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Assassin’s Creed IV: O melhor da franquia (depois do II)

Assassinos explorando o mar aberto

Final do ano passado eu gastei até um pouquinho a mais do que pretendia nas promoções de jogos. Dentro dessa leva, 2 vieram pela ocasião de promo. Até o final de novembro não era todo dia que se via AC IV: Black Flag + Dragon’s Dogma: Dark Arisen por um preço em conta (mídia física e nos consoles, claro). O novo jogo da série ainda não estava nos meus planos, já que nem terminado o III eu havia. Não me importava de comprar ele quase saindo o V, ou IV-2, ou sei lá também, mas cara, não tive arrependimento nenhum na compra, ao contrário. Fiz uma pequena maratona pra terminar o III ainda antes de virar o ano e depois de começar a jogar o IV, percebi que entrei 2014 com o pé direito.
Que jogo FODA, é só o que tenho a dizer. O III foi muito criticado por um monte de coisas que deixou o jogo chato, eu particularmente curti bastante, mais até do que o brotherhood ou revelations, mas o IV é outra coisa. Claro que você ainda é um assassino com as mesmas movimentações e habilidades dos outros jogos da série, mas o IV expande ideias como a exploração dos navios, ou as caças a tesouros submarinas, sem falar no upgrade que as guerras marítimas sofreram.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

Apresentadas em AC III, as batalhas marítimas foram melhor desenvolvidas.

O público de Assassin’s Creed já mostrou ter mais apreço pelos personagens cafajestes ou canastrões, vulgo a popularidade do Ezio e agora do Edward sobre as personalidades sérias e obstinadas de Connor e Altair. Particularmente ainda gosto mais do Altair, e gosto bastante do Connor, mas entendo a popularidade de Ezio e Edward. O jogo se torna mais descontraído mesmo com uma temática relativamente séria.
Aliás em quesito temática, AC IV me remeteu diretamente ao que senti jogando o segundo, aquele feeling de “agora acertaram mesmo com o jogo”. Não sou muito fã do universo de piratas, mas o game tem um ritmo tão divertido que você não se incomodaria ainda que odiasse piratas. Talvez AC IV seja o menos desligado no que diz respeito a momento histórico. Não que as coisas ali não façam parte de um período histórico real, mas é que ele foi o menos pretencioso. A história original dava margem pra colocar muita coisa e criada para nem tantos momentos históricos assim de Havana ou Nassau, diferente da independência americana ou o conflito com os Borgia e a igreja católica na era da renascença. E talvez esse fator tenha sido o mais prático para a franquia. Acho um exagero um Assassin’s Creed por ano, a trama geral vai ficando batida e a jogabilidade repetitiva, mas quando você livra um pouco os momentos históricos, você permite que ele seja mais videogame.

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça

Barba Negra e outros piratas famosos dão o ar da graça, só não tem aquele tiozinho da barraca de cd da feirinha

É difícil um jogo de mundo aberto, onde o cenário é enorme, ficar muito bonito, mas devo dizer que as praias paradisíacas do mar caribenho em Black Flag ficaram acima da média de jogos do estilo. Não tem como ficar de cara em algumas paisagens, e imagino que a versão dos consoles da nova geração devam ter ficado ainda mais pi-k.

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Chega dá vontade de dar um mergulho em uma praia assim

Em questão da era atual, a seguir, um trecho de spoiler, então se não terminou o III, melhor nem ler:

Como o Desmond morreu no jogo anterior, em Black Flag a Ubisoft teve uma boa sacada: possivelmente afim de evitar críticas ao assassino atual, depois de tantas que o Desmond recebia (acho até injusto porque gostava do personagem, só acho que não teve a possibilidade de ser desenvolvido como os seus antepassados), a Ubi decidiu te deixar a cargo de ser o assassino. Sim você mesmo, a tela na era atual fica em primeira pessoa, não há nada de nomes, imagens sua, nada. Você entra na história como um programador e tester da Ubisoft. E aí vem a segunda grande sacada: A ubi se inseriu no jogo como a empresa responsável por lançar os novos jogos baseados na tecnologia Animus da Abstergo, em outras palavras, a Ubi é uma pau mandada da Abstergo, e você explorando sobre o DNA do Desmond e seus antepassados vai descobrindo a história de Edward e mais informações preciosas dos assassinos e templários. Particularmente achei uma ótima ideia, e um bom intermediário até terem outra ideia que possam colocar para o personagem da era atual.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

Uma das grandes sacadas da Ubisoft foi ter se inserido na história do jogo.

