botões estão mais espaçados do que a versão pequena. A pegada ficou bacana, principalmente pra quem tiver problemas de mãos grandes. O tamanho do aparelho, apesar de parecer enorme nas fotos, quando se pega na mão, não parece tão gigante assim. O 3D, como citado acima, dá o grande charme nos jogos. É essencial pra jogar? Claro que não, mas é o que deixa os jogos mais bacanas. Em Kid Icarus e Mario Tennis, que trabalham muito com a profundidade do cenário, o jogo ganha um charme a mais, já New Super Mario Bros 2 não fez muita diferença.

O sistema online de vendas precisa melhorar e muito, faltam jogos novos, jogos velhos e jogos de versão física. Achei que a Nintendo fosse colocar um bando de jogos de versão física no eshop deles logo depois do lançamento de NSMB2, mas nenhum jogo apareceu até o momento.

O sistema de compras é meio fraco também, até o momento, se você compra um jogo na eshop, esse jogo está atrelado ao seu aparelho, ou seja, vendeu seu 3ds? Vendeu seu jogo junto, porque você vai ter que comprar ele de novo. Disseram que quando o Wii-U sair, eles mudarão pra um sistema de conta, como nos outros consoles, mas tô pagando pra ver ainda.

O preço dos jogos ainda é um absurdo pra mim. Boa parte deles é jogo que deveria custar em torno de no máximo 20. E o pior é que mesmo jogos já lançados a mais de 1 ano se mantém com o preço inalterado.

Passando a régua, gostei do 3DS XL, não gostei da Konami anunciar o atraso de Mirror of Fate de setembro desse ano pro meio do ano que vem, e acho que muita coisa tem que mudar, principalmente chegarem mais títulos, que já começa a ter uma boa galeria, mas tá longe demais da ideal, mesmo tendo pouco menos de 2 anos ainda.

Só ano que vem eu poder surrar essa tua cara, caveirinha, mas aguarde e confie, que tu vai apanhar.

Ano que vem, quando for a vez do Vita estar nesse mesmo ponto, começo a pensar em adquirir um também.


Primeiras impressões do Vita

Um amigo comprou o Vita por esses dias, como eu comprei o Journey (postarei sobre ele assim que encostar os dedos com calma), ele veio aqui hoje testar, e de quebra trouxe o Vita para que eu pudesse descobrir um pouquinho do que o aparelho é capaz e…

Essa porra é bonita e bacana!

…Rapaz, vou te dizer, gostei bastante do que encontrei. Muito mesmo. Testei primeiramente as funcionalidades secundárias dele, a tela de toque com menus dos programas, os programas. Ele tem o tal do sistema Near, um app que identifica outros Vitas a até aproximadamente 15 kilômetros de distância. Você não consegue jogar com o cara a essa distância via Wi-Fi, óbvio, mas você pode encontrar outros jogadores próximos com quem marcar para jogar via internet mesmo, e isso é bacana. Sempre foi uma das coisas que mais me fez falta nessas interatividades online de identificar outros jogadores nas proximidades, e aumentando a distância a até essa lonjura toda, as chances são mais altas, só por resultado, o aparelho é novo, mas encontrei 20 pessoas com o Vita próximo daqui de casa.

A tela touch da frente do aparelho é bem sensível, não deixa a dever nada a qualquer iCoisa ou Galaxy da vida. A interatividade que usamos nos outros aparelhos, como dedos que se afastam ou aproximam para o zoom nas visualizações, são bem suaves, enfim, nada diferente do que você já encontra nos aparelhos de touch de hoje em dia. Infelizmente não peguei em nada que pudesse testar o toque de trás, nem as câmeras. Netflix roda nele muito bonito, aliás, eu fiquei de cara, sempre achei o PSP muito grande pra um portátil, mas o Vita é ainda maior. Ele não é tão gordo como o PSP é, nem mesmo o Slim, mas em compensação ele é mais alto e mais largo. Com isso, a tela para assistir filmes do Netflix fica bem melhor.

