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A versão mais X-crot@ de Double Dragon

Lá vem velharia, e dessa vez, pra mim, foi uma velharia nova. Já joguei tudo que é edição de Double Dragon, arcade, nes, master system, mega drive, game boy, game boy advance, iphone, xbox, é só dizer. Com exceção da versão do Zeebo, que nunca nem cheguei perto, e parece ser o mais bacana dos (poucos) jogos lançados pro aparelho, joguei de tudo um pouco.

Ontem tive a chance de finalmente pôr as mãos em uma versão que eu só fui ouvir falar que existia agora na geração internet e youtube, que é a do Atari 2600 (o Atari teve várias versões, a que popularizou no Brasil foi o 2600). Cara que coisa mais bizarra, não é só pelo aparelho em si que não possibilita muito, mas já começa pela caixa do jogo. Curte isso:

A capa não é ruim, a arte segue o estilo visual que quadrinhistas usavam na época, mas pra hoje, é completamente datada, com esse billy e jimmy com cara de trintões, e os maluco atrás se aproveitando da Marion.

Velho, o que é essa capa? Sim, ela segue o estilo visual popular dos quadrinhos da década de 80, mas entre ela, e a usada no Nintendo e outras versões, é N vezes, sou mais a segunda opção fácil.

Não é fantástica, mas é menos datada e mais estilosa

Mas tudo bem, o valor retrô da capa do Atari tem seu charme, dá um poster bem bacana até. Agora vire ao contrário, e veja a mensagem de contracapa.

Parece até uma hq da Marvel nos 80

“Os Black Warriors sequestraram a sua melhor garota…” Oh Wait, é isso mesmo que eu li? Sim, você é um cafetão, ou pelo menos tem várias mulheres em Double Dragon, e porr@ quem são os Black Warriors pra te levar a tua melhor gata assim? Se liguem seus otários, ninguem leva minhas put@s embora e fica de boa não, como farei com apenas 3 agora?

Deixando de lado a pequena história com a capa, vem a parte principal, o jogo. Eita lindeza visual, na boa, deve ser o jogo com cenário mais “complexo” do Atari, e nem tô sendo sarcástico, você tem o piso, os personagens, e o fundo com alguns poucos elementos, é mais que um Pitfall da vida, hehe. Teoricamente, o jogo deveria ser de ação andando lateralmente, mas imagino que por questões de potencial do console, isso não acontece, você aparece em um cenário, os inimigos vem, você mata, a tela some e te joga pra uma tela seguinte com mais inimigos e por aí vai.

O quadrado verde aí é você viu, ele muda de cor conforme muda a tela

Em questão de jogabilidade, essa foi minha primeira curiosidade ao ligar o jogo, o Atari só tem um botão, e Double Dragon se fazia de N tipos de combinações diferentes com os 2 botões nas demais versões, pra gerar os diferentes tipos de golpe que o jogo tem. Apertando o botão, você soca, o botão mais seta pra baixo você chuta, pra cima dá uma voadora, na diagonal, uma cotovelada, e é isso apenas de ataques. Não pense que por isso tua vida vai ser fácil não, eu não consegui passar da segunda tela (leia bem, eu disse tela, não fase, o jogo muda de telas pra avançar) e tomei Game Over, e não existe continue, isso é artigo de luxo de quem joga videogame da geração Nintendo em diante.

Chegue perto pra ver se não te enfio uma bica na fuça. Na verdade enfio não, é foda!

Por conta disso, 20 minutos foi o máximo de tempo que consegui dedicar ao jogo até decidir matar a saudade de Enduro. O jogo é difícil, os golpes não encaixam bem, mas com certeza eu teria adorado jogar isso quando criança na época. E não pense que foi pouco, não dava  5 minutos de jogatina morrer na segunda tela, hehe. Shame on me

PS: No Gamefaqs hoje eu fui dar uma olhada pra saber se alguém um dia conseguiu ir muito mais longe do que eu, e descobri que tem uma manha ficando no canto esquerdo da tela que os inimigos não te atacam. Nem testei ainda, mas assim é fácil terminar o jogo, e sem graça também.