O jogo ainda possui um minigame de batalha naval que pode ser jogado tanto no console quanto no seu smartphone. Você envia sua frota de navios piratas pra liberar rotas marítimas e também fechar negociações com comerciantes em vários cantos do Atlântico. Por esse aplicativo no smartphone, você pode também dispensar o uso do mapa na tela do console, usando o aparelho como uma segunda tela e gps do jogo. Você pode inclusive fazer tudo isso enquanto não estiver jogando, e ir fazendo dinheiro e conseguindo produtos de comércio, controlando suas frotas. A hora que você começar a jogar o jogo original, estará lá na sua “conta bancária” tudo bonitinho.

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Funções em pausa como verificar mapas do tesouro, marcar um ponto no mapa ou comandar suas frotas ficaram mais práticas com o Companion App

Enfim, se você gostou do II e tava meio que enjoado da série depois de todos os outros jogos seguintes, dê ao menos ao AC IV: Black Flag uma chance, o jogo é Assassin’s Creed em sua melhor forma, e já devem começar a aparecer boas promoções do jogo em todas as plataformas.

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Gamescom: Mais algumas histórias

gamescon

Mais notícias vão aparecendo, e por aqui vamos comentando:

1. Trailers, trailers e mais trailers

A Blizzard enfim apresentou novidades para Diablo 3,  e não estou falando da versão dos consoles, mas da primeira expansão da versão de PC. Intitulada Reaper of Souls,  a expansão vai ter foco em Malthael, o Arcanjo da Sabedoria, desaparecido desde a expansão de Diablo 2 e recém surgido como anjo da morte em D3. Além do enredo, RoS trará também como novidade a classe de personagem do cruzador, que tem o foco em equipamentos pesados e magias de suporte. Nos dados técnicos, você poderá elevar seu char até o nível 70, além de acrescentar mais skills e magias para as classes já existentes do jogo, fora outras alterações nos mapas, missões e modos de jogo.

Muita gente reclamou de D3, particularmente eu me diverti muito e joguei feliz até terminar a história. Não sou o tipo de player que fica rejogando por mais milhares de vezes subindo mais o nível e zerando 3, 4 vezes, etc etc etc, pra poder opinar do pós jogo da primeira rodada, mas a mim o jogo diverte como o primeiro e o segundo divertiram.

Um novo (ou não) trailer de Lords of Shadow 2 foi apresentado pela Konami, o vídeo inteiro é praticamente o que já foi visto na E3, com a diferença de um pequeno detalhe: Ao final do trailer tem uma cena extra na qual apresenta um novo Belmont, Victor. Pra quem não conhece, Victor Belmont seria um dos protagonistas de Castlevania Resurrection, jogo que estava sendo produzido pela Konami americana e foi cancelado para Dreamcast por chilique ordem do Iga, que foi  escolhido o responsável oficial pela série no meio da produção na época. O enredo envolvia viagens no tempo, ou ao menos 2 linhas do tempo diferente, e teria além de Victor, Sonia Belmont, a protagonista de Castlevania Legends para Gameboy Color, e “ex-mãe” de Trevor Belmont, de Castlevania 3. Castlevania Legends foi limado da timeline oficial também por chilique ordem do Iga.

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

Sonia e Victor Belmont, no cancelado Castlevania Resurrection, para Dreamcast

O que esperar disso? Não sei. No original, a história de Victor se passava em 1666, pelo pouco que mostrou, eu não ousaria dizer se o enredo dele se passa no presente ou no passado. O pior da história é que a Konami adiou Lords of Shadow 2 de 1 de dezembro agora para 27 de fevereiro de 2014. E tome ansiedade para o fanboy de Castlevania aqui…

Eu cheguei a postar a foto e citar ele entre os futuros títulos do Ps4 ontem. Não houveram muitos comentários a respeito do jogo, mas a ambientação me lembrou muito Ico e Shadow of The Colossus, se seguir por essa linha, seria um dos meus must have imediatos no lançamento sem exagero algum. A Tequila Works, produtora do game, é responsável pelo injustiçado Deadlight, um game muito bom que não caiu nas graças de crítica ou público.