Os controles analógicos são uma maravilha, mas por serem mais pra fora, tenho a impressão de serem mais frágeis. Muita gente reclamava do analógico do PSP, entretanto mal ou bem, o fato de ele ser rasinho o tornava mais resistente a imprensamento (leia-se colocar ele as pressas em um bolso ou mochila, amontoado com outras coisas que só depois você vai reparar que ele tá espremido). De resto, os outros botões são muito tranquilos, embora achei um pouquinho esquisito o direcional, talvez porque não esteja acostumado com ele.

Vamos aos jogos, consegui testar nele o novo Rayman, que devo dizer, ele tá bonito em qualquer tela de PS3, X360 e até mesmo de Wii, mas no Vita, por ser uma tela mais compacta, tudo pareceu mais vivo. Fora o Rayman, eu encostei também na demo de Uncharted: Abyss. Fiquei de cara com o quanto ele tá bonito, claro que em alguns momentos você identifica que não é um ps3, mas pra um portátil, ele chega bem perto, milhares de efeitos de luz e sombras, brilhos e texturas bem detalhadas. Pra se ter uma ideia, meu irmão chegou a viajar dizendo que não achou ele tão bonito, que parece um PSP. Para termos de comparação, o dono do Vita tem também o Dissidia salvo no aparelho, um dos jogos que melhor utiliza o desempenho gráfico do PSP, eu mostrei pra ele a qualidade visual do jogo e ele mudou de ideia na hora.

Resumindo: foi muito pouco pra passar toda a euforia de “yeah to pegando um aparelho novo”, mas acho difícil eu não comprar um futuramente, no exterior, claro, já que aqui no Brasil o Vita beira o absurdo de tão caro.


Eu tô vivo e tô muito bem ( Impressões de I’m Alive)

Semana passada finalmente chegou o dia do lançamento do tão falado I’m Alive, da Ubisoft. Testei apenas a versão de avaliação. Longe de ser um título campeão de vendas, o jogo desenvolvido pela Ubisoft Shangai não chega perto de títulos de nome como Assassin’s Creed ou Call of Duty, mas também não faz feio. É um dos títulos arcade mais bonitos que já testei.

I’m Alive conta a história de um homem que, 1 ano após “O Evento” (assim chamado o caos que gerou terremotos, tempestades de areia, escassez de água e o escambal), consegue chegar de volta a cidade fictícia de Haventon, e procura por sua esposa e filha.

A jogabilidade não diferencia muito do que já jogamos em títulos de ação. Umas boas sequências de escaladas e equilibrismos ao maior estilo Prince of Persia ou Assassin’s Creed, ou mesmo Shadow of  The Colossus, tendo como dificuldade uma barra de resistência que vai se desgastando conforme você vai escalando e se equilibrando. Não dê folga para o protagonista e você cai de lá de cima. Esgotando a sua barra, você tem ainda um tempo de esforço extra, no qual você vai apertando RT (ou R2) para completar o trecho de equilibrismo, gastando seu nível de resistência final. Com um gole de água, ou um pouco de comida você recupera o nível máximo perdido.

Pra um jogo live arcade/PSN, I'm Alive é muito bonito, entretanto peca na falta de alguns detalhes, como o seu próprio reflexo ao andar sobre poças de água

Nos trechos de interação com as pessoas é sempre uma incógnita. Alguns indivíduos só querem que você não se aproxime, outros vão te atacar, e alguns só precisam de uma ajuda ou não. Com os que te atacam é bom prestar atenção, se o cara vem apenas com um facão, aponte sua arma pra ele ainda que esteja descarregada. Com o botão X (quadrado no PS3), você manda o cara se afastar, estando ele perto de um buraco ou penhasco, chegue perto e aperte X de novo e você senta a bica mandando o cara pra casa do c@r@lho ao melhor estilo “This is Sparta”. Agora se o caboco estiver armado com uma pistola também e você tiver sem balas, pode correr meu filho porque o bicho vai pegar.

Blasphemy? Madness? This is SPARTA!!!!