Jogo de mundo aberto em 8bits marcado para Maio

Brian Provinciano começou, a quase uma década atrás, a produzir um clone 8bits de GTA. O desenvolvimento do jogo se tornou tão cheio de novas ideias que ele resolveu esquecer a parte de “clone” para desenvolver algo próprio, o resultado é Retro City Rampage. O jogo pega referências em vários títulos clássicos da era NES, com missões de tudo que é estilo. Para o  pessoal que acompanha a produção de longa data, falta muito pouco para poder apreciar o produto final.

Provinciano determinou que o jogo sai em Maio para PC, Wiiware e Xbox Live Arcade. Ainda estão nos planos o lançamento para Playstation 3 e PS Vita. Quem comprar antecipadamente a versão para PC tem um descontinho e sai por 15 dólares, além de ganhar a trilha sonora do jogo e mais cartucho, adesivos e caixa fazendo referência aos modelos do antigo NES. Uma peça de colecionador bem fodona e ficará ótimo na prateleira.

Quer saber mais informações do jogo? Dá uma olhada no site.


Presença 9

Teenage Mutant Ninja Pixels, joguei muito nos 8 e 16bits


The Simpsons Arcade: Relançamento na Live/PSN

Quem viveu a febre dos fliperamas e arcades das décadas de 80 e 90 muito provavelmente curtiu a era dos beat em ups (aqueles jogos de andar e bater). Tartarugas Ninja, Final Fight, X-Men (com direito a 6 pessoas em algumas máquinas), Cadillacs & Dinosaurs entre outros fizeram a alegria de muita gente. No meio desses games, um bem improvável conseguiu essa façanha também, The Simpsons: The Arcade Game.

Na minha época de moleque, Tartarugas Ninja era hegemônico nas casas de arcade (eita plataforma superior da antiga Divertilândia do Parkshopping…), mas Simpsons tinha quase tanta gente quanto. A Konami tinha a mão certa para fazer esse estilo de jogos. Tanto ele, quanto os 2 TMNT ou X-Men compartilhavam do mesmo ritmo frenético com movimentações suaves, multiplayer pra muita gente e hordas intermináveis de inimigos na tela.

Na história, Smithers, aquele paga pau apaixonado pelo Sr. Burns está roubando um diamante para ele. Na hora de sair da loja, eles trombam na Marge com a Maggie no colo, e acaba que o diamante cai na boca da bebê, que a usa como chupeta. Smithers então sequestra a Maggie e assim começa a porradaria da família amarela.

É uma história um tanto incomum e sem sentido, mas o jogo é divertido pacas, milhares de personagens secundários e terciários vão dando o ar da graça ao longo das fases, seja te atrapalhando, ajudando, ou só pra aparecer.

O game não está assim muito falado, mesmo entre o pessoal que viveu essa era dos arcades e tem essa sensação de nostalgia com o jogo, mas pra mim, não é nenhum investimento pesado pagar 800 MS points na Live Arcade, ou 10 dólares, na PSN. Vale a relembrança. De qualquer forma, não sei se na PSN teve demo desse jogo, mas na Live, todo jogo arcade tem versão demo, então você pode testar e ver se te agrada. Sei que  é compra certa pra mim, assim como foi X-Men, TMNT Arcade e TMNT Turtles in Time: Re-Shelled.


Os velhos tempos: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

Quem viveu a era 8 bits, ou pelo menos que jogou mesmo depois em um Master System, pode dizer que não jogou ou curtiu Alex Kidd? Deve ser o título mais famoso do aparelho no Brasil.

Eu nunca tive um Master System, jogava na casa dos amigos, então meu contato com Alex Kidd foi até um pouco menor, mas isso não me impediu de passar horas revezando o controle com a turma. O jogo era difícil pacas, pensa num game que só consegui ver o final já na era Youtube.