A série Arkham foi uma das melhores coisas que joguei nessa geração disparado. Não espero menos de Arkham Origins, muito embora esteja receoso de não ter mais o dedo da Rocksteady Studios na brincadeira. Provavelmente o enredo deve ter uma boa dose de Batman: Ano um como referência, e é uma excelente influência.

Pelo visto a Ubisoft quer entrar na onda dos jogos de peleja, só que o game será para Kinect, ou pelo menos aparenta ser por esse teaser. Fighters Within, apresentado para o XOne promete muito sangue virtual. Para os extremistas do naipe “a culpa é dos jogos violentos” repare na pequena caixa laranja escrito “check the classification”, traduzido para o bom português como CHEQUE A CLASSIFICAÇÃO, antes de vir falar qualquer merda quando aparecer o próximo escândalo de violência no qual o suspeito tenha também o hábito de jogar. Mas antes disso, cheque primeiro a criação e o convívio com família e amigos dessa pessoa. Pronto, acabou o momento sapo, só achei apropriado pela quantidade de sangue no vídeo e por ser da Ubisoft, detentora de Assassin’s Creed.

2. Mais um pouquinho sobre a nova fase do Vita

Só pra mostrar que a Sony não estava só dando uma leve maqueada quando aparentava estar largando o Vita de mão mas dizia que não, esses são os futuros jogos de estúdios independentes que sairão para ele

  • Age of Zombies (BlitWorks/Halfbrick)
  • A-Men 2 (Bloober Team)
  • Assault Android Cactus (Witch Beam)
  • Avoid Droid (Infinite State Games)
  • Broken Sword: the Serpent’s Curse (Revolution Software)
  • Eufloria HD (Omni Systems)
  • Fez (Polytron Corporation)
  • Final Horizon (Eiconic Games)
  • Flame Over (Laughing Jackal)
  • Gravity Crash Ultra (Just Add Water)
  • Gunslugs (Abstraction Games)
  • Hotline Miami 2: Wrong Number (Dennaton Games & Devolver Digital)
  • Joe Danger 1 (Hello Games)
  • Joe Danger 2 (Hello Games)
  • Kick & Fennick (Green Hill Studios)
  • Rogue Legacy (Cellar Door Games)
  • Samurai Gunn (Teknopants)
  • Supermagical (Tama Games)
  • Switch Galaxy Ultra (Atomicom)
  • Table Top Racing (Ripstone)
  • The Binding of Isaac: Rebirth (Nicalis)
  • Volume (Mike Bithell)
  • Wasteland Kings (Vlambeer)

Alguns deles já são conhecidos pela Steam (Rogue Legacy) ou pela Live (FEZ), mas uma boa parte aí será novidade, e no portátil eu espero que dê muito certo, o Vita é uma ótima plataforma pra isso se o público aderir.

Espero ter mais alguns resumos a fazer amanhã, mas se não tiver, ainda tô devendo um pequeno review de Dragon’s Crown, que estou jogando dedicado desde o lançamento 2 semanas atrás, e outros comentários mais do mercado.

Inté!

 

EDIT: Hoje a Konami divulgou algumas imagens mais de Victor Belmont, e juntando isso, mais uma análise com um pouco mais de calma das poucas cenas que ele aparece no trailer, pelas roupas, parece que Victor será um Belmont contemporâneo. Tudo bem que tem uns pedaços de armadura e tal, mas ele tá usando um colete que e camiseta que parecem roupas da era atual. Vejam por vocês mesmos.

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin's Creed?

Victor Belmont é primo do Desmond, de Assassin’s Creed?

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

As botas de metal podem até ser clássicas, mas esse colete com a camiseta me parecem bem modernos

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Assassin’s Creed na Índia, mas em HQ

Assasin's Creed Brahma é a luta de um cervejeiro contra o domínio da Antarctica e ... ops, não, é Brahman, foi mal.

Assasin’s Creed Brahma é a luta de um cervejeiro contra o domínio da Antarctica e… ops, não, é Brahman, foi mal.

Provavelmente não tem franquia hoje que esteja dando mais dinheiro à Ubisoft do que Assassin’s Creed. E infelizmente, isso faz crescer o olho em cima dela. O que era uma série com um enredo trabalhado com calma e com um esmero enorme aos detalhes, ao longo dos anos tem se tornado cada vez mais pasteurizada em prol do tempo de produção anual, e com isso vemos um ritmo caindo desde o primeiro jogo de 2007 até AC 3, lançado no ano passado. É bem verdade que a Ubisoft tem se esforçado em colocar vários estúdios diferentes nos diversos games a fim de não deixar o jogo tão pasteurizado, mas um enredo como o de AC, é difícil de não acontecer isso.