Minha opinião:

Eu estava esperando esse jogo com uma certa ansiedade, o tema de sobrevivência pós apocalíptica é um que sempre me agradou em filmes, não seria diferente em outras mídias como os games. Sendo apenas um jogo de sobrevivência, é o suficiente pra causar meu interesse, mas não o suficiente pra garantir um bom jogo, no qual eu não acho que seja inteiramente o caso de I’m Alive. É verdade que joguei apenas uma pequena demo, não dando pra aprofundar muito no gosto pelo enredo e pelo resto do jogo, nem testar dificuldades, etc. Entretanto eu acho que talvez a falta de um projeto com mais recursos, e talvez uma equipe mais de ponta, foram primordiais pra queimar uma ótima ideia em um jogo que acabou sendo de médio pra bom. No fim eu acho que vale os 15 dólares (ou 1200 MS Points) como um jogo arcade de baixo orçamento e que diverte, mas se fosse um jogo de mídia, com ares de superprodução, jamais pagaria nele por esse produto final que foi apresentado. De qualquer forma, continuo esperando um PUTA título de sobrevivência para o futuro, porque não foi com I’m Alive que consegui isso.


The Old Republic libera convites trial para amigos

Quem tava esperando pra poder testar o MMO de Star Wars feito pela Bioware, agora é a hora. Se você tem um amigo  que joga, ofereça sua bunda para ele em troca de um convite trial de 7 dias para testar o jogo.

Piadas à parte, infelizmente são só 3 convites por pessoa, mas tendo um grupo de amigos que joga, difícil um deles não ter ao menos um convite para você


A putereza de Asura

Sei que já tem um tempinho que saiu, mas só hoje testei a demo de Asura’s Wrath. Título de ação a ser lançado pela Capcom. De longa data eu venho esperando com uma certa ansiedade por esse jogo. Diferente e ao mesmo tempo semelhante a muita coisa que você provavelmente já jogou, A putereza de Asura tem seu charme especial.

Na demo não se sabe detalhes da história, só é possível identificar que alguém armou pra cima do Asura, que se ferrou bonito, e de quebra ainda levaram a filha dele. Isso é motivo pra deixar o bicho mais puto que o travesti do profissão repórter e, pelo menos pros inimigos, isso não é muito saudável. Batalhas descomunais ao nível de divino mitológico, de tão desproporcional que são as porradas, é o que te aguarda.

A demo tem 2 capítulos, no primeiro deles você encara uma entidade gigante, que após determinado ponto do combate fica ainda maior. Imagine-se encarando Galactus, o devorador de mundos da Marvel, segurando o dedo gigantesco dele apenas com as suas mãos. É disso que eu tô falando. No segundo capítulo você encara o mestre de Asura na Lua, mas a luta só começa lá. Novamente depois de determinado período da batalha, o mestre de Asura saca a espada crescente dele, te perfurando e te empurrando para a Terra. Os 2 vêm de lá argumentando e brigando caindo no planeta com Asura perfurado. A espada continua crescendo até vermos a ponta dela saindo do outro lado do planeta. Sim, tudo é descomunalmente ridículo e de um nível absurdo, para demonstrar poderes além dos humanos.

Os combates são onde entra a parte do “igual mas diferente” que citei no início. Boa parte do jogo se passa através daquelas sequências a la God of War e derivados de “aperte X no tempo certo”, ou “gire o analógico direito” e coisas do tipo, mas isso não ocorre como em God of War sempre. Você muitas vezes não sabe quando surgirá o comando, e o jogo se baseia muito mais nessas sequências do que nos combates tradicionais. Em outros trechos você está de longe e vai guiando uma mira com o analógico esquerdo, enquanto atira pedras e outras coisas com Y nos inimigos enquanto revida mísseis atirados contra você. Já na sequência contra o seu mestre, é o momento mais próximo de jogos de ação em terceira pessoa da demo, você controla o seu personagem  normalmente e parte pra cima, mas mesmo nessas horas, a qualquer hora pode aparecer um “Y” no topo da tela porque o inimigo atirou algo contra você, e o seu reflexo tem que ser rápido pra deixar de lado o comando de bater que tava fazendo pra apertar logo o botão.