In Miracle World era um jogo de plataforma side scroll como muitos da sua era, mas o jogo tinha sua própria identidade. Alex Kidd é príncipe do reino de Radaxian, cuja família foi sequestrada e o reino tomado pelo vilão Janken. Para salvar sua família, Alex Kidd conta com diversos itens que vai ganhando, ou comprando nas lojas durante as fases. Moto, ciclocóptero (chamo assim porque é um misto de helicóptero movido a pedaladas), ou lanchas, e outros equipamentos mais, tudo pra conseguir seu bolinho de arroz, ou sanduíche em algumas versões no final da fase (ele comia um sempre que chegava no fim de uma fase), e completar seu objetivo. Além disso, Alex sentava o murrão (literalmente), nos inimigos.

Os chefes do jogo eram um caso a parte. Tá acostumado a chegar no fim e pintar uma criatura gigante  em que você vai bater muito pra poder passar? Pois é, Alex não fazia isso não, rolava tudo através de uma pequena disputa de Jo Ken Po, ou pedra, papel e tesoura. Em uma melhor de 3, se você se desse mal, morreu e vamo pro “duelo fatal” de novo, se você passou, beleza, segue teu rumo. Esse desafio era um tanto engraçado, se por um lado as vezes você passava fácil pela fase sem se arriscar muito quando dava a sorte da disputa ser fácil. Por outro, você podia ter se ralado todo, estar na última vida, e por conta da mesma sorte, se ferrar com más escolhas e tomar um Game Over. Isso tudo deixava o jogo mais interessante, em uma época em que você não desligava o videogame por estar a mais de 2 horas perdendo sempre na mesma fase, tendo que recomeçar tudo de novo.

A trilha sonora do jogo era um caso a parte, quero ver quem que jogou ele insanamente não lembra das músicas se ouvir ao menos um pequeno trecho, isso se não lembrar sem ouvir.

Infelizmente, o personagem não conseguiu manter o mesmo nível nos jogos seguintes, Shinobi World e The Enchanted Castle são até divertidos, mas não elevaram o personagem novamente ao patamar que deveria, como “concorrente” de Mario, da Nintendo. Títulos como Lost Stars e High Tech World ajudaram a ferrar um pouco com o personagem, pelas bombas que são os 2 jogos, e ele acabou perdendo espaço pro Sonic (a Big boss tem um certo asco dele até hoje por ter roubado esse espaço do Alex).

Anos depois, ao menos em coletâneas de personagens, a Sega se lembrou dele, colocando como personagem em Sega Superstars Tennis e Sonic & Sega All-Stars Racing. Torço muito pra que o personagem ganhe um título revival um dia, trazendo junto a mesma empolgação que tinha quando criança.


Saideira da casa dos 20

Últimas horas sobrando na segunda dezena de vida e decido então falar sobre um jogo um pouco a ver com esse clima de ” cara de coisa que tá ficando velha” que está em produção.

Abobo’s Big Adventure é um jogo feito por fãs que tem causado o que falar desde que foi apresentado nos salões da E3 esse ano. Baseado no inimigo mais popular dos gêmeos Lee, de Double Dragon, o jogo dá uma pincelada em tudo que é tipo de jogo que foi sucesso e referência na geração 8bits. De forma engraçada, a história de ABB segue os moldes da “história original” de Double Dragon, com a cena clássica da Marian tomando uma surra e sendo levada por uma gangue, só que dessa vez, a Marian foi substituida pelo filho do Abobo, que devo dizer, é uma coisinha feia que nem o pai. Deve ter sido filho de mulher bêbada ou estupro, só pode.

Do ponto de apresentação de história pra frente, pode esperar fase de tudo que é jeito, Abobo faz uma visitinha nos mundos de Contra, Zelda, Mario, TMNT1, Kung Fu e outros mais. Se você, assim como eu, é velho o suficiente pra ter jogado essa nata de games antigos na época de seus lançamentos, pode esperar que o jogo fatalmente será a tua cara, com direito a todas as rugas e entradas de calvície!

Ainda sem data de lançamento, aguardo ansioso pra poder jogar isso no meu lap.

É isso cambada de pixelados arromb@$(#, volto no meu primeiro dia na faixa dos 30, que espero que seja ainda mais demorado, e mais bacana que a dos 20. Eu xingo, mas amo vocês S2. Parei.


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