Pois bem, como se não fosse o suficiente, a série tem explorado novas mídias, como as histórias em quadrinhos. Nesse caso, como ainda não li nenhuma, não posso necessariamente dizer se está pasteurizando ou apenas aproveitando excelentemente bem outras mídias pra explorar o universo de AC, a exemplo de hq’s como as de Matrix, que procuraram outras abordagens dentro do mundo apresentado pelos irmãos Wachowski e, na minha opinião, foram muito felizes.

Depois da relativamente bem recebida The Fall, que se passa no período da Revolução Russa, a próxima HQ de Assassin’s Creed se chamará Brahman, e ocorrerá durante o século 19 na Índia, quando o império Britânico exercia forte controle sobre o país.

The Fall teve boa recepção pelo público

The Fall teve boa recepção pelo público

A equipe por parte da criação da hq é a mesma de The Fall, Brenden Flatcher (Wednesday comics, da DC) como roteirista, Cameron Stewart (Mulher Gato, Batman & Robin) e Karl Kerschl (As aventuras do Super-Homem) na arte. Os traços não são ruins, pelo contrário, são muito bons, mas gostaria de artistas com visual mais experimental, como o Bill Sienkiewics, que explora outros detalhes visuais na história.

É um deleite visual o estilo do Bill, queria muito  uma hq de Assassin's Creed com essa abordagem linguística visual

É um deleite visual o estilo do Bill, queria muito uma hq de Assassin’s Creed com essa abordagem linguística visual

Ainda não foi divulgada uma data para o lançamento da hq, nem quando chegará ao Brasil, mas você já pode ler um pequeno PDF (em inglês) de teaser da história.

AC-Brahmanpreview

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Versão brasileira Herbert Richers

Os mais novos talvez não se lembrem, mas houve uma época em que quase tudo que assistíamos era dublado pela Hebert Richers. “Mas por que você tá falando dessa porr@, véi”, você indaga. Porque eu sou tipo o Suda 51, porr@, sou doidão! Brincadeira, eu chego lá já já.

O Brasil sempre teve fama mundo afora de ter uma dublagem exemplar. Até Steven Spielberg já elogiou o serviço por aqui. Boa parte disso talvez seja por termos tantas culturas mixadas, que nos permite ter tudo que é tipo de sotaque, e possibilite brincar com vários tipos de vozes de acordo com o teor do personagem ou do filme/série/desenho/qualquer coisa que seja dublada. Opiniões a parte sobre melhor assistir com áudio original ou a versão dublada, acho que cada caso é um caso, mas houve uma época que você não manjava PN de sotaques em inglês ou coisas do tipo, além do que coisas da infância sempre marcam mais do que as do presente. A voz do Bruce Willis pra mim é o da versão brasileira até hoje, mesmo que eu assista o filme com áudio original, e mesmo depois de o dublador (Newton da Matta) ter falecido.

Em disparidade com a realidade de filmes, séries e coisas do tipo, o mercado dos games demorou e muito pra entrar em cena. Claro que temos alguns casos raros como Warcraft 2 totalmente em português, mas a dublagem dele era tão porca (provavelmente feitos pelo próprio estúdio que traduziu  e distribuiu o jogo no Brasil, ou seja, experiência 0 em dublagem), que nem conta. Brasileiro sempre gostou de videogame, mas embora o gosto pela coisa sempre tenha existido, o mercado aqui nunca foi muito forte. A situação tem mudado de alguns anos pra cá, quando o país hoje ocupa uma posição em que vende mais até do que alguns países europeus. E verdade seja dita, pra mal ou pra bem, a pirataria aliada aos impostos altos sempre foram empecilhos pra que comprássemos jogos distribuídos nacionalmente, nos fazendo demorar a alcançar o ponto em que estamos hoje.

Essa realidade tem mudado aos poucos, e isso tem resultado em grandes estúdios abrindo filiais por aqui e demonstrando maior esmero em lançamentos localizados. Salvo a exceção de Nivaldo Prieto e Paulo Vinícius Coelho, narrador e comentarista esportivo respectivamente, nos Fifas clássicos, 10 anos atrás era até difícil pensar em ver jogos com uma dublagem como as de Diablo 3, The Last of Us ou Injustice nos dias de hoje, e isso se deve a esse crescimento do nosso mercado. Infelizmente ainda acontece apenas com jogos blockbusters, já que os custos de dublagem não são tão baixos para um lançamento nacional, motivo esse que provavelmente foi o que impediu a Bandai de investir na dublagem mais que clássica no jogo dos Cavaleiros do Zodíaco, mas o fato é que a coisa tá acontecendo aos poucos.