Visualmente o jogo não deixa a desejar também, sendo uma demo, muita coisa pode mudar, e geralmente pra melhor. Ela é bem bonita com acabamento visual dos personagens lembrando ilustrações bem estilizadas.

Não posso dizer se o jogo será todo fantástico, mas devo dizer que gostei da demo. Só não o suficiente pra comprar o jogo logo de cara, talvez uma versão usada no Ebay depois de alguns meses. A não ser que alguém me mostre o contrário e que o jogo melhora ainda mais, lógico.


Os Reinos de Amalur

Sou um cara que posso dizer que não vi, nem procurei saber sobre NADA do que viria a ser esse Kingdoms of Amalur: Reckoning. Pra ter uma ideia, em um site eu devo ter visto comentado sobre outro jogo, mas como  o título que estava no topo dele era sobre esse jogo, eu achava que ele seria um MMO (burro pra car@&%$, pode dizer).

Esses dias vi que saiu a demo na Live/PSN, e até estranhei. MMO nos consoles não é muito comum, mas visto que existe Final Fantasy XI,XIV, DC Universe Online, Phantasy Star Universe e o futuro The Secret World, que está em fase beta, não foi lá tão estranho ver mais um.

Enfim, liguei a demo, começa explicando das terras de Faeland, onde o povo de Winter Fae, os imortais e agressivos Thuatas resolveram acabar com o povo de Summer Fae, mortais e sociaveis. A guerra está pendendo para o lado dos Thuatas, já que quando morrem, eles renascem em suas próprias terras, mas um fator pode alterar esse destino.  Em meio a terras pacíficas, longe dos frontes de guerra em Summer Fae, gnomos fazem experiências com o poço das almas (well of souls), afim de tentar trazer mortais de volta a vida. Seu personagem foi uma dessas experiências falhas, ou pelo menos é o que acharam, você “acorda” no meio de uma pilha de corpos de outras experiências que falharam, sem se lembrar de nada, enquanto o poço está sendo atacado. Você precisa fugir, sem muitas explicações de quem era, ou para que faziam essas experiências.

O seu personagem é completamente customizável, você escolhe rosto, raça, gênero, tipo de cabelo e todo essas  coisas que muitos rpg’s te dão opção hoje em dia. A jogabilidade de KoA é bem simples, com um botão você usa arma primária, com outro a secundária, segure RT (ou R2) e aperte um dos outros botões e use magias, etc. Equipamentos como armaduras e armas também não faltam. Me senti jogando um misto de Fable com Dragon Age e um leve toque de Tenchu também, e isso foi bem do car@$%&. A parte do Tenchu, é porque você apertando RB (R1), entra em modo stealth, andando devagar, podendo se aproximar de inimigos desatentos e matá-los com estilo.

O jogo utiliza um esquema de cartas de destino para você seguir especializações. Aliás, essa parte do destino parece fazer mais sentido ao longo do jogo, vi muito pouco sobre isso na demo, mas há leitores de cartas que conseguem ver o destino das pessoas, e curiosamente, o do seu personagem eles não conseguem ver.

O jogo possui um sistema de níveis de experiência e também quests que você vai pegando ao longo das cidades que visita. Pelo que pesquisei um pouco depois de jogar a demo, existem ainda facções dentro do game, e cada uma com quests específicas, sendo essas facções responsáveis pelo destino que seu personagem ou o ritmo que o jogo levará. Uma premissa bem bacana, e pelo que vi, até agora o jogo tem sido bem recebido por críticos e público.

Sendo um game distribuído pela EA, eu teria um certo pé atrás, eles acertam bastante, mas de vez em quando soltam umas bombas com cara de jogão que vou te contar viu. Mas a demo me pegou, tendo grana e tempo, por enquanto, os Reinos da Amarula eu compraria.


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