Tá ficando tão promissor, que os investimentos ficam até mais ousados. Enquanto lá fora Jack Bauer empresta sua expressão facial e voz para o Snake em MGS 5, por aqui a EA anuncia que o capitão Mathias, de Tropa de Elite, vai colocar sua voz em Battlefield 4. Já é um custo consideravelmente alto contratar dubladores conhecidos para a produção de um jogo, mas a coisa é vertiginosamente maior quando atores consagrados de filmes e novelas entram na parada. E pra mostrar que não é um investimento pequeno, além de André Ramiro (o Mathias), a EA anunciou também a voz de Dan Stulbach, ator das novelas da Globo, na equipe.

Só faltou o Capitão Nascimento

Só faltou o Capitão Nascimento

Essa é uma área da dublagem que merece ressalva. Em geral celebridades e atores de filmes e novelas não mandam muito bem quando o assunto é dublagem (vide Bussunda como Shrek, Luciano Huck como príncipe em Enrolados, Juliana Paes como a mestre Tigresa em Kung Fu Panda, ou a equipe do Pânico dublando o longa animado do Asterix), mas em compensação há também alguns casos excelentes como A Era do Gelo, Up: Altas aventuras, Ratatouille, e A Nova Onda do Imperador, que ficaram muito boas.  Creio que tem que ser analisado caso a caso o game e o ator/celebridade, mas por favor grandes estúdios, façam alguns testes com esse povo antes de contratarem pra trabalhar nos seus jogos, é bom lembrar que o público gamer não é necessariamente o público do caldeirão do huck ou das novelas. E ainda que seja, não quer dizer que é uma boa, afinal não é porque gosto de sorvete que acho que ele vá ficar bem no filé a parmeggiana.

"Ssou gostosa que nem a Angelina Jolie, posso fazer o mesmo papel que ela"

“Sou gostosa que nem a Angelina Jolie, posso fazer o mesmo papel que ela”

Concluindo, reclamem o que quiserem o pessoal do “eu prefiro a voz original, tem mais emoção e bla bla bla”, mas acho que os profissionais brasileiros tão mandando muito bem na coisa, e o jogo tem se tornado mais dinâmico sem precisar ficar ativando legendas pra acompanhar os diálogos junto para não faltar informação quando não entendeu bem o que o personagem falou em inglês. E isso se tratando de pessoas que tem estudo na língua, imagine para as pessoas que nem isso tem.

PS: Já pensou um futuro jogo dos X-Men com a voz nacional do Wolverine?

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Bagos suados e cabeças arrancadas no seu console, agora f***u

Put@ri@ e violência, os 2 principais temas mais recorrentes no entretenimento do cinema e da televisão, pra não dizer também dos videogames nos últimos anos, são também os 2 principais temas da (agora cancelada) série Spartacus, cujo jogo foi anunciado essa semana pela Ubisoft.

Em relação a put@ri@ eu não sei, mas a violência tá garantida a julgar pelas fotos de divulgação do game. Será um título de luta gratuito no qual o seu dinheiro será gasto para comprar equipamentos para o seu personagem.

“Olha mãe! Uma lembrança pra levar pra casa!!!”

 

Quem acha que é só pagar e pronto, vai ser fodão, tá muito enganado, os produtores disseram que o jogo terá um sistema de pontos de fama, no qual os melhores equipamentos, além de custarem mais, precisarão ter um mínimo de fama para serem adquiridos, ou seja, perdeu playboy.

Não foi dito se terão muitas opções sobre esses equipamentos, imagino eu que a lista tenda a aumentar se o jogo fizer sucesso.

Se o game for uma versão melhorada de Gladiator Begins, da Aksys e da Acquire (Way of The Samurai) pro PSP, me divertirei bastante com o jogo.

Spartacus Legends não tem data certa ainda para sair, só foi divulgado que será em 2013, via Playstation Network (SEN, pros xaropes) e Xbox Live Arcade.

Fonte: Gamespot


Michael Fassbender como protagonista e produtor de Assassin’s Creed: O filme (F%$#ing News 09/07/2012)

Fassbender troca o capacete do mestre do magnetismo pelo capuz do assassino

As negociações pelo filme de Assassin’s Creed andavam bem paradas até pouco tempo atrás, mas hoje foi divulgado que Michael Fassbender será o protagonista, e mais do que isso, participará da produção do filme também. Ano passado os direitos do filme estavam em negociação com a Sony, mas não foram pra frente, agora a negociação voltou e envolve também o nome da DMC Film (alguém sabe se tem alguma referência a  Devil May Cry?), que é uma produtora na qual Fassbender é o dono. Será que o mestre do magnetismo/soldado anti nazi/ robô sem vergonha curte um videogamezinho de vez em quando? Isso eu não sei, mas tenho certeza que a mulherada já deve ter começado a umedecer por aí com a notícia.

Fonte: Rolling Stone


Eu tô vivo e tô muito bem ( Impressões de I’m Alive)

Semana passada finalmente chegou o dia do lançamento do tão falado I’m Alive, da Ubisoft. Testei apenas a versão de avaliação. Longe de ser um título campeão de vendas, o jogo desenvolvido pela Ubisoft Shangai não chega perto de títulos de nome como Assassin’s Creed ou Call of Duty, mas também não faz feio. É um dos títulos arcade mais bonitos que já testei.

I’m Alive conta a história de um homem que, 1 ano após “O Evento” (assim chamado o caos que gerou terremotos, tempestades de areia, escassez de água e o escambal), consegue chegar de volta a cidade fictícia de Haventon, e procura por sua esposa e filha.

A jogabilidade não diferencia muito do que já jogamos em títulos de ação. Umas boas sequências de escaladas e equilibrismos ao maior estilo Prince of Persia ou Assassin’s Creed, ou mesmo Shadow of  The Colossus, tendo como dificuldade uma barra de resistência que vai se desgastando conforme você vai escalando e se equilibrando. Não dê folga para o protagonista e você cai de lá de cima. Esgotando a sua barra, você tem ainda um tempo de esforço extra, no qual você vai apertando RT (ou R2) para completar o trecho de equilibrismo, gastando seu nível de resistência final. Com um gole de água, ou um pouco de comida você recupera o nível máximo perdido.

Pra um jogo live arcade/PSN, I'm Alive é muito bonito, entretanto peca na falta de alguns detalhes, como o seu próprio reflexo ao andar sobre poças de água

Nos trechos de interação com as pessoas é sempre uma incógnita. Alguns indivíduos só querem que você não se aproxime, outros vão te atacar, e alguns só precisam de uma ajuda ou não. Com os que te atacam é bom prestar atenção, se o cara vem apenas com um facão, aponte sua arma pra ele ainda que esteja descarregada. Com o botão X (quadrado no PS3), você manda o cara se afastar, estando ele perto de um buraco ou penhasco, chegue perto e aperte X de novo e você senta a bica mandando o cara pra casa do c@r@lho ao melhor estilo “This is Sparta”. Agora se o caboco estiver armado com uma pistola também e você tiver sem balas, pode correr meu filho porque o bicho vai pegar.

Blasphemy? Madness? This is SPARTA!!!!

Minha opinião:

Eu estava esperando esse jogo com uma certa ansiedade, o tema de sobrevivência pós apocalíptica é um que sempre me agradou em filmes, não seria diferente em outras mídias como os games. Sendo apenas um jogo de sobrevivência, é o suficiente pra causar meu interesse, mas não o suficiente pra garantir um bom jogo, no qual eu não acho que seja inteiramente o caso de I’m Alive. É verdade que joguei apenas uma pequena demo, não dando pra aprofundar muito no gosto pelo enredo e pelo resto do jogo, nem testar dificuldades, etc. Entretanto eu acho que talvez a falta de um projeto com mais recursos, e talvez uma equipe mais de ponta, foram primordiais pra queimar uma ótima ideia em um jogo que acabou sendo de médio pra bom. No fim eu acho que vale os 15 dólares (ou 1200 MS Points) como um jogo arcade de baixo orçamento e que diverte, mas se fosse um jogo de mídia, com ares de superprodução, jamais pagaria nele por esse produto final que foi apresentado. De qualquer forma, continuo esperando um PUTA título de sobrevivência para o futuro, porque não foi com I’m Alive que consegui isso.


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